29 Agosto 2011

Tem certeza de que é alergia?

Muitas pessoas pensam que têm uma alergia mas não procuram um médico para confirmar o diagnóstico. Esta situação pode ser facilmente constatada lendo os comentários enviados para o blog. 


Mas, certamente não é o ideal. Fazer o diagnóstico, confirmar se é uma alergia e qual o seu tipo é importante para a escolha do tratamento correto. Embora os sintomas possam ser parecidos, nem sempre terão a mesma causa. Tomemos como exemplo uma coceira: é um sintoma comum que pode acompanhar diversas situações, desde uma pele ressecada e irritada até doenças graves. Nem toda coceira é causada por alergia. Este mesmo raciocínio pode ser feito para a tosse, que pode ter causas variadas e nem sempre alérgicas. Nas lesões cutâneas, nem se fala: é essencial examinar a pele para fazer o diagnóstico. Até porque,uma mesma lesão pode acompanhar diversas doenças.


A falta do diagnóstico poderá atrasar o início de um tratamento correto e impedir a melhora de uma doença. O ideal é procurar um médico especialista em Alergia e, na falta deste, um clínico geral, para receber uma orientação adequada. A base para o reconhecimento de uma doença ainda é a anamnese, ou seja, a coleta de informações feita pelo médico durante a consulta. O exame físico complementa estas informações. Testes e exames poderão ser necessários para finalizar o diagnóstico, como base para um tratamento adequado.  

20 Agosto 2011

Parabeno em cosméticos: de olho nos rótulos



Parabeno (ou Paraben) é uma substância comumente usada como conservante em cosméticos e produtos de higiene pessoal. Seu uso tem objetivo de prevenir a formação de bactérias e fungos, evitando assim a contaminação do produto. Mas, em algumas pessoas sensíveis, pode ocasionar alergia.

Pessoas alérgicas ao parabeno podem tolerar o uso do produto na pele intacta, mas reagem quando a aplicação é feita sobre uma área em que a pele esteja inflamada.

Rótulos podem conter estes nomes:
Paraben, Isobutil paraben, Propil paraben, Metil paraben, Etil paraben, Benzil paraben. O teste de contato em geral é realizado com uma solução mista dos principais parabéns.

Produtos relacionados
Ácido para-aminobenzóico (PABA) e parafenilenodiamina.

Relatos de que os parabenos podem fazer mal à saúde e inclusive causar câncer são controversos. Na França, em Maio 2011, foi aprovada lei vetando seu uso em cosméticos. A Anvisa e o FDA (órgão americano) não chegaram à mesma conclusão.

Cosméticos que podem conter parabenos:
Shampoos, cremes, hidratantes, loções, maquilagem, batons, loções para barba, sabonetes, protetores solares, produtos para depilação. Se você tem alergia de contato a esta substância, é recomendado que leia atentamente o rótulo antes de usar qualquer cosmético.

Leia sobre o tema no site do FDA.
(o texto está em inglês, mas pode ser revertido para o português no Google tradutor). 

14 Agosto 2011

Rinite alérgica

Espirros, nariz entupido, escorrendo, voz fanhosa, olhos lacrimejando. Coçam os olhos, o nariz, os ouvidos e a garganta... Gripe? Resfriado? Não, é a rinite alérgica! Doença pouco valorizada, mas que pode incomodar bastante, com suas crises repetidas. A rinite não mata e não é uma doença incapacitante, mas pode trazer sérias conseqüências para a pessoa. 


Na rinite persistente leve, os sintomas de uma forma geral, não incomodam o paciente, o sono permanece normal e as atividades diárias, profissionais ou de lazer não são comprometidas. Nos casos de rinite persistente moderada ou grave, há um nítido comprometimento das atividades diárias bem como do lazer. Noites mal dormidas, dificuldade de concentração, sonolência durante o dia, interferem e atrapalham o dia a dia do paciente em qualquer idade, seja uma criança, um adolescente, adulto ou uma pessoa idosa: sua qualidade de vida é afetada, comprometendo seu convívio social.  Mas, não pára por aí: a inflamação da mucosa nasal pode envolver também outros setores próximos (seios da face, ouvidos, olhos, garganta, pulmões) e resultar em outras doenças, chamadas de "comorbidades da rinite alérgica".


Portadores de rinite são mais suscetíveis às infecções respiratórias. A rinite alérgica tem sido associada com sinusite. Devido a obstrução, há acúmulo de muco dentro da cavidade e diminuição da tensão de oxigênio, dificultando os mecanismos de defesa e facilitando à infecção. Os pacientes podem ter coriza, gotejamento pós-nasal, dificuldade para respirar pelo nariz, cefaléia, dor de garganta, tosse, sensação de entupimento dos ouvidos, otalgia, diminuição da audição e “sensação de ouvido cheio”. A rinite pode se associar a outras complicações, como por exemplo: amigdalites, otites, conjuntivites, laringites, traqueítes, tosse crônica, etc. 


Outro aspecto muito importante é que a presença da rinite pode desencadear ou agravar crises de asma. Na verdade, a maior parte dos asmáticos tem rinite. É comprovado que o tratamento da rinite melhora a asma, diminui a hiperresponisívidade e proporciona redução das crises, das internações por asma e suas complicações.


A principal razão para se tratar a rinite é conquistar o bem-estar do paciente e melhorar sua qualidade de vida. Para isso, existem remédios para tratar crises e outros para controlar a inflamação da mucosa nasal e prevenir novas crises. Mas, tratar não é só tomar remédios, sendo importante que o paciente seja orientado sobre a doença, sobre as  medidas ambientais  e sobre seu tratamento. A imunoterapia (vacina para alergia) é essencial para a melhora dos sintomas mas também para o controle da doença a longo prazo. 


O nariz, como parte superior do trato respiratório, é um condicionador de ar para os pulmões. O funcionamento adequado do nariz é essencial para a manutenção das funções dos pulmões. Em resumo, a rinite não mata, mas... maltrata!




Caso queira receber a cópia em PDF do livro "É mais feliz quem respira pelo nariz", 
solicite no e-mail: blogdalergia@gmail.com.

01 Agosto 2011

Asma - Bronquite Alérgica - Bronquite Asmática

Asma - doença crônica dos pulmões que tem como principal característica a presença de uma inflamação nas vias respiratórias que provoca um aumento da sensibilidade à vários estímulos (hiperreatividade ou instabilidade dos brônquios). Estes brônquios instáveis, ao serem provocados (por exemplo – pela poeira) fazem surgir os sintomas da asma. Muitas vezes é chamada de bronquite alérgica ou de bronquite asmática.

Os sintomas da asma variam em cada pessoa, mas os principais são:
- Sensação de “peito preso”,
- Falta de ar, cansaço fácil
- Chiados
- Tosse (com ou sem catarro)

Como a asma se manifesta:
• A asma pode ser uma doença esporádica, com sintomas leves – por exemplo uma tosse, que “vai e vem”. É a asma leve ou esporádica
•Em outros casos, os sintomas já surgem com maior frequência - mais de duas vezes por semana e menos de uma vez ao dia. É a chamada asma leve persistente
•Se os sintomas passam a ser mais frequentes, com crises mais de duas vezes por semana e podendo durar dias, já caracteriza uma asma moderada persistente.
•Os casos mais graves, acompanham-se de crises diárias, com falta de ar evidente, e prejuízo da qualidade de vida da pessoa: é a asma grave.  Os casos graves são fáceis de reconhecer. Atenção para os sintomas leves e procure um alergista. Lembre-se:
“Prevenir é melhor do que remediar”

Causas de asma:
A asma pode ser causada por vários fatores, alérgicos ou irritantes, como por exemplo:
• Alergia: poeira, ácaros, mofo, pêlos de animais, baratas.
• Infecções: viroses - como as gripes e resfriados, ou ainda as sinusites.
• Irritantes: mudanças de tempo, fumaças, odores ativos
• Esforço físico exagerado
• Aspectos emocionais
• Outras causas: alguns tipos de medicamentos, alguns alimentos, refluxo gastro esofágico, causas hormonais, fatores relacionados ao trabalho ou à escola, asma provocada por outras doenças, entre outras.

O tratamento da asma engloba:
• Aprender a entender a doença e como reconhecer uma crise bem no seu início
• Saber os sinais de que uma crise está piorando e se é preciso ir à emergência
• Procurar conhecer causas e afastá-las se possível. Para isso é preciso mudar hábitos da pessoa e de sua família.
• Entender os remédios: para crises (remédios de alívio) e para controle (preventivos ou antinflamatórios): para que servem, efeitos colaterais, etc.
• Entender sua função pulmonar. Uma boa ajuda é medir o Pico de Fluxo ou “Peak Flow”
• Condicionamento respiratório e fisioterapia - nos casos indicados
• Educação do paciente e de sua família
Dicas:

Avalie com seu alergista se a sua asma está bem controlada.
• Mantenha sua casa limpa e arejada. Verifique se há foco de mofo ou infiltrações
• Tenha cuidado com seu quarto: colchões e travesseiros forrados, retire tapetes, almofadas, bichos de pelúcia. 
• Evite ter animais em casa, mas se já tiver: dê banho toda semana e afaste-o de quartos – não deixe que subam em móveis ou nas camas
• Não fume! Não deixe que fumem junto aos alérgicos
• Previna-se contra gripes. Fale com seu médico sobre as vacinas preventivas.
• Vá ao médico regularmente
• Faça uso dos remédios de controle mesmo quando você está bem.
• Atenção: se você está usando o remédio de alívio constantemente, você não está bem!
• Não tenha medo de bombinhas ou de cortisona. Mas só use com orientação médica.
Procure ter uma vida saudável: alimente-se bem, mantenha suas atividades.
A asma bem controlada permite uma vida normal!
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