25 janeiro 2015

Alergia à tatuagem de henna

Tatuagens de henna são populares no verão, tanto em adultos como em crianças, pelo fato de serem temporárias e são consideradas sem riscos. Mas, não é verdade, pois podem provocar alergia!

Henna é um corante de cor castanho-avermelhada, extraído da casca e das folhas secas de uma planta (Lawsonia inermis) originária da África e Ìndia, usado como cosmético, para escurecer cabelos ou para tatuar o corpo de forma temporária. A vantagem é ornamentar o corpo e desaparecer após alguns banhos. E a ideia não é nova: múmias egípcias tinham sinais de utilização de henna, com indícios de que seria um símbolo de status da época. 

A alergia à henna pura, sem aditivos químicos, é rara. 
O problema é que podem ser adicionadas substâncias que alteram o produto gerando a possibilidade de reações. Por exemplo, alguns tipos de henna negra recebem a adição de uma substância, denominada parafenilenodiamina ou PPD, que tem objetivo de tornar a secagem mais rápida, dar coloração mais intensa e melhor definição do desenho. Contudo, as tatuagens temporárias que contém altas taxas desta substância são mais agressivas ao organismo, com maior chance de provocar reações de alergia na pele. 


Dermatite de contato alérgica


Este tipo de dermatite não surge da primeira vez, mas sim após o uso repetido, para que ocorra a sensibilização. Por isso, a alergia surge em pessoas que já fizeram tatuagens de henna em outras ocasiões. Inicia com uma coceira incômoda, vermelhidão no local e com “elevação do relevo” do desenho da tatuagem. A característica clínica é o aspecto da lesão, que caprichosamente respeita o desenho original. 

A reação na pele pode variar de formas leves até mesmo quadros graves. Pode aparecer imediatamente após aplicação, ou de forma tardia, horas ou dias após a realização do procedimento.

A lesão pode se resolver espontaneamente após a remoção do pigmento mas em casos mais graves, é necessário o uso de medicamentos. Além disso, pode se complicar com infecção no local ou evoluir deixando marcas, na forma de cicatrizes ou manchas na pele. 

Entretanto, o problema pode complicar: a fórmula química do parafenilenodiamina possui um radical que também é encontrado em outros produtos. Assim, a pessoa que se torna sensível também poderá desenvolver sensibilidade a outros produtos que contenham o mesmo tipo de radical. Isto significa que poderão surgir novas alergias. Este fenômeno é conhecido como uma “reação cruzada”.  



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Cuidados: 
- Informe-se sobre o material utilizado na tatuagem e faça em locais confiáveis.
- Tatoos de henna não  devem ser feitas em crianças, pois  têm pele sensível e maior propensão à alergia.
- Pessoas portadoras de alergias na pele têm maior propensão a apresentar dermatite de contato e devem evitar o procedimento.  
- Procure atendimento médico se notar alterações no local da tatuagem. Evite o uso de remédios caseiros que podem agravar o problema.

17 janeiro 2015

Estojo inteligente de alta tecnologia ajuda famílias de pacientes com anafilaxia


Conheça o Veta™, o primeiro sistema de suporte no mundo para a anafilaxia e a alergia aos alimentos. Trata-se de um estojo inteligente para o autoinjetor EpiPen® que funciona em conjunto com um aplicativo para conectar diretamente familiares e cuidadores com alérgicos que têm risco de vida, resultando em maior liberdade, segurança e confiança para todos.

O estojo inteligente incorpora a eletrônica e sensores que se integram com a infraestrutura de app móvel habilitada na nuvem para garantir tranquilidade aos usuários do EpiPen®, suas famílias e sua rede de suporte estendido. 

O Veta™ tem capacidade para:
* indicar onde está o EpiPen® 
* notificar sobre data de vencimento de sua validade, 
* alertar quando o usuário está longe de seu EpiPen®, 
* monitorar as mudanças de temperatura que poderiam afetar a integridade da medicação (epinefrina),
* emitir um alerta às pessoas previamente cadastradas notificando a necessidade de emergência imediata.
 
O aplicativo funciona em smartphones iPhone® e Android™, tablets com Wi-Fi habilitado e dipositivos iPod® que suportam Bluetooth® Smart. 

"Não se trata apenas das notificações e resposta rápida do Veta™ durante um evento anafilático; trata-se também do monitoramento contínuo da localização do EpiPen®, das datas de vencimento e das temperaturas extremas", explica o Dr. Harold Kim, clínico imunologista e alergologista. 

Além das características proporcionadas na conectividade com o estojo inteligente Veta™, o app Veta™ fornece também acesso em um clique a suas redes de apoio da comunidade estendida e privada e resposta a emergência, vídeo e materiais de treinamento sobre o uso correto de seu EpiPen®, além de recursos úteis, tais como listas de compras seguras, localização de farmácias abertas e hospitais mais próximos. 

  



Clique neste link e assista o vídeo que mostra o funcionamento do Veta








Nota
Infelizmente no Brasil ainda não é possível adquirir nem mesmo o autoinjetor de adrenalina (Epi pen)  necessitando de importação e em alto custo para o paciente e seus cuidadores. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia luta pela liberação desta medicação, vital para casos de anafilaxia. 
Clique neste link e leia a carta da ASBAI à Anvisa.

Fontes: 
Aterica Digital health
Medcenter

11 janeiro 2015

Uma alergia rara

Jantar e depois dançar!
Para muitas pessoas, esta seria a forma ideal para se divertir. 
Mas para outras, pode se transformar em um pesadelo. 

Existe uma forma rara de alergia alimentar que desencadeada pelo exercício físico. Foi descrita pela primeira vez em 1979 em um atleta corredor de longa distância que sofreu reações alérgicas ao praticar exercícios após ingerir frutos do mar. Desde então, outros casos foram descritos desta forma peculiar de alergia que ocorre apenas se o paciente come a comida que ele é alérgico e faz uma atividade física. 


Contudo, não ocorre apenas em atletas. O exercício não precisa ser particularmente intenso, podendo ser caminhada, corrida, dança, entre outras. Ainda não se sabe quais os fatores envolvidos, mas é provável que a absorção do alimento sofra a ação do exercício, ocorrendo alteração da absorção das proteínas alimentares e surgindo a reação alérgica. 

Os alimentos mais frequentemente envolvidos são de origem vegetal, e entre estes incluem cereais (principalmente trigo), frutas frescas e nozes. Foram relatados casos relacionados a alguns tipos de legumes, especiarias e cogumelos. 
 Entre os alimentos de origem animal predominam frutos do mar. 


 
Este tipo de alergia pode ocorrer também com medicamentos, como por exemplo, anti-inflamatórios,sendo o ibuprofeno o mais comum. Nesse caso, os sintomas surgem após a tomada do remédio combinada com a realização do exercício.

Um dado curioso: se a pessoa comer o alimento ou tomar o medicamento e não fizer o exercício, nada acontecerá. 
A prevenção é não comer os alimentos suspeitos durante 4-6 horas antes do exercício. 


Fonte: SLAAI: sociedade Latinoamericana de Alergia, Asma e Imunologia
Clique aqui e leia o artigo original
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