29 Outubro 2010

Leite: culpado ou inocente?

O Ministério da Saúde americano adverte: a intolerância ao leite é rara e o produto está liberado para grande parte dos adultos, e não o contrário. Não se justifica retirá-lo da dieta sem ter certeza de que o problema realmente existe. O alerta feito nos EUA tenta combater teorias contra o leite que ultrapassaram as fronteiras e chegaram a vários países, entre eles o Brasil.


Por aqui, cientistas organizaram um tribunal científico sobre o produto, cujas análises foram publicadas no livro Leite para Adultos - Mitos e Fatos Frente à Ciência (Editora Varella). O leite de vaca é saudável, apontam. A intolerância e as alergias são raras. E não há evidências científicas de que cause doenças respiratórias como a asma, por exemplo. Por outro lado, ainda é controverso que o leite seja benéfico por exemplo para úlceras, como diz a sabedoria popular.


"O leite é um alimento muito rico do ponto de vista nutricional. E seu consumo por pessoas sem componentes restritivos é salutar", afirma a nutricionista Adriane Antunes, professora de Nutrição na Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas e uma das organizadoras do livro ao lado de Maria Teresa Pacheco, do Instituto de Tecnologia de Alimentos, de São Paulo. Segundo Adriane, cortar o leite na idade adulta se tornou um tipo de modismo, impulsionado por polêmicas como as geradas pelas campanhas que nasceram nos EUA, a Got Milk? - pela substituição dos refrigerantes pelo leite - e Not Milk - pelo veto do produto nas dietas em razão de supostos riscos do alimento. Não há motivo, portanto, para a maioria da população não seguir a recomendação que consta no Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, que preconiza três porções de leite e derivados por dia -uma porção é um copo de leite, por exemplo. Segundo a pasta, o leite é a melhor fonte de cálcio, mineral essencial para a saúde dos ossos, mas o País registra redução de consumo. A recomendação só não deve ser seguida se houver diagnóstico claro de problemas, como as alergias e a intolerância, se possível por meio de testes específicos. Mas alguns profissionais no Brasil ainda defendem restrições com veemência para alguns pacientes (mais informações nesta página).


Supervalorização. Além da intolerância à lactose - dificuldade de digerir esse açúcar que leva a diarreias e flatulência -, as proteínas do leite realmente podem gerar alergia em algumas pessoas, com manifestações orais, dermatológicas e respiratórias. As autoridades de saúde americanas, porém, convocaram um grupo de experts para investigar a real magnitude da intolerância à lactose e consideraram que há uma supervalorização do problema. Apesar de a literatura científica apontar prevalências variáveis da intolerância à lactose (nos americanos afrodescendentes chega a 80%, segundo alguns estudos), os cientistas disseram, em relatório de fevereiro deste ano, que a metodologia dos trabalhos é questionável e não é possível precisar o total de afetados. Relataram ainda que muitas pessoas que pensam ter a intolerância na verdade não possuem diagnóstico clínico e muitas vezes, mesmo que o problema exista, não é preciso retirar totalmente o leite e seus derivados. Deixar de tomar leite pode significar um risco de aumento de casos de fraturas ósseas, entre outros problemas de saúde, em razão da carência de cálcio e vitamina D, nutrientes fornecidos pelo produto, apontou ainda.


No livro brasileiro, os pesquisadores destacam que a resistência à lactose atinge 25% da população, segundo alguns estudos, frequência considerada baixa quando comparada à prevalência em outros países, e explicam que as alergias são raras na idade adulta. O trabalho também desfaz o mito de que o leite não pode ser tomado por adultos porque nenhum outro animal o consome nessa fase. Isso só ocorre, diz, porque sairia caro alimentar os animais. E o desmame ocorre porque os bichos necessitam de outros nutrientes.


"Não dá para generalizar. Retirar o leite exige cuidado. Há testes específicos para se detectar a intolerância à lactose e as alergias. Vemos pacientes com diagnóstico errado e é preciso lembrar que uma recomendação como essa muda toda a dinâmica da dieta do indivíduo e da família, tem impacto social", diz o alergista Fabio Kuschnir, presidente do Congresso Latino-Americano de Alergia e membro da equipe da Clínica de Alergia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro. 


Fonte

23 Outubro 2010

Parece, mas não é...


Nariz escorrendo: resfriado ou alergia?


Nem sempre é fácil diferenciar a alergia de um resfriado ou gripe. Às vezes leva um pequeno trabalho de detetive para descobrir a causa do problema. Aqui estão algumas pistas:




1) Causa
Resfriados são causados por vírus. Podem afetar qualquer pessoa.
Alergia: tem na sua base uma predisposição genética (hereditária), afetando apenas as pessoas sensíveis. Mas, fatores ambientais influenciarão no aparecimento dos sintomas.

2) Ocorrência dos sintomas
Resfriados: os sintomas surgem, duram alguns dias e somem.
Alergias: os sintomas se repetem, como se a pessoa estivesse sempre resfriada.

3) Duração
Resfriados: duram cerca de 4 a 7 dias.
Alergia: duração é variável, podendo ser perene, dependendo do maior ou menor contato com o agente causador (alérgeno). 

4) Estado geral da pessoa
Resfriados: provocam mal estar, abatimento, perda de apetite e dor no corpo.
Alergia: na maior parte das vezes, o estado geral do alérgico é bom.

5) Sintomas
Resfriados: coriza, congestão nasal, dor de cabeça, olhos lacrimejando, febre, dor de garganta, tosse.
Alergia: espirros repetidos, coceira (no nariz, olhos, ouvidos e garganta), congestão nasal, olhos lacrimejando, tosse.

6) Complicações
Resfriados não são graves e raramente complicam.
Alergia com o passar do tempo pode se complicar e se acompanhar de sinusite, otite, amigdalites, asma, entre outras. Vale a pena tratar antes que as complicações venham.


Ficou com dúvidas?
O melhor é mesmo procurar um alergista para avaliar seu caso, fazer o diagnóstico e indicar o tratamento correto.

16 Outubro 2010

Congressos de Alergia e Asma no Rio de Janeiro



" 3 Congressos em 1
De 13 a 16 de Novembro 2010, será realizado no Rio de Janeiro o XXXVII Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia, englobando também o XVI Congresso Latinoamericano de Alergia e Imunologia Clínica e o Congresso Nacional de Asma (CONASMA). 
O tema principal dos congressos é “Doenças Alérgicas: dos Genes ao Tratamento”. O programa científico será composto por Simpósios, Colóquios, Encontros com o Especialista, e Conferências. Além disso, com os auspícios da “World Allergy Organization” será promovido o Programa para Sociedades Emergentes, onde Sociedades Latinoamericanas de Alergia não estruturadas receberão orientações técnico-científicas para que possam vir a se desenvolver. ”Queremos oferecer a todos os participantes, atividades científicas do mais elevado nível, bem como discutir as aquisições mais recentes no manejo das doenças alérgicas”, afirma Dr. Dirceu Sole, presidente do XVI Congresso Latinoamericano de Alergia, Asma e Imunologia.


Um dos temas a ser abordado é Alergia alimentar: novos conceitos, que vai discutir o aumento na prevalência da asma e da obesidade em países industrializados nas duas últimas décadas, tanto em adultos como em crianças. 


Segundo o Dr. Fábio Kuschnir, que responde pela presidência do XXXVII Congresso Brasileiro de Alergia e Imunopatologia e é membro da equipe da Clínica de Alergia da Policlínca Geral do Rio de Janeiro, “diferentes hipóteses tentam estabelecer uma causalidade entre as duas condições: alterações na mecânica das vias aéreas e da resposta imune, influências hormonais, fatores genético-ambientais e possíveis efeitos do uso de medicamentos no tratamento da asma”. 


Outro tema que merece destaque é: Modificações climáticas, poluição e alergia que vai tratar da contaminação ambiental e doenças respiratórias e poluição indoor. “O homem moderno passa boa parte da sua vida em recintos fechados, sobretudo no ambiente de trabalho. Edifícios selados, ventilados artificialmente por centrais de refrigeração, podem apresentar níveis elevados de poluentes químicos e biológicos, devido à baixa troca de ar interno/externo”, ressalta Dr. Evandro Alves do Prado, presidente do CONASMA - Congresso Nacional da Asma 2010. O especialista alerta para a presença de áreas de infiltração que favorecem o crescimento de fungos e bactérias e tem sido apontada como um importante fator de risco para sintomas respiratórios, como asma e rinite. 


A Urticária – aguda e crônica – também será tema das palestras que discutirão ingestão de alimentos, reações a medicamentos, temperatura (alta ou baixa). No Simpósio World Allergy Organization será discutida - Anafilaxia: visão atual, que abordará as reações anafiláticas (a anestésicos, picadas de insetos, látex, penicilina, etc.
Programação completa no site do Congresso.

Sobre a ASBAI
A Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia existe desde 1946. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira.
Site ASBAI
Twitter ASBAI
Fonte: Tiernopress

14 Outubro 2010

14 de outubro: World Spirometry Day 2010




Hoje, dia 14 de Outubro, é comemorado o dia mundial da espirometria, como parte das comemorações do ano do Pulmão.

Espirometria ou Prova Funcional Respiratória, é um exame que avalia a função pulmonar, usado para diagnóstico, prevenção e acompanhamento de diversas doenças pulmonares.  O ideal seria que este exame fosse ntegrado à avaliação de todos os pacientes portadores de sintomas respiratórios. Na asma, é uma medida objetiva importante para seu diagnóstico e tratamento. Fumantes deveriam realizar a espirometria após os 40 anos, a fim de detectar precocemente possíveis alterações em sua função pulmonar.

A palavra espirometria deriva do latim: spirare = respirar e metrum=medida. A técnica é simples: a pessoa sopra diversas vezes em um aparelho acoplado a um computador que registrará as medidas dos fluxos e volumes pulmonares. Em geral, interrompe-se o exame para utilizar um broncodilatador e pós alguns minutos, as medidas são repetidas. 

Convido a todos para assistir o vídeo elaborado pela Sociedade Européia Respiratória (ERS).

13 Outubro 2010

Alérgicos e cães - uma parceria a ser compreendida



Há muita controvérsia neste tema e não é nossa intenção ditar regras. Nem toda pessoa que tem asma ou rinite tem também alergia aos cães. Cada caso é um caso e cada pessoa é única, sendo impossível emitir um parecer que sirva igualmente para todos.
Este tema surgiu a partir de um estudo publicado na Revista de Pediatria em Outubro de 2010, mostrando que ter um cão em casa diminui o risco de as crianças com antecedentes familiares de alergias desenvolverem eczema. O mesmo não se verifica se o animal de estimação for um gato. Neste caso, os riscos aumentam significativamente. O estudo foi realizado na Universidade de Cincinnati e publicado no Journal of Pediatrics.
A polêmica já havia se instalado a partir da teoria da higiene, que teve seu auge na década passada e que defende a tese de que o aumento da prevalência da alergia nos últimos anos pode ser atribuído ao excesso de higiene no mundo moderno, incluindo o menor contato de crianças e adultos com animais e com a natureza.
Então, vamos aos fatos:

1) Pontos a favor para a presença de um cão em sua casa
- Algumas raças de cães são excelentes companhias para crianças e adultos (em especial idosos).
- Cães necessitam sair pelo menos duas vezes ao dia, estimulando assim a vida ao ar livre e as caminhadas.
- Donos de cães tendem a interagir, ou seja, a presença do cão pode contribuir para combater a timidez e melhorar o contato social.
- Cães têm a capacidade de amar, o que pode ser uma grande aquisição tanto para crianças como para adultos.

2) Desvantagens de ter um cão:
- Cerca de 30% de portadores de asma e rinite alérgica podem ter crises desencadeadas pelo contato com cães.
- A presença do animal de estimação pode contribuir para aumento de ácaros na residência, já que seu alimento preferido é a descamação da pele, além das partículas que podem se tornar alergênicas (ou seja, provocadoras de alergia).
- Algumas pessoas são alérgicas ao pelo dos cães e pioram sua alergia ao contato com o animal.

3) E o que fazer se você já tem um cão?
Alguns cuidados são essenciais para a convivência saudável com estes animais:
- Se você mora em uma casa, acostume seu cão a ficar fora de casa. Num apartamento, é possível treinar o animal para que circule preferentemente fora da área social. Uma opção é colocar uma porta (vendida em lojas pet) para limitar seu acesso.
- Não deixe que o cão suba em estofados e camas. Escolha uma cadeira que seja liberada para o cão e ensine a ele
- Não permita que o cão suba e durma em sua cama.
- Arejar a casa e intensificar os cuidados com a limpeza da casa: limpe diariamente com pano úmido, evitando vassouras e espanadores.
- Retire tapetes, carpetes, objetos que acumulem pó para facilitar a limpeza.
- Escove o animal periodicamente, mas tenha o cuidado de fazê-lo fora de casa. O cão deve ser banhado semanalmente.

Leia também: Animais domésticos

Mas, se você tem alergia comprovada ao animal, considere seriamente a possibilidade de conseguir um novo lar para seu cão. E, caso tome a decisão de se desfazer dele, saiba que as partículas provocadoras da alergia permanecem no ambiente por cerca de 1 ano.

E uma ultima polêmica: não há provas evidentes que animais de pelo curto provoquem menos alergia do que aqueles de pelo longo.

E agora?
Analise, reflita.
A decisão é sua...

11 Outubro 2010

Pitiríase rósea

É uma doença conhecida desde 1860, quando foi descrita por Camille M. Gibert, sendo conhecida também como Pitiríase rósea de Gibert.
Não se conhece exatamente a causa, mas parece que a hipótese mais viável é que seja ocasionada por vírus, como por exemplo, o vírus do herpes. Mas, é possível que dependa de uma tendência genética do indivíduo, o que seria um facilitador do aparecimento da doença. Questiona-se também outros mecanismos, envolvendo alguns tipos de medicamentos, autoimune, associação com outras doenças, etc. Fatores psicológicos ou estresse podem facilitar o aparecimento da doença, assim como alterações da imunidade e gravidez. Não é contagiosa.
É mais comum em adultos, acometendo mulheres e homens, sendo rara em crianças pequenas e em idosos, ocorrendo preferencialmente na primavera e no outono. O maior problema é que sua evolução pode ser prolongada e durar de semanas a meses, assustando o doente. Em alguns casos pode recidivar, mas não é comum que aconteça


Quadro clínico.
A ptiríase rósea de Gibert se caracteriza pelo aparecimento de lesões na pele, em forma de placa arredondada ou ovalada, de tom róseo, em especial no tronco e nas extremidades. A lesão inicial é chamada de “placa mãe” de formato oval ou arredondado, com bordos róseos, sendo bem mais clara em seu centro. Podem ser observadas escamas finas.O local mais comum para aparecimento da “placa mãe” é o tronco, mas é relatado também no dorso, abdome e, mais raramente, em membros.
Na maioria das vezes não há outros sintomas, embora raramente possa se acompanhar de sintomas como dor de cabeça, dores no corpo, mal estar, vômitos e diarréia.
Segue-se então do aparecimento de uma erupção na pele com muitas lesões de menor tamanho, em geral róseas, em placas ou assemelhando-se a manchas, escamosas, em especial no tronco e membros. Coceira não é um sintoma obrigatório, variando em cada pessoa. Uma curiosidade é que as lesões podem se distribuir ao longo das linhas da pele, dando um aspecto de “árvore de natal”. Mas,o aspecto das lesões nem sempre tem este perfil, podendo variar em tamanho, localização e intensidade. Do mesmo modo, o tempo de duração da pitiríase rósea varia em cada pessoa: em geral dura cerca de um mês, com média de 2 meses. Em alguns casos, pode se estender por vários meses.


A pitiríase rósea é uma doença onde as lesões assustam, chamam a atenção, mas em geral não tem maior gravidade na evolução da doença.
Contudo, alguns remédios e vacinas podem provocar uma “pitiríase rósea símile” e deve ser sempre pesquisado o uso de medicamentos. Da mesma forma, algumas doenças podem estar associadas à pitiríase rósea.Por isso, recomenda-se procurar atendimento médico para que possa confirmar o diagnóstico, afastar outras possibilidades de doenças que podem ter um aspecto parecido e se confundir com a pitiríase.


Diagnóstico
Não há um exame de laboratório ou teste que seja definitivo: o diagnóstico é clínico, ou seja, o médico analisará os dados de cada paciente, examinará sua pele e chegará assim à  conclusão. A biópsia da pele (exame histopatológico) pode ser útil para afastar outras doenças que podem ter lesões parecidas à pitiríase e confundir o diagnóstico.


Tratamento
O tratamento na maioria das vezes é feito com medicamentos tópicos, ou seja, sob a forma de loções, pomadas ou cremes. Em alguns casos o uso de antihistamínicos (antialérgicos) pode ser útil no combate à coceira. Os casos mais graves receberão a orientação específica do médico.


Dicas:
- Evite uso de medidas caseiras pois a pele está sensível e pode se irritar com facilidade, agravando o problema.
- Reduza o número de banhos: um por dia é o ideal. Se tiver necessidade de repetir, tome um banho rápido, usando sabonete apenas nas partes necessárias.
- Aplique hidratante em todo o corpo, logo após o banho, com a pele ainda umedecida.
- Use sabonete suave, para pele seca e sensível.
Alimente-se bem, de forma variada e saudável. Evite produtos industrializados: prefira uma alimentação natural.

03 Outubro 2010

Pigarro – “o bichinho do han han"



Pigarro é um velho conhecido de todos, pois se trata de uma afecção comum. Parece com uma pequena tosse para aliviar a sensação de embaraço ou coceira na garganta. O pigarro tem a finalidade de expelir uma secreção acumulada aliviando o desconforto.

A causa mais comum de pigarro não é a alergia, mas sim o tabagismo. O fumante sofre a ação tóxica das substâncias presentes no cigarro e isso altera seu mecanismo de defesa e limpeza na garganta e vias respiratórias, gerando a necessidade constante de limpeza da garganta com pigarros freqüentes. No caso, fumantes costumam evoluir com piora do quadro, surgindo a tosse crônica e agravamento do seu quadro. 

É importante ressaltar que a fumaça do cigarro pode causar pigarro tanto para o fumante como para as pessoas que convivem com ele (tabagismo passivo).

Outras causas de pigarro:

- Resfriados e gripes podem se acompanhar de aumento da secreção (muco) resultando numa sensação de irritação na garganta e conseqüente pigarro.

- A Rinite alérgica pode se acompanhar de secreção na região por trás das narinas conhecido como secreção pós nasal, ocasionando pigarro.

- Além das gripes e resfriados, outras doenças causadas por microorganismos podem também originar pigarro, tais como sinusites e rinites infecciosas.

- A doença do refluxo gastresofágico se acompanha de distúrbios digestivos e pode gerar pigarro ou tosse seca. Mas, existe ainda a possibilidade de refluxolaringo-faríngeo que nem sempre se acompanha de sintomas e que causa manifestações altas como por exemplo, pigarro, sensação de corpo estranho na garganta, rouquidão e tosse.

- Remédios podem ser causa de pigarro, como por exemplo, alguns antihipertensivos do grupo dos inibidores da ECA.

- Fatores emocionais podem gerar pigarro, tanto nos adultos como nas crianças.

Portanto, o pigarro não é apenas um “bichinho do han han” e merece ser tratado de forma adequada. Evite paliativos e pastilhas. Procure atendimento médico.

O Pigarro: referências na literatura

Dois córregos - Fernando Pessoa:  

"Um pigarro, outro pigarro, e de pigarro em pigarro
A alma de Dois Córregos se acende
Na ponta de todos os pitos de barro".

Otto Lara Resende 

"Saudosismo é cacoete de velho, como pigarro".

Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)
“ Nem todo rico tem carro, nem todo ronco é pigarro, nem toda tosse é catarro, nem toda mulher eu agarro”.

Nelson Rodrigues:
"Mas, em 1916, quando vim para o Rio, as famílias tinham pigarros, tosses, que as novas gerações não conhecem". 


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