05 Julho 2009

Teste seus conhecimentos sobre a asma

smile pensando

Assinale se as afirmações são verdadeiras ou falsas.

Mas, antes de responder, saiba que:
Asma = bronquite asmática = bronquite alérgica

1. Crises de asma sempre têm chiados
Verdadeiro ( ) Falso ( )

2. O tratamento da asma pode ser feito durante a gravidez.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

3. Corticóides inalados engordam e fazem mal
Verdadeiro ( ) Falso ( )

4. ”Bombinhas” são seguras, não viciam e não fazem mal ao coração.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

5. Natação não cura asma
Verdadeiro ( ) Falso ( )

6. Asmáticos não podem tomar gelados nem andar descalços
Verdadeiro ( ) Falso ( )

7. Eu fumo na varanda e assim não prejudico meu filho.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

8.O tratamento da asma deve ser mantido mesmo quando não se sente nada.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

9. O tratamento da asma deve ser feito para o resto da vida.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

10. A asma é uma doença nervosa e de fundo emocional.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

Agora, confira suas respostas:


1. Falso. Os sintomas principais da asma são: dificuldade para respirar, sensação de aperto no peito, falta de ar, chiados e tosse. Mas, existe um tipo de asma onde a tosse é o único sintoma. Em geral esta tosse é seca, surge quando a pessoa ri, corre ou faz esforços. Pode também surgir à noite, prejudicando o sono e o repouso.

2.Verdadeiro. A asma bem controlada não impede a gravidez. O tratamento pode e deve ser mantido na gestação, pois é muito importante que a gestante respire bem para que seu bebê se desenvolva bem. O médico alergista trabalhará em parceria com o médico obstetra.

3. Falso. A cortisona inalada é segura e formulada de forma especial em doses mínimas (microgramas). Por isso atua diretamente nos brônquios, com mínimo de reflexos no resto do seu organismo – não engorda, não vicia, não incha e nem faz mal ao coração. ”Bombinha” não mata – o que mata é a asma mal tratada que se torna grave.

4. Falso. “Bombinha” é uma palavra que significa apenas “spray”, ou seja, o dispositivo usado para inalar o remédio. A pergunta é: “bombinha” de que? Pois existem muitos remédios usados em forma de sprays: alguns servem apenas para tratar crises, como os broncodilatadores. Este tipo de “bombinha” serve apenas como aliviadora, mas não trata a asma. Quanto menos necessitar melhor! Mas, existem remédios que não aliviam de imediato e servem para controlar a asma à longo prazo. A cortisona, por exemplo, deve ser inalada todos os dias, mesmo que se esteja bem, sem sentir nada, para prevenir as crises e controlar a asma. Estes remédios inalados não incham, não viciam e não fazem mal ao coração.

5. Verdadeiro. Natação é um excelente esporte que produz muitos benefícios e que fortalece o aparelho respiratório. Mas, natação não é um tratamento e não serve para curar a asma. Na realidade, a pessoa que tem asma pode fazer qualquer esporte aeróbico, desde que a doença esteja controlada. Peça ao seu alergista para orientar seu caso.

6. Falso. Pessoas que tem asma (crianças, adolescentes, adultos ou idosos) podem ter uma vida normal, sem restrições. Mas, para isso, é importante tratar sua asma com médico especialista e controlar a doença.

7. Falso. A fumaça do cigarro é prejudicial ao asmático! Se você faz pipoca na cozinha, dá para sentir o cheiro na sala, não é? A fumaça se espalha e é trazida pelo vento.

8. Verdadeiro. A asma é uma doença que se acompanha de uma inflamação nas vias respiratórias. Esta inflamação faz com que as vias respiratórias se tornem sensíveis a vários fatores (como por exemplo, ácaros da poeira), surgindo as crises. O problema é que esta inflamação permanece mesmo quando a pessoa não sente nada. Por isso, é importante manter o tratamento todos os dias, para combater a inflamação e controlar a asma.

9. Falso. Não existe regra, pois varia em cada pessoa: depende da idade, tipo, gravidade da asma, etc. Mas, de qualquer maneira, o tratamento é prolongado e não se resume ao uso de remédios. Pessoas alérgicas se beneficiam com o controle do ambiente e com a imunoterapia (vacinas para alergia), diminuindo a necessidade do uso de remédios. Converse com seu alergista e peça uma orientação para o seu caso.

10. Falso. A asma tem causa genética (hereditária), ou seja, a pessoa já nasce predisposta a ter asma. Mas, é preciso que ocorra uma interação com os fatores ambientais para que surja a doença. Concluindo, os fatores emocionais não são causa da asma, mas podem agravar crises.

positivo

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27 Junho 2009

Remédios para alergia são faca de dois gumes?

smile espada



O extraordinário avanço da medicina revolucionou o tratamento,com novos remédios para combater doenças alérgicas. Mas, estes mesmos remédios podem também provocar efeitos colaterais indesejáveis. Trataremos aqui dos principais remédios usados em Alergia, a saber: antihistamínicos(antialérgicos), broncodilatadores e corticosteróides (cortisona).
Vejamos cada grupo separadamente, um a um:

Antihistamínicos ou antialérgicos

Os antihistamínicos (ou antialérgicos) são a medicação de escolha em várias doenças alérgicas, como por exemplo na urticária, rinite alérgica e conjuntivite alérgica.

A urticária, caracteriza-se por placas avermelhadas com coceira e às vezes se acompanhando também de inchação de lábios e pálpebras. A rinite alérgica apresenta por sua vez, espirros, coceira, coriza e obstrução nasais. Na conjuntivite alérgica, os olhos estão avermelhados, com lacrimejamento, coceira e fotofobia.Os antihistamínicos (antialérgicos) são capazes de controlar os quadros alérgicos por sua atuação nos receptores localizados em vasos sanguíneos, reduzindo os sintomas clínicos.

No passado, todos os antihistamínicos provocavam aumento do apetite, fazendo com que a pessoa engordasse. Além disso, era comum sonolência, prejudicando as atividades na escola, no trabalho e na direção de veículos. Hoje, os novos antialérgicos não provocam estes sintomas, facilitando sobremaneira seu emprego.


Broncodilatadores

Os broncodilatadores são remédios importantes para aliviar sintomas da asma. Atuam porque relaxam a musculatura que circunda os brônquios e bronquíolos e que está contraída na crise de asma. Desta maneira, aliviam o broncoespasmo, que é um fator importante na redução do calibre das vias respiratórias, responsável pelos sintomas da asma.

Os efeitos colaterais mais comuns dos broncodilatadores são: taquicardia, palpitação e tremores nas mãos. Hoje, os broncodilatadores mais modernos, por atuarem em receptores mais específicos localizados nos brônquios, tem menores efeitos adversos sobre coração e vasos. O tremor ainda permanece mas, embora incômodo não é grave e desaparece rapidamente.

Mas, é importante entender que os broncodilatadores são apenas aliviadores e não tratam o problema da asma, que é a inflamação dos brônquios. Por isso, devem ser usados apenas como resgate e passada a crise, devem ser substituidos por medicamentos controladore.

Um preconceito comum é temer o uso de remédios inalados e preferir usar xaropes. Mas é um grande erro: broncodilatadores sob a forma de comprimidos ou xaropes são mais fortes, pois são dosados em miligramas. Os remédios inalados são dosificados em microgramas, ou seja, numa dose mil vezes menor. Assim, comprimidos, xaropes e nebulizações provocam muito mais efeitos cardiovasculares e tremores do que os sprays (“bombinhas”).

Não se justifica o medo das "bombinhas", que quando criteriosamente usadas são absolutamente seguras e eficientes. Notícias veiculadas sobre pessoas que morreram em crises fortes e graves portando "bombinhas" são incompletas, pois a morte provavelmente decorreu do retardo na busca de socorro médico para a insuficiência respiratória que se instalou enquanto o paciente confiou demais no spray empregado intempestivamente. À esta altura, já não existia apenas broncoespasmo, mas também um grande edema inflamatório e retenção de muco, obstruindo as vias respiratórias.


Corticosteróides ou cortisona

A cortisona é o maior alvo de preconceitos, sendo aqui o maior uso da expressão: "faca de dois gumes". De fato, quando a cortisona é usada em doses generosas e por tempo demorado (algumas doenças necessitam manter uso por meses ou anos) poderão surgir vários efeitos adversos no organismo. Mas certamente estas doenças também são muito graves sem a cortisona.

Na asma e na alergia, o emprego da cortisona é feito em doses relativamente menores e por tempo curto - dias ou semanas. Por isso, os efeitos colaterais tendem a ser mais discretos, desaparecendo após o término do uso.

O uso prolongado é indicado apenas nos casos mais graves de asma, podendo surgir aumento de peso, cara de lua cheia, agitação, insônia, alteração da pressão e do açucar, etc. Mas, é preciso lembrar que a asma grave também é muito agressiva ao paciente, provocando alterações sérias no organismo, comprometendo o desenvolvimento infantil. Infelizmente, ainda hoje, com todos os recusros de tratamento disponíveis, ainda se morre de asma.

Aliás, a evolução de uma crise de asma pode ser dividida em "AC" e "DC", isto é, antes da cortisona e depois da cortisona. Antes as crises faziam sofrer, eram demoradas e podiam matar; depois da cortisona, as crises são perfeitamente controláveis, o sofrimento é bem menor e a mortalidade praticamente desapareceu. A experiência clínica e os estudos mostram que os asmáticos em crise que são internados em UTI, quase sempre tomaram broncodilatadores demais e cortisona de menos.

É evidente que a cortisona não é um medicamento para ser utilizado sem orientação médica, muito menos tomado por conta própria e menos ainda "receitado" por balconistas de farmácias. A cortisona é um remédio insubstituível na asma podendo ser considerado um verdadeiro "bisturi farmacológico" usado criteriosamente por médicos para "cortar" a crise de asma.


Cortisona inalada

Este tema merece uma apresentação à parte. É importante entender que embora o nome seja o mesmo, trata-se de uma medicação com características muito diferentes. A cortisona inalada é uma forma mais amena do corticóide usada sob a forma de sprays ("bombinhas"), nebulizações ou em inaladores (em vários modelos, chamados de pó seco inalado).

Este tipo de cortisona é cada vez mais empregado na prevenção de crises de asma. Neste caso, é dosificada em microgramos, sendo eficiente no controle da inflamação crônica da asma, em fórmulas isoladas ou combinadas aos broncodilatadores.

Os efeitos colaterais da cortisona inalada são mínimos, sendo mais comuns a irritação da garganta, rouquidão e aparecimento de monilíase ("sapinho") na mucosa da boca, evitado pela lavagem da boca com água corrente logo após o uso da "bombinha". O uso de espaçadores é muito eficaz na prevenção destes efeitos colaterais.

Corticóides inalados usados de forma adequada não impedem o crescimento da criança, não engordam e não fazem mal à pressão ou ao açucar no sangue. Por isso, podem ser feitos por tempo prolongado, com segurança, evitando as crises e a necessidade de usar a cortisona por via oral ou injetável.


Cortisona injetável "de depósito"

Estes medicamentos não estão indicados no tratamento das doenças alérgicas. Estas injeções tem doses altas e liberação lenta, fazendo com que uma unica injeção permaneça no organismo por cerca de 30 dias. O uso continuado pode levar a uma série de efeitos colaterais graves como a osteoporose, hipertensão arterial, catarata, diminuição da imunidade, aumento de peso , entre outros. O grande problema é que estas injeções oferecem uma falsa noção aliviadora e são vendidas sem receita nos balcões de farmácias.

Conclusão:

O que se pode concluir é que, se por um lado é verdade que efeitos colaterais dos remédios existem, por outro, as doenças alérgicas também são muito agressivas.

Dizer que existe um medicamento sem efeito colateral é utopia. Ao mesmo tempo que controla sintomas,qualquer remédio pode afetar outros segmentos do organismo, dando certa razão ao dito popular de que remédios podem ser "facas de dois gumes".

Por isso, cabe ao médico alergista estudar, conhecer e usar os remédios com critério, a fim de obter o máximo de benefícios, controlando possíveis efeitos adversos. Só assim será possível encontrar o "gume certo da faca", possibilitando eficiência e segurança no controle das doenças alérgicas.

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21 Junho 2009

Asma


LiveTyping.com

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Dermatite de fraldas

crianças de mãos dadas

Fraldas fazem parte do cotidiano de todo bebê. E, quando o bumbum fica irritado e avermelhado no local coberto pelas fraldas, surge a dúvida: será uma alergia? A resposta é: não, a dermatite de fraldas não é causada por alergia. Para entender melhor o problema, faremos algumas considerações:

1. O que significa dermatite de fralda?

A expressão “dermatite de fralda” não é específica. Serve para definir qualquer tipo de erupção (independente da causa) que surja no local do corpo coberto pela fralda, ou seja: área genital, nádegas, podendo se estender para a região final da barriga e parte das coxas. Para facilitar o entendimento, pde ser dividida em 4 tipos bem diferentes:
- Dermatite de fralda primária ou verdadeira: causada diretamente pela irritação do uso da fralda. Este é o tema deste texto.
- Dermatite pré-existente piorada pelo uso da fralda: uma pessoa portadora de outras doenças da pele pode piorar com o uso da fralda surgindo lesões que confundem o diagnóstico. Por exemplo, eczemas, miliária, psoríase, etc.
- Alergia de contato ao material da fralda ou à produtos usados na higiene (rara)
- Doenças que se acompanham por lesões na área de contato com a fralda, mas sem relação com seu uso. Exemplos: escabiose (sarna), impetigo, entre outras.

2. Porque surge a verdadeira dermatite de fralda?

O uso da fralda abafa o local, provocando aumento da temperatura e umidade, tornando a pele mais sensível à irritação ao contato com urina e fezes. Ou seja, apesar do nome, a fralda não é a causa. Este tipo de dermatite resulta da irritação da pele e não de uma alergia.

3. Como é o aspecto das lesões na pele?

A maioria dos casos é benigna, sendo comum em crianças até 2 anos de idade. Mas, também pode ocorrer em adultos portadores de incontinência urinária ou fecal e em uso de fraldas geriátricas. O tratamento e os cuidados são os mesmos dos indicados na infância.
A dermatite em geral se inicia com o avermelhamento da pele nas áreas de contato com a fralda, surgindo o que se chama popularmente de “assadura”. Mas, se não for tratada adequadamente, pode piorar evoluindo com descamação, aparecimento de bolhas e até erosões na pele. Nos casos mais avançados, pode ocorrer infecção secundária causada por bactérias e/ou por fungos.

4. A fralda é a causa do problema?

Não. A fralda apenas facilita, pois propicia a oclusão, abafando o local, aumentando a umidade e o calor. Na verdade, é a ação da urina e das fezes que irrita a pele e provoca a dermatite.

5. O que é melhor, a fralda de pano ou a descartável?

Teoricamente, o melhor é usar fraldas descartáveis. É indicado o uso de tipos mais absorventes, com maior capacidade de manter seca a pele. Mas, por outro lado, as fraldas de pano também têm vantagens, pois permitem que sejam colocadas mais frouxas, resultando em menor oclusão. Como encharcam facilmente, permitem que o adulto note e providencie a troca. Fraldas de pano devem ser lavadas com duplo enxágue, usando sabão neutro (sabão de coco ou glicerina). Fraldas mais antigas devem ser fervidas e podem ser colocadas no molho em água com algumas colheradas de vinagre durante a noite.

6. O tipo de alimentação influencia?

Apenas em parte. Sabe-se que bebês amamentados ao seio têm menor ocorrência de dermatite de fralda. Ao contrário, crianças com gastroenterite têm mais chance de desenvolver assaduras. Mas, na verdade, qualquer criança, independente do tipo de alimentação pode sofrer desta dermatite.

CUIDADOS QUE AJUDAM:

- Lave as mãos antes e depois de trocar a fralda do bebê.
- Mantenha seca a área das fraldas. Troque sempre que perceber que a criança urinou ou defecou. Mas de 3 em 3 horas, confira se há necessidade da troca.
- Faça a higiene com água corrente ou com algodão embebido em água morna. O uso de lencinhos umedecidos deve ser orientado pelo pediatra já que contém sabões, podendo provocar alergia de contato em crianças susceptíveis.
- Limpe com cuidado, mas suavemente, sem esfregar. Limpe e seque bem os locais úmidos como as dobrinhas da pele.
- Use sabonetes neutros e próprios para a pele sensível do bebê, recomendados pelo médico.
- Evite o uso de calças plásticas
- Sempre que possível, deixe a criança sem fralda durante o dia. É interessante expor a área acometida ao sol, por alguns minutos, pela manhã.
- Comunique ao pediatra se a criança está com o ritmo intestinal aumentado ou com diarréia. Limpe atentamente para que não sobrem resíduos de fezes.
- Não use pós ou preparações caseiras. Só use pomadas ou cremes indicados pelo médico.
PhotobucketFontes
Sociedade Brasileira Pediatria – Estudando Dermatologia – Fascículo I – Dermatite de Fralda.
Fisiopatologia da dermatite da área das fraldas: Anais Brasileiros de Dermatologia.

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17 Junho 2009

Deu no New York Times

Alergia é coisa de família?

O fato: é bem sabido que traços como cor dos olhos e cabelos, altura e até mesmo certos aspectos de personalidad
e podem ser hereditários. 

E quanto à alergia?

O ambiente certamente influencia no problema, mas os cientistas constataram que doenças alérgicas (como a asma e a rinite) têm forte componente genético. Mas, diferem do clássico padrão de Mendel. Ao contrário da determinação de cor de cabelo e olhos, essas doenças derivam de interações entre uma multidão de genes, alguns dos quais conferem proteção contra e outros contribuem para o desenvolvimento de alergias.

Como resultado, as pessoas podem não herdar as alergias específicas de seus pais a determinadas substâncias, mas terão maior probabilidade geral de sofrer alergias, especialmente se ambos os pais as tiverem.
 

Um estudo envolvendo 344 famílias, por exemplo, constatou que quando nenhum dos pais tem histórico de asma, apenas 6% das crianças desenvolvem o problemas. Se um dos pais sofre dessa condição, a porcentagem de crianças afetadas sobe a 20%, e atinge os 60% nos casos em que os dois pais são asmáticos.

Há provas mais convincentes oferecidas por dezenas de estudos sobre gêmeos. Em termos gerais, quando um gêmeo idêntico sofre de rinite, asma ou eczema, o outro tem probabilidade de 50% a 80% de sofrer da mesma doença. Nos casos de gêmeos fraternos, a probabilidade se reduz para entre 25% e 40%.

A conclusão:


O ambiente e os genes contribuem para a alergia. 
Contudo, os estudos sugerem um predomínio da genética.

Fonte: Terra Brasil

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13 Junho 2009

TESTE SEUS CONHECIMENTOS EM ALERGIA

smile pensando

Assinale se as afirmações são verdadeiras ou falsas.


1.  Crianças alérgicas não podem comer corantes amarelos.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

2.  Se você não teve alergia na infância, não terá quando adulto.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

3.  A gripe e a rinite tem sintomas parecidos mas são doenças diferentes.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

4.  Crianças alérgicas ao leite podem tomar leite de cabra
Verdadeiro ( ) Falso ( )

5.  A imunoterapia (vacina para alergia) está indicada nos casos de asma, rinite e alergia a insetos.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

6.  Pessoas alérgicas a camarão não podem fazer exames com contraste iodado
Verdadeiro ( ) Falso ( )

7.  Carne de porco é causa de alergia
Verdadeiro ( ) Falso ( )

8.  Alergia não tem cura.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

9.  Cães de pelo curto não provocam alergia
Verdadeiro ( ) Falso ( )

10.  Crianças alérgicas a leite não podem comer carne.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

Agora, confira suas respostas:

1. Falso. Estudos científicos recentes demonstraram que a reação por corantes e aditivos é rara. E, quando existe, seu mecanismo não é alérgico. Não se comprovou a associação entre tartrazina, asma, urticária e angioedema. Crianças devem ter uma alimentação saudável e balanceada, mas não significa que não possam comer guloseimas.
 

2. Falso. É mais comum que as alergias iniciem na infância, mas podem surgir em qualquer idade.
 

3. Verdadeiro. A rinite alérgica tem origem genética (hereditária), se acompanha de uma inflamação da mucosa do nariz e tem participação da alergia. Ocorre de forma repetida e crônica, principalmente no inverno. Os sintomas principais da rinite são: espirros (chamados de espirros “em salva”, isto é, surgindo vários de uma só vez), nariz escorrendo (a coriza é abundante e em geral clarinha tipo água), congestão e prurido nasal (coçam: os olhos, nariz, garganta e ouvidos). Resfriados e gripes são causados por vírus. Os sintomas são um pouco diferentes: a coriza em geral é mais grossa ou até catarral, a obstrução nasal é bastante incômoda e os espirros e a coceira são discretos ou ausentes. Além disso, é comum surgir também: febre, mal estar e dores no corpo.
 

4. Falso. O leite de cabra não pode ser usado em crianças com alergia ao leite confirmada, pois cerca de 90% das proteínas deste leite é são semelhantes às proteínas do leite de vaca. É uma opção apenas nos casos de intolerância ao leite.
 

5. Verdadeiro. As doenças alérgicas com indicação para imunoterapia específica são: rinite/conjuntivite alérgica, asma brônquica e alergia à picada de insetos (abelha, vespa e marimbondo).
 

6. Falso. Não existem evidências científicas comprovando que o iodo inorgânico presente no camarão e nos frutos do mar esteja relacionado com uma maior possibilidade de reação aos contrastes iodados.
 

7. Falso. Embora a carne de porco seja muito lembrada pelos pacientes, raramente é comprovada como causa de alergia. Os principais alimentos desencadeantes de alergia alimentar são: leite de vaca, ovos, amendoim, soja, nozes, peixes e frutos do mar.
 

8. Verdadeiro. A ciência médica ainda não encontrou a cura total para todas as alergias. Alergia é uma maneira diferente do organismo reagir para certos estímulos e por si só não é doença: é apenas diferente! O exagero da alergia é que se transforma em doença, como por exemplo, a asma ou a rinite. Uma pessoa é alérgica por toda a vida, mesmo que não manifeste nenhuma doença alérgica.

9. Falso. A causa da alergia aos cães está ligada não apenas aos pêlos´, mas a outros fatores, como por exemplo a descamação de sua pele. Nos gatos, a saliva é a principal causa de alergia. Ao lamberem o próprio corpo, os pêlos tornam-se os principais “vilões” para os alérgicos. É importante lembrar que acima de tudo, o aparecimento da alergia dependerá da sensibilidade individual de cada pessoa.
 

10. Falso. As proteínas do leite não são as mesmas encontradas no tecido muscular da carne de vaca. Por isso, a carne de vaca isso, pode ser ingerida pelas pessoas alérgicas ao leite de vaca.
positivo 

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31 Maio 2009

Alergia a analgésicos e antinflamatórios


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Você sempre usou aquele analgésico e nunca teve nada.
Um belo dia toma e... incha tudo! 


É sempre uma surpresa, pois a alergia não surge da primeira vez e sim quando já se tomou aquele remédio por várias vezes.


Quer entender o que se passou?
É um pouquinho complicado, mas vamos lá:



Analgésicos servem para aliviar a dor, mas a maioria também tem ação antitérmica e antinflamatória. A aspirina (ácido acetil salicílico ou AAS) foi o primeiro analgésico, inventado em 1800. A partir dela, foram sintetizadas outras substâncias como dipirona e os chamados antinflamatórios (diclofenaco, ibuprofeno, etc.). Portanto, todos derivam de uma mesma linha de família, sendo “parentes” e com ações semelhantes.

Para que se entenda porque os analgésicos provocam reações alérgicas, é preciso entender como agem: para combater a dor e a febre, estes medicamentos atuam inibindo uma enzima chamada COX 1 e impedindo a ação das substâncias provocadoras de dor, chamadas prostaglandinas.

O problema é que, ao bloquear estas substancias, alteram o equilíbrio do organismo e indiretamente promovem um aumento de outras, chamadas de leucotrienos. Normalmente, este desequilíbrio passa despercebido, a dor se resolve e nada acontece. Mas, algumas pessoas sensíveis podem apresentar uma reação indesejada, surgindo o que se chama de reação alérgica.

Na realidade, embora os sintomas sejam semelhantes aos da alergia, o mecanismo é farmacológico, ou seja, resulta da ação direta do remédio nas células do organismo, sem participação do anticorpo ou das células de alergia.


Concluindo:


 - Uma pessoa sensível a um tipo de analgésico, será também a todos os outros que tiverem a mesma ação, mesmo que tenham um nome ou fórmula diferente.
- Não é possível fazer testes com analgésicos e antinflamatórios já que não há participação do anticorpo de alergia nem de células imunológicas.

- A reação se repetirá se for novamente ingerido o remédio causador. 

- O organismo tende a aceitar um medicamento que atue diferente, como por exemplo, paracetamol (Tylenol). Mas, algumas pessoas podem ter reação também ao paracetamol.

Por isso, é essencial a orientação de um alergista.


E como conviver com esta alergia? 

O primeiro passo é conhecer quais são os remédios que poderão trazer problemas e evitá-los. Além disso, o seu alergista orientará medicações alternativas e seguras para evitar novas reações no futuro.

Principais analgésicos:
Aspirina ou Ácido acetilsalicílico (AAS): usado para baixar febre e combater a dor. É encontrado em um sem número de analgésicos (Aspirina, Melhoral, Cibalena), antigripais (Superhist, Sinutab) e em remédios para digestão (Engov, Sonrisal, Alka Seltzer). É usado também por cardiologistas para prevenção de doença coronariana.
 

Dipirona ou Pirazolona: é o analgésico mais vendido no Brasil, sendo os nomes comerciais mais conhecidos: Novalgina, Neosaldina, Magnopirol. É também muito utilizado em antigripais (Benegripe, Killgrip, Doril, Coristina,), em remédios para cólica (Baralgin, Buscopan composto) antinflamatórios e relaxantes musculares (Dorflex)
Principais antinflamatórios: Diclofenaco ( Cataflan, Biofenac, Algi-tanderil), Fenilbutazona ( Mioflex), Ibuprofeno (Advil, Dalsy) Piroxican (Feldene, Inflamene, Piroxene),Cetoprofeno (Profenid)
 

Confira os nomes de analgésicos, antitérmicos e antinflamatórios comercializados no Brasil em: 

 lista com nomes dos remédios
 

Principais reações adversas:

1. Reação leve ou sintomas iniciais: senasação de mal estar, coceira, erupção na pele. Podem surgir também náuseas e vômitos.
2. Reações na pele:
- Urticária
- Angioedema
- Edema na glote
- Fotossensibilização
- Eritema Multiforme minor
3. Reações respiratórias
- Asma
- Rinossinusite
- Pólipos nasais
4. Reações graves
- Sindrome de Stevens Johnson
- Sindrome de Lyell
- Choque anafilático

 
A lista acima deixa claro que as reações causadas pelos analgésicos, antitérmicos e antinflamatórios são muito variadas, desde coceiras e sintomas leves, passaando por inchaços e podendo chegar a situações que ameaçam a vida de uma pessoa.

Mas, mesmo assim, no Brasil estes remédios têm venda livre, sendo oferecidos em inocentes embalagens nos balcões das farmácias e são líderes de venda. Artistas
conhecidos em suas faces sorridentes anunciam na televisão as suas
propriedades de “sumir” com a dor e a febre, estimulando a automedicação.

E, por trás disso tudo, ninguém lembra que estes remédios também são recordistas em efeitos colaterais e como causas de sensibilidade.



Dicas finais:

- Evite a automedicação.

- Não repita o uso da medicação para "fazer um teste": é perigoso pois poderá vir de forma mais grave.

- Se você já teve uma reação, leia cuidadosamente a bula antes de tomar qualquer remédio. Na dúvida, fale antes com seu alergista.

- Procure um Pronto Socorro se logo após tomar um medicamento ocorrer inchaço de olhos, lábios ou se surgir coceira, erupções na pele, falta de ar, tosse, chiados no peito, garganta irritada e/ou sensação de asfixia.

- Se você tem reação a medicamentos, leve consigo um alerta na carteira ou uma plaqueta. Sempre que for a uma consulta, alertar o médico de sua alergia.

- O fato de ter sensibilidade a analgésicos e antinflamatórios não significa que o será também a outros remédios (por exemplo, antibióticos) ou mesmo aos anestésicos


Existem remédios alternativos e seguros, mas esta indicação só pode ser
feito após uma análise cuidadosa dos dados clínicos de cada pessoa. Até
mesmo o paracetamol pode dar reação em pessoas mais sensíveis.

O médico alergista é o profissional mais indicado para orientar seu tratamento e para indicar a medicação adequada para o seu caso.



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24 Maio 2009

Alergia: quem responde é o especialista

Médico

O que é atopia?

A palavra atopia define a predisposição genética para adquirir doenças de caráter alérgico, como asma, rinite, urticária ou dermatite atópica. Estas pessoas são muito alérgicas e são chamadas de "atópicas".

Quais são as principais doenças alérgicas?

As principais doenças alérgicas são:

Respiratórias:
Asma ou Bronquite Asmática ou Bronquite Alérgica
Rinite Alérgica (sinusites, otites,amigdalites, laringites)
Alergia Ocular: conjuntivites
Tosse Crônica

Cutâneas:
Eczemas
Dermatite Atópica
Dermatite de contato
Urticária
Angioedema
Estrófulo

Gerais:
Alergia a medicamentos
Alergia a anestésicos
Reação a contrastes iodados
Alergia a alimentos
Anafilaxia ou Choque anafilático

Tenho 70 anos e vejo hoje mais pessoas alérgicas do que antigamente. Por que?

A prevalência das doenças alérgicas aumentou de forma significativa nas últimas décadas. É verdade que hoje se diagnostica a alergia de forma mais efetiva. Mas, além disso, causas variadas contribuíram para o aumento dos casos, como por exemplo:
- aumento da poluição nos centros urbanos;
- menor contato com a natureza;
- crianças hoje mamam leite materno por pouco tempo e iniciam em creches muito precocemente;
- As casas mudaram: menor espaço livre, muita mobília, estofados forrados com tecido, carpetes, cortinas, bichos de pelúcia, etc.;
- Menor atividade física;
- Maior número de fumantes;
- Alimentação industrializada;
- Crianças brincam pouco ao ar livre em virtude da falta de espaço e da violência.

Se eu tenho alergia, meus filhos serão obrigatoriamente alérgicos?
 

Não. Se um dos pais é alérgico, existe uma possibilidade aproximada de 35% de ter um filho alérgico. Entretanto, se ambos os pais são alérgicos, esta probabilidade sobe para 50%. Se nenhum dos dois é alérgico, mas existe história de doenças alérgicas na família, calcula-se por volta de 10%.
Dessa forma, um pai asmático pode não ter filhos com asma e depois a doença surgir em netos ou bisnetos. O contrário também pode ocorrer: um pai que nunca teve asma pode vir a ter um filho asmático, se tiver antecedente familiar, como avós ou bisavós asmáticos.

Alergia tem cura?
 

Para responder esta pergunta, é preciso entender que alergia não significa doença! Alergia é apenas uma maneira diferente do organismo reagir para certos estímulos e por si só não é doença: é apenas diferente! O exagero da alergia é que se transforma em doença, como por exemplo a asma ou a rinite. Uma pessoa é alérgica por toda a vida, mesmo que não manifeste nenhuma doença alérgica.

Muita gente diz que alergia é psicológica. É verdade?
 

Não. A alergia não é uma doença psicológica. Como já foi dito, é de origem genética (familiar). As alterações emocionais da vida de uma pessoa podem se refletir e piorar uma doença alérgica, mas nunca serão a causa única da alergia.

A alergia é contagiosa?


Não, a alergia não é contagiosa. Numa mesma família pode haver várias pessoas com doenças alérgicas mas não por contágio e sim pela influência hereditária.



Você tem mais alguma dúvida?

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Envie para nosso e-mail e fale diretamente com os médicos da
Clínica de Alergia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.

Teremos prazer em responder.

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17 Maio 2009

Asma na criança - segunda parte

tossindoTratar asma não é só tomar remédios!
De uma forma simplificada, o tratamento da asma pode ser assim resumido:

TRATAMENTO DAS CRISES
(com remédios aliviadores)

TRATAMENTO DA INFLAMAÇÃO CRÔNICA
(com remédios preventivos para uso a longo prazo)

TRATAMENTO DE PREVENÇÃO
a) Controle da poeira, dos ácaros e de outros fatores desencadeantes:
b) Controle do mecanismo alérgico, através da imunoterapia (vacinas)
c) Fisioterapia respiratória
d) Educação da família (manejo familiar orientado da asma)



TRATAMENTO DAS CRISES
REMÉDIOS ALIVIADORES

Medicamentos para alívio de crises ou broncodilatadores: são os medicamentos mais indicados para uso na crise de asma, pois tem efeito rápido, provocando relaxamento dos músculos dos brônquios, melhorando a passagem do ar. Atuam apenas no momento da crise, mas tem pouco efeito na inflamação crônica da asma.

A cortisona ou corticóide é o único medicamento capaz de reverter uma crise forte, atuando através do bloqueio do processo inflamatório. Além disso, também facilita a ação das medicações broncodilatadoras melhorando o estado da crise de asma. Nas crises a cortisona é geralmente utilizada por curtos períodos e por isso os efeitos colaterais são evitados. Na maioria das vezes, não ultrapassa sete dias.


TRATAMENTO DA INFLAMAÇÃO
REMÉDIOS CONTROLADORES

Medicamentos para controle da asma ou preventivos: Atuam diminuindo a inflamação e portanto atuando sobre o fator básico da asma.

Corticóides inalados: são os principais remédios usados para controlar a asma enào apenas para aliviar sintomas. Ao contrário dos corticóides ingeridos, podem ser usados por tempo prolongado, com pouquíssimos efeitos colaterais. Mas, não têm a mesma força: precisam ser utilizados de forma contínua por um período de tempo prolongado.
- Não têm efeito sobre as crises.
- Devem ser usados todos os dias, mesmo que a criança esteja bem.
- Podem ser usados em crianças, sem problemas. Está provado que a asma sem controle afeta mais o crescimento do que o possível efeito colateral dos corticóides inalados.

Antileucotrienos: também atuam na inflamação dos brônquios, bloqueando uma substância chamada leucotrieno. Podem ser usados a partir de 6 meses de idade, em forma de sachets ou de comprimidos mastigáveis

Terapias combinadas: utilizam medicamentos combinados, como por exemplo, broncodilatadores de ação prolongada com corticóides inalados ou com antileucotrienos.

Crianças podem usar bombinhas e remédios inalados?

Sim. Crianças também podem usar inaladores e bombinhas, pois são comprovadamente seguras, tendo atuação rápida e eficaz. A dose do remédio é bem menor, pois são medidos em microgramas, ao invés de miligramas, como nos remédios por via oral.

Xaropes e comprimidos são tomados por via oral, precisam circular pelo corpo até chegar aos pulmões. Os remédios inalados têm efeito melhor, mais rápido e menores efeitos colaterais, pois têm ação direta na via respiratória.

Estudos mostram que corticóides inalados não alteram o crescimento final da criança. A asma sem controle prejudica mais do que os remédios!


TRATAMENTO DE PREVENÇÃO

a) Controle do ambiente contra poeira e ácaros

Limpeza da casa: deve ser cuidadosa e feita na ausência do alérgico. Usar sempre pano úmido. Evitar vassouras ou espanadores Não usar produtos de limpeza com odor ativo: preferir sabões, pastas ou álcool. Combater o aparecimento de baratas em sua casa.

Quarto de dormir: encapar colchões e travesseiros com plástico tipo napa ou com capas impermeáveis compradas em lojas especializadas. Colocar as camas afastadas da parede e trocar a roupa de cama uma ou das vezes na semana. Combater mofo, umidade e focos de infiltração.

Combate à poeira: Retirar tapetes, carpetes e cortinas, almofadas, estantes com livros, bichos de pelúcia e cobertores de lã. Preferir mantas de tecido ou edredons. Roupas de inverno ou que sejam usadas raramente devem ser lavadas antes do uso.
Animais: evite ter cães ou gatos, mas se já os tiver, mantenha-os fora de casa e não permita que entrem nos quartos ou que subam em camas e sofás. Banhá-los semanalmente.

Fumo: Não fume e nem deixe que fumem junto ao alérgico. Mesmo fumando na janela ou em outro cômodo, a fumaça poderá prejudicar seu filho.

Cheiros; Não use sprays, incensos ou "sachets" em sua casa.

Cuidados pessoais: Crianças devem ser estimuladas a brincar: andar de bicicleta, jogar bola, pega-pega... vida ao ar livre!

b) Imunoterapia ou tratamento com vacinas
Consiste na administração da
substância pela qual o asmático desenvolveu sensibilidade, durante um longo período de tempo. Com isso observa-se uma mudança no padrão da resposta imunológica, fazendo com que a pessoa apresente um bloqueio no desenvolvimento da reação inflamatória dos brônquios. A alergia é a principal causa de asma na infância e as crianças se beneficiam com seus resultados, auxiliando sobremaneira no controle da asma.

c) Fisioterapia respiratória
Busca restaurar o equilíbrio alterado das vias aéreas pela doença e corrigir deformidades torácicas, sendo de grande valia no tratamento da asma infantil. Além disso, prepara a criança para a prática de esportes, que são benéficos não apenas pela atuação no sistema respiratório em si, como também no estímulo á integração social e melhora da auto-estima dos asmáticos.

d) Educação do asmático e de sua família
É aparte mais importante do tratamento. Pais e cuidadores informados são certamente pais seguros e calmos,transmitindo segurança à criança. Mitos e preconceitos são grandes problemas no tratamento.

O que fazer numa crise?

Procure acalmar a criança. Leve-a para local tranqüilo e inicie a medicação já orientada pelo alergista. Mostre segurança, apoio e tente distraí-la com leituras ou brincadeiras.
No caso de uma nebulização, observe se a criança está com a boca aberta e fazendo corretamente o procedimento. Procure avaliar a causa da crise e, se for possível, afastá-la. Acompanhe a evolução dos sintomas e avise ao médico. Se não houver melhora, leve um pronto-socorro para atendimento de emergência.
Mas...
- Não coloque excesso de roupas na criança.
- Não a obrigue ingerir muito líquido ou comer grandes quantidades se estiver inapetente.
- Não faça inalações com remédios caseiros, não use Vick vaporub.
- Não dê remédios sem prescrição, nem mesmo antialérgicos ou antigripais.


Dicas finais:

- Aprenda, leia, tire dúvidas com o alergista sobre a asma.

- Peça que o médico oriente sobre o grau da asma do seu filho.

-Cumprir o plano de tratamento e as medidas de prevenção.

- É preciso que a família saiba como proceder nos casos de crise, seja ela leve ou grave. Por isso, peça ao médico uma orientação sobre a medicação que poderá fazer numa crise até poder encontrá-lo.

- Leve seu filho regularmente ao médico.

- Deixe que a criança maior (e o adolescente) participe do seu tratamento. Ouça suas opiniões e permita que ela converse diretamente com o médico nas consultas.

O tratamento da asma é dinâmico, ou seja, deve ser reavaliado regularmente para checar a necessidade de reduzir, ou até aumentar, essa ou aquela medicação de acordo com a evolução da doença. Mas, se a criança permanece com sintomas apesar da medicação prescrita, é preciso entrar em contato com o médico para reavaliar a medicação.


A criança portadora de asma pode e deve levar uma vida inteiramente normal.





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09 Maio 2009

Asma ou bronquite na criança - primeira parte

tossindoCom absoluta certeza, nenhum pai ou mãe desejou que seu filho tivesse asma! Alguns pais passaram pela experiência de ser asmáticos em criança. Outros mantiveram a doença até a idade adulta. No entanto, alguns nem ao menos conviveram ou conheceram algum parente que tivesse asma e, de repente, receberam um inesperado diagnóstico em suas vidas: "Seu filho tem asma”.

É uma doença que provoca insegurança, medo, verdadeiro pânico em algumas situações e, em outras, chega a ser desvalorizada, e até chamada de “bronquite alérgica”, numa tentativa de minimizar o fato.

E tem mais, o tratamento é demorado e complexo, envolvendo mitos, preconceitos, além de englobar uma modificação radical de hábitos.

Por isso, é importante transmitir informações que ajudem os pais a vencer esta etapa e a transmitir às crianças asmáticas uma sensação de confiança e apoio, fundamentais para a superação de sua doença e para uma vida adulta saudável.

E, claro, pais não são apenas os pais biológicos, mas todas as pessoas que se preocupam com as crianças, ou seja: tios, avós, babás, cuidadores, professores,

O que é asma?
A asma é uma doença de duração longa, que se acompanha de uma reação imunológica (alérgica) que provoca inflamação e inchação das vias respiratórias pulmonares, que se tornam estreitadas, dificultando a respiração. A asma é também chamada de bronquite alérgica, bronquite asmática, ou simplesmente bronquite.
Sintomas principais:
Chiado, Tosse, Falta de ar, Desconforto respiratório, Respiração rápida, Catarro ou "gosma", Cansaço.
Toda asma é igual?
Não. Cada criança tem uma maneira própria de manifestá-la. Existem casos onde o único sintoma é uma tosse, insistente e que surge ao correr, rir, chorar, falar muito ou ao fazer esforços físicos. 

A asma pode ser uma doença esporádica, com sintomas leves – por exemplo, uma tosse ou chiado que “vai e vem” (asma esporádica)

Em outros casos, os sintomas já surgem com maior frequência - mais de duas vezes por semana e menos de uma vez ao dia. A criança brinca normalmente, alimenta-se e dorme bem, com boa freqüência à escola. (asma leve)

Os sintomas podem ocorrer com maior frequência, com crises mais de duas vezes por semana e podendo durar dias. A criança acorda à noite, interrompe brincadeiras, falta às aulas em virtude das crises e necessita usar repetidamente os remédios para alívio. (asma moderada)

Os casos mais graves se acompanham de crises diárias, com falta de ar evidente, e prejuízo da qualidade de vida da criança. O sono está bastante prejudicado, não brinca, alimenta-se mal, prejudicando seu desempenho escolar, usando medicação diária e necessitando acompanhamento médico e hospitalar. (asma grave).

Como a asma pode afetar a vida da criança?

A asma pode afetar a criança de diferentes maneiras, desde sintomas discretos, como uma tosse ou leve falta de ar, como também sob forma de crises fortes que necessitem de atendimento em hospital. Mas de uma maneira geral, podemos citar:
- Sono prejudicado
- Falta às aulas, prejuízo no rendimento escolar
- Prejuízo em atividades esportivas
- Interferência na relação com irmãos e amigos

O que pode provocar as crises de asma?

Os principais fatores que podem desencadear crises de asma na infância são:
- Alergia
- Infecções respiratórias (viroses, gripes e resfriados)
- Rinites, sinusites
- Refluxo do estômago
- Exercícios físicos
- Fatores irritantes
- Emoções

Alergia

É uma causa importante na infância e adolescência. É uma característica herdada (genética) que faz com que a pessoa apresente uma árvore respiratória mais sensível a estímulos, como por exemplo, ácaros, mofos, pelos de animais. Além da asma, a criança alérgica pode ter também rinite, dermatite atópica e conjuntivite alérgica.

Infecções Respiratórias
Bebês e crianças pequenas podem chiar de forma intensa quando acometidos por infecções virais. Um exemplo é a bronquiolite. Além disso, gripes e resfriados podem servir como gatilhos para crises de asma nas crianças. Infecções crônicas bacterianas, como por exemplo, as sinusites, também podem impedir que as crises melhorem.

Rinite alérgica
Costuma surgir antes da primeira crise de asma, podendo ser confundida com “gripes repetidas” e não ser corretamente tratada. Nas crianças pequenas, a rinite prolongada pode levar à respiração bucal, ou seja, ela passa a respirar com a boca aberta, o que gera também: diminuição do apetite, sono agitado, roncos noturnos, baba no travesseiro.

A rinite também pode provocar nas crianças uma série de outros problemas como: sinusites, otites, amigdalites repetidas, aumento das adenóides, alterações dentárias e até prejudicar a postura e originando alterações no tórax, como por exemplo, o peito elevado ou então escavado. Por isso, os sintomas nasais devem ser tratados com o mesmo cuidado dedicado à asma.

A sinusite é a inflamação dos seios da face e pode surgir como complicação de uma rinite alérgica. É comum que a sinusite seja lembrada nos casos de dor de cabeça, sensação de peso na face, congestão e secreção nasal catarral. No entanto, nas crianças estes sintomas podem estar ausentes e surgir apenas uma tosse que piora acentuadamente durante a noite. É importante tratar a sinusite porque pode provocar crises de asma na criança alérgica.

Refluxo
Nem sempre está presente sob a forma de vômitos ou de golfadas, mas sim de maneira silenciosa, piorando a asma. Um cuidado simples e que ajuda muito é evitar que seu filho mame deitado. Mas não é suficiente, é preciso aguardar pelo menos um ou duas horas antes de deitar.

Exercício físico
Existe um tipo particular de asma, desencadeada pelo exercício físico. Nem sempre é fácil de detectar. Algumas crianças poderão ter sintomas ao realizar alguns tipos de atividades físicas. Nem sempre a criança queixa-se claramente, mas pode dizer que não gosta de esportes, retrair-se, não participar ou preferir atividades que não cansem (como por exemplo, ficar sempre como goleiro nos jogos de futebol).
Por outro lado, quando a asma não está controlada, os sintomas repetidos podem prejudicar a prática esportiva.

Fatores irritantes
Fumo, ar frio, mudança de tempo, cheiros fortes.
O fumo, assim como também o ar frio, a mudança de temperatura, os cheiros fortes, a poluição, funcionam como fatores que podem provocar irritação e desconforto das vias respiratórias em qualquer pessoa, mas que nas crianças asmáticas, pode provocar crises.

Fatores emocionais
Não existe asma que seja exclusivamente “nervosa”. Mas, é certo que fatores emocionais interferem como provocadores de crises de asma e devem ser abordados em conjunto com a família. Por outro lado, a própria asma pode provocar o surgimento de sentimentos conflitantes que podem prejudicar o desenvolvimento infantil. Casos especiais necessitarão acompanhamento de um especialista.

Escolas e creches
A asma pode afetar a criança não apenas em casa, mas muitas vezes no ambiente escolar, provocando reflexos na sua relação com os colegas e professores. A equipe escolar, por sua vez, nem sempre está preparada para lidar com essas situações, o que pode resultar em problemas na relação com o aluno.

Por isso, a integração entre a escola, a família e o aluno asmático é importante para que este último não seja visto como "diferente". Situações específicas deverão ser discutidas com a família. Se possível, no ato da matrícula, deverá ser preenchida uma ficha com os dados sobre a alergia da criança

Alimentos
A alergia alimentar não é uma causa comum de asma. Por isso, não há necessidade de uma dieta especial, a não ser em casos especiais definidos pelo alergista.


Por que é importante conhecer os fatores que provocam e agravam as crises?
Porque asma não se trata é só tomar remédios. A melhor forma de prevenção é o combate às causas de uma doença e o controle dos fatores que podem agravar o problema.


TRATAMENTO DA ASMA:

1. TRATAMENTO DAS CRISES: através das medicações de alívio

2.TRATAMENTO DA INFLAMAÇÃO CRÔNICA: com remédios preventivos a longo prazo

3. TRATAMENTO DE PREVENÇÃO

 
a) Controle da poeira, dos ácaros e de outros fatores desencadeantes:
b) Educação da família (manejo familiar orientado da asma)
c) Controle do mecanismo alérgico, através da imunoterapia (vacinas)


O tratamento da asma infantil será tema da segunda parte deste texto.

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