03 julho 2011

7 Passos para Superar a Asma






1) Tenho asma desde criança, fui criada mais em hospital do que em casa. As minhas crises eram fora do controle. Algumas viaturas da policia passavam toda madrugada na minha rua e muitas me abordavam. Eu sentava em um banquinho esperando que passassem para me levar ao pronto socorro. Após ter um pouco de condições comprei um inalador que me ajudou muito, mas não podia viajar de onibus, pois tive que descer no meio do caminho para fazer inalação e ai comprei um que ligava no acendedor do carro, imagina eu no onibus fazendo inalação. Eu utilizava bombinha direto, não conseguia nem subir escada, dormia com o inalador ao lado já com a medição, pois fazia toda madrugada. Em uma consulta médica a Dra me receitou um remédio para controle. Eu não comprei era muito caro. Na segunda consulta ao subir a escada passei mal e a Dra me deu uma amostra grátis. Minha vida mudou, eu subia 10 andares e não sentia a sensação do coração sair pela boca. Para mim foi e é um santo remedio.

2) Tenho asma desde criança. O problema é que agora as crises são mais frequentes, vivo com o pulmão fechado e uso constantemente a bombinha. Estou aflito. Vivo em busca de chás, garrafadas e assemelhados. Como posso sair dessa?

Estes depoimentos tem um ponto comum: a asma - também chamada de bronquite alérgica, bronquite asmática ou simplesmente bronquite. Mas na verdade são bem diferentes, porque no primeiro caso foi possível controlar a doença e alcançar a qualidade de vida. E como é possível controlar a asma?


7 Passos para superar a asma

Não é uma receita de bolo. A asma é uma doença que resulta da interação entre fatores genéticos combinados a fatores ambientais (e pessoais). A medicina atual tem poucos recursos para modificar a genética de uma pessoa. Mas, é possível atuar nos fatores ambientais e pessoais para superar a doença. A equipe do Blog da Alergia tem algumas sugestões para ajudar você a controlar sua asma e ter uma vida saudável. 

1. Aprender sobre a doença
A asma é cercada de mitos e preconceitos. Por isso, o primeiro passo é conhecer sua doença para ter tranquilidade e segurança e tratar sem medo. Existem associações de asmáticos que poderão ajudar você: Conheça a ABRA e a GINA.

2. Evitar os fatores provocadores de crises
Nem sempre é fácil, mas você pode observar e identificar as causas principais de crises. Assim será possível criar uma estratégia para evitá-las. Por exemplo, se gripes são causadoras de crises, não deixe de aplicar anualmente a vacina contra a influenza. Se os ácaros da poeira pioram os sintomas, dê uma atenção especial à limpeza de sua casa (leia:poeira e ácaros ). E se tiver casa de veraneio, cuide do ambiente. Uma causa de crises de asma que é pouco valorizada é a Rinite Alérgica: trate seus sintomas nasais para controlar sua asma

3. Tratar a alergia: imunoterapia
O tratamento com vacinas ou imunoterapia específica está indicado para os casos onde a alergia é comprovada. Tem objetivo de modular o processo alérgico que compõe a inflamação da asma e da rinite alérgica, bem como reduzir a sensibilidade aos alérgenos. 

4. Usar medicação todos os dias e não só nas crises
Não espere ter sintomas para tratar sua asma: existem medicamentos que atuam na inflamação dos brônquios e que devem ser usados todos os dias, mesmo que você esteja bem, para evitar as crises. Não tenha medo de usar os remédios inalados  pois atuam mais rápido, têm doses menores e causam menos efeitos colaterais.

5. Monitorizar sua função pulmonar
O acompanhamento da asma deve incluir a monitorização da função pulmonar, que pode ser feita através da espirometria ou de forma resumida, com um aparelho medidor do sopro (pico do fluxo expiratório). Mas, se você não tiver um medidor, o seu alergista poderá ensinar a monitorizar seus sintomas e assim poder reconhecer as crises ainda leves, antes que piorem. Os antigos diziam: "é de pequenino que se torce o pepino" o que é verdadeiro na asma: tratando crises leves, é possível na maioria das vezes evitar o agravamento e o sofrimento acarretado pela doença.
 
6. Ter um Plano de Ação
O seu alergista pode orientar as atitudes que deve ter, quais são suas medicações diárias, como lidar com crises, como controlar seus sintomas e o que fazer se tiver piora.

7. Hábitos saudáveis
Alimente-se bem. Melhore sua capacidade física Mantenha o acompanhamento e as  consultas com seu alergista. 

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