20 novembro 2016

RINOCONJUNTIVITE ALÉRGICA


A rinite alérgica é uma doença de alta prevalência. Cerca de uma em cada sete pessoas têm rinite. Quando a rinite se associa com a conjuntivite, é chamada de Rinoconjuntivite Alérgica. 


Sintomas principais da Rinite Alérgica 
- Espirros repetidos 
- Coriza abundante e clara 
- Coceira incômoda (no nariz, olhos, ouvidos e garganta). 
- Obstrução (entupimento) nasal 
Mas, a rinite pode ser mais abrangente e se acompanhar de muitos outros sintomas acometendo a via respiratória e estruturas vizinhas: seios da face, ouvidos, faringe, laringe e até os pulmões. Um dado importante refere que a maioria das pessoas com rinite alérgica tem também acometimento dos olhos, com associação dos sintomas nasais e oculares. 

 A Rinite alérgica parece uma doença simples, mas pode provocar muitas complicações, interferindo nas atividades diárias, seja numa criança ou num adulto. E, quando a rinite se associa à alergia ocular, torna-se mais incômoda, afetando a qualidade de vida de forma ainda mais significativa. 

Os olhos podem ser alvos comuns do processo inflamatório alérgico, em função de sua grande vascularização e também pela alta sensibilidade dos vasos sanguíneos da conjuntiva. Estudo recente que incluiu cerca de 1000 pessoas, mostrou que nos casos de rinoconjuntivite, há agravamento da rinite, maior procura de atendimento médico, maior custo com medicamentos, faltas à escola e menor produtividade no trabalho. 

Vale salientar que a alergia ocular não é apenas uma coadjuvante da rinite alérgica. Pode ocorrer de forma isolada e trata-se de um problema clínico que necessita tratamento. É mais comum nas crianças e nos adultos jovens. 


Sintomas principais da Rinoconjuntivite Alérgica 
- Coceira intensa nos olhos 
- Lacrimejamento, secreção, geralmente espessa e clara, não purulenta 
- Sensação de corpo estranho nos olhos 
- Avermelhamento da conjuntiva 
Mais raramente: sensação de queimação e fotofobia. 

Diagnóstico da Rinoconjuntivite alérgica 
O diagnóstico se baseia na avaliação clínica, na história, na avaliação de sintomas. Verifica-se associação com a rinite alérgica, asma e a presença de atopia na família. O exame físico realizado pelo médico Os testes para avaliação da alergia, podem ser realizados na pele utilizando a bateria de inalantes e ácaros da poeira domiciliar. Em alguns casos, está indicada a dosagem da IgE total e específica no sangue, complementando o processo diagnóstico. 

Outros tipos de alergia ocular 
Conjuntivite papilar gigante, relacionada ao uso de lentes de contato. Em geral, não é grave e pode estar relacionada aos produtos que são utilizados para a limpeza das lentes. 

Alguns quadros de alergia ocular podem ser graves e acometer a córnea. Nesses casos, a coceira é mais intensa, fotofobia bem importante, podendo evoluir para lesões na córnea, dor e comprometimento da visão. Citam-se: 
 • Ceratoconjuntivite primaveril: é mais comum em crianças, com piora na época da primavera e em geral se relaciona com rinite e asma. 
 • Ceratoconjuntivite atópica: É grave. Pode comprometer a visão. Pode se associar a outros tipos de alergia, incluindo na pele (dermatite atópica). 

A conjuntivite alérgica deve ser diferenciada das conjuntivites infecciosas por vírus ou bactérias. Nestas, é comum o acometimento de apenas um dos olhos, o olho está intensamente injetado, com dor e sensação de areia. Na alérgica, a vermelhidão é mais leve e menos demorada e a coceira é o sintoma mais destacado. 

Tratamento da Rinoconjuntivite Alérgica 
O tratamento da alergia ocular é um conjunto de medidas, a saber: 

- Higiene ambiental no domicílio para combate aos ácaros da poeira. 
Limpeza diária com pano umedecido, evitando vassouras e espanadores e sem produtos de limpeza com cheiro ativo. Casa arejada. Quarto deve receber atenção especial aos colchões e travesseiros. Animais de estimação devem ser afastados do dormitório. - 

- Medicação para alívio de sintomas e para controle da doença.
Podem ser usados antialérgicos (anti-histamínicos). Recomenda-se tratar a rinite, quando associada. É preciso cautela com o uso de colírios, uma vez que a maioria é comprada sem receita médica. Colírios contendo vasoconstritores ajudam a reduzir a hiperemia (olho vermelho), mas devem ser usados por pouco tempo. Os colírios de cortisona dão sensação de alívio, mas tem risco potencial de efeitos colaterais: facilitam infecções, catarata e principalmente glaucoma (aumento da pressão intra-ocular). Portanto, só devem ser usados por ordem médica e por um período de tempo curto. 
A compressa com água (ou soro fisiológico) gelada é uma medida caseira, simples, barata e eficaz para o alívio dos sintomas da conjuntivite alérgica. 

- Imunoterapia com alérgenos ou vacina para alergia. 
Este tratamento capaz de reduzir a alergia já existente, bem como prevenir novas sensibilizações, controlando eficazmente a doença.



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