09 setembro 2018

Doença do refluxo - Gastroesofágico e Laringofaríngeo


Doença do Refluxo:  corresponde ao retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago. O refluxo pode ser discreto e passar despercebido, mas pode se acompanhar de sensação de desconforto no peito, regurgitação e gosto amargo na garganta. Vale lembrar que refluxo até certo ponto é normal, como por exemplo, após refeições copiosas.  

Existem duas variantes da doença: o refluxo gastroesofágico (RGE) e o laringofaríngeo (RLF). Ambas acontecem pela incapacidade do sistema digestivo para impedir o excesso de retorno desse conteúdo ácido.
Refluxo gastroesofágico (RGE): é a forma mais conhecida e descrita da doença. 

Refluxo laringofaríngeo (RLF): a secreção ácida pode ultrapassar o esôfago e chegar à garganta, e às vias respiratórias.  
Sintomas associados à doença de refluxo:
RLF: Os sintomas principais neste caso, são: incômodo na garganta, necessidade de limpar a garganta com frequência (pigarro) tosse, sensação de secreção constante ou de algo preso na garganta (globus). Este tipo de refluxo pode causar também rouquidão, alterações de voz, halitose (mau hálito) e agravar problemas dentários(cáries, aftas e gengivites).

RGE: Sintomas clássicos de refluxo: sensação de queimação, regurgitação, azia e má digestão. Sintomas gástricos: azia, regurgitação, enjoo e vômitos. Em alguns casos, a pessoa pode acordar à noite com sensação de afogamento. 
Outros sintomas que podem estar relacionados:
Sintomas Pulmonares: tosse, sensação falta de ar, dor no peito, asma, pneumonia. Sintomas otorrinolaringológicos: dor de garganta, rouquidão e outras alterações da voz, pigarro, dor de ouvidos, otite, sinusite, faringite, laringite, sensação de “bolo na garganta”.  Apneia de sono, aumento da salivação
Em suma, a doença do refluxo pode agravar as alergias respiratórias. 


Pontos a destacar
- O refluxo pode ser silencioso e provocar pouco ou nenhum sintoma. Nem sempre a pessoa apresenta queimação, azia e má digestão.  

- A doença do refluxo gastroesofágico é uma das causas mais comuns de tosse crônica em pacientes não fumantes com radiografia de tórax normal.

- A asma e a doença do refluxo podem estar associadas e quando isso acontece, a asma tende a ser mais grave. O tratamento do refluxo pode melhorar o controle da asma. 

- Em adultos, o refluxo gastroesofágico pode causar dor no peito tão incômoda que pode se confundir com infarto. 

- Algumas pessoas, tanto crianças como adultos, necessitam usar remédios para combater o refluxo, o que se reflete numa melhora dos sintomas respiratórios.

A doença de refluxo pode ocorrer sem nenhum sintoma aparente de queimação e azia, sendo chamada de “Refluxo silencioso” tanto em crianças como em adultos. Mesmo assim pode provocar manifestações na via respiratória. 



Mudança de hábitos indicados no tratamento da doença de refluxo
(Medidas para combater o refluxo)
- As refeições devem ser feitas com calma, priorizando alimentos saudáveis. Evitar substituir por lanches do tipo "fast food". Evitar frituras e condimentos. Mastigar cuidadosamente os alimentos. 


- Perder peso, se estiver acima do ideal.
- Evitar alimentos que interfiram na digestão e no refluxo: chá. café, chocolate, coca cola, bebidas alcoólicas e/ou gasosas, frituras, frutas cítricas, pimenta, temperos fortes, excesso de alho e cebola. Evitar tomar café várias vezes durante o dia.

 - Fazer as refeições habituais (café da manhã, almoço e jantar), mas não ficar longas horas sem se alimentar. No intervalo, coma uma fruta. O jantar deve ser a refeição mais leve. Preferir grelhados, saladas ou sopas. Evitar lanches nesse horário. 

- Evitar refeições copiosas, para não encher demais o estômago.

- Evitar uso de analgésicos e anti-inflamatórios sem orientação médica. 

- Elevar a cabeceira da cama com um calço de 10 a 15 cm - nem sempre é suficiente usar um travesseiro alto.

- Esperar pelo menos uma a duas horas para se deitar após refeições. Este conselho vale para os bebês e crianças pequenas: nunca se deve mamar deitado ou dormindo. E. só deitar pelo menos uma a duas horas após mamar. Não dar mamadeira na madrugada. 
- Evitar o sedentarismo. Procurar caminhar ou fazer atividades físicas compatíveis com a idade, sob orientação e indicação médica. 

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