29 março 2015

Asma e Rinite - quanto mais cedo o diagnóstico, melhor


Em Portugal, foi realizado um estudo que acompanhou 300 crianças ao longo de 13 anos, com objetivo de avaliar como os sintomas evoluem com o tempo. Foi demonstrado que mais de 10% das crianças portuguesas têm asma. Porém, só 30% dos casos chegam à adolescência já sem sinais da doença. 

Foram identificados claramente três conjuntos de crianças: 

1) Crianças que terão asma e rinite até à adolescência. 
Neste grupo, a alergia é um fator importante e representa metade de todos os casos 

2) Crianças que continuam com asma até à adolescência mas de forma branda. 

3) Crianças que deixam de ter asma. Os sintomas irão desaparecer na adolescência.  
Neste último grupo, em geral os pais não tinham asma e não foram detectadas alergias (rinite ou eczema). 

Esta divisão das crianças por grupos permite que os médicos escolham a melhor opção de tratamento para cada uma delas. 

Um dado importante: identificar e tratar os sintomas da rinite nas crianças (espirros, coriza, obstrução e coceira do nariz, olhos e garganta) evita asma na adolescência, já que a rinite é um importante fator de risco para a doença. 

As conclusões do estudo podem ter grande aplicação na prática clínica, ajudando os médicos a escolher o melhor tipo de tratamento para cada criança, contribuindo para melhorar a qualidade de vida, tanto dos pequenos como de seus pais, já que estes problemas afetam toda a família. 

As alergias respiratórias são das doenças crônicas mais frequentes na infância e cerca de 30% das crianças apresenta sintomas de rinite, enquanto mais de 10% têm manifestações de asma, mesma percentagem afetada pelo eczema atópico. Mais de 5% das crianças sofrem de alergia alimentar e cerca de 2% a 5% das crianças têm alergia a medicamentos. 
A asma e a rinite são doenças alérgicas que podem se iniciar na infância, mas nem sempre são diagnosticadas adequadamente. 
Este estudo reforça a importância do diagnóstico precoce e aponta para a necessidade de valorizar outras doenças (em especial a rinite e o eczema atópico) que podem influenciar na evolução da asma. 


 Quanto mais cedo for detectada e tratada a asma, 
      menor o impacto da doença no futuro. 

Este estudo foi premiado pela Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa. 
Clique aqui e leia mais 
Imagem: fonte

17 março 2015

É alergia ao leite ou intolerância à lactose?

“- Doutor, meu filho tem alergia ao leite de vaca?” 
“- Doutor, meu filho tem alergia a lactose?” 
¨- Mas afinal, o que meu filho tem?" 

Essas perguntas vêm se tornando cada vez mais freqüentes nos consultórios de alergistas e pediatras. A alergia às proteínas do leite de vaca e intolerância à lactose são coisas completamente diferentes. O que é cada uma? 


A alergia às proteínas do leite de vaca é uma reação imunológica do organismo contra proteínas presentes no leite de vaca. 

intolerância a lactose é a incapacidade do organismo de digerir/processar o açúcar do leite. 

Mas na prática, quais as diferenças? 

Na alergia, o organismo reage através da formação de anticorpos específicos às proteínas do leite. Essas reações podem se apresentar de várias formas, como quadros gastrointestinais (diarréia e vômito), manchas na pele, e em casos extremos, com quadros de choque anafilático. 

Os mecanismos imunológicos envolvidos podem ser vários, e o mais comum, através de reações IgE mediadas, que são as reações imediatas, aonde ao contato, o paciente reage em poucos instantes. 

Na intolerância a lactose, em que o organismo tem falta da produção ou uma produção deficiente de lactase, enzima que quebra a lactose, os sintomas se apresentam exclusivamente com sintomas intestinais, como distensão abdominal, dor abdominal, diarréia e dificuldade para ganho de peso. 

Diagnóstico e tratamento

Na forma mais comum da alergia ao leite, o diagnóstico é feito através de exames de sangue, exames cutâneos de leitura imediata (Prick Test), e a história clínica do paciente. Através dessa avaliação, o médico é capaz de avaliar o grau dessa alergia, e como proceder. 

Em estudos recentes, verificou-se que as crianças alérgicas perdem essa sensibilidade até por volta de 5 anos e meio. Fato esse que não é obrigatório, pois podem apresentar melhora antes ou depois disso. 

A maioria dos pacientes apresenta melhora espontânea, apenas realizando dieta de exclusão do leite, e esperando o organismo “esquecer” (tolerar) o contato com tais proteínas. 

na intolerância, a deficiência de lactase pode ser uma manifestação de imaturidade do intestino, ou seja, pela diferença estrutural do açúcar do leite bovino com o nosso, o intestino é incapaz de quebrá-lo, e então ele começa acumular, gerando os sintomas. 

O diagnóstico pode ser feito por testes orais de tolerância a lactose (testes laboratoriais), ou por dietas de exclusão e reintrodução. 

O tratamento depende da intensidade dos sintomas, podendo variar de dietas de exclusão total, restrições parciais, até a suplementação de lactase. 


O que é importante frisar: 

• A alergia pode ser muito perigosa, portanto, não teste seu filho em casa. 
• Procure a orientação médica logo que surgirem os primeiros sintomas. 
• Leites não humanos, cabra, égua, ovelha, por exemplo, tem grande similaridade entre si, NÃO TENTE INTRODUZI-LOS a pacientes com alergia às proteínas do leite de vaca. 
• Leia os rótulos! Procure o auxílio de nutricionistas para montar a dieta. 


Entre na campanha “Põe no rótulo”. 
A rotulagem correta nos produtos auxiliará a todos nós!

08 março 2015

Vacina para alergia engorda?

A resposta é não.
Imunoterapia (vacina para alergia) não causa ganho de peso pois é composta por elementos naturais como ácaros, bactérias, entre outros, dependendo de cada pessoa e da fórmula feita pelo médico. Portanto não causa aumento de apetite ou ganho de peso. 

A imunoterapia com alérgenos, também chamada de vacina para alergia, é uma forma de tratamento utilizada há mais de 100 anos, com o objetivo de diminuir a sensibilidade de pessoas que se tornaram alérgicas a determinadas substâncias. 

O tratamento consiste na aplicação de alérgeno ao qual o paciente é sensível em doses crescentes por um período de tempo que é variável em cada pessoa. 

A imunoterapia induz uma série de alterações na resposta imune que estão associadas à melhora clínica:
- Reduz o grau de sensibilização (nível de anticorpos IgE e da reação nos tecidos) impedindo reações alérgicas imediatas graves - como a anafilaxia
- Interfere na inflamação característica das condições alérgicas de longa evolução observadas na rinite alérgica e na asma brônquica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em relatório elaborado por especialistas internacionais, endossou o emprego das vacinas com alérgenos: 
1- em pacientes que apresentam reações graves (anafiláticas) a insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas) e 
 2- nos indivíduos sensíveis a alérgenos ambientais que apresentem manifestações clínicas, como rinite, asma, conjuntivite, etc.

O tratamento com a imunoterapia para alergia controla a doença, melhorando os sintomas e a qualidade de vida da pessoa alérgica, seja uma criança ou um adulto, diminuindo a necessidade do uso de remédios. 

A imunoterapia específica deve ser orientada por médicos portadoores de título de especialista na especialidade de Alergia e Imunologia. 

Leia mais sobre a imunoterapia no site da Asbai.
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