03 fevereiro 2013

Analgésicos e anti-inflamatórios

Analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios são os maiores responsáveis pelas urticárias causadas por medicamentos.

Para que se entenda porque os analgésicos provocam tais reações em algumas pessoas é importante conhecer o mecanismo de ação dessas substâncias e o porquê da reação adversa. O organismo produz substâncias chamadas prostaglandinas, envolvidas nas reações inflamatórias. Estas prostaglandinas provocam dor, calor, vermelhidão e inchação no local do processo inflamatório. Os analgésicos atuam impedindo sua formação e assim combatem a dor. Da mesma forma, os anti-inflamatórios, embora de fórmulas diferentes, agem no mesmo sítio, ou seja, todos atuam impedindo a geração de prostaglandinas. 


Lembretes

 - Analgésicos e anti-inflamatórios podem provocar urticária e edema (vermelhidão, placas e inchação) e até asma em algumas pessoas. 

 - Não existe um teste ou exame no sangue que seja definitivo para diagnosticar a sensibilidade aos analgésicos e anti-inflamatórios. O diagnóstico é clínico, ou seja, é baseado na análise feita pelo alergista em cada paciente. 

- Se uma pessoa é sensível ao acido acetil salicílico, não poderá tomar outros medicamentos correlatos, como por exemplo: dipirona, pirazolonas ou mesmo anti-inflamatórios, como por exemplo: diclofenaco, ibuprofeno, piroxicam, entre outros. 

- A dificuldade reside no fato de que existem muitos remédios com nomes diferentes, mas que contém a mesma substância ativa. Por exemplo, remédios para gripe e para “má digestão” devem ser evitados, pois a maioria contém analgésicos em sua fórmula. - 

- Uma reação anafilática é contraindicação absoluta para qualquer tentativa de repetir o mesmo medicamento. 

- Só o alergista pode realizar testes especializados, pois os testes para medicamentos têm um risco potencial de gravidade. 

- A automedicação é prática desaconselhável e perigosa. 

Clique aqui e consulte a lista dos principais analgésicos e anti-inflamatórios comercializados no Brasil. 

Conclusão: Existem medicações alternativas e seguras, mas esta não é uma orientação padronizada. Cada pessoa deve ser analisada pelo alergista para definir o tipo de analgésico apropriado para seu caso. 
Leia sempre a bula. 
Se tiver dúvida, fale com seu alergista antes de tomar qualquer remédio!

6 Dê sua opinião:

Joaquim Gaspar disse...

Olá, minha esposa após o parto de nossa filha ficou alérgica a dipirona, não existe solução? Li em fóruns americanos que existe uma técnica que vai aplicando pequenas dosagens, até ganhar resistência tipo a vacina imunoterapia tradicional, mas precisa acompanhamento, existem alergistas no Brasil pesquisando isto? Ela sofre com dores de cabeça devido a ATM e tylenol já está fraco.

Clínica de Alergia - Policlínica Geral do Rio de Janeiro disse...

A alergia a medicamentos (analgésicos e anti-inflamatórios) surgirá todas as vezes em que a pessoa tomar o remédio. Não responde à imunoterapia tradicional. Existe uma técnica de dessensbilização para medicamentos, que ainda tem resultados limitados. É importante definir quais os medicamentos seguros para ela. Não tenho condições para opinar especificamente sobre sua esposa pela internet Estamos ao seu dispor na Policlínica RJ para avaliar seu caso e orientar de forma mais apropriada. Gratos por sua visita.

Brunno Cézar disse...

Boa noite!Gostaria de saber se posso ministrar na mesma dose Kaloba e Abrilar ,nesta medida: 5ml de Abrilar com 10 gotas de kaloba no mesmo copinho medidor

Clínica de Alergia - Policlínica Geral do Rio de Janeiro disse...

Brunno: remédios devem ser administrados individualmente. Evite usar o mesmo medidor para substâcias dferentes. Gratos por sua visita.

Claudia Lira disse...

Minha filha de 9 anos tem alergia a acaros, poeiras (imunidade baixa) etc... Está sendo tratado por um pneumologista já faz mais de um ano, e a tosse alérgica dela não tem fim. Já estou desesperada, sem saber o que fazer pra obter a cura. Sem falar que são remédios muitos caros que compro na própria clínica, vacinas sublingual e que apenas ameniza, mas não dá muito resultado. Por favor me diga o que devo fazer.

Clínica de Alergia - Policlínica Geral do Rio de Janeiro disse...

Claudia: se o tratamento de sua filha está sendo feito corretamente e não houve melhora, é aconselhável questionar se existem fatores agravantes da doença que impeçam esta melhora. Recomendo uma avaliação criteriosa. Convido que escreva para nosso e-mail e enviaremos para você a cópia do livro sobre a Alergia. Gratos por sua visita ao Blog da Alergia.

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