22 Novembro 2009

Alergia em cabeleireiros

cabeleireira


A profissão de cabeleireiro está em alta: a procura por cursos aumentou e o número de estabelecimentos cresceu de forma significativa nos últimos anos.

Lavar, cortar, hidratar, pintar, pentear, alisar, encrespar, ondular, maquiar, depilar, fazer as unhas, etc... É um universo de recursos oferecidos para mulheres e homens ficarem mais bonitos.

Mas, estes profissionais estão em constante contato com números produtos cujas fórmulas nem sempre são bem conhecidas, ficando mais sujeitos à alergia, tanto respiratória como na pele.

Repercussões respiratórias

O uso de produtos em aerossol nos ambientes profissionais facilita o aparecimento de problemas respiratórios em cabeleireiros.

Estudo realizado no Paraná em 2008 mediu a capacidade respiratória em 100 cabeleireiros, detectando que em cada dez cabeleireiros, dois tinham problemas respiratórios, sendo a alergia muito comum nestes profissionais.

Na maioria das vezes, o profissional é portador de asma e/ou rinite alérgica e tem seus sintomas agravados pela constante exposição a produtos químicos e cheiros ativos, em especial produtos contendo amônia, tintas e sprays.

Repercussões na pele

As principais alergias da pele que acometem os profissionais da beleza são os eczemas, afetando mãos e antebraços, mas podendo atingir outras superfícies expostas do corpo.

Fatores que favorecem o aparecimento da dermatite:

Pessoas de pele seca e sensível.
Contato repetido
Mãos úmidas.

Principais produtos causadores de alergia são:
Tinturas de cabelo (parafenilenodiamina)
Descolorantes (água oxigenada e amônia)
Alisamentos (tioglicolatos)
Fragrâncias e conservantes de cremes
Metais (instrumentos)
Borrachas (luvas)

Shampoos raramente causam alergia pois ficam pouco tempo em contato com a pele. Mas, os profissionais realizam muitas lavagens diariamente, ficando com as mãos úmidas por tempo longo, podendo surgir a alergia de contato, com eczema em mãos e predominando em palmas e entre os dedos.

Manicures podem desenvolver alergia a esmaltes e aos acrilatos usados nas unhas artificiais.

Diagnóstico

O reconhecimento da alergia é feito pelo médico alergista através do exame do paciente e do teste de contato com bateria- padrão. Em alguns casos é preciso realizar também o teste com cosméticos.

Tratamento

Para tratar, é preciso detectar e afastar a substância causadora. Remédios na forma de cremes são muito úteis para o controle das lesões na pele.


Como prevenir

Se for possível, avaliar se há risco de alergia. Assim, pessoas atópicas, com pele sensível ou que já tenham história de eczema no passado devem evitar seguir a profissão.

Educação dos profissionais sobre os riscos e sobre métodos de proteção. Uso adequado de luvas e/ou de máscara, se possível.

Uso de instrumental de boa qualidade para evitar liberação de níquel

Uso rotineiro de cremes hidratantes.

















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16 Novembro 2009

Imunoterapia - vacinas para alergia




A aplicação de vacinas para alergia é chamada de imunoterapia específica. Consiste na introdução de mínimas porções da substância a que a pessoa é alérgica, de modo contínuo, até o organismo não reagir mais de forma anormal àquela substância (antígeno).

Por exemplo, nas alergias respiratórias, injetam-se mínimas quantidades de extratos contendo ácaros da poeira domiciliar. O objetivo é diminuir a sensibilidade e assim controlar a doença.

A dificuldade para se evitar totalmente o contato com os alérgenos, principalmente a poeira e os ácaros, levam à necessidade de uma imunoterapia específica, com vacinas preparadas com estes alérgenos.

Os resultados da imunoterapia são muito bons, mas é importante esclarecer alguns pontos:

- É necessária uma indicação precisa da imunoterapia.

- O ideal é conhecer quais os alérgenos causadores de sensibilização. O médico realiza a pesquisa de fatores envolvidos, analisa os dados clínicos do paciente e realiza testes cutâneos alérgicos.

- A imunoterapia está indicada quando não for possível afastar totalmente o alérgenos, como no caso da poeira domiciliar.

- O médico especialista em Alergia orientará o tratamento.

- A imunoterapia deve ser feita com antígenos padronizados, de boa qualidade. Devem ser neutras, estéreis, sem irritantes e com os alérgenos adequados para o paciente.

- A imunoterapia faz parte de um tratamento. Assim, o uso dos medicamentos (aliviadores e controladores) deve ser mantido, bem como as medidas de controle ambiental no domicílio. . O médico alergista orientará doses, concentração, intervalos de doses e realizará o tratamento global em cada paciente.

O tempo de tratamento varia de 2 a 4 anos, mas a melhora já aparece nas primeiras séries. Mas, a interrupção precoce do tratamento provoca o retorno dos sintomas.

Vias de aplicação


INJETÁVEL: a vacina é aplicada por via subcutânea profunda (na gordura que fica sob a pele), na parte posterior do braço, nádegas ou coxas. É a forma tradicional e mais utilizada.


SUB LINGUAL: utilizam-se vacinas sob forma de gotas que são pingadas embaixo da língua, de preferência em jejum ou fora de refeições.Imunoterapia sublingual é efetiva para adultos e crianças, porém em altas doses.

Principais indicações:

- Alergias respiratórias (asma e rinite alérgica)
- Conjuntivite alérgica
- Alergias a insetos

Benefícios da Imunoterapia

O tratamento com vacinas para alergia é eficaz, diminuindo sintomas e melhorando a qualidade de vida dos alérgicos. Muitas vezes, a imunoterapia faz com que a pessoa consiga diminuir ou até mesmo não necessitar mais de medicamentos.

É o único tratamento capaz de modificar a história natural da doença proporcionando o controle da doença. No caso da rinite, por exemplo, o tratamento é capaz de evitar a evolução para asma.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), endossou o emprego das vacinas com alérgenos:
1- em pacientes que apresentam reações graves (anafiláticas) a insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas) e
2- nos indivíduos sensíveis a alérgenos ambientais que apresentem manifestações clínicas, como rinite, asma, conjuntivite.

Reações à imunoterapia:

 - Locais: dor, irritação, edema, avermelhamento e coceira no local da aplicação.
- Reações no organismo: piora transitória dos sintomas alérgicos, minutos ou horas após aplicar a vacina. Urticária. Anafilaxia (rara).

Contra-indicações:


 A imunoterapia não deve ser feita nos seguintes casos:
- Portadores de asma grave
- Pacientes em uso de betabloqueador
- Doenças do sistema imunológico (autoimunes)
- Doenças psiquiátricas
- A vacina não pode ser iniciada na gravidez, mas pode ser mantida nas mulheres que já estavam em tratamento quando engravidaram.


Até o presente momento, o controle de alérgenos no ambiente e a imunoterapia são os únicos tratamentos que modificam o curso natural de uma doença alérgica, seja prevenindo novas sensibilizações, seja alterando a história natural da doença ou de sua progressão

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08 Novembro 2009

Alergia - Notas Rápidas



1. Olheiras podem ser causadas por Rinite Alérgica

Estudo recente mostrou que 87% dos portadores de rinite têm olheiras, incluindo adultos e crianças. Olheiras não são graves, mas incomodam, devido ao ar abatido no rosto, podendo afetar o relacionamento social, na família, trabalho ou escola. As causas para o surgimento destas indesejáveis companhias são variadas: cansaço, idade, excesso de sol, fumo, fatores genéticos, entre outros. Descobrir a causa é uma grande ajuda no tratamento.

A rinite alérgica se acompanha de uma inflamação persistente da mucosa nasal, que pode resultar em um edema (inchaço) desta mucosa, alterando a circulação venosa na região das pálpebras, dando origem ao aspecto escurecido embaixo dos olhos.

Por isso, a recomendação é tratar a rinite alérgica juntamente com o tratamento estético das olheiras, para que o resultado seja melhor.

2. Alergia aos esmaltes

E, por falar em pálpebras, você sabia que a maior causa de alergia nesta região é o esmalte de unhas? As pálpebras se tornam avermelhadas, descamam e coçam. As mulheres acometidas deste tipo de eczema pensam logo na maquiagem

A alergia de contato ao esmalte de unhas não se manifesta nas unhas, por serem um verdadeiro “casco”, mas sim nos locais onde a mão alcança com facilidade e a pele é mais sensível: face, pálpebras e pescoço.

O alergista analisará o caso, realizará os chamados testes de contato para que possa orientar uma opção de esmalte hipoalergênico de acordo com cada pessoa.

3. Alergia na Justiça

Uma notícia recentemente publicada na revista Exame chama a atenção: Ao longo de cinco anos, um cidadão no Ceará peregrinou de um lado para o outro no Tribunal de Justiça de Fortaleza em busca de informações sobre um processo que abriu em 2004. A ação é uma apelação contra a sentença do assassino de seu filho, morto em 2001, aos 19 anos, pelo ex-namorado da garota com quem ele se relacionava na época. O autor do crime ficou detido apenas 81 dias, não voltando mais à cadeia, mesmo depois de julgado e condenado a nove anos de prisão. Atualmente, continua em liberdade enquanto briga contra a sentença. Mas não é só a impunidade que espanta nesse caso. No Ministério Público -- órgão do Executivo, não do Judiciário, mas que é peça fundamental na engrenagem da Justiça --, o processo permaneceu por 11 meses. O problema? A rinite alérgica da procuradora, que se negou a analisar os processos empoeirados, armazenados em caixas de papelão.

Discussões à parte, o grande número de processos que corre na justiça, na maior parte das vezes, em longas tramitações, faz com que se tornem cada vez maiores com número extenso de páginas. Estes processos, guardados por longo tempo e armazenados em locais nem sempre apropriados, podem ser infectados por ácaros, fungos e outros microorganismos.

Advogados, juízes e funcionários que manipulam estes processos estão sujeitos a apresentar sintomas de alergias respiratórias como a asma e a rinite alérgica, além de um sem-número de co-morbidades como: sinusites, irritações na garganta, rouquidão, tosse crônica, entre outras.

É preciso acelerar os trabalhos de higienização, microfilmagem e informatização da justiça e quem sabe, com isso acelerar o resultado aos processos...

4. Crianças que fumam

O combate ao fumo nos lugares públicos, shoppings, restaurantes, etc. melhorou a qualidade do ar para seus freqüentadores. Mas e nas casas? Estudo americano aponta que cerca de 60% das crianças são fumantes passivas nos carros e dentro de suas próprias casas.

Dados do INCA (Instituto Nacional do Cancer) são claros ao detectar a presença de neoplasia em indivíduos não fumantes mas que conviveram com fumantes em sua casa.

Trabalhos recentes com animais de estimação que convivem com fumantes, mostram a presença de doença respiratória em cães, gatos, aves, entre outros.

Vamos lutar para afastar o cigarro das nossas crianças!



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02 Novembro 2009

Crises de asma e mudanças de tempo

Smile - chuva    As crises de asma podem surgir por fatores variados, sendo citada pelos próprios asmáticos a influência das mudanças de tempo no surgimento de crises. Um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado recentemente na revista Annals of Allergy chamou a atenção para este fato.

Os autores estudaram os atendimentos realizados num Hospital de Detroit e relacionaram com fatores ambientais. No período entre Janeiro de 2004 e Dezembro de 2005 foram realizadas cerca de 25.000 consultas de crianças em crise de asma. Os pesquisadores analisaram fatores climáticos incluindo temperatura, umidade, poluentes e aeroalérgenos.
Ao final relacionaram o número de atendimentos de crianças em crise de asma com os períodos de mudanças bruscas climáticas.

Concluíram que as mudanças de umidade relativa do ar e de temperatura estavam ligadas a um maior número de atendimentos 1 a 2 dias após as mudanças de tempo .

Ainda não se sabe o exato mecanismo envolvido. Este estudo confirma uma queixa já verificada pelos próprios asmáticos que costumam relatar este achado aos seus médicos.


Estudo publicado na revista Annals of Allergy, Asthma and Immunology 2009, vol. 103, no. 3, pp. 220 - 224

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01 Novembro 2009

Asma e inalador de pó seco - respondendo à leitora

Tenho asma e gostaria de ter mais informações sobre as bombinhas de inaladores secos. Obrigada, Elizia.


O tratamento da asma segue as recomendações do Consenso Brasileiro no Manejo da Asma, organizado por renomados especialistas no país. É ponto pacífico que a melhor maneira de administrar os remédios é por via inalada.

Se uma pessoa inala um medicamento, é comprovado que:
- A dose é menor (micrograma), comparado a comprimidos e xaropes (miligrama).
- O efeito é mais rápido.
- A segurança é maior, já que os efeitos colaterais são menores.

Existem 3 maneiras de inalar um medicamento para tratar a asma:
1.Nebulização ou inalação comum com aparelhos compressores de ar.
2.Spray (ou aerossol) - a popular “bombinha”.
3.Inalador de pó seco.

Atendendo a solicitação da leitora Eliza, hoje falaremos do inalador de pó seco.

Trata-se de um dispositivo moderno para inalação de remédios, muito parecidos com as “bombinhas”, mas que atuam sob forma de um pó muito fino que penetra nas vias respiratórias, atingindo até os brônquios inflamados pela asma.

Existem vários dispositivos inalatórios de pó seco e seus nomes parecem complicados pois são todos em inglês, sem tradução para o português. Os mais conhecidos são:
- Aerolizer – utiliza cápsulas para inalação.
- Diskus – utiliza um aparelho de formato redondo, semelhante a um disco.
- Turbuhaler – assemelha-se a um tubo




Remédios que podem ser encontrados sob forma de inalação de pó seco:

- Remédios aliviadores ou broncodilatadores: Formoterol, Salmeterol. Nomes comerciais: Fluir, Foradil, Formare, Formocaps.

- Remédios controladores ou corticosteróides inalados: Beclometason, Budesonida, Fluticasona, Mometasona. Nomes comerciais: Miflasona, Miflonide, Busonid, Flixotide, Fluticaps, Oximax.

- Terapias combinadas, utilizando combinações de um remédio aliviador com um remédio controlador. Nomes comerciais: Alenia, Foraseq, Seretide, Symbicort.

Os inaladores de pó seco são formados por um bocal e um receptáculo para o remédio que se encontra em forma de pó - podendo vir como cápsulas ou livremente dentro do aparelho. O uso destes inaladores tem bons resultados no tratamento da asma, mas não são indicados para crises agudas ou para uso em crianças pequenas, que não possuem a força necessária para inspiração da medicação.

Técnica de uso:
1.Preparar a dose (varia em cada dispositivo).
2.Expirar, soprando lentamente.
3.Colocar o dispositivo na boca.
4.Inspirar o mais forte e profundo possível.
5.Parar de respirar e mentalmente contar até 10.
6. Lavar a boca, bochechar com água e cuspir.

Atenção: inalar corretamente é fundamental para que o remédio faça efeito. Por isso, se tiver dúvidas, pergunte. Leve seu aparelho na consulta e aplique junto ao seu médico para que ele oriente se a aplicação está mesmo adequada.


Vantagens dos inaladores de pó seco:

- Portáteis, práticos e duráveis.
- Não usam propelentes.
- Tem controle de dose.
- A técnica de uso é simples.

Desvantagens:

- A técnica de uso não é adequada para crianças pequenas ou para pessoas com dificuldade em inspirar com a força adequada para aplicar o medicamento.
- A inalação do pó pode deixar resíduo na garganta.
- O custo ainda é alto.


Em resumo, cada pessoa é única e diferente. Converse com seu médico especialista e escolha junto com ele o medicamento e a forma de inalação que melhor se adapte e que traga maior benefício para seu caso.

Remédios não devem ser usados por conta própria. Mas, o asmático deve conhecer seus medicamentos e saber como e quando usá-los. Para isso, ele deve ter um “Plano de Ação” orientado pelo médico, para que tenha o auto-manejo de sua doença.


Auto – manejo não é sinônimo de auto – medicação !






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25 Outubro 2009

Alergia e perfume: fato ou tabu? Respondendo ao leitor

Eu tenho um problema sério com perfumes e cheiro. Se eu fico ao lado de alguém usando um perfume forte, começo a espirrar, tusso, sinto falta de ar, meus olhos ficam muito vermelho, o que me deixa muito envergonhada. Gostaria de saber se sou alérgica a perfumes.
Obrigada, Marília.
Cara Marília.

Antes de responder sua pergunta, gostaria de explicar que são duas situações diferentes:

1) A alergia ao perfume ocorre na pele no local onde se aplicou o produto, sendo conhecida como alergia de contato ou como dermatite de contato.

2) Perfumes e odores ativos podem ser irritantes ao aparelho respiratório e provocar sintomas respiratórios, mesmo que a pessoa não seja alérgica a eles.

Então, vamos explicar cada uma destas situações:


1) DERMATITE DE CONTATO ou ALERGIA DE CONTATO

As fragrâncias perfumadas podem ser encontradas em muitos produtos, desde perfumes propriamente ditos como também em águas de colônia, lavandas, desodorantes, loções após a barba, hidratantes, protetores solares, bronzeadores, cremes e loções corporais, óleos, essências, maquiagem, depilatórios e muitos outros produtos.

Mesmo os produtos anunciados como “sem perfume” podem conter ingredientes mascarados para melhorar o odor natural do cosmético.

Estas alergias de contato dependem de um processo de sensibilização e por isso não surgem na primeira vez que uma pessoa usa um determinado produto, mas sim após algum tempo.

Na pele, manifesta-se como um eczema e uma coceira intensa, podendo evoluir para o surgimento de áreas avermelhadas (eritema), com bolinhas de água (vesículas) e que podem se romper eliminando um líquido pegajoso (exsudação). Com o passar do tempo, o liquido seca, podendo surgir crostas e descamação. Utiliza-se a denominação de eczema, dermatite ou alergia de contato.

Um ponto importante é analisar o local da pele onde surge a alergia, pois em geral está associado com o uso do produto. Por exemplo, desodorantes produzem reações nas axilas. Perfumes podem provocar lesões no pescoço, atrás das orelhas e braços.

2) PERFUMES E ODORES ATIVOS ATUANDO COMO IRRITANTES RESPIRATÓRIOS

A asma e a rinite alérgica são as principais alergias respiratórias e têm origem genética (hereditária), que faz com que as pessoas portadoras destas doenças tenham vias respiratórias mais sensíveis que o habitual, reagindo exageradamente a alguns estímulos. Por isso, poderão piorar seus sintomas ao inalar odores ativos.

O papel exato do perfume como provocador de crises de asma e rinite ainda não está bem estabelecido, mas sabe-se que não é uma alergia propriamente dita. Recentemente foi publicado um estudo na Suécia demonstrando que a inalação de perfume é capaz de afetar negativamente a função respiratória dos asmáticos.

É claro que a sensibilidade aos cheiros ativos varia em cada pessoa, pois depende do grau de sensibilidade de cada um. Além disso, quanto menos controlada estiver a alergia, seja asma ou rinite, maior será o efeito negativo do perfume nas vias respiratórias.

Infelizmente neste caso, testes e vacinas não serão úteis, já que não há um mecanismo alérgico comprovado, sendo a causa o poder irritante que os odores ativos exercem sobre as vias respiratórias.

Asmáticos não precisam fugir de perfumes, mas devem dar uma atenção especial a estes fatores no seu ambiente:

- Se possível, não use perfumes. Mas se fizer muita questão, converse com seu alergista e peça que oriente a escolha de uma fragrância suave, hipoalergênica e aplique pequena quantidade em áreas do corpo longe do nariz, por exemplo, nas costas ou nas dobras dos joelhos. Lave as mãos após a aplicação do perfume.

- No caso de crianças alérgicas, pais e cuidadores devem evitar usar perfumes quando estiverem junto delas.

- Prefira desodorantes e óleos corporais sem fragrância.

- Não use incensos, velas perfumadas, aerossóis em sua casa.

- Se você tem dermatite de contato alérgica aos perfumes, leia sempre os rótulos e evite os produtos que contenham as palavras: “fragrância”, “perfume” e “botânicos.A maior dificuldade é que os fabricantes de perfumes podem utilizar “fórmulas secretas”e omitir a listagem específica de todos os componentes. Se tiver dúvidas, não use antes de falar com seu alergista. Se for necessário, ele realizará o teste de contato para definir melhor a substância causadora da alergia.

Sabemos que é impossível fugir completamente dos produtos perfumados. Quanto menos se espera pode-se ganhar um cartão, um enfeite ou até um brinquedo perfumado. Mas, a nossa mensagem para você é que procure manter sua alergia tratada e bem controlada. Isso significa tratar sempre e não apenas nas crises.

O alergista orientará os cuidados, os medicamentos e o uso de vacinas (imunoterapia), de forma que suas vias respiratórias permaneçam desinflamadas e suportem melhor a agressão aos fatores irritantes que forem inevitáveis.






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Atendimento especial para os idosos




A equipe de médicos da Clínica de Alergia está habilitada para atendimento especializado à idosos portadores de doenças alérgicas, sejam respiratórias ou da pele.

Urticária, angioedema, eczema de contato, farmacodermias e prurido são as principais manifestações alérgicas na pele.

Rinite alérgica, sinusites e asma Brônquica (ou bronquite) representam as alergias respiratórias mais comuns na terceira idade.

A Clínica de Alergia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro atende sem hora marcada, de segunda a sexta feira, pela manhã de 8 às 10:30 e à tarde de 13 às 15:30 horas.

O tratamento inclui consultas de retorno gratuitas dentro de 15 dias após o atendimento. Informe-se pelos telefones (21) 2517 4206 ou 2210 2810 com a nossa secretária Vanessa.

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