26 junho 2011

Doenças causadas por deficiências Imunológicas

Imunodeficiências Primárias (IDP): doenças causadas por defeitos no sistema imunológico.

- A pessoa nasce com este problema?
Na maioria das vezes, sim. A criança nasce com defeito do sistema imunológico e tem infecções graves nos primeiros anos de vida. Mas são várias doenças e algumas podem iniciar na vida adulta.

- Essas doenças são contagiosas?
Não. Não há risco de se contrair por meio de contato. As doenças são transmitidas de pais para filhos.

- Pessoas que têm muitos resfriados podem ter imunodeficiência (ID)?
Os resfriados são freqüentes na população e não há necessidade de se investigar o sistema imunológico quando a pessoa tem apenas resfriados, mesmo que sejam freqüentes. È mais provável que esta pessoa seja alérgica e esteja sofrendo de rinite alérgica.

- O meu filho contrai viroses com muita freqüência, particularmente todos os meses, será que ele tem baixa imunidade? Ele é um imunodeficiente?
Não é provável. A criança pequena tem um sistema imunológico imaturo o que facilita a aquisição de viroses, principalmente se freqüentar creche. Isto não significa que tenha alguma diminuição da imunidade.

- A imunodeficiência (ID) pode ser causada por medicamentos? Quais?
Alguns remédios têm a função de inibir o sistema imunológico, como os agentes quimioterápicos, ciclosporina e corticosteróides orais entre outras. Daí a importância de só utilizar estes medicamentos sob orientação médica.

- Herpes labial ou genital de repetição estão relacionados à imunodeficiência?
As infecções causadas pelos vírus do herpes estão muito relacionadas a condições de stress e hábitos de vida. Infecções localizadas causadas por estes vírus não estão associadas a defeitos do sistema imunológico.

- Como reconhecer uma imunodeficiência?
A Fundação Jeffrey Modell (EUA), dedicada a pacientes com IDP, elaborou os 10 sinais de alerta para se iniciar uma investigação de IDP.

10 Sinais de Alerta para Imunodeficiência Primária na Criança:
Duas ou mais Pneumonias no último ano
Oito ou mais Otites no último ano
Estomatites de repetição ou Monilíase por mais de dois meses
Abscessos de repetição ou ectima
Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia)
Infecções intestinais de repetição / diarréia crônica
Asma grave, Doença do colágeno ou Doença auto-imune
Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por Micobactéria
Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada a Imunodeficiência
História familiar de imunodeficiência
Adaptado da Fundação Jeffrey Modell e Cruz Vermelha Americana

- Como saber se uma pessoa tem essas doenças?
Pessoas que apresentam muitos episódios de infecção ou que tenham infecção grave (usam muito antibiótico) devem procurar médico especialista para fazer uma investigação minuciosa. Mediante alguns exames específicos de laboratório se pode avaliar com precisão a atividade do sistema imunológico.

- O uso de corticóide inalado para tratamento de asma causa imunodeficiência?
Não. O uso contínuo destes medicamentos, pela via inalatória, não está relacionado ao desenvolvimento de alterações do sistema imunológico.

- Um paciente com deficiência imunológica pode ser vacinado? 
Dependendo do tipo de ID algumas vacinas podem ser aplicadas. Todavia, a melhor orientação você receberá ao consultar o especialista, uma vez que em certos casos o paciente deverá evitar vacinas de microorganismos vivos, como BCG, sarampo, Sabin, etc.

- Meu filho tem Deficiência de IgA. Qual o cuidado especial que preciso ter?
A Deficiência de IgA é a mais comum das ID. Muitos pacientes são assintomáticos, ou seja, não apresentam nenhuma manifestação clínica. Outros apresentam alergia de mais difícil controle ou infecções do aparelho respiratório, como sinusites e otites. Não há tratamento específico para Deficiência de IgA. Deve-se tratar alguma doença associada como asma, rinite, alergia alimentar ou outra qualquer e evitar a ingestão de alimentos crus fora de casa, para evitar parasitoses.

- Qual o tratamento das Imunodeficiências Primárias?
O tratamento vai depender do tipo de ID que a pessoa apresentar. Em algumas situações não há necessidade de tratamento específico. Às vezes, o paciente necessita uso contínuo de antibióticos para prevenir infecções, outras vezes há necessidade de infusão de imunoglobulina intravenosa para reposição de anticorpos quando o organismo não os produz adequadamente. Nos casos mais graves, é indicado o transplante de medula óssea ou de células tronco. Estudos estão sendo realizados com a terapia gênica, mas resultados ainda não são definitivos.

24 junho 2011

Hoje é dia de São João

Santo Antonio, São João e São Pedro fazem as festas no mês de Junho. Não pode faltar pé de moleque, cocada, pamonha, quentão, quermesse, música, sanfona e fogueira. Roupas coloridas, bigode, cavanhaque e dentes pintados com lápis preto para os meninos, batons e bolinhas no rosto para as caipirinhas: está formada a quadrilha com muita alegria!

Mas... também é inverno, com noites frias, mudanças de tempo, ambientes fechados e pouco ventilados. E se somar com os fogos, fogueiras, pólvora, fumaça e fuligem, a festa poderá desafinar para algumas pessoas que são alérgicas.

É sabido que a fumaça pode irritar a mucosa respiratória, desde o nariz até os brônquios e se tornar um fator com poder de provocar ou de agravar crises de alergia, rinite, conjuntivite, asma, trazendo espirros, coriza, lacrimejamento, tosse e cansaço.

Os alimentos típicos, deliciosos para muitos, podem causar reações alérgicas nas pessoas sensíveis.
É muito bom brincar e se divertir. Para isso, valem algumas dicas:
- Visite seu alergista e reveja sua medicação de controle.
- Ao pintar o rostinho das crianças, certifique-se de usar material de boa qualidade e de preferência, produtos hipoalergênicos. Retire a maquiagem antes de dormir.
- Evite locais fechados e mesmo nas festas ao ar livre procure ficar afastado de fumaças.
- Caso tenha alergia alimentar, observe os ingredientes usados na confecção dos alimentos.
- Portadores de asma, crianças ou adultos, devem se certificar que sua asma esteja bem controlada para que não tenham sintomas causados pelo esforço físico.

22 junho 2011

Alergia à mandioca

Amendoim, frutos do mar, ovos... O número de alimentos alergênicos não para de crescer. Agora, um novo estudo realizado por médicos da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI) identificou que a mandioca (aipim) também faz parte desse grupo.
 O primeiro caso de alergia ao alimento descrito pelos médicos aconteceu em 2001 e o paciente teve uma reação anafilática à mandioca. Em 2003, estudos feitos por médicos portugueses relataram a alergia cruzada da mandioca com o látex, extraído da seringueira. Nesse caso, o paciente tem alergia a uma substância chamada MAN-E5, que é encontrada tanto no látex quanto na mandioca. A reação ao látex - geralmente por contato com luvas cirúrgicas ou outros materiais à base de borracha - costuma ser descoberta antes. Em 2004, os especialistas identificaram dois novos casos em duas semanas e, atualmente, acompanham 12 pessoas com esse tipo de alergia. Como os registros são recentes, ainda não se sabe qual porcentagem da população no Brasil teria esse tipo de alergia.

“Na literatura médica, é possível encontrar casos de alergia cruzada (ou seja, de substâncias em comum) do látex com outros alimentos, como a banana, o kiwi, berinjela, abacate. A mandioca agora integra a lista”, diz o alergista Clóvis Eduardo Galvão, diretor da ASBAI. A explicação é simples. Assim como frutas, legumes e verduras, o látex também é de origem vegetal e, nele, é possível encontrar certas proteínas em comum com esses alimentos que causam alergia. O problema parece afetar mais frequentemente adultos. “Desses 12 casos que estão sendo acompanhados, há somente uma criança de 2 anos. E a explicação está no tempo de exposição a essa proteína específica”, diz Clóvis. Ou seja, se você tem uma predisposição a esse tipo de alergia, quanto mais acumular a substância alérgena no seu organismo, mais chance terá de ter a reação.  Nada impede, no entanto, que essa reação seja imediata, no primeiro contato do seu filho com o alimento. Os sintomas de alergia alimentar, como à mandioca (ou macaxeira e aipim, como é conhecida em diversas regiões do país), costumam aparecer entre 15 a 20 minutos após a ingestão. Pode ser uma crise de falta de ar, chiado no peito, manchas vermelhas pelo corpo, coceira e inchaço. Se perceber alguns desses sinais, leve seu filho imediatamente ao pronto-socorro infantil.

19 junho 2011

Esqueci de tomar meu remédio ...

O médico prescreve, explica a medicação, quantas vezes deve ser tomada, o tempo de uso e espera que o paciente cumpra corretamente suas determinações. Mas, nem sempre é fácil manter a rotina dos medicamentos. 

Uma grande dificuldade no tratamento das doenças crônicas é esquecer de tomar o remédio, seja um idoso com dificuldade na memória, seja um adulto jovem porém envolvido com multiplas tarefas diárias.É certo que o uso irregular e a dificuldade na aderência ao uso da medicação reduz a eficácia do tratamento, podendo agravar o quadro, ocasionar sofrimento ao paciente e altos custos de saúde.

Como lembrar da medicação? 

As sugestões são muitas: colocar um aviso na porta da geladeira, anotar na agenda, carregar um aviso na carteira, etc. etc. Vale até amarrar um barbante no dedo. Mas, imagine um frasco "inteligente", que emite um som e até "fala" lembrando que está na hora de tomar seu remédio. Pois é... esta engenhoca já existe nos Estados Unidos, chama-se Glowcap,  mas ainda não chegou ao Brasil. 

Funciona assim: a pessoa determina a hora de tomar o remédio. Nesse horário, a tampa fica cor de laranja. Se não for cumprida a meta. passa a emitir um som. Se mesmo assim o aviso não for atendido, um chip contido na embalagem enviará uma mensagem de texto para seu celular ou ainda ligará para lembrar.  E tem mais, você receberá periodicamente um relatório que poderá ser enviado a uma outra pessoa de sua escolha e para seu médico. Para finalizar, o aparelho pode ser programado para um contato direto com a farmácia e solicitar envio de refill ao final do conteúdo do frasco. 

É ou não é uma novidade?

Fontes:

15 junho 2011

Asma e esportes



1- O asmático pode praticar esportes?
Sim, desde que o paciente esteja bem controlado clinicamente e queira praticar este esporte.


2- Porquê?
A prática de esportes acarreta:
* Melhor condicionamento físico
* Fortalecimento dos músculos da caixa torácica
* Melhora do padrão respiratório


3- Qual o esporte ideal?
É aquele adequado à idade e à vontade do paciente (não impor). De preferência, estão indicados os exercícios aeróbicos: vôlei, natação, futebol, dança, ciclismo, entre outros.


4. Quais as vantagens da natação?
A natação fortalece músculos da caixa torácica e melhora o padrão respiratório. Mas, é importante observar se a concentração de cloro é adequada para que não ocorra irritação das vias aéreas


4- É preciso tomar algum cuidado?
A atividade esportiva deve ser adequada à idade, levando em conta a capacidade física do paciente e orientado por profissional habilitado para tal função. Recomenda-se:
* É necessário fazer aquecimento prévio
* Não se deve parar o exercício bruscamente


5- É necessário uso de medicamentos para prática do esporte?
Os medicamentos estão indicados apenas nos pacientes que apresentam crises desencadeadas pelo exercício físico e nestes casos devem ser sempre orientados pelo alergista.


Visite o site da ASBAI - Associação Brasileira de Alergia

12 junho 2011

Como combater os ácaros no inverno

Ácaros são invisíveis a olho nu, mas podem provocar grandes danos à saúde como asma, sinusite, rinite, conjutivite alérgica, entre outros. O risco aumenta ainda mais no outono e no inverno, quando se proliferam com maior facilidade.


Chamados de ácaros, os aracnídeos são primos distantes das aranhas e parentes mais próximos de outros artrópodes como carrapatos e parasitas da pele que causam a sarna.


Mas exterminar esse ser não é uma tarefa fácil. Segundo o médico Raul Emrich Melo, especialista em alergia-imunologia, palestrante e pesquisador da UNFESP (Universidade Federal de São Paulo), é impossível eliminar os "inimigos" totalmente.


Para se ter uma ideia, mais de 2 milhões de ácaros podem ser encontrados em um colchão com algum tempo de uso.


Curiosidades sobre os ácaros:


1. Se quatro ou cinco ácaros estiverem colados um ao outro é possível sua visualização a olho nu, ou seja, eles estão no limite de nossa capacidade de visão para coisas pequenas;


2. Um ácaro da altura de um ser humano, por exemplo, veria uma bactéria estafilocócica (que causa infecção de pele) passar ao lado com o tamanho de uma unha. Suas fezes seriam como bolas de golfe levíssimas, com capacidade de flutuar por muitos minutos;


3. As bolotas fecais dos ácaros são as grandes vilãs no desencadeamento de doenças alérgicas;


4. O tempo de vida de um ácaro é de alguns meses, com capacidade de ter dezenas de pequenos filhotes a cada mês;


5. Mais de 2 milhões de ácaros podem ser encontrados em um colchão com algum tempo de uso, com elevação de mais de 10% de seu peso.


Leia a reportagem completa e assista um vídeo mostrando um ácaro por meio de microscópio: conheça os ácaros causadores de doenças alérgicas


Fonte: Tatiane Moreno

entretenimento@eband.com.br

08 junho 2011

Eu não posso tomar leite

No dia 01 de junho comemora-se o dia internacional do leite – Word Milk Day – uma iniciativa da FAO e das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura com o objetivo de divulgar a importância e os benefícios do consumo do leite.

Por isso, nesse mês de junho, A ABAPAA Associação Baiana de Pais e Amigos de Crianças com Alergia Alimentar – aproveitará para chamar atenção para a situação inversa, onde não se pode consumir este alimento, o que vem se tornando um problema cada dia mais comum: a alergia ao leite de vaca.

Em virtude disso, no dia 19 de junho, acontecerá uma caminhada pacífica, com o objetivo de divulgar a alergia alimentar e chamar a atenção da sociedade para a problemática da dispensação das fórmulas alimentares especiais que as crianças com esta condição necessitam.


Leia mais no site da ABAPAA

05 junho 2011

Vida saudável para os alérgicos: escolha ou acaso?


Se tivesse que apontar o bem mais precioso para o ser humano, eu certamente diria: a saúde. É possível viver bem com pouco dinheiro ou em condições ambientais adversas. Mas sem saúde...

A definição de saúde pela Organização Mundial de Saúde, não é apenas a ausência da doença, mas sim uma visão ampla, incluindo o bem estar físico, mental e social. A presença de uma doença altera diretamente a qualidade de vida de uma pessoa. E, no caso de uma doença crônica, ou seja, de duração prolongada, que pode permanecer meses, anos ou até a vida toda; este reflexo se torna muito mais intenso em sua qualidade de vida.

A presença indesejada da doença torna-se então um desafio, que na maioria das vezes envolve dois caminhos a seguir: “resignar-se” à ela, “conformando-se” com a própria “sina” ou então aceitá-la como um desafio a ser vencido, buscando meios reais de enfrentá-lo.

No tratamento das doenças alérgicas, é fundamental que se escolha o caminho certo, ou seja, o caminho do esclarecimento e da aquisição de armas adequadas para vencê-la. A prevenção, a educação do paciente e de sua família, em especial no caso de crianças. tornou-se uma prioridade como parte importante do tratamento.

O papel do médico não pode se restringir em examinar e receitar medicamentos. O paciente, por sua vez, também deve mudar sua visão e passar a exercer um papel ativo, trabalhando em efetiva parceria com seu médico.

A educação e o esclarecimento sobre a doença é sem dúvidas, a base que impulsiona a mudança de comportamento do paciente e de seus familiares, resultando na melhoria de sua qualidade de vida. Em absoluto, não é um mero acaso, mas uma escolha consciente e participativa para vencer a doença.

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