22 novembro 2014

Adrenalina auto injetável no SUS - um direito a ser conquistado



A Anvisa está promovendo uma chamada pública para inclusão de temas que serão prioritários no biênio 2015-2016. 

O Blog da Alergia convoca a todos para colaborar com esta campanha da ASBAI solicitando que adrenalina auto injetável faça parte do rol de medicações oferecidas via SUS. 


Entrem no site: Anvisa - Diálogos Setoriais – Agenda Regulatória 2015/2016:- Escolham o Macrotema MEDICAMENTOS e o tema 15 (Atualização da Farmacopéia Brasileira) e colem a seguinte mensagem: 

A anafilaxia é uma doença aguda, grave, potencialmente fatal, causada por reação de hipersensibilidade a várias substâncias, como alimentos, medicamentos, venenos de insetos, látex, etc. Tal reação é muitas vezes violenta, ocasionando desde placas de urticária no corpo, inchaço generalizado e muito prurido até reações graves como insuficiência respiratória por broncoespasmo e/ou edema de glote e alterações cardiocirculatórias, com choque anafilático, hipotensão e morte. Essa evolução pode ocorrer após apenas alguns minutos da exposição ao agente desencadeante, o que impede, muitas vezes de o(a) paciente receber atenção médica em serviços de emergência em tempo hábil para evitar esse desfecho fatal. Tem sido evidente o aumento das reações anafiláticas nas últimas décadas, o que chamou a atenção de pesquisadores e da mídia, que diariamente mostram a importância de maior conhecimento deste problema pela população.

 A anafilaxia é uma emergência médica e quanto mais rápido o tratamento, melhor a evolução. A adrenalina é, sem a menor dúvida, a droga de maior importância no tratamento e deve ser aplicada aos primeiros sintomas da crise anafilática. Como frequentemente os agentes desencadeantes são inevitáveis, é fundamental para quem já apresentou algum episódio dessa doença portar adrenalina autoinjetável. Isso faz toda a diferença entre sobreviver ou não durante uma crise anafilática! 

Entretanto, uma pessoa leiga, numa situação altamente estressante como durante uma crise de anafilaxia, não tem condições de preparar esse medicamento: abrir a ampola, aspirar com seringa a dose correta, injetar no músculo da coxa. Esse procedimento está reservado a hospitais e clínicas, para profissionais da área da saúde. 

Pacientes devem portar dispositivos mais simples e que possibilitem dispensar doses pré-estabelecidas de forma prática e segura. Infelizmente aqui no Brasil não temos essa forma auto injetável de adrenalina, o que obriga os pacientes portadores de anafilaxia importarem a preços elevados esse medicamento. 

Por isso, solicitamos que esse medicamento passe a fazer parte do rol de drogas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde – SUS – e que o Brasil possa importar ou estimular empresas produtoras para que se licenciem em nosso país, de forma a possibilitar maior acesso desse importante medicamento a todos os brasileiros. 

A data limite é 10 de dezembro. 
Participem, divulguem!

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