08 fevereiro 2017

Intolerância à lactose não é alergia ao leite: ASBAI esclarece as diferenças  


Lactose causa alergia? 
Essa é uma confusão bastante comum e, por esse motivo, o Departamento de Comissão Científica de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) divulga o esclarecimento abaixo: 

Lactose - é um tipo de açúcar encontrado no leite e não é desencadeadora de alergias, mas sim de intolerância. 
Os sintomas são:
- dores abdominais, 
- diarreia,  
- flatulência e 
- abdômen distendido. 
A especialidade que trata da intolerância à lactose é a Gastroenterologia. 

Leite - a proteína do leite é desencadeadora de alergias. 
Os sintomas podem ser vários:
- placas vermelhas pelo corpo, muitas vezes acompanhadas por coceira, inchaço dos lábios e dos olhos, 
- vômitos em jato e/ou diarreia após a ingestão do leite
- e até a anafilaxia, considerada a reação mais grave. 
A especialidade que trata as alergias alimentares, entre elas a da proteína do leite de vaca é a de Alergia.   

Alguns dados sobre alergia alimentar
- Atinge cerca de 5% da população adulta   
- Entre a população infantil, perto de 8% das crianças das têm algum tipo de alergia alimentar. Dessas, cerca de 350 mil têm alergia à proteína do leite.      

O diagnóstico de alergia alimentar deve seguir quatro pilares: 
1-    A história, que deve ser muito bem avaliada por um médico experiente.   
2-    Exames laboratoriais, que também precisam ser muito bem interpretados, pois nem sempre um IgE positivo indica que o paciente seja alérgico. 
Exames que avaliam a presença de IgG a alimentos não possuem qualquer relevância clínica e não devem ser recomendados na investigação de qualquer tipo de alergia alimentar.   
3-    Dieta de restrição - retirar o alimento, avaliar a melhora para depois expor o paciente novamente ao alimento e, assim, ter a certeza que existe a relação de causa e efeito.    
4-    O teste de provocação oral é que realmente estabelece o diagnóstico. Consiste na oferta do alimento para a criança, em doses regulares, crescentes, sempre sob a supervisão médica. Deve ser realizada em ambiente apropriado, seja  na clínica, hospital ou, até mesmo, dentro da UTI, dependo da necessidade que o médico julgar. 
Nunca deve ser realizado em casa, pois coloca a criança em risco de morte. 

Fonte: ASBAI 

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