31 janeiro 2016

Tabagismo passivo e asma

É comprovado que o tabagismo passivo está relacionado com aumento dos sintomas da asma, o uso dos cuidados de saúde e até casos de morte em crianças expostas. 

Recentemente foi publicado um estudo que realizou uma revisão sistemática e uma análise para relacionar a gravidade da asma e a utilização dos cuidados de saúde em crianças expostas ao tabagismo passivo.

Foram incluídas os estudos publicados envolvendo crianças que conviviam com fumantes em seu domicílio com objetivo de avaliar a associação com a gravidade da asma nessas crianças

Ao final, ficou comprovado que crianças asmáticas que convivem com tabagismo apresentavam duas vezes mais chance de gravidade, maior número de consultas no pronto socorro, aumento de internações, bem como provas de função pulmonar alteradas; comparadas com crianças portadoras de asma mas sem exposição ao tabagismo passivo. 

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns da infância, podendo comprometer o desenvolvimento infantil quando não é controlada com tratamento adequado.

O tratamento da asma inclui uso de remédios, mas necessita também de cuidados ambientais associados para que obtenha sucesso. 

A conclusão do estudo é muito importante para comprovação do prejuízo e para conscientização da proibição do fumo nos domicílios de crianças asmáticas.





Fonte

22 janeiro 2016

Volta às aulas


A volta às aulas pode ser um sinônimo de preocupação para os pais que têm filhos com alergias, ainda mais quando a instituição de ensino não está preparada para atender às necessidades dessas crianças.

A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) diz que as escolas devem ter protocolos de identificação individual para crianças com riscos. Do mesmo modo que se deve cuidar de forma especial da criança diabética, cardiopata, neuropata, é preciso ter atenção preventiva com os alunos alérgicos.

“A criança deve estar bem identificada na sua ficha de saúde, mas, além disso, aqueles que lidam com o menor devem estar bem informados e conscientes da necessidade de atenção redobrada para evitar contatos acidentais com fatores desencadeantes, assim como saber identificar sinais de crise”, alerta o presidente da ASBAI, Dr. José Carlos Perini, que diz ainda que a escola deve saber como proceder em caso de emergência. Para o Dr. Perini, de um modo geral, as escolas agem burocraticamente. “Registram, cadastram, mas são pouco compromissadas com a prevenção. Alimentos são guardados todos juntos, a limpeza das salas de aula deixa muito a desejar, os aparelhos de ar refrigerado nem sempre são limpos como se deve”.

As alergias mais comuns – A rinite está em primeiro lugar entre as alergias mais comuns. A asma também aparece pelas condições ruins de limpeza ambiental. Alergia a insetos é comum nas escolas, onde mosquitos costumam proliferar. “E aqui cabe um alerta aos pais nesses tempos de Aedes Aegypti: cobrar das escolas um programa de combate a focos de mosquitos, da mesma forma que nas residências”, alerta Dr. Perini.

Embora pouco usado pelas escolas, o giz também merece atenção por ser alcalino, que irrita mucosa e vias aéreas de forma primária e, por isso, a limpeza da sala de aula deve ser feita várias vezes ao dia. Dica aos pais – A ASBAI orienta os pais como agir com a escola para que se evitem situações que coloquem em risco a saúde da criança. Entre elas, é preciso solicitar autorização para inspecionar a instituição de ensino e os locais onde a criança frequentará.

Os pais devem oferecer sugestões de como melhorar a prevenção e explicar quais são os procedimentos que asseguram risco zero. “Por outro lado, os pais precisam colaborar com a escola fornecendo alimentos seguros para a criança, disponibilizando medicamentos que o menor utiliza e que pode precisar durante uma crise alérgica e treinar a criança a partir dos quatro anos para que ela essa seja proativa e também participe da prevenção. Crianças nessa idade já absorvem treinamento”

Fonte: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia - ASBAI .

17 janeiro 2016

Tosse

A tosse é uma queixa comum e pode ser um problema, por ser incômoda e interferir na qualidade de vida, na vida social, no sono e no repouso noturno. A tosse não é uma doença, mas sim um sintoma. Por isso, é essencial buscar sua causa.

Principais causas de tosse

- A causa mais comum é o tabagismo. Fumantes, mesmo aqueles que abandonaram o vício do cigarro podem apresentar tosse produtiva recorrente. É importante ressaltar a ocorrência do "fumante passivo", ou seja, em pessoas que conviveram longo tempo com tabagistas, seja na família como em ambientes de trabalho.

- Viroses respiratórias, gripes e resfriados podem causar tosse seca e irritativa. Neste caso, se acompanha de sintomas como: mal estar, coriza e congestão nasal. A febre pode ou não estar presente.

- A tosse pode ser um efeito colateral de alguns medicamentos, como por exemplo, naqueles pacientes em uso de inibidores da ECA para controle da hipertensão arterial, mesmo em pessoas que nunca tiveram qualquer manifestação alérgica. A tosse não é produtiva e se acompanha de sensação de coceira na garganta, ocorrendo em cerca de 10% dos usuários da medicação. Surge mais comumente em mulheres e não guarda relação com a dose nem com o tempo de uso do remédio: em algumas pessoas, pode ocorrer meses ou mesmo após anos de uso.

- Na asma, a tosse tende a ser seca, persistente, com piora noturna, após esforços físicos, riso ou quando o paciente fala em demasia, cedendo com uso de broncodilatadores. Em alguns casos especiais, a doença se manifesta apenas por tosse, sem sinal de cansaço ou chiados aparentes e a ausculta pulmonar pode estar normal. Por outro lado, a tosse pode evidenciar uma crise leve, precedendo a falta de ar e os chiados. A tosse é, portanto uma acompanhante natural da maioria das crises de asma.

- A rinite e a sinusite podem provocar uma secreção que escorre por trás das narinas, ocasionando uma tosse em geral seca, com piora noturna.

- Refluxo gastroesofágico: neste caso, a tosse em geral surge no meio da noite, intensa e seca, podendo se acompanhar de sensação de engasgo, sufocação, azia, dor no peito, com ou sem vômitos. Em contrapartida, a tosse crônica de qualquer etiologia poderá precipitar o refluxo. Recomenda-se investigar a possibilidade de refluxo em qualquer pessoa com tosse de difícil controle, mesmo que outro diagnóstico já tenha sido comprovado. A tosse causada pela doença do refluxo pode se acompanhar de sintomas laríngeos como rouquidão e dor de garganta.

- Fatores emocionais: manifestam-se por tosse improdutiva, persistente, ora ruidosa, ora assemelhando-se a um pigarro, que cessa com o paciente adormecido.

Vale ressaltar que a ocorrência de tosse de duração arrastada pode ser sinal de alarme para a busca de doenças variadas, como doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças pulmonares, por exemplo: pneumonia, tuberculose, entre outras. 

Tratamento da tosse
O tratamento varia em cada pessoa e por isso, deve ser individualizado. É preciso analisar de forma criteriosa, realizando uma anamnese minuciosa, cujos dados serão avaliados em conjunto ao exame físico e se necessário, com exames complementares.

O tratamento deve visar à detecção da causa.  Xaropes podem aliviar, mas não resolverão se a causa não for detectada e controlada. Por isso, a orientação médica é fundamental no combate à tosse. 
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