24 Abril 2010

Asma e Rinite - Porque devo voltar ao alergista regularmente?


A medicina moderna é cada vez mais preventiva. Se pudermos atuar antes de surgir uma piora, é o ideal. Assim, pode-se evitar não só a crise como também o custo ao paciente. E o que é este custo? Pode ser fácil de calcular, como por exemplo o quanto se gasta numa consulta, num exame ou no plano de saúde. Mas, em alguns momentos, pode ser incalculável, pois não há como medir o grau de sofrimento que a asma pode causar ao paciente e sua família.

O que é uma doença crônica?
Uma doença que dure mais do que 6 semanas é chamada da crônica, independente de sua gravidade e sendo assim, a asma e a rinite podem ser consideradas como doenças crônicas.
O ponto básico para se prevenir as crises de asma e rinite é entender que são doenças de causa genética (hereditária). Por isso, se acompanham de uma inflamação persistente que torna suas vias respiratórias mais sensíveis a diversos fatores que podem provocar crises. Estes fatores podem ser encontrados:
- em nossa casa: poeira, mofo, pelos, baratas, fumaça cigarro, alimentos,
- no meio ambiente: mudanças de tempo, poluição, odores ativos,
- em alguns de nossos hábitos: certos medicamentos, exercício, trabalho, escola,
- fatores ligados ao organismo : infecções respiratórias, fatores hormonais, refluxo, emoções, entre outros.

Esse é o grande problema: nem sempre é fácil controlá-los. Por isso, é importante manter acompanhamento médico: a asma e a rinite podem mudar - crises podem surgir, mesmo quando se está fazendo o tratamento corretamente.

10 motivos para a consulta periódica com seu alergista:

1. O tratamento da asma e da rinite deve ser feito com remédios controladores, para usar todos os dias. Mas, se tiver crise, o esquema de tratamento precisa ser modificado.

2. Mesmo que esteja bem, a medicação controladora diária precisa ser ajustada. Se hoje, em Abril 2010 você usa um tipo de remédio com uma determinada dose, não significa que deve manter a mesma dose em Julho ou em Novembro de 2010. É o alergista que julgará se deve aumentar, diminuir ou até suspender sua medicação.

3. Em cada consulta, o alergista repete o exame físico, anota suas queixas e reavalia seu tratamento.

4. O médico verificará se técnica de uso da medicação inalada está correta. O uso inadequado prejudica o bom resultado.

5. O alergista avaliará também sua imunoterapia (vacina para alergia) e se a diluição está adequada.

6. O controle dos sintomas nasais da rinite é importante para prevenir complicações (sinusites, otites, amigdalites, etc) e para evitar que a asma se agrave.

7. Muitas vezes a pessoa está bem e pode diminuir a dose dos seus remédios. Ou, ao contrário, necessita aumentar a dose. Como saber sem a orientação do médico?

8. Uma pessoa com asma que faça uso de um inalador em terapia combinada, ou seja, que contém uma associação de remédios (alívio + controle), pode ficar bem por mais de 3 meses e trocar este medicamento por um outro, com apenas uma medicação. O médico julgará na consulta periódica.

9. O objetivo principal do tratamento é controlar a asma e a rinite, com o mínimo possível de medicação. É como uma escada: em alguns momentos posso precisar subir alguns degraus, em outros, precisarei descer. A visita ao médico permite que esta decisão seja tomada em conjunto.

10. É fácil parar o tratamento quando se está bem e as crises são esquecidas.

Mas...
É ainda mais fácil manter consultas periódicas com seu alergista, controlar sua asma e rinite, ganhar qualidade de vida e evitar o sofrimento!

Visite o site da ASBAI RJ - setor da comunidade e leia mais sobre a prevenção das doenças alérgicas.

21 Abril 2010

Bebida alcoólica pode piorar alergia?


Smile vinhoO Jornal New York Times publicou ontem em sua seção de saúde, um texto chamando a atenção para a possibilidade de influência das bebidas alcoólicas nas doenças alérgicas. 

Estudos publicados recentemente sugeriram que o álcool pode causar ou piorar os sintomas da asma e da rinite. Na verdade, o problema pode não ser o álcool propriamente dito, mas sim substâncias contidas nas bebidas, usadas no seu fabrico. Como exemplo, o artigo cita que cerveja, vinho e licor contêm histamina, produzida pela levedura e bactérias durante o processo de fermentação. Esta substância poderia ser a causadora dos sintomas de alergia em pessoas sensíveis.  Além disso, cerveja e vinho também contém conservantes chamados sulfitos, outro grupo de compostos conhecido por provocar asma e outros sintomas alérgicos em pessoas susceptíveis.

Em 2005, na Suécia foram estudadas milhares de pessoas, sendo publicado que, em comparação com a população em geral, os participantes portadores de asma e rinite tiveram maior tendência a ter sintomas respiratórios após ingestão de bebida alcoólica.Os vinhos (branco e tinto) foram os elementos que mais deflagraram sintomas, havendo maior proporção de mulheres afetadas, comparadas aos homens.

Em 2008, foi publicado uma outra pesquisa no jornal Clinical and Experimental Allergy, concluindo que tomar mais de duas taças de vinho por dia aumentaria de forma significativa o risco de sintomas de alergia.

O artigo também ressalta que existem alimentos que contém ou que são capazes de liberar histamina, como por exemplo, queijos envelhecidos, produtos em conserva  e alimentos que contenham levedura, como pão, cidra e uvas.

18 Abril 2010

Fragrâncias, Perfumes e Alergia


Este é um tema complicado e extenso, mas muito solicitado. Fragrâncias ou essências são produtos usados na maioria de cosméticos e produtos para pele. Ou seja, fragrância não é sinônimo de perfume.


A alergia a fragrância é a causa mais comum - e talvez a mais difícil, de alergia a cosméticos. E a dificuldade reside no fato de que existem cerca de 5000 substâncias diferentes classificadas neste grupo.


Uma curiosidade: a fórmula de um perfume pode conter de 10 a 300 fragrâncias individuais. Conhecem-se algumas essências que podem ter mais de 500 ingredientes.


Mas, o maior complicador desta história é o fato de que os fabricantes de cosméticos utilizam fórmulas secretas e protegidas por lei. Assim, é autorizado que no rótulo conste apenas a palavra “fragrância” ou então “perfume”, não sendo obrigatório listar todos os ingredientes específicos utilizados no produto. Por isso é tão difícil desvendar uma alergia a fragrâncias e perfumes.


A ASBAI , órgão normativo da especialidade, está lutando junto à ANVISA para que se torne obrigatório constar nos rótulos brasileiros os ingredientes por completo, facilitando assim a vida do alérgico.


Tipos de reações às fragrâncias e perfumes:


- A alergia a perfumes e fragrâncias se manifesta predominantemente sob a forma de uma alergia na pele chamada dermatite ou eczema de contato. Pode se manifestar como uma vermelhidão na pele, coceira intensa e surgimento de lesões variadas. A maioria das reações a cosméticos é causada por irritação da pele. Menos de 10% é efetivamente causada por uma alergia.


- Fragrâncias e perfumes têm o poder de provocar irritação nas vias respiratórias humanas e por isso podem causar agravamento de alergias respiratórias em pessoas sensíveis. Como exemplos: olhos avermelhados, lacrimejando, piora da rinite e da asma, dor de cabeça, desconforto respiratório.


É importante lembrar que uma alergia não surge da primeira vez em que se usa um produto. Por exemplo, você adora um perfume, usa sempre e de uma hora para outra, começam a surgir coceira e lesões na sua pele. Pronto, desenvolveu a alergia!


Perguntas mais comuns:

Quais são os locais mais afetados pela alergia aos perfumes e fragrâncias?
Os locais mais afetados variam de acordo com o tipo de produto que originou a alergia. No caso dos perfumes, por exemplo, as lesões mais comuns são em pescoço, atrás das orelhas, punhos, braços, coincidindo com os locais onde se aplica o produto. Já no caso de fragrâncias, é muito variável: desodorantes (axilas), cremes e loções (difusa), loções após barba (face), entre outras.

Quais são os produtos cosméticos que possuem fragrâncias em suas fórmulas?
Em primeiro lugar, destacam-se perfumes, águas de colônia e loções após barba. Mas pode-se afirmar que a maior parte dos cosméticos e artigos de higiene corporal tem algum tipo de essência: hidratantes, sabonetes, desodorantes, protetores solares, enfim, todos os tipos de produtos dotados de cheiro agradável.


O que são “fontes ocultas” de fragrâncias?
Muitas vezes a essência vem escondida e pode surpreender o alérgico. Esse é o caso dos chamados produtos “hipoalergênicos” ou ainda, daqueles ditos “sem perfume”.
Em geral os produtos “sem perfume” ou “livres de fragrâncias” não contém ingredientes sintéticos e têm menor número de componentes (0,1% ou menos).. Mas, utilizam produtos naturais para disfarçar o odor natural, nem sempre agradável dos cosméticos. Por isso, devem ser utilizados com cautela, após identificar no rótulo as substãncias listadas. Sendo necessário, utilizar produtos feitos em farmácias de manipulação.


O que é fotossensibilidade?
É o agravamento da lesão na pele pela exposição ao sol. É bastante comum com uso de perfumes.


Principais substâncias causadoras de alergias contidas em perfumes e fragrâncias:
- Aldeído cinâmico
- Álcool cinâmico
- Álcool alfa-amil cinâmico
- Geraniol
- Eugenol
- Isoeugenol
-Oak moss absoluto
- hidroxicitronelal


Dicas:


- Evite odores intensos. Pessoas sensíveis poderão ficar incomodadas.
- Nunca use um perfume na praia ou quando se expuser ao sol.
- Não insista no uso de um cosmético se ocorrer irritação na pele após sua aplicação. Procure a orientação de um médico.
- Se você tem alergia a fragrâncias, prefira produtos manipulados, onde poderá identificar os ingredientes de forma completa e segura.


Uma pesquisa final:

Quando você nota uma alergia a um cosmético, qual é a sua reação:
1) joga fora o produto,
2) insiste no uso,
3) entra em contato com o fabricante,
4) procura a orientação de um médico,
5) simplesmente troca por outro.
Comente, escreva sua opinião.

13 Abril 2010

Twitter ajuda ou atrapalha?





Revista americana publicou estudo abordando dados divulgados no Twitter sobre uso de antibióticos e avaliando a credibilidade destas informações. A pesquisa foi realizada pela Universidade Columbia e publicada no último número da revista "American Journal of Infection Control".


Os pesquisadores estudaram o conteúdo de mais 50 mil mensagens, que mencionavam a palavra “antibiótico”. Ao final, foram selecionadas 1000 e divididas em grupos, conforme o tema (uso em resfriados, tipos de antibióticos referidos, nomes, efeitos colaterais, conselhos de tratamentos, mal entendidos, pretensos diagnósticos, etc).


Ficou claro que nem sempre as informações eram confiáveis. Embora se saiba que é um erro, não faltaram recomendações de uso de antibióticos em gripes e resfriados. Da mesma forma, foram detectados aconselhamentos inadequados, sem contar com inúmeros casos de incentivo à automedicação com antibióticos. Embora não tenhamos dados brasileiros, não acreditamos que seja diferente em nosso país.


Infelizmente no Brasil antibióticos podem ser comprados sem receita médica, propiciando condições para o uso abusivo e inadequado de antibióticos, o que pode resultar no futuro em resistência bacteriana crescente a estes medicamentos.


A internet e o twitter são grandes meios de comunicação onde informações se alastram rapidamente, podendo influenciar comportamentos e hábitos. Existem muitos sites confiáveis, que utilizam o microblog para divulgar dados científicos e orientar a população. 


É preciso investir na educação e na promoção de atitudes positivas na linguagem virtual, difundindo informações válidas, explorando estas ferramentas como verdadeiros adjuvantes na conquista da saúde.


Leia mais:
American Journal of Infection Control

04 Abril 2010

Asma sempre tem chiados?

A asma, também conhecida como bronquite asmática, bronquite alérgica ou simplesmente bronquite, é uma doença de origem genética (hereditária) que se acompanha de uma inflamação mantida nos brônquios. Ao mesmo tempo, existe uma interação com fatores ambientais. A inflamação torna os brônquios mais sensíveis a diversos fatores, que atuam como “gatilhos” das crises.


Asma: episódios repetidos de dificuldade para respirar, sensação de peito preso, cansaço, tosse (com ou sem secreção) e chiados no peito (sibilos).
Os sibilos (chiados) são característicos pois representam o estreitamento dos brônquios, mas em alguns casos, a asma pode não sibilar. 
- Algumas crises podem se manifestar por acessos de tosse sem chiados. 
- Crises graves podem ter uma dificuldade para respirar tão grande que já não se ouve o ruído do sibilo.


Nem toda crise de asma é igual: pode ser fraca e esporádica. Em outros casos, as crises podem ser moderadas, frequentes passando a interferir nas atividades. Crises muito intensas impedem o trabalho, escola e o sono adequado. A falta de fôlego interfere até nas atividades mais simples, como andar, tomar banho ou subir alguns degraus de escada.


5 Passos para se obter o controle da asma


1) Combater as causas das crises (alergia, ácaros, pelos animais, mofos, fumaça de cigarro,etc). Cada pessoa tem seus próprios “gatilhos” de crises. O alergista investigará cada caso.

2) Entender os remédios: aliviadores (para crises) e controladores (atuam na inflamação, controlam a doença e evitam crises). Saber como e quando usá-los, de acordo com a orientação médica.


3) Conhecer os remédios inalados, saber a técnica, perder o medo da cortisona inalada. Saber que os medicamentos inalados atuam mais rápido, são mais eficientes e têm menos efeitos colaterais.


4) O paciente (ou seu responsável) deve esclarecer dúvidas com o alergista e participar das tomadas de decisões no tratamento.


5) Tratar qualquer crise, mesmo fraca, para evitar que se agrave. O segredo é aprender a CONTROLAR a asma todos os dias. A inflamação dos brônquios está sempre presente, mesmo que a pessoa não sinta nada. Por isso, o tratamento deve ser mantido mesmo quando as crises estão controladas.


A educação do paciente e de seus familiares, em especial no caso das crianças, é fundamental para o sucesso do tratamento. O tratamento contínuo e o acompanhamento médico periódico permite o controle da doença e uma vida normal ao asmático.

Feliz Páscoa

Feliz Páscoa




Páscoa, tempo de renascimento, reflexão e fé.





Agradecemos a todos pelo carinho

 e
desejamos

 um domingo de paz, saúde e harmonia.

01 Abril 2010

Alergia à camisinha – quem responde é o especialista

Médico


Camisinha pode causar alergia?
Sim. Algumas pessoas podem desenvolver alergia ao uso de camisinha, sendo a causa mais comum o látex, ou seja, a borracha de que é feito o preservativo. Além disso, podem causar alergia: pigmentos (usados para dar cor), aromatizantes (que dão sabor), espermicidas e lubrificantes.


Como posso saber se tenho alergia à camisinha?
As reações mais comuns são: coceira, vermelhidão, inchaço e até pequenas feridas na região da vagina ou do pênis. As reações podem aparecer durante ou logo após o uso da camisinha.


O que fazer se não posso usar camisinha?
O primeiro passo é tentar usar uma camisinha simples, seca, sem pigmentos, lubrificantes, etc. Outra opção é trocar a marca da camisinha pois a sensibilidade pode resultar de outras substâncias usadas na sua manufatura. Se o incômodo persistir, pode-se usar camisinhas sem látex, feitas com poliuretano ou com pele de animais. Infelizmente são bem mais caras e nem sempre fáceis de encontrar. .A camisinha feminina é feita de poliuretano, sendo também uma alternativa.


Esta alergia tem cura?
Infelizmente não. O alergista orientará os cuidados preventivos. É preciso afastar o contato com o látex e produtos de borracha. O  tratamento com imunoterapia (vacina de alérgenos) específica para o látex, já está disponível e, segundo os estudos, poderia dessensibilizar o paciente, com grande benefício no controle do problema.


Mas, afinal, o que é látex?
Látex é o nome que se dá ao produto extraído da seiva da árvore seringueira (Hevea brasiliensis). É usado na manufatura da borracha, sendo encontrado nos mais diversos artigos de uso diário: sapatos, bolsas, chupetas, luvas, alguns tipos de roupas, brinquedos, materiais médicos, odontológicos, bolas de aniversário, etc.


Uma pessoa alérgica à camisinha pode ter outras alergias?
Sim. Se for confirmada a alergia ao látex, deverá evitar o contato com produtos de borracha. Dependendo do caso, a alergia pode aparecer de diversas maneiras, desde quadros leves, com placas na pele - urticária, passando por casos mais graves com rinite, asma, urticária e angioedema, e até evoluir para um choque anafilático.


Posso ter alergia a outros produtos que contenham borracha?
Sim. O maior problema é a realização de procedimentos cirúrgicos e dentários. Até mesmo uma simples “borrachinha” usada para secar a saliva durante o tratamento dentário pode provocar reações. Pessoas alérgicas que necessitem ser operadas, deverão ser atendidas em uma sala de cirurgia “látex free”, ou seja, onde luvas, tubos, etc não contenham derivados de borracha.


Que outros cuidados devo ter?
É importante observar se você tem alergia a algum alimento, pois é comum que alérgicos ao látex tenham também alergia a algumas frutas, como: banana, kiwi, abacate, maracujá, manga, abacaxi ou mamão.
Procure um alergista para receber uma orientação adequada.


Leia mais em: Alergia ao látex 
Fonte: ASBAI

Photobucket

Você tem mais alguma dúvida?
Envie para nosso e-mail fale diretamente com os médicos
da Clínica de Alergia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.

Teremos prazer em responder.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...