22 fevereiro 2012

Asma mata?

Muitas pessoas têm asma no Brasil - calcula-se que cerca de 10% da população brasileira tenha a doença, entre crianças e adultos, o que significa um número em torno de 19 milhões de brasileiros. Mesmo assim, é ainda hoje, pouco conhecida pelo público, sendo chamada por nomes diversos como: bronquite asmática, bronquite alérgica ou simplesmente bronquite. 


A asma é responsável por faltas ao trabalho e à escola, dificuldade nas atividades diárias, prejuízo do sono e descanso de milhões de brasileiros, atendimentos de emergência, internações hospitalares, entre outros distúrbios. E, até hoje, a despeito dos enormes avanços científicos em seu tratamento ainda causa mortes Em 2009, foram 2.544, de acordo com dados do Ministério da Saúde.   


Na semana passada foram noticiados dois casos de morte por asma, sendo um em Brasília, numa criança de 13 anos e o outro, na Síria, num correspondente do Jornal New York Times, aos 43 anos de idade. Duas pessoas jovens, com acesso ao tratamento sucumbiram à doença. Motivos? Não cabe aqui discutir mas sim chamar a atenção para a importância do esclarecimento à população, dos fatores que devem ser combatidos, do esclarecimento de mitos e preconceitos que impedem o tratamento. 


A constatação é clara: poucos pacientes com asma seguem o tratamento corretamente. A maior dificuldade está no fato de que a asma é uma doença silenciosa, que permanece mesmo quando não se está em crise, mesmo quando a pessoa não sente nada. Assim, os remédios para controle da doença devem ser usados todos os dias, com ou sem crise, mas poucos seguem estas recomendações médicas. 


Mas, da mesma forma que cada pessoa é única, a doença também não é padronizada, manifestando-se de forma única em cada paciente. Por isso, exige uma avaliação personalizada de cada caso, dos fatores agravantes, dos fatores ambientais e pessoais envolvidos, bem como da escolha do tratamento em cada pessoa, seja um bebê, uma criança, adolescente, gestante ou idoso. 


Estas tristes notícias servem como alerta para a necessidade da educação e orientação sobre a asma à população brasileira. Nesta luta, o médico não pode ficar só: é preciso somar esforços de toda a sociedade, profissionais de saúde, associações de pacientes, organizações não governamentais, familiares, legisladores, governo, empresas, etc. 


Esperamos num futuro próximo que estas notícias sejam substituídas por outras, mostrando pessoas vencedoras em seus âmbitos de ação a despeito da asma. O sucesso dos programas de tratamento é um fato comprovado e todos ganham: os pacientes, pela reconquista de sua qualidade de vida e os gestores, por menores custos requeridos para controle comparados aos custos do mero atendimento ao resgate de crises.


Leiam o texto na íntegra, publicado na Folha de S Paulo, com a participação do Presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr João Negreiros Tebyriçá. 

9 Dê sua opinião:

Anônimo disse...

Obrigado, foi muito esclarecedor.
Rejane

Anônimo disse...

ricardo 33 anos paulinia :quando criança tive asma porem vivi ate este ano sem crise este ano depois que achamos um gato trucemos para casa tive 2 crises uma 5 dias de uti outro 10 dias em coma mais 5 dias de uti mais 8 dias no hospital com traqueostemia com parada cardiorespiratoria ,depois disso fiquei sensivel a varios medicamentos queria saber se tem alguma relaçao?tbem queria saber c uma vacina contra alergia de pelo de gato resolveria ja que fiz o teste e sei que tenho?

Clínica de Alergia - Policlínica Geral do Rio de Janeiro disse...

Ricardo: não tenho condições para emitir um parecer específico sobre seu caso, mas na maioria das vezes é recomendado o afastamento do gato de sua residência. Aconselho que procure um alergista em sua cidade para tratar de sua asma, controlar a doença e evitar as internações. Vale ressaltar que a asma deve ser tratada todos os dias e não só nas crises. O alergista poderá orientar a conduta mais adequada em relação ao animal, no seu caso. Gratos pela visita.

Anônimo disse...

Boa tarde me chamo Dani tenho 28 anos. Quando eu era criança eu descobri eu eu tinha asma, na época me tratei e melhorei dai pra frente abandonei o tratamento, depois de anos em junho de 2011 a asma se desencandeou la no meu trabalho colocaram remedio de barata em gotas (sem cheiro) na mesa que eu trabalhava depois de 10 minutos me deu uma crise tão forte que eu não podia nem sair do oxigênio que tinha la no meu serviço, nesse mesmo dia fui na emergencia levada pelo SAMU e depois de 2 dias em casa me recuperando a crise voltou muito forte, me levaram para o pronto socorro la mesmo ja cheguei desmaiada nem me lembro de nada, quando eu acordei depois de 3 adrenalinas eu eu estava no Cpape no CTI pra mim foi um susto eu nunca tinha ido p um lugar assim, ali fiquei 5 dias e depois + 5 na enfermaria, nessa época tive q ficar de inss pois o medico não me liberou p voltar ao trabalho e quando o inss me liberou voltei a trabalhar numa época de frio logo voltei a passar mal indo por serviço fui parar na emergencia novamente em crise fiz exames o medico constatou q eu eu estava com a asma atacada, com pneumonia e sinusite dali mesmo fiquei internada de novo no CTI e foram 6 dia no cti e 5 na enfermaria. Decedi parar de trabalhar p cuidar da saude, depois disso se passaram 5 meses me cuidando tomando os remedias prescrito pelo medico fui inventar de ir a praia no carnaval voltando da praia passei mal no caminho chagando na emergencia novamente desmaiada acordei no cti de novo o medico disse que eu sou alergica ao iodo da praia, essa 3ª internação foi a pior de todas fiquei entubada desenganada pelos medicos nada resolvia fiquei muitos dias ali no cti quando eu acordei muito fraca mal conseguia respirar o medico disse que eu era um milagre fiquei muito tempo la tomando muitos remdios e antibioticos mas consegui ir pra casa, depois disso comecei a fazer tratamento com um medico que é alergista, imunologista e pneumo faço tratamento com ela ja tem + de 1 ano tomo vacinas de alergia, faço nebulizações 2 vezes por dia estando bem, uso seretide 50/500 3 vezes por dia mesmo estando bem, antialergicos e remedio do nariz mando fazer na farmacia de manipulação sem corantes, ja tem 1 ano que não dou mais crise voltei a trabalhar faço faculdade de TI e sigo meu tratamento a risca. Essa é minha experiência de vida.

Clínica de Alergia - Policlínica Geral do Rio de Janeiro disse...

Dani: muito obrigado por enviar seu depoimento que certamente inspirará muitas pessoas a buscar tratamento, superar a asma e conquistar qualidade de vida. Um abraço!

Anônimo disse...

Eu trabalhava com produtos químicos para descolorir os pelos. Depois de alguns anos fiquei alérgica aos produtos.hoje meu sonho é pintar meu cabelo fazer luzes e nao posso. Quando tenho um contato em salão so em esta no ambiente fico com falta de ar. Minha garganta ja quase fechou meus olhos ficarao bem vermelhos uma epoca. O que faco?

Clínica de Alergia - Policlínica Geral do Rio de Janeiro disse...

Infelizmente não é possível atender sua aolicitação e orientar pela internet sem analisar seus dados clínicos de forma criteriosa e pessoalmente O caminho mais adequado é procurar o(a) alergista para que seja definido o diagnóstico do tipo de alergia que apresenta e definido o tratamento adequado. Agradecemos sua visita ao Blog da alergia.

Lilian Fersi disse...

Olá, eu tive muitas crises de asma quando criança a ultima e mais forte foi quando eu tinha 12 anos. Desde então nunca mais tive nenhuma crise de asma e não faço nenhum tratamento, será que ela pode voltar? Eu tenho medo de voltar e vir muito forte.
Alguém pode me dar mais informações!?

Clínica de Alergia - Policlínica Geral do Rio de Janeiro disse...

Lilian: não posso opinar sobre seu caso. A asma pode ocorrer na infancia e não mais voltar. Mas, algumas pessoas podem voltar a ter asma na idade adulta, enquanto outras podem iniciar a asma (sem ter apresentado na infancia) na idade adulta. Aconselho que procure um alergista e peça que a oriente.

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