31 Março 2010

Só faltava essa: celular promete tratar a rinite alérgica...

Muito cuidado com as notícias que a mídia divulga. Vejam esta:

O Japão está na frente do resto do mundo em tecnologia para telefones celulares. Pode-se ver TV no celular ou pagar por mercadorias simplesmente passando o fone sobre um sensor. E agora inventaram um telefone com efeito supostamente terapêutico: a companhia promete um som que alivia os sintomas da rinite alérgica ao pólen.
A Japan Ringing Tone Laboratory diz que basta esperar uma chamada no celular e segurar o aparelho sob as narinas. Supostamente, isso fará com que o pólen se desprenda, trazendo alívio. A empresa Index, que oferece conteúdo para celulares, admite que a tecnologia por trás dos sons supostamente terapêuticos não tem muita base científica.
Se a própria empresa reconhece que seu produto não tem base científica... 
Ninguém merece!
Fonte:BBC Brasil

30 Março 2010

Saúde bucal e alergia respiratória











O seu dentista sabe que você tem uma alergia respiratória? Qual a relação entre a alergia respiratória e a saúde de sua boca?
Saiba que:


Rinite alérgica pode provocar obstrução nasal, fazendo com que a pessoa respire de boca aberta (ou semiaberta), em especial durante a noite. A respiração bucal noturna pode provocar:
- desconforto,
- boca seca, roncos
- rouquidão
- menos saliva,
- acúmulo de placa bacteriana
- mais cáries,
- doença periodontal


O uso dos inaladores na asma, em especial aqueles que contém corticóides pode provocar:
- garganta inflamada
- alterações da voz (disfonias)
- rouquidão
- “sapinho”


Dicas para evitar estes problemas:


- Tratar sua alergia, corrigir a respiração bucal.
- Limpar, escovar os dentes e usar fio dental.
- Lavar a boca, gargarejar e cuspir após fazer a inalação
- Utilizar aerossol (“bombinha”) com espaçador
- Trocar sua escova de dentes após gripes ou infecções, como amigdalites e faringites.


Leia mais em:
Dentes limpos, alergia ok, saúde ok

26 Março 2010

Alergias respiratórias acometem mais de 40% das crianças







Estatísticas divulgadas pela ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia) apontam que a prevalência das alergias respiratórias na infância é elevada, atingindo mais de 40% do público infantil. 




No Brasil, estima-se que cerca de 30% das crianças, entre  6 e 7  anos, apresentam rinite alérgica, e 15% têm asma.




- Crises de espirros e coceira nasal, especialmente quando os pacientes entram em contato com a poeira ou fumaça de cigarro.
- Gripes ou resfriados recorrentes, sinusites de repetição e mesmo sangramentos nasais podem estar relacionados a quadros de alergia.
- No caso da asma, além das crises de chiado, quadros de tosse recorrentes e pouca vontade de praticar esportes, podem esconder este diagnóstico.
- Pais alérgicos têm uma chance maior de gerar filhos com alergia.


Outras alergias na infância

Alergias alimentares também são comuns na infância. A criança que manifesta alergia alimentar tem chances de desenvolver outras alergias como asma e rinite alérgica, além de dermatite atópica.

Algumas crianças têm alergia ao leite. Os sintomas podem ser muito variados, entretanto, os mais característicos são aparecimento de bolinhas ou placas avermelhadas na pele que coçam bastante. Pode haver inchaços nos lábios, olhos e sintomas intestinais como vômitos e diarréia. Nos quadros mais graves, pode haver desconforto respiratório e a criança precisar de auxílio para respirar. Em geral, estes sintomas ocorrem até quatro horas após a ingestão do alimento. "A alergia ao leite pode acometer até 5% das crianças. Apesar de não tão assídua, deve ser adequadamente diagnosticada e, principalmente, não deve ser confundida com intolerância à lactose, problema frequente na infância", informa.
Outras manifestações comuns nessa fase são as reações alérgicas a picadas de insetos.

Atenção:

- Alergias mal cuidadas podem se tornar graves: a asma não tratada pode evoluir para lesões pulmonares irreversíveis. Rinites sem tratamento aumentam a chance do desenvolvimento de asma. 

"É fundamental descobrir o alérgeno envolvido no caso de alergia alimentar e a medicamentos. Crianças podem apresentar quadros graves como os adultos; consequências de quadros mal cuidados podem persistir por toda a vida adulta", explica.

As mães devem agir com serenidade e procurar se informar ao máximo. O controle do ambiente domiciliar pode ser útil: proibir o fumo e evitar o acúmulo de poeira, remover carpetes e tapetes, tornando o quarto de fácil limpeza. Remover bichos de pelúcia.

Tratamento

O tratamento de alergia é bem específico para cada caso. Em algumas situações, o paciente submete-se à aplicação de medicamentos e vacinas. Em outros, é recomendável o controle do ambiente, evitando proliferação de ácaros e demais alérgenos. 
É imprescindível que o paciente seja acompanhado por um alergista.

Fontes: 


24 Março 2010

Lanche na escola

Muitas mães se questionam o melhor tipo de dieta para crianças alérgicas. E, no que se refere à merenda escolar, as dúvidas aumentam: Qual o melhor tipo de lanche? Como escolher? Existe um tipo de lanche específico para as crianças alérgicas? Comprar o lanche na escola ou levar de casa?


Por isso, a equipe do Blog da Alergia reuniu algumas dicas para todos:


-Nem toda criança alérgica precisa de uma dieta especial. E, nos casos de alergia alimentar comprovada, esta orientação deve ser feita individualmente, de acordo com as características de cada criança.


- O ideal é priorizar alimentos saudáveis, naturais, evitando-se ao máximo os produtos industrializados, frituras e com excesso de calorias.


- Escolha os alimentos de acordo com a preferência da criança e procure variar, para não enjoar.


- Faça uma programação para a semana toda, pois assim fica mais fácil e rápido arrumar a lancheira da criança.


- É sempre bom tomar cuidado com alimentos perecíveis.


- Achocolatados são muito apreciados mas devem ser reduzidos, alternando com sucos, sucos de soja, bebidas lácteas.


- Crianças maiores preferem comprar o lanche na escola. Mas, quando elas se acostumam desde cedo, fica mais fácil optar por sucos ao invés de refrigerantes e por salgadinhos assados substituindo as frituras.


PREFERIR:


Pães e torradas
Sanduíche com geléia e queijo branco, peito de peru
Polenghinho
Bolos feitos em casa, de preferência sem calda
Pão de queijo
Biscoitos sem recheio
Barrinha de cereal
Para beber: água de coco, sucos naturas, bebidas lácteas, água fresquinha,


EVITAR:


Refrigerantes
Sucos artificiais
Batata frita
Bicoitos recheados
Pacotes de salgadinhos, cheetos e similares
Balas, chicletes, pirulitos


Colaboradora: nutricionista Marilucia Venda

21 Março 2010

Alérgicos – preparados para sofrer?



positivo




ou:




Alérgicos - preparados para prevenir a alergia no outono - inverno?

O outono começa oficialmente hoje e fica no ar a idéia de que está começando a temporada de sofrimento para os alérgicos.
Mas... Porque?
O forte calor do verão vai sendo gradativamente substituído pela brisa da tarde, chuvas refrescantes. O próprio sol já não é escaldante, transformando o Brasil num país de temperaturas mais amenas e agradáveis. Ao mesmo tempo, chegam as “mudanças de tempo”, tão temidas pelos alérgicos.


Já abordamos o tema anteriormente e recomendamos a leitura: Clique e leia

O fato é que no período do outono-inverno, com a temperatura mais baixa a umidade tende a aumentar, o que cria condições muito favoráveis para os ácaros. Em geral, aumentando a umidade, aumentam também os mofos e bolores (fungos) que também podem agravar alergias.
Por outro lado, neste período do ano, com o final das férias, as pessoas tendem a ficar mais tempo dentro de casa ou em ambientes fechados, como escolas, trabalho e residências.
Há um favorecimento ao aparecimento de resfriados, gripes e outras viroses. Ou seja, pouco a pouco aumentam as condições desfavoráveis para os alérgicos, aumentando crises de asma, rinite, sinusite, faringite, otite, pneumonia, etc. aumentando a procura de atendimento médico em setores de emergência.
A alergia respiratória nem sempre é grave a ponto de ameaçar a vida, mas pode provocar muito desconforto, atrapalhar o sono, as atividades diárias (escola, brincadeiras, trabalho) e prejudicar a qualidade de vida.


Mas, é possível tomar precauções para evitar o problema:

1.Faça uma visita preventiva ao seu alergista. Alergia não se trata só nas crises. É importante reavaliar seu tratamento e julgar se há necessidade de manter uma medicação contínua para prevenir que as crises venham.

2.A imunização contra a gripe é importante pois protege o alérgico das formas graves da doença.


3.Lave todas as roupas guardadas antes de usá-las, mesmo que estejam em sacos plásticos e tenham sido lavadas antes de guardadas.


4.Crianças pequenas crescem rápido e raramente têm roupas guardadas de um inverno para outro. Mas, mesmo que os adultos que moram com ela não sejam alérgicos, deverão tomar este cuidado.


5.Lave também: mantas, edredons, moletons, pijamas. O que não for possível lavar, deve ser colocado ao sol.


7.Areje sua casa: deixe janelas abertas. Vento e ar fresco não fazem mal, mas janelas fechadas, sim!


8.Alimentação saudável e líquidos: princípios básicos na dieta da família.


9.Encape travesseiros e colchões. caso não tenha uma capa, pode improvisar com plástico para embalar alimentos. Se possível, troque seus travesseiros periodicamente.


Aproveite as lindas tardes de outono para fugir do ar refrigerado. Ao invés de ir ao shopping ou ao cinema, caminhe com a família e os amigos. Deixe o computador por algumas horas e saia para tomar uma água de coco, um suco ou simplesmente um de um passeio para colocar o papo em dia, conviver e brincar com seus filhos.

16 Março 2010

Vacina Influenza H1 N1

Temos recebido muitos e-mails solicitando informações ou questionando a vacina anti influenza H1N1. Alguns, ressaltam a possibilidade de provocar o aparecimento da Síndrome de Guillain-Barré, que afeta nervos responsáveis pela função motora, impedindo a locomoção. Outros, afirmam que a vacina conteria substâncias perigosas que poderiam causar danos, incluindo câncer. Questiona-se ainda a política de lucro da indústria produtora de vacinas.

A história da medicina e da humanidade é rica em exemplos de movimentos anti-vacinas, envolvendo médicos, profissionais de saúde, grupos religiosos,praticantes de medicina alternativa, entre outros. Mas, a imunização ainda é uma das maiores intervenções da saúde pública para prevenir doenças e óbitos, principalmente em crianças. Grandes exemplos foram a erradicação da varíola e da poliomielite em grande parte do mundo.

A vacina tríplice bacteriana (tétano, difteria e coqueluche) foi muito combatida e só passou a ser aceita após ocorrência de epidemias e mortes. Em 1997, a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e cachumba) foi acusada de provocar autismo, com queda nas aplicações e aumento de casos graves de sarampo.

Hoje, os ataques se dirigem à vacinação contra influenza H1N1.

Não temos a pretensão de emitir um parecer científico, mas queremos fazer sim, algumas considerações: efeito colateral toda vacina pode ter. Mas a doença também tem "efeitos colaterais graves". É fato de que esta “nova gripe” não é equivalente à gripe comum. A experiência da pandemia anterior mostrou claramente a gravidade do comprometimento pulmonar, acometendo crianças, adultos jovens, gestantes, com alto índice de hospitalizações, casos graves e mortes.

A sociedade não pode se deixar levar por opiniões inconsistentes e deve procurar informações junto a instituições confiáveis, como a Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais, Associações Médicas, em cada localidade.

Cada pessoa é livre para decidir se tomará ou não a vacina. A opinião dos médicos que compõem este Blog é que a gripe A (H1N1) merece ser prevenida, tanto pela adoção das medidas profiláticas como pela imunização (vacinação).


13 Março 2010

Asma de difícil controle



A asma é uma doença que teve um aumento significativo de sua prevalência nas ultimas décadas. Hoje, cerca de 300 milhões de pessoas são portadoras de asma, em todo o mundo.


Mas, a asma não se manifesta de forma igual em todos: pode variar desde casos leves e esporádicos, até crises graves e ameaçadoras à vida. Felizmente, a maioria dos casos pode ser controlada eficazmente com o tratamento padrão. Contudo, um pequeno grupo de pessoas pode permanecer com os sintomas de asma, apesar da medicação adequada, sendo consideradas de difícil controle.


Mas, não é fácil definir o que é uma asma de difícil controle.

Em primeiro lugar, é preciso diferenciá-la de uma asma mal controlada, ou seja aquela onde o tratamento não está adequado e/ou onde existe associação com outras doenças ou certas condições podem causar ou agravar a asma, dificultando a melhora. Por exemplo, doenças pulmonares crônicas (bronquite e enfisema); sinusites; doença do refluxo; fatores ambientais (ácaros da poeira, mofo, pelo de animais); fumaça de cigarro; certos medicamentos (AAS, beta-bloqueador) e problemas sócio-econômicos podem estar envolvidos no fracasso do controle da asma, devendo ser identificados e afastados.


Por tudo isso, a base para se tratar a asma é educar o paciente. Se o próprio asmático (ou sua família) desconhece a doença, não entenderá os cuidados que deve ter, dificultando sua adesão ao tratamento. É de suma importância que exista diálogo e uma boa relação entre o médico e o paciente para se atingir sucesso. Cada consulta deve ser uma oportunidade para esclarecer dúvidas, mitos e preconceitos.


A primeira dificuldade é convencer uma pessoa que precisa se tratar mesmo quando não está sentindo nada. A tendência é largar os remédios assim que se sente bem.


Uma segunda barreira é o preconceito contra “bombinhas” e com a cortisona: o esclarecimento das dúvidas sobre os remédios certamente resultará na segurança necessária para cumprir o tratamento.


Como toda doença crônica, a asma requer exame clínico regular, monitoramento do uso correto da medicação e avaliação a cada consulta do nível de qualidade de vida. A baixa adesão influencia diretamente no mau controle da asma, explicando porque muitos pacientes abandonam, parcialmente ou totalmente, o tratamento.


Tratamento da asma:


O tratamento da asma engloba duas etapas:
1)Tratar as crises
2)Controlar a doença e prevenir crises


Alguns medicamentos são aliviadores e devem ser usados apenas nas crises. Mas, os mais importantes são os remédios de manutenção, ou seja, aqueles que atuam na infalamação dos brônquios e assim controlam a asma, prevenindo as crises.


Tratar asma não é apenas tomar remédios:

Para se obter o melhor controle possível da asma é preciso, além do uso correto da medicação, manter outros cuidados:


- Combater ácaros da poeira no domicílio
- Pesquisar e combater outros fatores agravadores da doença
- Tratar alergia nasal (rinite, sinusite)
- Combater outras doenças que possam agravar a asma (por exemplo, refluxo gastro esofágico, fatores psicológicos e/ou psiquiátricos, entre outros.
- Combate ao fumo na família, no ambiente de casa e do trabalho.
- Tratar a alergia através da Imunoterapia específica (vacina para alergia)
- Reabilitação respiratória: através da fisioterapia respiratória e pela prática de atividades físicas compatíveis com cada caso.
- Educar pacientes e familiares cobre a asma.


Os casos mais graves, que não responderam ao tratamento tradicional, podem ser indicados para uso do Omalizumabe, uma medicação específica para estes casos. Mas, é uma medicação de alto custo, prescrita apenas para aqueles que preencham os requisitos para sua indicação e de aplicação em ambiente hospitalar. Pesquisas mostraram que o uso de Omalizumabe conseguiu controlar as crises de asma, reduzir o uso de cortisona oral, diminuir o número de internações e melhorar a qualidade de vida da maioria dos pacientes.
Se você não está com sua asma controlada, fale com seu médico e peça uma nova avaliação do seu caso.


O tratamento adequado da asma visa:

- Atingir e manter o controle dos sintomas
- Evitar crises de asma
- Permitir a prática de atividades físicas
- Evitar que as medicações usadas causem efeitos colaterais
- Evitar internações
- Evitar mortalidade por asma

05 Março 2010

Vacinação contra gripe Influenza H1N1



A campanha de vacinação contra gripe influenza H1N1 começa segunda feira, dia 08/03/10. 

 De 08 a 19 de março serão imunizados os indígenas que vivem em aldeias e trabalhadores de serviços de saúde (médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica). 

A partir de 22 de março a vacina estará disponível para três grupos: grávidas, portadores de doenças crônicas e crianças de 6 meses até 2 anos. As gestantes que engravidarem depois desse período terão a vacina garantida nas fases posteriores. As crianças receberão a dose de vacina dividida em duas vezes. A segunda meia dose será administrada 30 dias após a primeira.

5 a 23 de abril: Adultos de 20 a 29 anos, mesmo sem problemas de saúde, devem procurar os postos de vacinação.

24 abril a 7 de maio: pessoas com mais de 60 anos de idade devem tomar a vacina contra a gripe comum. Os idosos que são portadores de doenças crônicas vão receber, na mesma data, uma segunda dose de vacina, a da gripe pandêmica.

10 a 21 de maio: adultos saudáveis de 30 a 39 anos.

Os pontos de vacinação serão definidos pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. As vacinas serão distribuídas pelo Ministério da Saúde ao longo do período de campanha, de acordo com cada etapa.

Aqueles que quiserem receber um e-mail com lembrete da data em que deve se vacinar podem se cadastrar no Portal do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br), a partir desta segunda-feira (8). O serviço também estará acessível em: INFLUENZA H1N1 - site criado pelo Ministério da Saúde






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