22 maio 2016

Urticária na criança




Urticária é uma doença que se caracteriza pelo aparecimento de lesões na pele que coçam e incomodam bastante. Assemelham-se a manchas avermelhadas, algumas com relevo e que podem se juntar formando placas, que têm duração fugaz e localização variável.

Em alguns casos, pode se associar com o angioedema, ou seja inchação em locais do corpo como: pálpebras, face, lábios, genitália, entre outros.

A urticária pode ser classificada de forma temporal, em:
- Aguda: tempo inferior a 6 semanas
- Crônica: superior a 6 semanas

A urticária aguda é mais frequente em crianças pequenas e adolescentes, enquanto a crônica é mais prevalente a partir da idade escolar.

A urticária crônica em crianças pode comprometer a qualidade de vida, afetando a relação com o meio social, acarretando falta às aulas e prejuízo no aprendizado.

Na urticária, ocorre liberação de uma substância, a histamina, produzida por uma célula do corpo humano chamada mastócito. A liberação desta substância no organismo humano causa a crise de urticária, pois a histamina age nos vasos sanguíneos e na pele, causando o inchaço e vermelhidão.

Nem toda urticária é causada por alergia. As urticárias agudas têm mais tendência para ser alérgica. As causas mais comuns são:
- alimentos (nas crianças pequenas, leite de vaca, ovo, amendoim e trigo. Nas maiores: frutos do mar, nozes e castanhas) 
- medicamentos (em especial: analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos)
- infecções (causadas por bactérias ou por vírus)

Nas urticárias crônicas, destacam-se:
- urticária espontânea
- urticárias induzidas, ou seja, desencadeadas por um agente físico. São mais comuns o dermografismo e a urticária colinérgica, relacionada com o aumento da temperatura corporal.
Mas, na verdade, muitos fatores podem estar envolvidos e devem ser pesquisados em cada criança.



Diagnóstico da urticária infantil

O diagnóstico é clínico, ou seja, se baseia na avaliação feita pelo médico, baseado na história, exame físico e, se necessário, exames complementares.

Não há um teste definitivo para fazer o diagnóstico da urticária.


Tratamento da urticária na infância
A medicação tem objetivo de aliviar os sintomas e os anti-histamínicos (antialérgicos) são a base para tratar a urticária nas crianças. Recomenda-se preferencialmente os produtos modernos conhecidos como anti-histamínicos de nova geração, por terem menores efeitos colaterais. O uso de corticoides é restrito aos casos necessários. Recentemente foi lançado para tratar os casos de urticária crônica espontânea na infância um anticorpo monoclonal (omalizumab) mas apenas para crianças maiores de 12 anos de idade.

Dicas finais
- Urticária não é contagiosa e não "pega"
- Banhos não devem ser quentes nem demorados. A pele está sensível, use sabonetes suaves Evite os sabonetes bactericidas pois ressecam a pele.
- Aplicar hidratante logo após o banho com a pele ainda umedecida.
- Não há necessidade de dieta, a menos que o médico indique.
- Corantes e conservantes não são causas mais comuns de urticária. Cada criança deve receber uma orientação específica para seu caso.  
- A medicação deve ser mantida pelo tempo indicado pelo médico. Evite suspender para "testar" o efeito.

Aos pais: aproveitem o momento da consulta para esclarecer dúvidas
Se houver dúvidas quanto à causa, recomenda-se fazer um "diário" onde devem ser anotados alimentos, medicamentos e hábitos da criança.
Evitar medidas ou tratamentos caseiros.


15 maio 2016

Asma ou bronquite alérgica - esclarecendo mitos



1. “Leite aumenta o muco e agrava a asma”. 
Não. Na maioria dos casos, a dieta tem papel muito pequeno na gestão da asma. Evitar leite e derivados sem critério, pode causar problemas de nutrição, particularmente em crianças. Estudos têm demonstrado que o leite não aumenta a produção de muco nem piora a asma. Em resumo, recomenda-se uma alimentação saudável e equilibrada. Dietas são indicadas apenas para as pessoas portadoras de intolerância ou alergia alimentar comprovada. 

2. “Asma é uma questão de cabeça”. 
A asma é uma doença de origem genética (hereditária) que se acompanha de uma inflamação dos brônquios, que permanece mesmo quando não se sente nada. Esta inflamação faz com que as vias respiratórias se tornem mais sensíveis a fatores ambientais. Fatores emocionais podem provocar crises ou até mesmo agravar a asma, desde que haja base genética para isso. Problemas emocionais não farão uma pessoa ter crise de asma, a menos que ela seja asmática. Existe o outro lado: as crises de asma geram ansiedade, medo, insegurança e terminam por provocar o emocional da pessoa. Portanto, o aspecto emocional deve ser valorizado, mas sem que se pense que seja a única causa da asma. 

3. “Os remédios para asma são fortes, viciam e fazem mal ao coração” 

Existem vários tipos de remédios para tratar a asma, mas pode-se dividir em dois grandes grupos: 
1. Remédios aliviadores, ou seja, para aliviar sintomas e tratar as crises da doença 
2. Remédios controladores, que atuam na inflamação dos brônquios, controlando a doença e evitando novas crises. 
As medicações mais adequadas para tratar asma são usadas por via inalada sob a forma de sprays (conhecidas como “bombinhas”), nebulização ou como inaladores de pó seco. Infelizmente o preconceito faz com que as pessoas achem que o uso inalado é prejudicial. Mas, pelo contrário: remédios inalados fazem efeito mais rápido, usam doses mínimas (microgramas) e têm menos efeitos colaterais. A questão é que devem ser usadas de acordo com a orientação médica e no momento certo. Um grande avanço no tratamento da asma foi a descoberta dos corticóides inalados (conhecidos como “bombinhas de cortisona”). Estes remédios não engordam, não viciam e não fazem mal ao coração. Pelo contrário, podem ser usados em adultos e crianças, por tempo prolongado para controlar a inflamação dos brônquios e evitar as crises de asma. 

 4. “A mulher que engravidou tem que parar todos os remédios para asma”. 
A asma deve ser tratada durante a gravidez, a fim de proporcionar condições saudáveis tanto para a mãe como para o bebê até o parto. A crise de asma materna prejudica o fornecimento de oxigênio ao bebê e certamente poderá ser mais prejudicial do que os possíveis efeitos colaterais dos remédios. Por isso, é importante que a gestante asmática seja acompanhada pelo obstetra e pelo médico especialista no tratamento da asma. 

5. “A criança que tem asma não pode comer nada amarelo” 
Nas décadas de 80 e 90, acreditava-se que a tartarazina (corante amarelo) fosse uma causa de asma. Os estudos científicos não comprovaram esta teoria e hoje este conceito deixou de ser unanimidade. O médico analisará cada caso e indicará uma dieta se for necessário. 

6. “Eu tive asma e curei com simpatia” 
Simpatias não curam. A asma é mesmo assim: tem muitas maneiras de se manifestar: em algumas pessoas é leve, em outras é grave. Os sintomas podem desaparecer por tempo longo, deixando a entender que foi curada. Ou seja, a evolução natural da doença é individual e em algumas pessoas pode dar a impressão que a doença se curou por causa de uma simpatia. 

03 maio 2016

Dia Mundial de Asma - 03 de Maio 2016


O Dia Mundial de Asma é comemorado na primeira terça feira do mês de maio e tem o objetivo de alertar para a divulgação da doença, formas de prevenção e tratamento.

A asma continua a ser um desafio epidemiológico, e para continuarmos a diminuir o número de internações e, em especial, o número de mortes por asma. 

A GINA no Brasil visa divulgar o conhecimento sobre a asma entre os profissionais de saúde e equipe multidisciplinar que atua no tratamento da doença em nosso país, além de oferecer aos pacientes e seus familiares acesso a importantes informações que lhes auxiliem no controle da doença. A asma pode ser controlada e permitir uma vida normal. Para isso, a principal arma é a divulgação de conhecimentos e a educação do paciente e de seus familiares


Perguntas e respostas sobre asma brônquica


1. O que é Asma Brônquica?
A asma brônquica também chamada de “bronquite alérgica”, é uma doença das vias aéreas pulmonares caracterizada pela obstrução reversível do fluxo aéreo causado pela inflamação crônica dos brônquios e pode ser provocada por diversos fatores. A asma é uma doença que não tem cura, mas pode ser controlada, permitindo a seus portadores que levem uma vida normal.

2. Quais os principais sintomas?
Nos adultos são: falta de ar, inclusive durante o exercício, tosse e chiado no peito. Sendo piores pela manhã a ao deitar. Nas crianças, o diagnóstico de asma é mais difícil, já que há outras causas para o chiado, principalmente nos bebês. Muitas vezes a tosse pode ser o único sintoma.

3. Quem tem asma?
A asma pode se manifestar em qualquer idade desde o nascimento até a idade adulta. Em geral aparece durante a infância melhorando após a adolescência. É uma doença muito comum e está associada a outros casos de alergia (ex. alergia a medicamentos, alimentos, etc.. ).É o que chamamos de “atopia”, mas não se trata de doença contagiosa.

4. Como eu identifico a crise de asma?
As características da crise variam de pessoa para pessoa, podendo iniciar-se com sintomas leves como tosse e aperto no peito e ir se agravando com chiado, falta de ar, tosse com catarro, mal-estar, dificuldade na realização de atividades cotidianas e acordar durante a noite com sintomas respiratórios.

5. Quais são as causas da crise?
Mudanças de temperatura; -Infecção de vias respiratórias, como gripe e sinusite; -Reação alérgica a outras medicações; -Aspectos emocionais; -Exposição ao pó, poluição, fumaça de cigarro, odores fortes, spray, esforço físico exagerado e pêlos de animais.

6. Quais são as características de crise grave de asma?
–Não melhora do quadro apesar do uso do medicamento apropriado;
-Dificuldade para falar, andar ou comer;
-Lábios ou unhas arroxeados;
-Narinas se abrem durante a respiração;
-Pele do pescoço e ao redor das costelas se esticam durante a respiração;
-Batimento cardíaco acelerado;
-Suores frios.

7. Como devo proceder durante uma crise?
O paciente deve identificar as causas e procurar afastá-las e então, iniciar o tratamento para crises que seu médico orientou. A pessoa não deve subestimar a crise, mesmo que os sintomas sejam leves, para evitar a piora do quadro. Quanto maior o número de crises, maior a irritação do pulmão e assim, mesmo estímulos menores desencadearão novas crises. É importante manter a calma nessas ocasiões, uma vez que ficou provado a importância do fator emocional na crise da asma. Deve-se contatar o médico para receber orientação adequada.

8. O que são as “bombinhas” ?
“Bombinha” é maneira popular de chamar os medicamentos para asma brônquica na forma inalatória oral. Há vários tipos de inaladores, a maioria em sprays e alguns em pó seco. É atualmente considerada a forma preferencial do tratamento da asma brônquica, por que quando o medicamento é inalado, vai diretamente para os pulmões e há menor risco de efeitos colaterais no restante do organismo. Esta forma é usada tanto para os medicamentos para crises como para os de uso preventivo, não havendo riscos de “viciar” ou “fazer” mal para o coração.

9. Por que devo me preocupar com o ambiente para o asmático?
Porque é principalmente no ambiente onde habita que ele estará mais exposto aos agentes causadores dos sintomas asmáticos. O quarto é o principal foco de atenção, já que é o local onde o asmático passa a maior parte de seu dia.

10. O que são ácaros?
São organismos microscópicos que se alimentam de descamação da pele humana, de pelos de animais e também do mofo. Habitam locais onde há acúmulo de poeira como: colchões e travesseiros, carpetes, bichos de pelúcia, estantes, papéis e até animais de pelo. Os ácaros e seus excrementos são os maiores agentes causadores de alergias respiratórias.

11. Exercício faz bem?
A prática de esportes é importante no tratamento da asma brônquica, tanto em favorecer uma melhor capacidade respiratória, como também, no aspecto psicológico e social do portador de asma brônquica.

Fonte: Clique no link e conheça o site:
   
http://www.ginanobrasil.org.br/leigospacientes/faqs-asma/  


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