19 maio 2013

Fisioterapia respiratória

Outono e inverno são estações do ano que se acompanham de mudanças climáticas e maior prevalência de doenças respiratórias, rinite, sinusite e asma. Para amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida daqueles que são acometidos por essas doenças, uma especialidade se mostra a principal aliada do tratamento médico, a fisioterapia respiratória. 

A fisioterapia respiratória utiliza um conjunto de técnicas manuais tem como objetivo mobilizar secreções, melhorar oxigenação, promover reexpansão pulmonar, reeducar a função respiratória e prevenir complicações. 

São utilizadas manobras de higiene brônquica (drenagem postural, percussão ou tapotagem, compressão torácica e aspiração), manobras de reexpansão pulmonar e também alguns recursos fisioterapêuticos como respiração com pressão positiva intermitente ( RPPI ), pressão expiratória positiva ( PEP ), oscilação oral de alta frequência ( Flutter, Shaker ), além de exercícios respiratórios. 

As manobras manuais melhoram a mobilização das secreções pulmonares, propiciando maior expectoração, melhora da complacência pulmonar e melhora da troca gasosa. Ou seja, melhor oxigenação e diminuição da falta de ar. 

O tratamento não envolve nenhum tipo de medicamento. Constam apenas de técnicas manuais, que beneficiam muitas pessoas. Estudos científicos a nível mundial comprovam a eficácia das técnicas de fisioterapia respiratória.
Fonte: Blog da saúde

14 maio 2013

Angioedema hereditário



Parece reação alérgica a medicamentos ou alimentos, 
mas pode ser angioedema hereditário 

O angioedema hereditário foi descrito por Milton, em 1876, mas ainda hoje é pouco divulgado na comunidade médica, a ponto de ser confundido com outras condições, como complicação de reação adversa a drogas ou alergia alimentar. 

Caracteriza-se clinicamente por episódios de edema (inchação) não pruriginoso, repetido,  acometendo sobretudo face, braços, pernas, mãos, pés, genitália. Pode se acompanhar de dor, quando acomete abdome. O quadro geralmente não é acompanhado por urticária e dura mais que 12 horas. As crises são provocadas pela liberação de substâncias,em especial  a bradicinina, que aumenta a permeabilidade vascular, levando, assim, ao edema. 

É uma doença de origem genética, causada por uma mutação no gene do inibidor da C1 esterase (C1-INH). As crises podem ser desencadeadas por fatores variados, como: trauma,  estresse, infecções, uso de anticoncepcionais, uso de remédios inibidores da enzima conversora de angiotensina, etc. 

Quando se suspeita de um angioedema hereditário, é recomendado fazer exames de sangue para investigar as frações do complemento, compreendendo a mensuração do C4, que se encontra geralmente abaixo do normal e a determinação quantitativa e funcional do C1-INH. Se tais dosagens estiverem normais e a suspeita clínica permanecer, os exames devem ser repetidos durante uma crise de edema. 

Existem 3 tipos da angioedema hereditário e os exames têm também utilidade na classificação do angioedema. 


Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO - ABRANGHE

E, atenção: 
Quinta feira, 16 de Maio - Dia Mundial do Angioedema hereditário 
Vá ao Hospital do Fundão às 8:30h para o 7º encontro de pacientes:


12 maio 2013

Asma grave: tratar crise não é tratar a doença

A respiração é uma de nossas ações vitais. Respiramos mais de 10 mil litros de ar em um dia sem nos darmos conta: expirar e inspirar são ações quase automáticas. 

Infelizmente, para grande parcela da população, respirar pode ser um desafio diário. Isso porque doenças do sistema respiratório podem gerar sérias complicações. Há pessoas que têm cansaço extremo ao simples apertar de passos para pegar um ônibus. Para outras, até movimentos rotineiros, como escovar os dentes, causam agonia. 

Uma das doenças respiratórias mais comuns é a asma. Ela atinge mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo e é responsável por 250 mil mortes anualmente. No Brasil, há um dos maiores índices de prevalência: quase 40 milhões de brasileiros convivem com a asma e 2 mil morrem todos os anos. 

A asma é uma doença inflamatória crônica dos brônquios, caracterizada pela obstrução das vias aéreas, podendo produzir excesso de muco, chiado, desconforto no peito e falta de ar. Está dividida em diversos tipos, como alérgica e não alérgica, e intermitente e persistente. A asma intermitente apresenta crises rápidas e sintomas algumas vezes ao mês. Já a persistente pode provocar crises mais longas e sintomas diários. Por isso, é dividida em leve, moderada ou grave. 

A doença pode afetar crianças e adultos. O tipo de asma é diagnosticado por exames específicos, como avaliação da função pulmonar, e por análise do perfil da rotina do paciente. Assim, entender o quanto a asma impacta em suas atividades é fundamental para classificar a gravidade e indicar o tratamento. A asma grave é um dos nossos grandes desafios. Isso porque de 10 a 15% dos pacientes asmáticos não conseguem controlar a doença com medicamentos convencionais, mais eficazes àqueles que apresentam os tipos leve e moderado. 

No Brasil, os asmáticos graves chegam a procurar 15 vezes mais pronto-socorros do que os outros pacientes, e são hospitalizados 20 vezes mais. Esses dados assustam, principalmente porque a dificuldade de controle não está relacionada apenas ao tipo de medicamento, mas também ao acesso a essas terapias, bem como à própria disciplina do paciente. Além de produtos convencionais, já oferecidos pelo governo, uma pessoa com asma grave pode necessitar de abordagens terapêuticas mais inovadoras, como os inibidores de IgE, ainda não disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

É importante destacar que o tratamento da asma grave envolve, adicionalmente, fisioterapia e exercícios respiratórios, cuidado especial com os ambientes e acompanhamento médico. Um professor da faculdade sempre nos dizia: “Quanto mais asma, mais asma”. Na prática, ele estava certo. Quanto menos controlado um paciente estiver, mais crises e intervenções sofrerá. Apesar disso, a disciplina do paciente com asma está aquém do desejado. Tratar uma asma grave é completamente diferente de tratar uma crise grave de asma. Se a crise persiste, é porque o tratamento não está sendo seguido ou não é o adequado. 

Nosso objetivo deve ser sempre tratar e cuidar da doença antes de qualquer internação, para evitá-las ao máximo. Daí a importância de termos uma completa variedade de terapias disponíveis para oferecer aos pacientes a melhor abordagem para tratar todos os tipo de asma. Para se alcançar um controle satisfatório da asma grave, as pessoas e os profissionais em volta do paciente devem estar envolvidos em suas necessidades. E a relação entre médico e paciente deve ser próxima e aberta, garantindo adesão e conforto ao tratamento indicado. Conviver com a asma grave é, acima de tudo, uma questão de disciplina para cuidar de si e do ambiente em que se vive.
Este texto é de autoria do Dr Fábio F. Morato Castro, Presidente da ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, e professor da Universidade de São Paulo (publicado no correio brasiliense)
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