23 abril 2014

Empresa aérea recebe selo de qualidade no atendimento aos alérgicos

O Centro Europeu de Pesquisa em Alergia (ECARF - European Centre for Allergy Research Foundation), concedeu o “Selo de Qualidade no Atendimento de Alérgico” para a empresa “Swiss International Air Lines”, uma companhia aérea da Suíça pertencente ao grupo Lufthansa , que atua em mais de 80 destinos de viagens no mundo inteiro, incluindo o Brasil. 

A empresa é a primeira companhia aérea a receber o selo ECARF, como reconhecimento aos esforços da companhia para atender às necessidades específicas de passageiros com alergias. Os critérios de avaliação incluiram: adaptação de equipamentos de cabine, menus alternativos (de comida e bebida) a bordo e nos aeroportos, bem como um programa de informação abrangente para comissários de bordo e pessoal de terra. 

Estas inovações incluem novas opções de comida e bebida (sem leite, sem lactose e sem glúten), juntamente com as mudanças no interior da cabine. Dependendo da duração do voo, os passageiros com alergias alimentares podem pedir lanches especiais (barras de chocolate, bolos ou iogurte).

A mudança inclui modificações nas aeronaves como o controle de alérgenos na cabine, ar condicionado, proibição de purificadores de ar ou aromas ativos. Os banheiros a bordo oferecem sabonetes neutros e suaves para peles sensíveis. Travesseiros e mantas com material sintético apropriado.

Calcula-se que cerca de três milhões de cidadãos suíços sofram de alergias e intolerâncias, com necessidades especiais durante uma viagem. Quem sofre de alergias em geral, pode ter problemas durante uma viagem, seja a negócios ou em férias. É importante compreender suas necessidades e dispor de uma tripulação treinada adequadamente no atendimento para pessoas alérgicas

O presidente do conselho científico da fundação Swiss Alergia Centre declarou: "Estou muito satisfeito que SWISS é a primeira companhia aérea do mundo a oferecer aos seus clientes com alergias, crianças ou adultos, com serviços alternativos que foram certificadas de acordo com as orientações médicas e científicas. 

Em toda a Europa , 30% da população sofre de alergias, sendo que na faixa etária economicamente significativa de 20-40 anos, este número é ainda maior - cerca de 45%. O selo de qualidade ECARF é usado para certificar produtos e serviços para alérgicos com desde 2006. Produtos alimentícios , cosméticos, roupas, produtos de limpeza, produtos tecnológicos, hotéis, etc.

O número de pessoas que sofrem de alergias aumentou em todo o mundo industrializado nos últimos anos. Mais de 30 por cento da população da Europa é diretamente afetada por uma ou mais alergias - para não mencionar aqueles indiretamente afetados e suas famílias. As empresas começam a perceber a necessidade de  atender a esta demanda, tornando as viagens alérgicas mais agradáveis  e  sem problemas

Fontes: site da ECARF  e site da Swiss

20 abril 2014

Feliz Páscoa... com leite!

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV), segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia,  acomete no Brasil cerca de uma em cada 20 crianças. Estas, desde muito cedo, são obrigadas a aprender que não podem comer nada que contenha leite ou mesmo traços de leite, sob pena de sintomas potencialmente graves e ameaçadores à vida. 

Até recentemente, o único tratamento da APLV comprovadamente eficaz era a dieta rigorosa e isenta dos alimentos que possuem as proteínas do leite, o que significava abolir do cardápio um sem número de guloseimas como bolos, doces, pizza, salgadinhos, entre outros. 

Em Agosto 2014 a Clínica de Alergia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, com a supervisão do Dr. José Luiz de Magalhães Rios, uma equipe multidisciplinar iniciou um trabalho pioneiro no Rio de Janeiro, de dessensibilização ao leite de vaca, que já deu alta para várias crianças. 

Convidamos a todos os amigos do Blog da Alergia para conhecer e curtir no Facebook a comunidade “Vida com Leite”



Nada melhor do que a expressão de alegria estampada nos sorrisos dessas crianças, como nossa mensagem de Páscoa no Blog da Alergia.

13 abril 2014

Tudo que você precisa saber sobre Anafilaxia

Definição 
A anafilaxia caracteriza-se como uma reação rapidamente progressiva, que pode ser fatal, causada por uma resposta exagerada diante de um alérgeno. Essa reação pode envolver a pele e as mucosas, o trato respiratório (vias aéreas superiores e pulmões), o trato gastrointestinal (estômago e intestino), o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. 

Alérgenos 
 Alérgenos são substâncias que, quando em contato com pessoas predispostas à alergia, podem provocar uma reação, como rinite, asma brônquica ou sintomas de alergia alimentar. Quando essa resposta é muito exagerada, ocorre a anafilaxia, que é um quadro grave e que exige providências imediatas.   

Principais alérgenos: 
• Alimentos como leite, ovo, trigo, amendoim e camarão; 
• Medicamentos como penicilina e sulfa, entre outros; 
• Veneno de insetos como abelha, vespa e formiga; 
• Látex. 

Sintomas da anafilaxia
Em 90% dos casos, a anafilaxia apresenta sintomas localizados na pele, como vermelhidão, coceira, urticária (vergões pelo corpo) e angioedema (inchaço nos olhos e lábios). Também pode haver manifestações no trato respiratório, em 40-70% dos casos, que surgem como rouquidão, tosse, chiado e sensação de aperto no peito e falta de ar muito importante. Quando o trato gastrointestinal é envolvido, o que ocorre em 30% dos casos, observam-se sintomas como vontade de vomitar, vômitos, cólica e diarreia. Já o envolvimento do sistema cardiovascular, que corresponde a 10% dos casos, causa taquicardia, queda da pressão arterial, sensação de desmaio e choque, podendo levar até mesmo à morte. Outras manifestações dessa reação ainda incluem sensação de morte, gosto metálico na boca, confusão, convulsão e alteração visual. Vale lembrar que não é necessário o surgimento de todos esses sintomas juntos para caracterizar a anafilaxia.

Como saber se é ou não anafilaxia? 
Existem algumas dicas. Diante de sintomas na pele e no trato respiratório (chiado, falta de ar e barulho na garganta para respirar) ou no trato cardiovascular (queda de pressão e perda espontânea de urina ou fezes), que aparecem de uma hora para outra e bem rapidamente, em minutos até horas, é preciso ir imediatamente para um hospital, pois o tratamento correto pode salvar a vida da pessoa. Também se pensa em anafilaxia quando o indivíduo apresenta dois sintomas que surgem rapidamente (em minutos a horas) após a exposição ao alérgeno que pode provocar a reação: coceira no corpo, urticas, chiado, falta de ar, queda de pressão, dor de barriga, vômitos e diarreia. Mas apenas a queda da pressão arterial em uma pessoa que entra em contato com uma substância que sabidamente provoca alergia já é critério para o diagnóstico da anafilaxia. 

Então, sempre que eu tiver um desses sintomas, estarei com anafilaxia? 
Nem sempre. Algumas doenças podem confundir o diagnóstico, como uma forte crise de asma brônquica, a urticária e mesmo um ataque de ansiedade. A melhor medida a ser tomada, na dúvida, é buscar ajuda médica. 

Qual é o papel do alergista nesses casos? 
O papel do médico especialista em alergia é o de tentar saber o que causou a reação, por meio de alguns exames, quando disponíveis, e fornecer todas as orientações sobre como evitar os agentes que podem provocá-la. 
O alergista explicará o que fazer quando a reação ocorrer, inclusive o de ensinar a utilização da adrenalina, quando indicado. Infelizmente, até a presente data, a autoinjeção de adrenalina (epinefrina) não está disponível em nosso país, necessitando ser importada.

Como prevenir a anafilaxia? 
Antes de tudo, deve-se procurar saber se a reação que ocorreu foi mesmo anafilaxia e, uma vez confirmado o quadro, identificar quem possui risco para um novo ataque. Como um dos grandes causadores dessa reação são os alimentos e medicamentos, é muito importante ler os rótulos de tais produtos. Quem tem asma brônquica ou doenças do coração e já sofreu anafilaxia deve estar com sua doença muito bem controlada para evitar novos episódios. Por último, é fundamental aprender a usar a adrenalina autoinjetável. O médico alergista fornece essa orientação, mas a pessoa suscetível a tal reação deve ter a explicação por escrito e ser reorientada a cada retorno. 

Fonte: ASBAI: Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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