20 setembro 2014

ANAFILAXIA - você sabe o que é isso?

Muita gente confunde o termo anafilaxia com choque anafilático, mas essas doenças não são exatamente a mesma coisa.

Anafilaxia é uma doença grave, aguda, que pode ser fatal e que se caracteriza pelo aparecimento de alguns sintomas de pele e outros internamente no organismo.
Esses sintomas podem ser:


Urticária e angioedema
Urticária é uma lesão de pele vermelha, elevada, que coça muito. Quanto mais extensa e rápida for, mais grave.
O angioedema é um inchaço localizado nas partes mais moles do corpo, como lábios, pálpebras, orelhas e genitais, mas às vezes pode ocorrer de forma intensa, em quase todo o corpo. O mais grave é quando esse edema (inchaço) acomete a glote que é a parte interna da garganta. Isso pode ocasionar sufocação.
Nem toda urticária e angioedema são causados por anafilaxia. Apenas quando de forma aguda e geralmente com evolução rápida (começa aos poucos e logo ganha grande extensão do corpo) é que é sinal de anafilaxia.

Sintomas respiratórios
Espirros, coceira em olhos e nariz, obstrução nasal, hiperemia (vermelhidão)ocular e lacrimejamento, tosse seca, falta de ar, chiado no peito, sensação de garganta apertada, alteração de voz, sensação de aperto no peito.

Sintomas gastrointestinais
Náusea, vômito, cólicas, diarréia.

Sintomas cardiocirculatórios
Queda de pressão arterial, taquicardia (batedeira), palidez.

Sintomas neurológicos
Lipotímia (desfalecimento), perda da consciência, sensação de que está distante, desmaio, liberação de esfíncteres (perda de fezes e urina ).

Quanto mais sintomas, principalmente cardíacos e neurológicos, mais grave é a anafilaxia. O “choque” é uma condição clínica onde há falência da circulação, ou seja, o sangue não consegue chegar até os órgãos periféricos por causa da queda da pressão arterial e alterações da microcirculação. É uma situação gravíssima, com alta mortalidade.

Existem várias causas de choque e a anafilaxia é uma delas. Portanto, o choque anafilático é uma forma de anafilaxia.
É muito importante se reconhecer prontamente os primeiros sintomas da anafilaxia, pois o tratamento rápido é fundamental para que a doença não evolua até o choque.

Outra causa de morte pela anafilaxia é a sufocação, quer pelo edema de glote, quer pelo broncoespasmo (fechamento dos brônquios). Há ainda a possibilidade de a pessoa enfartar já que durante uma crise anafilática ocorre um espasmo das coronárias (diminuição do calibre interno das artérias que irrigam o coração) e se a pessoa já tiver uma alteração prévia, como placas de ateroma (aterosclerose) a anafilaxia poderá ser “a gota d´água” para o infarto agudo de miocárdio.

Este texto foi extraído do



A Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia – ASBAI – criou esse portal para ser um canal de informação e suporte para pacientes e familiares portadores de anafilaxia. Aqui, você encontrará as orientações sobre esse grave problema e se cadastrar para enviar suas dúvidas.

Não se trata de consulta online, pois a avaliação médica é insubstituível, porém, acreditamos que quanto melhor informados estejam os portadores e/ou seus responsáveis sobre essa grave alergia, mais cuidado e menos risco advirão e o controle será muito mais efetivo.

06 setembro 2014

Narguilé e cigarro eletrônico fazem mal à saúde

Narguilé (caximbo d’água, water pipe,shisha) 

Fumar narguilé é um método tradicional de uso do tabaco no Oriente Médio. Porém, seu consumo está cada vez mais se disseminando no Brasil, especialmente entre os jovens. 

O narguilé é fumado socialmente e, na maioria das vezes, compartilhado entre amigos e familiares no domicílio ou em bares e cafés, muitas vezes específicos para este fim. Em razão de sua fumaça passar por um reservatório de água, o ato de fumar narguilé é considerado menos danoso para a saúde do que outras formas de uso do tabaco. 

Mas, não é verdade. Fumar narguilé pode trazer riscos semelhantes ou até maiores que outras formas de uso de tabaco. Esta percepção levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar que o narguilé traz sérios riscos para a saúde. Além disso, funciona como porta de entrada para o consumo de cigarros, especialmente entre jovens. 

Habitualmente durante uma sessão de narguilé, cada usuário inala, aproximadamente, 171 baforadas com 0,53 ml de fumaça cada. Nesta fumaça são encontrados: 2,94 mg de nicotina, 802 mg de alcatrão e 145 mg de monóxido de carbono (CO). Ou seja, a fumaça do narguilé apresenta maiores concentrações de CO, nicotina, alcatrão, metais pesados, hidrocarbonetos aromáticos (cancerígenos) e aldeídos voláteis na fumaça do narguilé. 

Estima-se que a exposição em uma sessão de consumo do narguilé poderia corresponder a fumar cerca de 100 cigarros. Outro fator relevante contra o consumo do narguilé está relacionado ao seu local de uso. Sabe-se que uma sessão em grupo fumando narguilé, em ambiente fechado, aumenta significativamente os danos. 

Cigarro eletrônico (e-cigarro, e-cigarette,e-cig, e-ciggy, ecigar, ENDS) 


O cigarro eletrônico (e-cigarro) foi criado, em 2003 na China,com objetivo de substituir o cigarro e ajudar as pessoas a pararem de fumar. Seus dispositivos mais comuns utilizam desde um cartucho que contém nicotina, aromatizantes ou extrato de tabaco a uma mistura líquida com variáveis concentrações de nicotina que é injetada no dispositivo. Após ligar o dispositivo, o fumante de e-cigarro ao aspirar ao fluxo de ar gerado aciona um sensor provocando o aquecimento do líquido do refil, liberando-se a nicotina e outras substâncias presentes na solução, por meio de um vapor. Assim, fumar o e-cigarro é muito similar a fumar um cigarro convencional. Além da semelhança entre o dispositivo e um cigarro convencional, até o vapor tem ingredientes para simular a tradicional “fumaça”. Todos estes aspectos reforçam o componente comportamental da dependência à nicotina, que a exemplo do cigarro convencional, é liberada por estes dispositivos. 

Este tipo de cigarro foi proibido no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (ANVISA), desde 2009. Apesar disso, este produto é facilmente adquirido por meio da internet.  

A segurança no uso dos e-cigarros não está cientificamente demonstrada para que seu uso seja recomendado pelos médicos ou pelas autoridades sanitárias como meio para abandonar o tabagismo. Não se pode afirmar que o e-cigarro ajude seus consumidores a parar de fumar. Pelo contrário, estudos realizados mostram que o uso do e-cigarro está associado a menores chances de interrupção do tabagismo. Além disso, pessoas passivamente expostas ao aerossol (vapor) de e-cigarros também absorvem nicotina (medida como seu metabólito, a cotinina). 

O CFM lançou uma cartilha direcionada aos profissionais relacionando as consequências do tabagismo sobre a saúde. A publicação, que se encontra disponível na íntegra para leitura e download no site do CFM, é composta de 17 temas, que apontam os problemas gerados pelo consumo ou contato com o tabaco no organismo humano.Para baixar a cartilha no site do CFM, clique aqui

Fonte: site do Conselho Federal de Medicina (CFM)

01 setembro 2014

CARTILHA DA ALERGIA ALIMENTAR



Foi lançada uma cartilha sobre a alergia alimentar pela equipe da campanha "Põe no rótulo", feita em parceria com a Proteste e com a ASBAI. Nela você encontrará informações sobre seus direitos e sobre os principais alérgenos. 

A campanha Põe no Rótulo foi criada em fevereiro de 2014 por famílias brasileiras de alérgicos alimentares que não encontram opções seguras para seu consumo pela falta de informações nos rótulos. Juntas, pela internet, elas se mobilizaram para conscientizar a população sobre a necessidade do direito à informação. Para entrar em contato com a organização da campanha, o e-mail é poenorotulo@gmail.com 

O problema da alergia alimentar é grave e merece atenção: atinge cerca de 5 milhões de crianças e aproximadamente 4 milhões de adultos somente no Brasil. A tendência mundial aponta para o crescimento no número de casos. Estas famílias querem segurança, de modo geral: comer com segurança, tomar medicamentos com segurança, usar material escolar com segurança. 

A campanha chama a atenção para a necessidade da rotulagem correta e com destaque dos alimentos alergênicos, como leite, soja, ovo, crustáceos, amendoim, oleaginosas, peixes e glúten. A lista de ingredientes nem sempre traz nomes de fácil compreensão e em muitos rótulos há falta de clareza em relação à presença dos principais alérgenos alimentares. A omissão da presença de traços (contaminação com alergênicos ao longo da produção) pode causar desde reações leves, como intestino preso, vômitos e baixo peso, a reações graves, como choque anafilático e fechamento de glote. 

Para acessar e fazer download da cartilha clique no link do site da campanha ou no site da Proteste.
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