29 Agosto 2010
Antialérgicos ou Anti -histamínicos
Histamina é o nome da substância química mais famosa envolvida nas reações alérgicas. Quando a histamina é liberada, provoca dilatação e inchação dos vasos, bem como aumento secretivo e coceira. No caso da rinite, a presença da histamina ocasiona coceira, espirros, coriza e bloqueio nasal. Na urticária provoca placas avermelhadas com muita coceira na pele. Na alergia ocular, resulta em coceira, avermelhamento e irritação da conjuntiva dos olhos. Na dermatite atópica pode ajudar no controle da coceira, que é intensa e prejudica a pele, agravando a doença.
Desde a década de 30 observou-se que era possível aliviar os sintomas da alergia usando remédios que antagonizassem com a histamina. Mas, só na década de 40 foi lançado o 1º remédio anti-histamínico. Desde então, o conhecimento só fez crescer e hoje dispomos de muitos remédios com esta finalidade.
É importante lembrar que a histamina não é exclusiva da alergia pois participa também de outras doenças. Por isso, hoje existem anti-histamínicos usados no tratamento de vômitos, vertigens, etc. Mas aqui falaremos apenas dos remédios usados no tratamento das alergias, chamados de ANTI-HISTAMÍNICOS H1 (ou antialérgicos H1 podem ser divididos em 2 grupos: 1) Clássicos e
2) Não Clássicos
Antialérgicos ou Anti histamínicos H1 clássicos
Estes são os antialérgicos mais antigos, chamados de primeira geração, pois foram os primeiros a serem usados no tratamento das doenças alérgicas, sendo os mais conhecidos:
- Dexclorofeniramina
- Hidroxizina
- Prometazina
- Ciproeptadina
Efeitos colaterais:
O efeito mais comum e incômodo é a sedação. Citam-se ainda: sonolência (ou agitação), diminuição da concentração, alterações de memória e da coordenação psico-motora. Podem causar também: boca seca, visão turva, retenção da urina, aumento de apetite e ganho de peso. Estes medicamentos devem ser evitados em motoristas, pilotos ou em trabalhadores em risco de acidente.
Uso associado:
Alguns remédios associam antialérgicos H1 a descongestionantes. Algumas destas associações são comercializadas com venda livre e até anunciadas na mídia como antigripais. Mas, seu uso deve ser evitado, a não ser quando prescritas pelo médico.
A associação com descongestionantes (pseudoefedrina) pode provocar efeitos colaterais desagradáveis, como: taquicardia, palpitações, insônia, nervosismo e irritabilidade, entre outros.
Antialérgicos ou anti histamínicos H1 não clássicos
Este grupo de medicamentos é também conhecido como de “segunda geração” ou de “nova geração”, pois são os mais modernos, englobando uma vasta gama de produtos, pertencentes aos seguintes grupos:
- Loratadina
- Desloratadina:
- Cetirizina
- Levocetirizina
- Ebastina
- Fexofenadina
O surgimento destes medicamentos foi um avanço, pois proporcionam alívio dos sintomas causando pouca sedação, com mínimos efeitos na atividade psicomotora.
Em alguns casos, pode ocorrer dor de cabeça (cefaléia), sendo o efeito colateral mais significativo. A maioria está autorizado para uso em crianças e adultos. Desloratadina e fexofenadina estão autorizados para uso após 6 meses de idade, sendo os demais recomendados após 2 anos de idade.
Uso associado
Estes medicamentos também podem ser usados em associação com pseudoefedrina, resultando em efeito descongestionante. Neste caso, o nome comercial vem acrescido da letra D. Do mesmo modo que nos AH clássicos, deve ser feito com cautela devido à possibilidade de efeitos adversos, em especial: insônia. agitação, taquicardia, ações na próstata e glaucoma, entre outros.
Antialérgicos – anti histamínicos de uso nasal e ocular
Recentemente foram lançados medicamentos antihistamínicos pra uso em forma de spray nasal ou de gota ocular de forma a atuar no tratamento direto da rinite e da alergia ocular, com mínimos efeitos colaterais. São eles:
- Azelastina
- Olopatadina
- Emedastina
- Cetotifeno
Antialérgico – anti histamínico fitoterápico
Existe antialérgico no mercado à base do extrato das folhas de Petasites hybridus
Antialérgico – anti histamínico usados sob forma de cremes e pomadas
Não são recomendados para uso devido à sua baixa eficácia e alto índice de alergia, dermatite de contato, muitas vezes de grande intensidade, comprometendo o paciente.
28 Agosto 2010
29 de Agosto. Dia Nacional de Combate ao Fumo.
O tema da campanha em 2010 é: “Ambientes 100% Livres de Fumo: um direito de todos”, com objetivo de promover o conhecimento dos malefícios da fumaça ambiental do tabaco e a existência da Lei Federal nº 9294/96, que proíbe o fumo em ambientes coletivos fechados.
Além da preocupação com as pessoas que frequentam estes ambientes - empresas, instituições, bares, restaurantes, hotéis, entre outros - também devem ser lembrados os trabalhadores que são obrigados a conviver diariamente com a fumaça do cigarro, ficando diretamente expostos aos seus malefícios.
O INCA e o Ministério da Saúde chamam a atenção para alguns mitos:
1) Mito: A fumaça do cigarro é apenas um aborrecimento.
Verdade: Não, é um risco para a saúde.
2) Mito: É possível acomodar fumantes e não fumantes.
Verdade: Não. A fumaça não é interrompida por barreiras invisíveis e afeta fumantes e não fumantes.
3) Mito: Sistemas de ventilação protegem não fumantes da exposição à fumaça ambiental do tabaco
Verdade: Não existe sistema de ventilação eficiente para evitar a exposição à fumaça ambiental do tabaco. A fumaça do tabaco contém tanto partículas como gases. O sistema de ventilação não pode remover todas as partículas, e certamente não remove os gases tóxicos. Além disso, muitas partículas são inaladas ou depositadas na roupa, móveis, paredes, tetos, etc, antes que eles possam ser ventilados.
4) Mito: Nunca será possível promover ambientes livres da fumaça do tabaco.
Verdade: Ambientes livres de tabaco são amplamente apoiados por fumantes e não fumantes.
5) Mito: Ambientes livres de tabaco resultam em perdas de negócio para restaurantes,
bares e outros estabelecimentos.
Verdade: Não existe estudo que comprove as perdas nos negócios de estabelecimentos livres da fumaça ambiental do tabaco.
6) Mito: ambiente livre de fumaça viola o direito e liberdade de escolha dos fumantes
Verdade: a proteção à saúde de fumantes e não fumantes está acima de tudo.
Leia mais no site do INCA
26 Agosto 2010
Curiosidade: gato preto causa mais alergia?
Coitados dos gatos pretos: tem fama que dão azar e agora são acusados de causar mais alergia do que os gatos brancos. É possível?
na verdade, os gatos, independente da cor do seu pêlo, são uma das mais comuns causas de alergia – eles afetam o dobro de pessoas do que os cachorros. As “fontes” da alergia não são apenas os pêlos dos felinos, já que a urina e a saliva do bichano também podem provocar reações.
No entanto, alguns cientistas suspeitam que, quanto mais escuros forem os pêlos do gato, maior é a chance de ele causar alergias. Por quê? Um pequeno estudo, feito em 2000, analisou 300 pacientes com alergia. Aqueles que tinham gatos escuros tinham quatro vezes mais chances de ter sintomas severos de alergia do que aqueles que eram donos de gatos mais claros. Outros estudos mostraram que os gatos machos também causam mais sintomas alérgicos do que as fêmeas – provavelmente por sua necessidade de marcar território.
Segundo especialistas, no entanto, esses estudos não foram conclusivos. Uma análise posterior, publicada no The Journal of Allergy and Clinical Immunology mostrou que a cor do gato não afetava a quantidade de substâncias que podem causar alergia produzidas.
A conclusão? Ainda não se sabe se a cor do gato afeta a quantidade de alergia que ele pode causar, mas machos, com toda a certeza, provocam mais sintomas do que as fêmeas.
Se você tem um gato e acha que tem alergia, tente evitar o contato com o bichano – se isso for difícil, como na maioria dos casos, procure um médico para que ele indique uma medicação apropriada, deixe o seu bichinho fora do seu quarto e tome banho com bastante freqüência.
E um viva aos gatos pretos!
Fonte: Hype science
25 Agosto 2010
Alergia a remédios
Antibióticos, analgésicos e antinflamatórios são os medicamentos que mais provocam alergia nas pessoas e muitas vezes estes remédios são usados sem prescrição médica, por automedicação. Este foi o tema de um estudo divulgado pelo Ministerio da Saúde no Peru.
As reações alérgicas podem ser leves, manifestando como coceira e irritação da pele mas também podem se manifestar de forma grave e ameaçadora à vida. O estudo mostrou que antibióticos, como sulfas e penicilinas foram responsáveis por 47% dos casos, seguidos de antinflamatorios (29%) incluindo: aspirina, piroxicam, diclofenaco, ácido acetil salicilico e ibuprofeno.
O estudo mostrou também que as reações alérgicas em sua maioria, surgem minutos ou horas após a ingestão do medicamento, mas em alguns casos pode ser tardia. Quando a reação é crítica, pode desencadar un cuadro de anafilaxia, ou seja, quando os tecidos -em diferentes partes do corpo liberam sustâncias como a histamina, resultando em obstrução das vias respiratorias e sintomas como dor abdominal aguda, diarréia, congestão nasal, palpitação, urticária, prurido, etc e surgem em questão de minutos ou segunds.
Mulheres são mais vulneráveis
A alergia a medicamentos pode aparecer em qualquer idade, sendo mais frequentes entre 40 e 50 anos, provavelmente pelo aumento do uso de remédios, em especial na população feminina.
Ao contrário dos outros tipos de alergia como a dermatite, alergia alimentar, rinite ou asma, que são mais frequentes na infancia ou na juventude, a alergia aos medicamentos é mais comum em adyltos e idosos.
Mas, um alerta às crianças, mas também a todos que ao menor sinal de febre ou dor se automedicam com analgésicos, antinflamatórios e até antibióticos, muitas vezes sem necessidade.
Não à automedicação!
É comprovado: a automedicação aumenta o risco de alergia.
É verdade que não há como rever se uma pessoa será alérgica a medicamentos. Mas, o amplo uso e a automedicação certamente contribuem para aumentar tristemente estes índices. O médico, ao prescrever umq medicação, deve analisar cada caso, para que possa rescrever com segurança e eficácia.
Testes
São poucos os medicamentos que podem ser testados. Em grande parte das vezes, o diagnóstico é feito clínicamente, ou seja, baseado nos dados obtidos na anamnese (história clínica atual e pregressa) e exame físico realizado pelo médico especialista em Alergia.
E conclui: " mais do que testes, a avaliação clínica do paciente e uma minuciosa história clínica são instrumentos valiosos para detectar a possibilidade de alergia e para nortear o uso de uma medicação".
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que cerca de 5% da população do planeta pode ser portadora de alergia a um ou mais medicamentos.
Fonte:
Ministério da Saúde - Peru
23 Agosto 2010
Tntura de cabelo que não causa alergia ?
Pesquisadores tentam criar alternativa natural à tintura de cabelo
Uma ótima notícia para mulheres que não querem ou não podem usar a tintura convencional nos fios: pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, estão desenvolvendo uma tintura natural que pode chegar às prateleiras em cerca de dois anos. Livre de substâncias sintéticas, o produto é feito à base de algas marinhas e, em testes iniciais, cobriu completamente os fios brancos das mulheres.
Os pesquisadores britânicos esperam desenvolver em breve uma linha de tinturas naturais em tons de castanho, ruivo, preto e louro. O objetivo é retirar das algas os pigmentos que correspondem a essas cores, e conseguir transformá-los em um produto seguro de ser usado em casa ou no cabeleireiro.
Além de fios ressecados e sem vida, muitas tinturas contêm ingredientes danosos para a saúde, que podem causar desde dermatites (alergias cutâneas) e até mesmo aumentar o risco de certos tipos de câncer.
- Prefira usar a henna indiana, que é bem tolerada pela maioria das pessoas.
- Peça orientação ao alergista antes de utilizar a tinta.
- Tonalizantes ou tinturas semi-permanentes podem ser uma opção segura em alguns casos.
- Se for necessário, o alergista realizará um teste de contato antes de escolher a tintura.
Fonte: O Globo Saúde
Uma ótima notícia para mulheres que não querem ou não podem usar a tintura convencional nos fios: pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, estão desenvolvendo uma tintura natural que pode chegar às prateleiras em cerca de dois anos. Livre de substâncias sintéticas, o produto é feito à base de algas marinhas e, em testes iniciais, cobriu completamente os fios brancos das mulheres.
Os pesquisadores britânicos esperam desenvolver em breve uma linha de tinturas naturais em tons de castanho, ruivo, preto e louro. O objetivo é retirar das algas os pigmentos que correspondem a essas cores, e conseguir transformá-los em um produto seguro de ser usado em casa ou no cabeleireiro.
Além de fios ressecados e sem vida, muitas tinturas contêm ingredientes danosos para a saúde, que podem causar desde dermatites (alergias cutâneas) e até mesmo aumentar o risco de certos tipos de câncer.
Enquanto a novidade não chega ao mercado, ficam algumas dicas:
- Prefira usar a henna indiana, que é bem tolerada pela maioria das pessoas.
- Peça orientação ao alergista antes de utilizar a tinta.
- Tonalizantes ou tinturas semi-permanentes podem ser uma opção segura em alguns casos.
- Se for necessário, o alergista realizará um teste de contato antes de escolher a tintura.
Fonte: O Globo Saúde
21 Agosto 2010
Angioedema hereditário - você já ouviu falar desta doença?
Há pessoas que, totalmente sem aviso, aparecem de repente com uma mão ou um pé inchado ou com a cara desfigurada por inchaço a nível dos lábios ou dos olhos. Este inchaço resulta da passagem de soro da corrente sanguínea para os tecidos das áreas afectadas.
Quando é só uma vez pensamos tratar-se de um traumatismo ou de uma picada de um qualquer insecto ou mesmo de uma reacção alérgica a um alimento ou a um medicamento.
O problema é quando os episódios se repetem muitas vezes ou quando o inchaço atinge a parede do intestino, podendo causar dores abdominais muito intensas (cólicas abdominais), ou quando atinge a região da laringe, em que o inchaço ou edema da glote pode inclusivamente ser fatal.
O que a maior parte das pessoas (e até muitos profissionais de saúde) desconhece é que há uma doença relativamente rara, de transmissão hereditária (portanto normalmente com mais membros da família com queixas semelhantes) em que existe um deficit numa proteína do nosso organismo que é responsável por esta situação, designada por Angioedema por défice de C1-inibidor, devido a um defeito genético no cromossoma 11, local onde é codificada a proteína C1-inibidor.
Devido ao desconhecimento, estes doentes são muitas vezes rotulados erradamente de alérgicos, embora na realidade não o sejam, recebendo tratamento com antihistamínicos e derivados da cortisona sempre que se dirigem a um serviço de urgência pelo aparecimento destas queixas, sem que esse tratamento surta algum efeito.
Também por vezes, e por as dores abdominais serem tão intensas que se assemelham a uma apendicite ou a uma peritonite, estes doentes chegam a ser operados desnecessariamente.
É importante pois conhecer-se esta situação para se evitar males desnecessários, tendo sempre que se pensar nesta possibilidade quando existem estes episódios repetidos de inchaços nas diversas localizações e, em especial, se outros membros da família tiverem quadros semelhantes.
Uma outra razão pela qual é importante abordar este assunto prende-se também com o seu tratamento. Quanto mais cedo se reconhece a doença, melhor. Até há alguns anos atrás não existia tratamento muito eficaz para estas crises, o qual era baseado num tratamento sintomático até esperar que a crise passasse, durando habitualmente dois ou três dias. Pode-se usar um derivado do plasma humano (obtido portanto a partir de dadores de sangue) e que é o concentrado de C1 inibidor, cujo uso compensa o deficit que estes indivíduos possuem. Mas, apesar de ser considerado seguro não deixa de ser um derivado do plasma humano, apresentando também a desvantagem de ter de ser administrado por via endovenosa e, portanto, normalmente apenas em meio hospitalar.
Agora surgiu um novo medicamento, que não é derivado do plasma e que é administrado por via subcutânea. Atua na crise em alguns minutos e representa uma oportunidade terapêutica.
Este texto foi escrito pelo Dr. Manuel Branco Ferreira, imunoalergogologista da Faculdade de Medicina de Lisboa. Convidamos a todos que visitem o site da Associação Brasileira de Portadores de Angioedema Hereditário, onde certamente aprenderão muito mais sobre esta doença.
15 Agosto 2010
Minha companheira inseparável
Imagem: Dreams in digital
Quem na vida, ao chegar aos píncaros da juventude, não traz consigo guardada a lembrança de uma companheira inesquecível. Eu não poderia deixar de seguir a regra, pois tive uma, desde minha infância. Eu não consigo esquecê-la, por mais que faça, por mais que me ausente, ela sempre está presente. Uma coisa eu posso afirmar: é a única que trago verdadeiramente dentro do meu peito.
Quando ela está presente, meu coração se agita,fico aturdido e às vezes não consigo articular palavra. Por sua causa tenho perdido noites de sono e, muitas vezes não consigo trabalhar atordoado por sua presença. Mas, ela possui suas virtudes, pois por causa dela não bebo e não fumo, ficando livre destes vícios que infestam a sociedade.
Ela me segue em todos os meus passos, não me abandona. Pelo contrário, eu é que tenho tentado abandoná-la. Por mais que faça, não consigo tirá-la de dentro de mim. Ela quer morar comigo. Por mais que eu lute, sua força é grande. Ela sozinha conseguiu me afastar do teatro, rádio, televisão, circo e boites, o que muita gente boa não conseguiu. Minha mãe, minha namorada e minha família lutaram unidos para que eu abandonasse a ribalta e não conseguiram. Porém, eis que minha companheira surgiu em meu camarim para me cumprimentar. Meus olhos se esbugalharam, meu semblante se desfigurou, meu coração disparou. Eu fiquei inerte, quis falar e minha voz falhou. Fui levado ao nosocômio onde foi aplicada uma injeção, única solução para que ela, minha companheira inseparável se afastasse um pouco. Já sabem como ela se chama?
Exatamente, seu nome é Asma, Bronquite asmática, a única que há anos, vive dentro do meu peito.
*******************************
O autor deste texto é Fábio Barreto, em suas palavras: “pai, esposo, avô, amigo, advogado, corretor de imóveis, poeta e escritor”. Fábio cresceu numa época onde o tratamento da asma era difícil, tinha poucos recursos. Hoje, freqüenta a associação de asmáticos, aprendeu a controlar sua “companheira inseparável”, mas fez questão de incluí-la no seu último livro: “Três momentos de arte” pela Editora Taba Cultural. (21)2254 0983.
08 Agosto 2010
Bombinhas e outros afiins
Remédios inalados geram muitos preconceitos. Mas, o pior deles é o seu apelido mais popular: “bombinha”... Já começa que é uma palavrinha bem feia, que nos traz idéias ligadas à destruição, guerra, etc. Mas não merece este estigma: está comprovado que a melhor maneira de tratar a asma é com remédios inalados, pois atuam mais rápido, usam doses bem menores (dosadas em microgramas) e têm menos efeitos colaterais do que comprimidos e xaropes. Já falamos sobre este tema em um texto publicado em 2007. Se ainda não leu, é só clicar neste link.
Recebemos muitas perguntas sobre efeitos colaterais dos remédios usados no tratamento da asma. Que fique claro: nenhum medicamento é totalmente livre de efeitos colaterais. Mas, a verdade é que o tratamento da asma progrediu muito nos últimos anos, permitindo que se controle a doença com um mínimo de efeitos indesejáveis ao paciente. E, acima de tudo, é essencial lembrar que a asma sem tratamento adequado tem o pior de todos os efeitos colaterais: a doença sem controle pode fazer sofrer e até matar. Por isso, é muito importante conhecer os seus remédios, momento de usar, dose, etc. Converse, faça perguntas ao seu médico. Não tenha medo de expor seus medos e preocupações: o diálogo e a educação são a base para ter sucesso no controle de sua asma.
Hoje nosso objetivo é relembrar a técnica de uso destes remédios. Parece fácil, mas não é bem assim. Para começar, são vários os tipos de inaladores (aerossol - com espaçador, sem espaçador-diskus, turbuhaler, cápsulas inaladas, etc). Além disso, é preciso saber o passo a passo para aproveitar melhor seus efeitos. E, não pense que o problema é só no Brasil. O famoso seriado médico “House” exibiu uma cena que chamou a atenção dos médicos especialistas no tratamento da asma pois mostrava uma senhora aplicando sua “bombinha” de forma totalmente errada, sem perceber seu erro e agravando sua asma. Se ainda não viu, clique aqui (Desculpem, pois o vídeo está em ingles).
Hoje nosso objetivo é relembrar a técnica de uso destes remédios. Parece fácil, mas não é bem assim. Para começar, são vários os tipos de inaladores (aerossol - com espaçador, sem espaçador-diskus, turbuhaler, cápsulas inaladas, etc). Além disso, é preciso saber o passo a passo para aproveitar melhor seus efeitos. E, não pense que o problema é só no Brasil. O famoso seriado médico “House” exibiu uma cena que chamou a atenção dos médicos especialistas no tratamento da asma pois mostrava uma senhora aplicando sua “bombinha” de forma totalmente errada, sem perceber seu erro e agravando sua asma. Se ainda não viu, clique aqui (Desculpem, pois o vídeo está em ingles).
Mas, agora é hora de aprender: o INCOR colocou em seu site
uma excelente apresentação sobre a
técnica de uso de inaladores na Asma.
uma excelente apresentação sobre a
técnica de uso de inaladores na Asma.
Vale a pena assistir e conferir se está fazendo certinho!
02 Agosto 2010
Comida pronta é prática, mas será que também é saudável?
Este texto foi publicado no ótimo Blog do Pediatra em Casa do amigo André Bressan de Santos SP e resolvi trazer o assunto para o Blog da Alergia. Clique aqui e leia: Comida pronta - Pediatra em casa
Glutamato monossódico:
Descoberto em 1908 pelo pesquisador Kikunae Ikeda, da Universidade de Tóquio, após isolar o aminoácido de algas marinhas. É um aromatizante usado para realçar o sabor dos alimentos, sendo encontrado em muitos tipos de temperos prontos (nomes comerciais: Sazon, Aji no moto), tabletes de caldos, sopas. Destes alimentos, o mais consumido é o macarrão instantâneo, mais conhecido como Miojo, que contém alto teor de sal e de glutamato monossódico, utilizado como realçador de sabor. O glutamato é conhecido como uma substância viciante e pode causar reações adversas no organismo, mas tem o seu uso liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O problema é que, em algumas pessoas pode produzir uma síndrome caracterizada por: sensação de fraqueza, sudorese, dor de cabeça, dor torácica e sensação de queimação no corpo. É a chamada “Síndrome do Restaurante Chinês” e algumas pessoas pensam que se trata de uma alergia, pois se acompanha de ondas de calor, erupção na pele, vermelhidão no rosto, podendo nos casos mais graves, surgir também sensação de falta de ar, chiados no peito (broncoespasmo), no período entre 4 a12 horas após uma refeição contendo glutamato monossódico.
Contudo, a quantidade de glutamato monossódico que pode causar esses sintomas varia de pessoa para pessoa. Embora mais estudos sejam necessários, não se recomenda o uso de aditivos alimentares desta natureza em alimentos infantis consumidos por crianças pequenas.
"Ou seja, é o preço da preguiça, por não usarmos temperos naturais como aqueles matos que dão cheiro às barracas das feiras livres: hortelã, coentro, salsa, manjericão, alecrim, louro e orégano, entre outros. Sem falar que, quando realçamos sabores, adestramos nosso corpo a apreciar sabores e cheiros não-naturais e em proporções desproporcionais, diminuindo o apreço pelo sabor natural dos alimentos."
Glutamato monossódico:
Descoberto em 1908 pelo pesquisador Kikunae Ikeda, da Universidade de Tóquio, após isolar o aminoácido de algas marinhas. É um aromatizante usado para realçar o sabor dos alimentos, sendo encontrado em muitos tipos de temperos prontos (nomes comerciais: Sazon, Aji no moto), tabletes de caldos, sopas. Destes alimentos, o mais consumido é o macarrão instantâneo, mais conhecido como Miojo, que contém alto teor de sal e de glutamato monossódico, utilizado como realçador de sabor. O glutamato é conhecido como uma substância viciante e pode causar reações adversas no organismo, mas tem o seu uso liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O problema é que, em algumas pessoas pode produzir uma síndrome caracterizada por: sensação de fraqueza, sudorese, dor de cabeça, dor torácica e sensação de queimação no corpo. É a chamada “Síndrome do Restaurante Chinês” e algumas pessoas pensam que se trata de uma alergia, pois se acompanha de ondas de calor, erupção na pele, vermelhidão no rosto, podendo nos casos mais graves, surgir também sensação de falta de ar, chiados no peito (broncoespasmo), no período entre 4 a12 horas após uma refeição contendo glutamato monossódico.
Contudo, a quantidade de glutamato monossódico que pode causar esses sintomas varia de pessoa para pessoa. Embora mais estudos sejam necessários, não se recomenda o uso de aditivos alimentares desta natureza em alimentos infantis consumidos por crianças pequenas.
"Ou seja, é o preço da preguiça, por não usarmos temperos naturais como aqueles matos que dão cheiro às barracas das feiras livres: hortelã, coentro, salsa, manjericão, alecrim, louro e orégano, entre outros. Sem falar que, quando realçamos sabores, adestramos nosso corpo a apreciar sabores e cheiros não-naturais e em proporções desproporcionais, diminuindo o apreço pelo sabor natural dos alimentos."
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