18 outubro 2014

Alergia respiratória

A alergia é uma reação exagerada do organismo após exposição a um fator desencadeante presente no meio ambiente. Geralmente, a alergia tem início na infância e pode continuar pela vida adulta. É determinada por fatores genéticos e ambientais.

Quando não controlada, a alergia pode causar infecções frequentes, como otites, sinusites, amigdalites e pneumonias. Pode comprometer o sono, o crescimento e o desenvolvimento da criança, e também o rendimento escolar e no trabalho.

A alergia tende a melhorar com a idade, desde que se faça um controle eficiente do ambiente. Para isso, é importante identificar os fatores que podem ter desencadeado a reação, seja por uma observação atenta da criança pelos pais, seja através de testes alérgicos na pele e no sangue, realizados pelo especialista. 

A maioria das reações alérgicas pode ser prevenida, evitando expor a criança aos fatores desencadeantes. Aliás, nenhum tratamento para alergia será totalmente eficaz se não for interrompido o contato com os agentes que desencadeiam a reação.

O que causa alergia?
Os fatores que desencadeiam a alergia podem ser divididos em quatro grupos:
1) Alérgenos: são os fatores aos quais a criança é alérgica por determinação genética. Os mais frequentes são ácaros da poeira doméstica, fungos presentes no mofo, pelos de animais domésticos como cães e gatos, penas de pássaros, baratas, gramíneas e pólens.
2) Irritantes: são os fatores aos quais a criança não é alérgica, mas que podem desencadear alergia por irritação da mucosa. Os mais comuns são fumaça de cigarro, tintas, perfumes, produtos químicos de limpeza, derivados de combustíveis e quaisquer outros poluentes com odor forte.
3) Infecções: vírus causadores do resfriado e da gripe são frequentes desencadeadores de alergia, especialmente em crianças pequenas.
4) Físicos: exercício físico, fatores emocionais, mudança brusca de temperatura, ar frio, ar seco e umidade, entre outros.

Como a alergia pode se manifestar?
A alergia pode comprometer os olhos (conjuntivite alérgica), o nariz (rinite alérgica), os pulmões (asma ou bronquite alérgica), a pele (urticária e dermatite atópica) e o sistema cardiocirculatório, este com elevado risco de morte.  A maioria das pessoas alérgicas apresenta associação de duas ou mais manifestações como, por exemplo, rinite alérgica e asma.

O que fazer para prevenir a alergia?
O primeiro passo é identificar o que provoca a alergia e saber que nenhum tratamento terá eficácia sem que medidas de controle ambiental sejam prontamente adotadas.

Como controlar o ambiente

Contra os ácaros:
• colocar capas antiácaros (de plástico, couro ou vinil) no travesseiro e colchão;
• limpar as capas com pano úmido a cada duas semanas;
• trocar roupas de cama pelo menos duas vezes por semana e lavar em água quente uma vez por semana;
• armazenar livros e brinquedos em caixas fechadas, fora do quarto da criança;
• retirar carpetes, tapetes e bichos de pelúcia dos cômodos onde a criança mais fica;
• trocar cortinas por persianas ou usar cortinas de algodão lavável;
• lavar semanalmente os filtros de ar-condicionado;
• manter boa ventilação para diminuir a umidade;
• limpar a casa com pano úmido diariamente. Evitar produtos de limpeza, espanadores e vassouras. Recomenda-se o uso de sabão de coco;
• soluções antiácaros (ácido fênico 5%, por exemplo) podem ser utilizadas no piso, móveis e estofados.

Contra baratas:
• as refeições devem ser realizadas apenas na área da cozinha;
• os alimentos devem ser imediatamente armazenados em recipientes fechados após o término das refeições;
• pratos e talheres devem ser imediatamente lavados após o término das refeições;
• restos de alimentos devem ser evitados;
• o lixo deve ser eficientemente fechado e retirado da casa todas as noites;
• limpar semestralmente caixas de gordura e fechar os ralos de drenagem;
• caso estas medidas não sejam suficientes, recomenda-se dedetização por profissional habilitado.

Contra fungos:
• manter boa iluminação e ventilação na casa;
• manter boa drenagem de água na casa e ao redor dela;
• retirar móveis velhos e plantas velhas da casa;
• usar desumidificador nos locais úmidos da casa;
• checar o encanamento, para que não ocorram infiltrações nas paredes;
• soluções antifungos (água sanitária, por exemplo) podem ser utilizadas nas paredes e em armários para remoção do mofo.

Animais domésticos:
• manter cães e gatos em áreas de fácil limpeza, evitando sua presença em quartos e cômodos com carpetes;
• manter os pelos dos cães sempre curtos e lavá-los com xampu semanalmente;
• dar banho em cães e gatos sempre que possível;
• manter pássaros em locais distantes dos cômodos da casa;
• é importante ressaltar que o ideal é que os animais domésticos sejam retirados da casa.

Medidas gerais:
• evitar fumar dentro de casa;
• evitar quaisquer outras substâncias irritantes na casa (tintas, perfumes, produtos de limpeza, etc.).
Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

12 outubro 2014

Fibrose cística

Hoje o Blog da Alergia falará de uma doença que não é alérgica, chamada Fibrose Cística (FC), também conhecida como Doença do Beijo Salgado ou Mucoviscidose, que é uma doença genética, ainda sem cura, mas que se diagnosticada precocemente e tratada de maneira adequada, o paciente poderá ter uma vida praticamente normal, dentro de seus limites. 

Na maioria das vezes a FC é diagnosticada já na infância, embora também possa ser diagnosticada na adolescência ou na fase adulta. O gene “defeituoso” é transmitido pelo pai e pela mãe (embora nenhum dos dois manifeste a doença), e é responsável pela alteração do transporte de íons através das membranas das células. Chamado de CFTR (regulador de condutância transmembranar de fibrose cística), este gene intervém na produção de suor, dos sucos digestivos e dos mucos. Isso compromete o funcionamento das glândulas exócrinas que produzem substâncias (muco, suor ou enzimas pancreáticas) mais espessas e de difícil eliminação. 


A Fibrose Cística pode ser identificada através do teste do pezinho e seu diagnóstico pode ser confirmado através do teste do suor ou ainda através de exames genéticos. A FC, por ser uma doença autossômica, manifesta-se em ambos os sexos. 

20% da população são portadores assintomáticos do gene da FC, uma doença que acomete mais os brancos puros, é mais rara nos negros e muito mais rara nos orientais. 

É uma doença recessiva, o que significa que para ter Fibrose Cística, o paciente precisa receber um gene “defeituoso” do pai e da mãe. Cada filho de um casal portador deste gene terá 25% de chance de ter FC, conforme quadro abaixo:
Sintomas
Os principais sintomas da Fibrose Cística são: pneumonia de repetição; tosse crônica; desnutrição; dificuldade de ganhar peso e estatura; movimentos intestinais anormais; pólipos nasais; sabor muito salgado na pele ou suor mais salgado que o normal e uma espécie de alongamento das pontas dos dedos das mãos e dos pés, também conhecida como “baquetamento”. 

No sistema respiratório da pessoa com fibrose cística, o muco espesso bloqueia os canais dos brônquios ocasionando dificuldades para respirar, causando tosse crônica, infecções de repetição, pneumonias, e em casos mais graves bronquiectasia (alargamento ou distorção irreversível dos brônquios, sendo que o tratamento na maioria das vezes é cirúrgico). 

No sistema digestório, o muco espesso evita que as enzimas digestivas, necessárias à digestão, cheguem ao intestino, levando assim a desnutrição do paciente. 

Já no sistema reprodutor, as alterações são diferentes entre os sexos: as mulheres têm a fertilidade diminuída, mas têm chances de engravidar, considerando sempre sua condição clínica. Já os homens produzem espermatozoides, contudo, a maioria é infértil em função da obstrução do canal deferente (que transporta os espermatozoides até o testículo). 

Com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado o portador de FC pode ter uma vida normal, ativa e produtiva! 

Fonte: Unidos pela vida
Instituto de Divulgação da Fibrose Cística

01 outubro 2014

Dia Mundial da Urticária - 1º Outubro 2014






Esclarecendo dúvidas sobre urticária

Há 5 meses estou com urticária. Todos os dias eu fico com o corpo cheio de placas que coçam muito. Fiz os exames solicitados (sangue, urina e fezes) e nada foi encontrado. . 
A urticária parece uma doença simples, já que suas lesões são características, facilmente reconhecidas e diagnosticadas. No entanto, tudo muda de figura quando se fala nas causas da doença, que podem envolver fatores variados, como: medicamentos, alimentos, agentes físicos (roupas apertadas, frio, calor, luz solar, suor etc), parasitoses, infecções variadas, doenças internas, etc. Além disso, existe uma parcela de casos de urticária que são considerados "idiopáticos", ou seja, onde a causa não é detectada ou não identificável. Pode ser o seu caso. É recomendável manter o tratamento sendo muito importante que se estabeleça um clima de diálogo e confiança entre o médico e o paciente. Mesmo que não se tenha a cura, é possível conquistar melhor qualidade de vida.


Há um mês apresento um quadro com uma coceira irritante, pele avermelhada e grossa em algumas regiões que foi diagnosticado como urticária. Como posso saber o que levou a esse quadro e evitar para me sentir melhor? 
Urticária é uma doença alérgica bastante comum e que se acompanha de lesões na pele em geral coçando bastante. A urticária pode ter duração curta e desaparecer em dias (chamada neste caso de urticária aguda) ou as lesões podem persistir mesmo com tratamento (chamada de urticária crônica quando passa de 6 semanas). O mais importante no tratamento é a busca da causa que originou o problema, baseado na história clínica e em exames complementares. O antialérgico (antihistamínico) serve para alívio dos sintomas. O tratamento da urticária tende a ser prolongado, necessitando persistência e uma relação de confiança com seu médico.


O que é dermografismo? 
Quero saber como é o tratamento desta doença. 
Dermografismo é um tipo de urticária desencadeada quando se pressiona a pele. É uma doença benigna, porém de longa duração e bastante incômoda. O principal sintoma é a coceira na pele e por isso o tratamento inclui o uso de antihistamínicos (antialérgicos), bem como: 1) evitar situações que causem atrito ou pressão na pele 2) hidratação cutânea. 3) detecção e combate aos possíveis fatores agravantes do problema. Frequentemente é necessário o uso prolongado dos medicamentos antialérgicos. 

De um ano pra cá quando faz frio, as partes de meu corpo que não estão cobertas por blusa e estão em contato com o vento frio começam a coçar sem parar e a ficar vermelhas. O que pode estar acontecendo
O seu relato sugere que possa ser uma urticária ao frio, onde o contato com água, vento ou objetos gelados faz surgir na pele vermelhidão e placas que coçam. Enquanto aguarda a consulta evite exposição ao frio como mergulhar em águas geladas, viajar para lugares frios e contato direto com gelo. 


Eu tenho urticária. Não posso me expor ao sol que fico toda empolada
Um dos diagnósticos possíveis no seu caso é a urticária solar, que é uma resposta alérgica da pele a diferentes comprimentos de onda de luz que se acentua no verão. A exposição progressiva por curto intervalo de tempo à luz do sol ou radiação ultra-violeta antes da estação pode ajudar a diminuir ou evitar a reação. Os antihistamínicos costumam controlar bem o problema, e seu uso prolongado não está associado a efeitos colaterais significativos. Os produtos mais antigos podem provocar sonolência e comprometer a atenção nas pessoas que dirigem e/ou trabalham com máquinas. Os compostos mais modernos são melhor tolerados e seguros para a maioria das pessoas. 

Fonte das perguntas: site da ASBAI RJ
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