A Associação Brasileira de Alergia no Rio de Janeiro - ASBAI-RJ realizou em sua sede o I Encontro de Portadores de Angioedema Hereditário, uma iniciativa conjunta com a Abranghe, com objetivo de promover a troca de informações e buscar soluções para a doença. O angioedema hereditário faz parte do grupo de doenças raras, mas os dados atuais contestam esta classificação: sua prevalência é significativa, uma em cada 33.000 pessoas. E talvez seja mais do que isso, pois muitas vezes demora-se para diagnosticar e tratar por falta de reconhecimento da doença entre médicos e leigos.
O angioedema hereditário, como o nome diz, é de origem genética, ou seja a pessoa herda de sua família. Acompanha de inchaços na pele, podendo surgir na face, mão, pés, órgãos genitais, entre outros locais do corpo. O problema é que estes inchaços também podem ser internos, atingindo intestinos, pulmões, laringe e causar complicações, podendo até mesmo levar à morte. Uma grande dificuldade é que, se o diagnóstico não for feito e a doença não for reconhecida, os sintomas podem ser confundidos, levando a tratamentos inadequados e até a cirurgias desnecessárias, agravando o sofrimento. Por isso, é muito importante difundir informações claras e corretas, diminuindo a insegurança e os equívocos nos diagnosticos. Angioedema hereditãrio ainda não tem cura, mas hoje existem tratamentos seguros, permitindo o controle da doença e porporcionando uma melhor qualidade de vida ao seu portador.
A criação de uma Associação de Portadores de Angioedema hereditário é fundamental para cadastrar e representar os interesses dos portadores, divulgar informações, buscar um melhor acesso ao diagnóstico e aos medicamentos, conscientizando médicos e leigos nesta luta em comum.
A Clínica de Alergia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro é um dos centros de referência para tratamento desta doença no Rio de Janeiro. A ASBAI RJ disponibiliza em seu site um Setor de Utilidade Pública uma listagem dos Centros de Atendimento em Alergia no Estado do Rio de Janeiro. As pessoas que moram em outras localidades brasileiras cevem buscar informações junto à ASBAI nacional e à Abranghe.
Em suma, qualquer pessoa que precise de orientação ou de informação, pode contactar a Abranghe em São Paulo, pelo telefone (011) 2063-9937 ou pelo e-mail:
abranghe@gmail.com.
28 Novembro 2010
24 Novembro 2010
Crescer em uma fazenda proporciona proteção contra rinite alérgica por toda a vida
A rinite alérgica é uma doença que vem aumentando sua prevalência no mundo todo, nas ultimas décadas, em especial nos grandes centros urbanos. Em contraponto, observa-se uma baixa prevalência de rinite alérgica em fazendeiros e filhos de fazendeiros.
Pesquisadores publicaram recentemente um estudo realizado na Suécia investigando este efeito protetor do ambiente rural na infância. Um questionário sobre a saúde respiratória foi enviado em 2008 a 30 000 indivíduos escolhidos ao acaso, com idades entre 16 e 75 anos, no oeste da Suécia, sendo que 18.087 (62%) responderam. O questionário incluiu perguntas sobre rinite alérgica, asma, sintomas respiratórios e possíveis determinantes.
Indivíduos que viveram em fazenda durante os primeiros cinco anos de vida apresentaram menor prevalência de rinite alérgica em todos os grupos, mesmo no grupo de pacientes mais idosos (61 – 75 anos). A correlação negativa entre viver a infância na fazenda e a prevalência de rinite alérgica foi semelhante em pacientes de 46 – 75 anos de idade, bem como em pacientes de 16 a 45 anos. Além disso, houve tendência significativa de aumento da prevalência de rinite alérgica com o aumento da urbanização, independente do efeito de se viver na fazenda na infância.
Os pesquisadores concluíram que há um efeito protetor por toda a vida de se viver em fazenda na infância em relação à prevalência de rinite alérgica. Por outro lado, há uma prevalência crescente de rinite alérgica com o aumento do grau de urbanização tanto em pacientes que cresceram na fazenda como naqueles que não cresceram em fazenda. Este dado enfatiza, portanto, a influência da infância e da exposição à idade adulta para o desenvolvimento de doença alérgica.
Fonte: Growing up on a farm leads to lifelong protection against allergic rhinitis - Allergy; 2010;65:1397 – 1403
Pesquisadores publicaram recentemente um estudo realizado na Suécia investigando este efeito protetor do ambiente rural na infância. Um questionário sobre a saúde respiratória foi enviado em 2008 a 30 000 indivíduos escolhidos ao acaso, com idades entre 16 e 75 anos, no oeste da Suécia, sendo que 18.087 (62%) responderam. O questionário incluiu perguntas sobre rinite alérgica, asma, sintomas respiratórios e possíveis determinantes.
Indivíduos que viveram em fazenda durante os primeiros cinco anos de vida apresentaram menor prevalência de rinite alérgica em todos os grupos, mesmo no grupo de pacientes mais idosos (61 – 75 anos). A correlação negativa entre viver a infância na fazenda e a prevalência de rinite alérgica foi semelhante em pacientes de 46 – 75 anos de idade, bem como em pacientes de 16 a 45 anos. Além disso, houve tendência significativa de aumento da prevalência de rinite alérgica com o aumento da urbanização, independente do efeito de se viver na fazenda na infância.
Os pesquisadores concluíram que há um efeito protetor por toda a vida de se viver em fazenda na infância em relação à prevalência de rinite alérgica. Por outro lado, há uma prevalência crescente de rinite alérgica com o aumento do grau de urbanização tanto em pacientes que cresceram na fazenda como naqueles que não cresceram em fazenda. Este dado enfatiza, portanto, a influência da infância e da exposição à idade adulta para o desenvolvimento de doença alérgica.
Fonte: Growing up on a farm leads to lifelong protection against allergic rhinitis - Allergy; 2010;65:1397 – 1403
20 Novembro 2010
Asma e esporte: técnicos e educadores sabem como agir?
Uma pessoa portadora de asma pode se tornar um atleta desde que tenha sua asma controlada. Contudo, atletas portadores de asma podem estar em risco aumentado para ter crises durante a realização do exercício físico. Estudo recente foi realizado para avaliar o nível de conhecimento sobre asma entre técnicos e professores de educação física. Para isso, foi aplicado um questionário entre técnicos de diferentes níveis competitivos esportivos na região do Condado de Nassau no Estado de Nova York
Trinta e cinco por cento dos participantes acreditavam que tinham formação adequada para ajudar um atleta em caso de crise. Mas, quando solicitados a descrever sintomas da doença, a metade não lembrava quais eram e nem sabiam descrever uma crise de asma ou citar a atitude a tomar no caso de crise. Além disso, mais de 80% dos treinadores afirmou que os atletas são responsáveis pelos seus próprios inaladores.
Além disso, apenas 51% haviam freqüentado Curso de Primeiros Socorros nos últimos dois anos, e que mais de 70% não tinha um esquema de acesso imediato à assistência médica durante os treinos ou jogos.
Este resultado é de fundamental importância para chamar a atenção sobre a necessidade de educação adicional sobre a asma dirigido á treinadores e professores de forma a refletir em segurança aos atletas asmáticos.
Fonte:Chest
18 Novembro 2010
18 de Novembro - Dia Europeu do Uso Prudente de Antibióticos
O dia 18 de Novembro foi escolhido para representar o “Dia Europeu do uso prudente de antibióticos”, com objetivo de lembrar a todos – médicos, farmacêuticos, pacientes e população em geral do risco de resistência bacteriana e com o uso indiscriminado de antibióticos, que vem se tornando um sério problema mundial de saúde pública.O mau uso de antibióticos pode trazer consequências significativas, com refelexos na morbidade e na mortalidade por infecções, refletindo-se num aumento dos custos hospitalares.
A data tem o objetivo de chamar a atenção para este perigo bem como para estimular medidas que promovam o uso racional e prudente destes medicamentos, envolvendo a elaboração de materiais educativos sobre a forma correta de uso de antibióticos.
Na Europa, a Espanha e França são os países com maior consumo de antibióticos, o que se reflete num aumento de bactérias resistentes ao tratamento. E, engana-se quem pensa que é um problema limitado a estes países, pois o problema atinge grande parte do mundo. Além disso, é preciso ressaltar que a globalização atual, facilitando o deslocamento de pessoas de um país para outro, facilita com que estas bactérias resistentes também “viajem” tornando-se uma ameaça à saúde pública mundial. Sem antibióticos eficazes. Muitos tratamentos médicos se tornarão gradativamente mais difíceis.
No Brasil, a ANVISA recentemente publicou novas regras para controlar a venda de antibióticos, que a partir de Dezembro deverão ser vendidos em farmácias e drogarias com apresentação da receita em duas vias: a primeira via vai ficar retida na farmácia e a segunda deverá ser carimbada e devolvida ao paciente. A receita deve ser legível e não conter rasuras e terá validade de 10 dias.
16 Novembro 2010
Remédios para Asma e Rinite na Farmácia Popular
O Ministro da Saúde anunciou recentemente a inclusão de medicamentos para Asma e Rinite no programa Aqui Tem Farmácia Popular, bancado pelo governo federal em parceria com a rede privada de farmácias. Ou seja, estes medicamentos poderão ser adquiridos por preços até um décimo do valor de mercado.
Para comprar os remédios subsidiados, basta levar a receita médica com data atualizada e apresentar CPF + documento com foto. Os remédios do programa também são distribuídos nas farmácias básicas do SUS (Sistema Único de Saúde).
Ainda são bem poucos os remédios incluídos no programa, mas trata-se de uma ótima iniciativa. Esperamos que seja apenas um começo e que brevemente possamos contar com uma linha mais completa, proporcionando condições adequadas de tratamento aos portadores de Asma e Rinite Alérgica. Para consultar a lista de medicamentos oferecidos (incluindo os nomes comerciais) na farmácia popular basta clicar aqui.
Para comprar os remédios subsidiados, basta levar a receita médica com data atualizada e apresentar CPF + documento com foto. Os remédios do programa também são distribuídos nas farmácias básicas do SUS (Sistema Único de Saúde).
Ainda são bem poucos os remédios incluídos no programa, mas trata-se de uma ótima iniciativa. Esperamos que seja apenas um começo e que brevemente possamos contar com uma linha mais completa, proporcionando condições adequadas de tratamento aos portadores de Asma e Rinite Alérgica. Para consultar a lista de medicamentos oferecidos (incluindo os nomes comerciais) na farmácia popular basta clicar aqui.
14 Novembro 2010
Alergia de contato ao níquel
Níquel (sulfato de níquel) é um metal, encontrado em uma variedade de itens que usamos todos os dias, como por exemplo:
Brincos, colares, anéis
Moedas
Maçanetas de portas e armários
Lâminas de barbear e depilar
Botões, cintos e apliques metálicos para roupas
Agulhas e alfinetes
Pulseiras de relógio
Panelas, talheres e utensílios domésticos
Instrumentos musicais
Ferramentas e utensílios de metal
Jóias folheadas
Prendedores de cabelo
Armações de óculos
Alguns tipos de pregos
Molduras de telefones celulares
Implantes médicos e odontológicos
Sinais e sintomas da alergia ao níquel:
A coceira é o primeiro sintoma no local onde a pele entrou em contato com o níquel. Em geral, pode se seguir de avermelhamento, edema, eczema e em alguns casos, endurecimento da pele com saída de um líquido clarinho (exsudação).
Como saber se tenho alergia?
Procure um alergista que poderá realizar um teste de contato, confirmar a alergia e orientar seu tratamento.
Dicas para quem tem alergia a metais:
- Usar utensílios, talheres, ferramentas com cabo plástico
- Preferir bijuterias de aço ou titânio. Lojas especializadas vendem jóias de fantasia e pulseiras de relógio sem níquel.
- Encapar botões internos (comuns em calças jeans)
- Usar panelas de teflon, ágata ou aço inoxidável
- Escolher óculos com aro de plástico
- Sempre que for ao médico ou ao dentista informe sua alergia.
10 Novembro 2010
Viagem no Tempo - Asma
O site Inhalatorium é muito interessante com suas inúmeras imagens dos métodos inalatórios usados para tratar a asma através dos tempos.
Os slides a seguir são apenas uma amostra.
Confiram:
07 Novembro 2010
Pele seca: combata este mal
A pele do alérgico tende a ser seca, gerando desconforto e agravando a alergia cutânea. Na verdade, com o passar da idade, todos nós vamos ficando com a pele mais ressecada, em virtude da diminuição da gordura que a recobre, chamado manto lipídico. E ainda, hábitos errados também podem ressecar e agredir a pele.Por isso, estes cuidados não servem apenas para os alérgicos, mas para todos que querem manter hábitos saudáveis e uma pele bonita.
PECADOS CAPITAIS:
- Vários banhos diários, demorados e/ou quentes.
- Usar buchas e esponjas
- Usar sabonetes exfoliantes
- Não usar hidratante.
- Dormir pouco. Comer mal.
HÁBITOS SAUDÁVEIS:
- Beba bastante água durante o dia, de preferência fora de refeições.
- Tome banho uma vez ao dia, com água morna por 10 a 15 minutos por dia.
- Se tomar mais de um banho, use sabonete apenas nos locais necessários.
– Use sabonete suave, de fragrância suave e de preferência na cor branca.
- Aplique hidratante, logo após o banho,sobre a pele ainda umedecida. Mas, hoje também existem os chamados hidratantes “in shower”, para uso durante o banho. Ou seja, não há mais desculpa para não hidratar a pele.
- Após o banho, enxugue com toalha macia e felpuda sem friccionar a pele.
CUIDADOS ESPECIAIS:
- Use protetor solar diariamente nas áreas do corpo expostas ao sol.
- Escolha um bom hidratante: não existe um produt ideal que sirva para todas as pessoas. Mas, algumas características podem ajudar: odor suave, hipoalergênico, com substâncias que auxiliem na hidratação, como por exemplo: ceramidas, lanolina, óleo mineral, óleo de amêndoas. O uso de uréia só deve ser feito sob supervisão médica pois depende de uma concentração ideal.
- Prefira roupas de algodão e outras fibras naturais. Evite lycra, lã, tecidos sintéticos, pois podem irritar a pele.
- Alimente-se de forma saudável: frutas, legumes, alimentos balanceados e naturais. Evite produtos industrializados, enlatados, conservas, embutidos, refrigerantes, bebidas alcoólicas em excesso.
Fonte: Webmd
PECADOS CAPITAIS:
- Vários banhos diários, demorados e/ou quentes.
- Usar buchas e esponjas
- Usar sabonetes exfoliantes
- Não usar hidratante.
- Dormir pouco. Comer mal.
HÁBITOS SAUDÁVEIS:
- Beba bastante água durante o dia, de preferência fora de refeições.
- Tome banho uma vez ao dia, com água morna por 10 a 15 minutos por dia.
- Se tomar mais de um banho, use sabonete apenas nos locais necessários.
– Use sabonete suave, de fragrância suave e de preferência na cor branca.
- Aplique hidratante, logo após o banho,sobre a pele ainda umedecida. Mas, hoje também existem os chamados hidratantes “in shower”, para uso durante o banho. Ou seja, não há mais desculpa para não hidratar a pele.
- Após o banho, enxugue com toalha macia e felpuda sem friccionar a pele.
CUIDADOS ESPECIAIS:
- Use protetor solar diariamente nas áreas do corpo expostas ao sol.
- Escolha um bom hidratante: não existe um produt ideal que sirva para todas as pessoas. Mas, algumas características podem ajudar: odor suave, hipoalergênico, com substâncias que auxiliem na hidratação, como por exemplo: ceramidas, lanolina, óleo mineral, óleo de amêndoas. O uso de uréia só deve ser feito sob supervisão médica pois depende de uma concentração ideal.
- Prefira roupas de algodão e outras fibras naturais. Evite lycra, lã, tecidos sintéticos, pois podem irritar a pele.
- Alimente-se de forma saudável: frutas, legumes, alimentos balanceados e naturais. Evite produtos industrializados, enlatados, conservas, embutidos, refrigerantes, bebidas alcoólicas em excesso.
Fonte: Webmd
03 Novembro 2010
Curiosidade
Porém, uma consideração importante é que tanto a concentração mental quanto as exigências da apresentação podem suprimir o reflexo da tosse e do espirro - e até mesmo limpar a garganta, disse Stewart. "Essa seria uma função do lóbulo frontal", explicou. Adicionalmente, assim como você pode suprimir um espirro ou uma tosse respirando ou engolindo lentamente", disse ele, "um artista também pode usar técnicas, como respirar e engolir cuidadosamente, para limitar essas reações a pausas durante a apresentação.
Será verdade?
Com a palavra, os artistas...
2010 New York Times News Service
Tradução: Pedro Kuyumjian
02 Novembro 2010
Asmático que conhece sua doença controla melhor o problema - pesquisa da USP
Pacientes com asma que sabem mais sobre a doença, os sintomas e os remédios conseguem ter um controle mais eficaz da asma e, como consequência, melhor qualidade de vida.
A fisioterapeuta Luciene Angelini diz que “conhecer a doença é fundamental no tratamento”. Ela conta que a implantação de um programa de educação que enfatize a participação do paciente no monitoramento da doença e no ajuste da medicação, associado a visitas médicas regulares, tem um impacto positivo no controle clínico de asmáticos. A educação em saúde é um tratamento não medicamentoso que deve ser recomendado e incentivado no manejo das doenças crônicas.
Em um estudo produzido na Faculdade de Medicina da USP, Luciene trabalhou com três grupos de pacientes. O primeiro não foi submetido ao programa educativo, enquanto o segundo recebeu aulas para entender melhor a técnica inalatória, o que é a doença e seus sintomas, o que pode agravá-la e a diferença entre os tipos de medicação. O terceiro grupo, além das aulas, fez um monitoramento próprio da doença, por meio de um diário de sintomas. Os pacientes que receberam as aulas educativas aumentaram o conhecimento sobre a asma e sobre a técnica inalatória em 100% e os pacientes que também realizaram o próprio monitoramento da doença atingiram quase 50% no controle da asma, ou seja, tiveram os sintomas, como falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto no peito, reduzidos.
– Eles passaram a faltar menos na escola e no trabalho, reduziram o uso de corticoide oral e de medicação de resgate, bem como o número de idas ao serviço de emergência, internações e admissão hospitalar. Os sintomas de ansiedade também diminuíram. Tudo leva a uma melhora da qualidade de vida.
A asma é uma doença inflamatória de duração prolongada (crônica) e caracterizada pelo estreitamento generalizado dos brônquios (tubos que levam o ar aos pulmões). Pode ser desencadeada por fatores alérgicos, irritantes, infecções por vírus e até fatores emocionais. É mais comum em crianças e adolescentes, mas também afeta adultos. Até o momento, a asma não tem cura, mas pode ser controlada, permitindo uma vida normal ao seu portador.
O tratamento da asma segue algumas diretrizes:
1) Controle da doença,
2) Higiene do ambiente: controlar a poeira no domicílio, limpar a casa com pano úmido, sem levantar poeira com espanador ou vassoura, evitar odores fortes e fumaça de cigarro são essenciais para a saúde do asmático.
5) Imunoterapia (vacina para alergia) é um tratamento essencial para os casos de asma alérgica.
Em resumo: para tratar asma, não basta tomar remédios.
A fisioterapeuta Luciene Angelini diz que “conhecer a doença é fundamental no tratamento”. Ela conta que a implantação de um programa de educação que enfatize a participação do paciente no monitoramento da doença e no ajuste da medicação, associado a visitas médicas regulares, tem um impacto positivo no controle clínico de asmáticos. A educação em saúde é um tratamento não medicamentoso que deve ser recomendado e incentivado no manejo das doenças crônicas.
Em um estudo produzido na Faculdade de Medicina da USP, Luciene trabalhou com três grupos de pacientes. O primeiro não foi submetido ao programa educativo, enquanto o segundo recebeu aulas para entender melhor a técnica inalatória, o que é a doença e seus sintomas, o que pode agravá-la e a diferença entre os tipos de medicação. O terceiro grupo, além das aulas, fez um monitoramento próprio da doença, por meio de um diário de sintomas. Os pacientes que receberam as aulas educativas aumentaram o conhecimento sobre a asma e sobre a técnica inalatória em 100% e os pacientes que também realizaram o próprio monitoramento da doença atingiram quase 50% no controle da asma, ou seja, tiveram os sintomas, como falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto no peito, reduzidos.
– Eles passaram a faltar menos na escola e no trabalho, reduziram o uso de corticoide oral e de medicação de resgate, bem como o número de idas ao serviço de emergência, internações e admissão hospitalar. Os sintomas de ansiedade também diminuíram. Tudo leva a uma melhora da qualidade de vida.
A asma é uma doença inflamatória de duração prolongada (crônica) e caracterizada pelo estreitamento generalizado dos brônquios (tubos que levam o ar aos pulmões). Pode ser desencadeada por fatores alérgicos, irritantes, infecções por vírus e até fatores emocionais. É mais comum em crianças e adolescentes, mas também afeta adultos. Até o momento, a asma não tem cura, mas pode ser controlada, permitindo uma vida normal ao seu portador.
O tratamento da asma segue algumas diretrizes:
1) Controle da doença,
2) Higiene do ambiente: controlar a poeira no domicílio, limpar a casa com pano úmido, sem levantar poeira com espanador ou vassoura, evitar odores fortes e fumaça de cigarro são essenciais para a saúde do asmático.
3)Terapia com remédios para combater as crises. Entre os medicamentos mais indicados, estão os broncodilatadores de ação imediata. Recomendados para o tratamento da crise aguda de asma, eles podem ser utilizados na forma inalatória sob a forma de spray (“bombinhas”) ou via nebulização.
4) Terapia com remédios controladores para uso diário, mesmo que esteja bem, para combater a inflamação e evitar crises.5) Imunoterapia (vacina para alergia) é um tratamento essencial para os casos de asma alérgica.
Em resumo: para tratar asma, não basta tomar remédios.
Fonte: R7 notícias
01 Novembro 2010
Bruxismo: respondendo à leitora
Meu nome é Beatriz. Meu filho range os dentes, fazendo um barulho que incomoda a todos nós aqui em casa. O médico disse que é bruxismo. Gostaria de saber o que é isso e o que causa este problema? Obrigada pela atenção.
Bruxismo é uma disfunção que pode acometer crianças e adultos. Segundo o Guia dos curiosos, a palavra vem do grego "bruxus" que significa atrito. Consiste no apertamento involuntário dos dentes resultando num ruído (ranger). Pode ocorrer durante o dia (bruxismo em vigília) ou à noite (bruxismo do sono). Até hoje não se sabe a causa exata do bruxismo. Questiona-se a possibilidade de resultar de má oclusão, ou por hábitos. Estudo publicado recentemente por uma equipe de odontopediatras da Universidade de Brasília não confirmou esta relação e mostrou relação estatística com maus hábitos, como por exemplo, uso de chupeta. Citam-se ainda: alguns tipos de doenças, fatores ocupacionais, fatores hereditários , distúrbios do sono (pode ser secundário a microdespertares). Antigamente era clássico associar bruxismo com parasitoses intestinais, mas não houve confirmação em trabalhos científicos recentes. Alguns estudos relacionam o bruxismo com doenças alérgicas respiratórias, mas esta relação não está bem comprovada. A conclusão de muitos destes autores é que o bruxismo estaria mesmo relacionado de forma significativa ao estresse tanto emocional como físico.
Os sinais e sintomas do bruxismo podem incluir: dentes desgastados com danos ao esmalte dentário, dor facial, transtornos auditivos, dores de cabeça, distúrbios da articulação temporomandibular, além de danos à língua e à bochecha. Muitas vezes a pessoa (criança ou adulto) não percebe o problema, sendo comum que a queixa venha do cônjuge ou de alguém que dorme no mesmo quarto. O apertar exagerado dos dentes leva ao desgaste dentário, podendo com o passar do tempo, trazer alterações graves e dolorosas. Por isso, o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível, para evitar problemas mais sérios, já que até hoje não se dispõe de cura definitiva.
O tratamento é multidisciplinar e varia de acordo com a causa detectada, envolvendo uma abordagem odontológica, médica e psicológica. A polissonografia é útil no reconhecimento do distúrbio. O dentista orientará o tratamento: podem-se utilizar placas de mordida para evitar o desgaste dentário. Havendo outros fatores associados, é indicada sua detecção e controle.
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