16 agosto 2014

Esmaltes para as pessoas alérgicas - 3 free, 5 free


 Pintar as unhas pode ser um grande problema para as mulheres alérgicas a esmaltes. Mas, pouco a pouco, os fabricantes oferecem opções que permitem manter a vaidade com menor risco de alergias indesejáveis.

Primeiro, foram os esmaltes 3 free, isto é, livres de 3 substâncias: 
- Tolueno, 
- Formaldeído e 
- Dibutilftalato(DBP). 
Tolueno é um solvente, usado para melhorar o produto e proporcionar secagem mais rápida. Formaldeído (formol)  é usado com objetivo de dar aderência e durabilidade ao produto.  DBP ou dibutilftalato é um plastificante, que promove mais flexibilidade e durabilidade ao esmalte.

Agora, estão também disponíveis os novos esmaltes 5 free, livres dessas substâncias e ainda, sem a resina do formaldeído e sem Cânfora, um produto que pode causar irritação.


Esmaltes hipoalergênicos


Em tese, todos (3free, 4 free, 5 free) podem ser considerados assim. Mas, "hipoalergênico"  é aquele que não contém as substâncias citadas e também outras que podem causar alergia. De qualquer modo, é sempre bom ler os rótulos antes de usar.


Dicas: 
- Nenhum esmalte oferece 100% de certeza de que não provocará alergia. A aceitação varia de pessoa para pessoa.
- Procure um médico(a) alergista para confirmar a alergia. 
- O teste de contato pode indicar a substância causadora do problema.
- Leve seu próprio esmalte quando for à manicure.
- Os demais produtos, como por exemplo, removedores, devem também ser hipoalergênicos. 
- Procure dar intervalos sem usar esmalte.
- Leia atentamente os rótulos antes de usar.


Já falamos deste tema em 2012. Clique neste link e leia: Esmaltes 3 free
 
Fonte das imagens

27 julho 2014

Contraste X Crustáceo: a lenda é desmitificada



O MITO
 “Quem tem alergia a camarão, tem também alergia a iodo”. 
Este mito, bastante difundido entre a população leiga, está presente até mesmo no questionário que os pacientes respondem antes dos exames que utilizam contrastes iodados. 


A VERDADE
 “São duas alergias distintas, sem relação entre si”. 
A reação alérgica que ocorre com contraste é causada pela própria substância e não tem influência dos crustáceos e nem predispõe a alergia a eles. 


Há mais de meio século, os radiocontrastes (RCs) vêm sendo usados na medicina para diagnóstico e tratamento. Mais de 75 milhões de exames são realizados anualmente ao redor do mundo e, apesar de serem quimicamente inertes, são uma das principais causas de reações adversas às drogas. 

Os RCs iônicos são os responsáveis pela maioria das reações. Em cerca de 3,8% a 12,7% dos exames com esses RCs ocorrem reações leves, e em 0,1% a 0,4% reações severas. Já os RCs não iônicos induzem reações leves em 0,7% a 3,1% dos exames e reações severas em 0,02% a 0,04%. 

A principal medida de prevenção das reações adversas aos RCs é a realização de uma anamnese detalhada, com o objetivo de detectar os fatores de risco do paciente. 

A comissão científica da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia) sentiu a necessidade de difundir o conhecimento sobre alergia aos contrastes para que esta “lenda urbana” seja desmascarada. Os médicos que fazem parte do Grupo de Anafilaxia estão coordenando o preparo de uma documentação científica sobre “Alergia a Contrastes” em conjunto com o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) . 

A primeira sugestão é modificar as perguntas feitas para os pacientes antes do exame, excluindo a questão ligada a crustáceos e contemplando os verdadeiros fatores de risco. 
O problema é que a pergunta feita aos pacientes se eles são ou não alérgicos a camarão e/ou frutos do mar pode confundir e até mesmo contribuir para reações de fundo emocional durante o exame, já que os que são ou acham que possam ser alérgicos a esses tipos de alimentos ficam com medo e com ansiedade exacerbada, podendo levar a reações vasovagais. 

O simples relato de alergia a camarão ou a frutos do mar não contra indica o uso de um contraste iodado. Quem tem mais chance a desenvolver reação a este contraste são pessoas que já apresentaram reação anterior à aplicação do contraste, pessoas com histórico pessoal de alergias diversas significativas, maiores de 50 anos, diabéticos, hipertensos e nefropatas. 

A reação alérgica que ocorre com contraste é causada pela própria substância e não tem influência dos crustáceos e nem predispõe a alergia a eles.

Fonte: ASBAI news
O Blog da Alergia já falou sobre este tema. Clique aqui e leia: "Iodo não é causa de alergia a camarão".

20 julho 2014

Testes alérgicos X Exames no sangue para detectar alergia


O exame de sangue para detectar alergia é tão eficaz quanto o exame feito na pele? 
 A indicação para realizar a investigação diagnóstica de alergia através do teste cutâneo ou do exame de sangue depende de vários fatores, entre os quais: a idade do paciente, o tipo de manifestação alérgica, a gravidade da doença, o agente causador, gravidade da doença, interferência de medicação concomitante, presença de doenças acometendo áreas extensas da pele e disponibilidade regional. Ambos têm boa acurácia diagnóstica quando bem diagnosticadas. 

Meu filho fez um teste alérgico na pele e o resultado foi o seguinte: positivo para Dermatophagoides farinae e pteronyssinus, Blomia tropicalis ,enfim é muito alérgico. Ao que ele tem alergia exatamente? 
Seu filho tem sensibilização a ácaros da poeira domiciliar que são os principais vilões das alergias respiratórias como a rinite e a asma. Estes seres microscópicos se alimentam de descamações de nossa pele (Dermato= pele; Phagoydes=”comedor”) e por esta razão habitam principalmente o colchão e travesseiro de seres humanos. Estes resultados são de extrema importância no auxílio de medidas de controle ambiental (contra ácaros neste caso) e para a indicação de tratamento com imunoterapia específica (vacinas para Alergia). 

Meu sobrinho tem alergia respiratória e o médico dele pediu uns exames de sangue e um deles se trata da dosagem de Imunoglobina E . O resultado deste exame foi 151UI /ml mas para a idade dele, 4 anos, o normal seria de 60 UI/ ml. Agora eu pergunto, o que poderá acontecer com esta criança? 
Níveis elevados de IgE são caracteristicamente observados em pacientes com doenças alérgicas como a asma, rinite alérgica, eczema atópico ou em pessoas com uma predisposição genética (familiar) para alergia mesmo sem doença evidente. Os resultados devem ser interpretados em conjunto com a presença de história pessoal e/ou familiar de alergia em conjunto alterações detectadas no exame físico do paciente. Assim, de posse destes dados é possível avaliar adequadamente o significado clínico deste valor de IgE. Contudo, de um modo geral valores deste nível são frequentes em crianças alérgicas. 

É verdade que existe um teste feito no sangue para verificar a qual medicamento sou alérgica? 
A investigação diagnóstica de alergia a medicamentos através de exames de sangue é limitada. Os métodos laboratoriais disponíveis só permitem a investigação de alergia a um pequeno número de medicamentos, destacando-se os seguintes: penicilina e alguns de seus derivados, insulina e suxametônio (relaxante muscular utilizado em anestesia geral). 

Tenho uma filha de 1 ano e 8 meses e gostaria de saber de ela já pode fazer o teste de alergia? 
Não existe idade limite para a realização de testes alérgicos na pele. O fundamental é saber qual é a indicação para realização dos testes e interpretá-los de modo adequado. O médico especialista em alergia e imunologia clínica é o profissional mais capacitado para realizar este procedimento. 

O que é ImmunoCAP?
É um método para dosar a IgE específica contra alérgenos no sangue. que utiliza um método quantitativo enzimático não radioativo. Este exame, além de diagnosticar a presença de uma determinada sensibilização permite determinar o grau de sensibilização ao alérgeno testado. É mais sensível e específico quando comparado aos métodos mais antigos.

Leia aqui o texto que publicamos anteriormente sobre os Testes Alérgicos
Fonte: Alergia doença do século XXI - livro editado pela ASBAI RJ

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