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Vacinas, imunizações e Alergia - esclarecendo dúvidas



  • Existem vacinas contraindicadas para crianças alérgicas? Quais são e por quê?
Sim. Mas, antes de tudo, precisamos saber a quais agentes as crianças são alérgicas. Por exemplo, crianças com alergia à proteína do leite de vaca não devem receber a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) de alguns fabricantes que contém traços de leite. Crianças com alergia grave ao ovo, em princípio, não podem receber a vacina contra a Febre Amarela (contém ovo em grandes quantidades).

  • Todas as vacinas existentes hoje no mercado são eficientes? Ou mesmo vacinando a criança ainda corre-se o risco de contrair a doença?
A maioria das vacinas tem uma eficácia muito alta chegando a cerca de 95% de proteção. Algumas vacinas oferecem 100% de proteção como é o caso da vacina contra o tétano. Embora menos comum, mesmo vacinadas, as crianças podem ter a doença infectocontagiosa. A vantagem é que será uma forma mais leve da doença, na maioria dos casos.
  • Há uma corrente que defende a "Não Vacinação" de crianças. Quais os riscos escondidos nessa decisão?
A vacinação coletiva ajuda a prevenir e acabar com determinadas doenças no mundo. Se as pessoas começarem a não se vacinar ou a não vacinar as crianças, doenças como sarampo podem voltar ao cenário.

  • Adultos alérgicos devem se vacinar também? Quais as vacinas mais importantes para os adultos?

Adultos alérgicos respiratórios, principalmente que têm asma, devem se vacinar contra o pneumococo e contra a Influenza. No calendário do adulto não pode faltar: tríplice bacteriana acelular (tétano, difteria e coqueluche), hepatite B, hepatite A e Influenza. Para as outras vacinas do calendário do adulto, deve-se considerar o risco de exposição e a situação epidemiológica.

  • Crianças e adultos que sabem ser alérgicos, quais os cuidados que devem ter no momento da vacinação?
Alérgicos aos componentes da vacina, ou que tiveram alguma reação alérgica em dose anterior daquela vacina, devem ser avaliados pelo médico antes da vacinação. Os quadros leves de alergia geralmente não contraindicam doses futuras. Em caso de reações alérgicas graves deve-se levar em consideração o risco benefício de vacinar o indivíduo. O risco da doença é maior do que o risco da reação a vacinação? Por exemplo: alérgicos ao ovo e febre amarela. No cenário atual, o risco de contrair infecção pelo vírus da febre amarela é muito grande. Sendo assim, o paciente alérgico a algum componente da vacina deve ser encaminhado para o médico para ser avaliada a possibilidade de vacinação.

  • Como tornar a vacinação um momento menos tenso para as crianças?
Os pais devem passar segurança à criança. Precisam estar calmos e confiantes. Para aquelas crianças que já têm compreensão, deve-se informar que o procedimento é necessário para protegê-los de doenças e suas consequências (internação, faltas à escola, impossibilidade de brincar, etc.). Algumas clínicas e laboratórios dispõem de dispositivos tecnológicos para distrair as crianças enquanto recebem a picada da vacina. Brinquedos, ambiente agradável e decorado podem ajudar a distrair os pequenos.

Fontes: JB e ASBAI

Comentários

  1. Adoro o blog!tenho uma dúvida meu filho de 4 anos toma essas vacinas p imunoterapia,hoje dei as 3 gotas em jejum o pai chegou em casa e deu novamente achando q eu tinha esquecido qual mal isso pode causar?e amanha eu pulo um dia ou continuo normal? Outra dúvida depois q comecei as vacinas meu filho esta ficando conjestionado e tosse seca direto é um efeito colateral???desde ja agradeço.

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  2. Para esclarecer suas dúvidas, eu necessito saber mais detalhes, como: a formulação da imunoterapia (vacina para alergia) e a concentração usada pelo seu filho. Por isso, recomendo que entre em contato com o(a) alergista que trata dele para que receba uma orientação adequada e segura. Convido que escreva para nosso e-mail (blogdalergia@gmail.com) e enviaremos para você uma cópia em PDF do livro: “Alergia, doença do século XXI”. Gratos pela sua visita ao Blog da Alergia.

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  3. Boa noite! Minha neta tem 2 anos e 7 meses e a 3 meses foi diagnosticada com alergia respiratória e começou a fazer uso de 2 vacinas antialérgica por semana nesse período teve 2 crise com febre alta e a tosse não sessou e mais forte no período da manhã e noite e tem acúmulo de secreção nas vias respiratórias... Gostaria de uma orientação sobre o que devo fazer pra melhorar ela já que só a vacina não tá dando jeito... Obrigada!

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  4. Lucia Bom dia. O tratamento da alergia respiratória inclui:
    1) uso de medicamentos - para os períodos de crise e também para controle da doença, passada a crise.
    2) Controle do ambiente em sua casa contra ácaros da poeira
    3) Pesquisa e controle de fatores agravantes da doença e desencadeantes de crise (variam em cada criança)
    4) imunoterapia específica com alergenos (vacina para alergia).
    Como vê, o tratamento com vacinas é parte de um tratamento completo. Por isso, para opinar é essencial conhecer os dados clínicos de sua neta.
    Vale lembrar também que crianças pequenas têm características próprias: seu organismo é imaturo 2) As vias respiratórias infantis, são mais estreitas, sua imunidade ainda é imatura. 3) Nem sempre as crises são causadas apenas por alergia. Podem contribuir: vírus, refluxo, entre outras causas Sendo assim, recomendo que entre em contato com o(a) alergista que trata de sua neta para que receba uma orientação adequada e segura. Gratos pela visita ao Blog da Alergia

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