08 julho 2012

ALERGIAS NA GRAVIDEZ










A gravidez é um motivo de alegria, mas também pode ser uma preocupação quando a mulher é alérgica. Mas, a alergia não impede uma gestação saudável e nem o tratamento. Por isso é necessário entender a doença alérgica e sua relação com a gestação.
  


ALERGIAS RESPIRATÓRIAS NA GESTANTE 
 Rinite alérgica 
 A rinite alérgica é uma doença comum na mulher jovem e por isso é bastante vista em gestantes. Os sintomas principais são: espirros repetidos, coriza líquida, coceira em narinas, olhos, ouvidos, céu da boca, ouvidos, congestão e obstrução nasal. Pode ocorrer também gotejamento de secreção na parte posterior do nariz, provocando pigarro ou tosse. Em alguns casos, podem surgir também olhos avermelhados, irritados, lacrimejando e coçando. Uma mulher pode ter rinite e piorar na gravidez. Mas, existem casos (mais raros) onde a rinite resulta da gestação e desaparece após o parto. A maior queixa da gestante é a obstrução nasal e por conseqüência, a respiração bucal. Ou seja, em função das narinas constantemente obstruídas, a gestante passa a respirar com a boca aberta (ou semi-aberta), o que termina por provocar pigarro, ressecamento, infecções de amígdalas ou da faringe, além de prejudicar o sono, impedindo um repouso adequado e prejudicando suas atividades em casa e no trabalho. A rinite também pode provocar crises de a asma, pois as vias respiratórias são unidas: do nariz até os pulmões! Não adianta tratar só a asma sem tratar a rinite e vice versa. Os remédios de maneira geral podem ser usados com segurança, desde que prescritos pelo médico. O uso de "gotas nasais" deve ser evitado, pois estes remédios não resolvem o problema e, pelo contrário, pioram o entupimento nasal, podendo levar a vício. Além disso, prejudicam o olfato e podem provocar aumento da pressão arterial. Hoje existem sprays nasais que controlam os sintomas da rinite de forma segura tanto para a mãe como para o feto. 

Sinusite 
 A sinusite é a complicação mais comum da rinite alérgica e consiste na inflamação dos seios da face. Como a gestante não pode fazer exames de raios X, a doença é reconhecida pelo surgimento dos sintomas: dor de cabeça, obstrução nasal persistente, secreção catarral do nariz, febre ou mal estar. Em muitos casos o único sintoma da sinusite é uma tosse insistente com piora noturna. O tratamento é feito com antibióticos orientados pelo médico, de acordo com cada caso. 

Asma (ou bronquite alérgica ou bronquite asmática)
 A mulher portadora de asma pode melhorar ou piorar durante a gravidez. Não há como prever quem será “beneficiada” ou “prejudicada”, pois uma mesma mulher pode melhorar numa gravidez, piorar em outra e vice-versa. Existem ainda os casos onde a primeira crise de asma surge durante a gestação. É importante lembrar que as alterações hormonais da gravidez podem provocar sensação de falta de ar em qualquer gestante e isso não significa que seja asma. A própria gestação e o aumento da barriga levam a uma diminuição da capacidade de expansão dos pulmões e podem prejudicar a respiração, contribuindo para que a grávida sinta falta de ar. Por isso, é muito importante que o diagnóstico de asma seja feito pelo médico e não baseado em suposições. O tratamento da asma é sempre recomendado, pois se a mulher não respira suficientemente, o bebê vai receber menos oxigênio. Manter a doença sem controle na gravidez aumenta o risco de internações e as complicações tanto para a mãe como para o feto. Algumas gestantes necessitam usar remédios diariamente durante toda a gravidez, mesmo fora de crise, para controlar a asma e prevenir seu agravamento. Os medicamentos indicados para tratar asma podem ser mantidos na gravidez, sem danos para o feto, mas nunca devem ser usados sem orientação médica. O tratamento da gestante deve ser feito, sempre que possível, com medicamentos inalados, chamados popularmente de “bombinhas”, pois atuam diretamente nos brônquios e têm menos efeitos colaterais do que comprimidos e xaropes. Mas, tratar asma não se resume apenas aos remédios: é preciso procurar as causas e agravantes da doença e, se possível, afastá-los.

 ALERGIAS DA PELE NA GESTANTE 
 A pele se modifica na gravidez em resposta às alterações hormonais: fica mais ressecada, com aumento da transpiração, maior propensão a estrias e manchas, podendo surgir coceiras e outras alterações cutâneas. As doenças alérgicas cutâneas mais comuns na gestação são: 

 Dermatite atópica: É uma condição genética que pode piorar na gestação. Manifesta-se por lesões ressecadas, de aspecto eczematizado, em geral localizadas em dobras de braços, pescoço e pernas. A pele do corpo fica ressecada e irritada. O tratamento inclui antialérgicos e cremes próprios para melhorar os sintomas cutâneos. 

Dermatite de contato: pode ocorrer na gravidez e se relaciona ao contato com determinadas substâncias, como por exemplo o níquel contido em bijuterias, causando eczema e coceira no local do uso. Nem sempre é fácil identificar o produto causador da lesão, podendo ser necessário a avaliação de um especialista e a realização de testes cutâneos. O tratamento inclui cremes especiais, mas também o afastamento do fator que está causando a lesão.

Urticária: surgem placas avermelhadas acompanhadas de coceira em locais variados do corpo, em geral com duração fugaz. Pode ou não estar relacionada com a gravidez. A causa mais comum é o uso de medicamentos ou de certos alimentos. É importante esclarecer a causa para que se possa ter sucesso no tratamento. 

Dicas para a gestante alérgica
- Se você tem asma, não pare o tratamento ao saber da gravidez. Marque uma consulta com o seu alergista. Asma bem controlada não ameaça a gravidez: crises repetidas podem causar dano ao bebê. 
- Lave as narinas diariamente com soro fisiológico. 
- A pele fica ressecada na gravidez. Por isso, banhos não devem ser demorados e nem quentes. Não use buchas ou esponjas. Utilize sabonete para pele seca e aplique hidratante logo após o banho, com a pele ainda umedecida. 
- Alimente-se bem, incluindo verduras, legumes e ingestão de líquidos: sucos naturais ou água. 
- Amamente seu bebê: os remédios para alergia não impedem a amamentação. 
O leite materno é uma grande arma de defesa para o bebê, em especial nos primeiros meses de vida, quando a produção de anticorpos pelo organismo infantil ainda não começou.

4 Dê sua opinião:

mUnHóS disse...

Olá,
O caso aqui em casa é justo o da rinite alergica, minha esposa está de 3 meses e sofre bastante com a alergía ao polem e tudo que se espalha pelo ar nessa época de primavera, tendo em conta que é a estação atual de onde vivemos. Gostaría de saber que podemos fazer além das máscaras e filtros para o nariz e inalações de mentol e essas coisas naturais..?
E com o nebulizador que nos vai chegar logo,, que podemos por nele para ajudar na sua alergia?

Por favor, esperamos que nos possa dar uma luz para essa solução.
Obrigado

Clínica de Alergia - Policlínica Geral do Rio de Janeiro disse...

A sua esposa pode (e deve) ser tratada durante a gestação. Mas, peço sua compreensão: não é possível opinar ou indicar a medicação que deverá usar na nebulização, pela internet, sem examiná-la pessoalmente. Aconselho que entre em contato com o(a) alergista que trata dela e peça que oriente e esclareçasua dúvida de forma segura e adequada, tanto para ela, como para o bebê. Convido que escreva para nosso e-mail (blogdalergia@gmail.com) e enviaremos para você uma cópia em PDF do livro: “Alergia, doença do século XXI” onde falamos sobre o tema Gratos pela visita.

Anônimo disse...

Olá estou na ultima semana de gestação, no meu caso a minha barriga empolou e dá muita coceira, o que seria?

Clínica de Alergia - Policlínica Geral do Rio de Janeiro disse...

A pele se modifica muito durante a gravidez, devido a influência hormonal. Nem toda coceira nesta fase é causada por alergia. Para afirmar a causa das lesões que descreve, só mesmo examinando pessoalmente. Obrigado por visitar o Blog da Alergia.

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