28 Julho 2011

Pele seca no inverno


A pele da pessoa alérgica, seja um adulto ou uma criança, é mais ressecada, irritada e sensível.Por isso, reage com estímulos do ambiente e pode apresentar coceira, descamação e vermelhidão com facilidade. No caso da atopia, as lesões são mais comuns em dobras (pescoço, braços e pernas), caracterizando a dermatite atópica. No inverno, o ressecamento cutâneo tende a agravar, podendo provocar muitos incômodos. O que fazer para evitar este problema? 

Veja as dicas abaixo:


- Reduza o número de banhos: um por dia é o ideal.  
- Caso tome mais de um, prefira banhos rápidos (chuveiradas), sem sabonete.
- Banhos não devem ser quentes nem demorados. Não use buchas ou esponjas. 
- Use sabonetes suaves, para peles sensíveis.
- Não há necessidade de passar sabonete no corpo todo. Use nos pés, axilas, virilha e regiões genitais.
- Ao secar, utilizar toalha macia, enxugando sem esfregar ou friccionar a pele.  Aplique diariamente, logo após o banho, em todo o corpo.
- Atenção à alimentação: prefira alimentos naturais,  evitando produtos artificializados. Beba bastante líquido.
- Lave as roupas guardadas antes do uso.
- Não esqueça de usar protetor solar, sempre que se expuser ao sol.

Leia mais:

17 Julho 2011

Poluição e Alergias

A relação entre a poluição ambiental e as alergias respiratórias é bem estabelecida. É sabido que níveis aumentados de poluição provocam ou acentuam a inflamação na mucosa dos brônquios, fazendo com que o alérgico produza mais secreção, além de afetar os mecanismos naturais para a sua eliminação. Sendo assim, a secreção acumulada favorece as crises de asma, rinite e infecções respiratórias.

A equipe da UERJ realizou um filme sobre o trabalho de pesquisadores que monitoram a qualidade do ar do estado do Rio de Janeiro. O projeto é da UERJ e avalia os pontos críticos de poluição da cidade, bem como os possíveis danos que o convívio com a poluição do ar pode causar. Além disso, mostra a relação entre a poluição do ar e o agravamento das alergias, principalmente durante o inverno.  Veja o filme: Poluição e doenças alérgicas 

Leia também o texto sobre Poluição e doenças alérgicas, publicado em 2007 no Blog da Alergia. 

12 Julho 2011

Cosméticos para bebês


Cheirinho de bebê ... 
Será que é preciso mesmo usar produtos cosméticos nas crianças pequenas?
Xampu, condicionador, talco líquido e creme hidratante enchem prateleiras de farmácias, supermercados e lojas. A oferta aumenta para as crianças com mais idade: perfumes, maquiagens, esmaltes, creme de pentear para cabelos com cachos e por aí vai. Mas será que eles realmente precisam de tudo isso para ficar limpinhos e cheirosos? Quem responde a esta pergunta são os médicos da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). As mães devem ter cuidado nos primeiros meses de vida do bebê.

- Abaixo dos seis meses não há indicação de uso cosméticos, apenas sabonete neutro e um pouco de xampu também neutro. Nada além disso. Bebês ainda têm o sistema de defesa imaturo. Por isso, há maior risco de infecções, irritações e alergias. A regra é clara: “quanto menos, melhor”.

- O que eles precisam para estar limpos é um sabonete de pH 5,5 e água. O uso de hidratantes e óleos deve ser reservado para casos especiais de peles ressecadas, seja por doenças [como a dermatite atópica], seja por condições ambientais [inverno, aquecedores e baixa umidade do ar]. O uso incorreto destes produtos pode retirar a proteção natural da pele dos bebês. Quanto mais se usa, mais a proteção sai. Ou seja, até mesmo os hidratantes devem ser usados com orientação médica.

Quais são os produtos que um bebê não deve usar?
Perfume forte, condicionador, qualquer produto com cheiro ativo, maquiagem, esmalte, hidratantes (em especial os hidratantes de uso adulto, que contém componentes que podem irritar a pele, causar vermelhidão e coceira).

O que usar em cada idade?
De zero a seis meses: apenas sabonete e um pouco de xampu neutro.
A partir do seis meses: são indicados filtros solares específicos para a idade e, se necessário, hidratante com indicação médica.
A partir dos dois anos: estão liberados os cosméticos próprios para crianças.

Como escolher corretamente o produto?
O pH ideal dos sabonetes infantis ou hipoalergênicos deve ser ao redor de 5. É fundamental usar produtos específicos para bebês, que sejam regulamentados pela Anvisa e autorizados para uso infantil. Observe os rótulos: por exigência da Anvisa, eles devem ter orientações básicas de uso, serem dermatologicamente testados ou hipoalergênicos.

O que se deve evitar?
- Limpar a região da fralda com lenços umedecidos, que contenham fragrância e outras substâncias químicas. Os médicos indicam água morna e sabonete neutro.
- "Pomadinhas" só com prescrição médica.
- Evitar uso de perfumes. 
- Crianças pequenas não devem pintar as unhas, pois ficam expostas precocemente a substâncias potencialmente alergênicas.
Fonte: R7

03 Julho 2011

7 Passos para Superar a Asma






1) Tenho asma desde criança, fui criada mais em hospital do que em casa. As minhas crises eram fora do controle. Algumas viaturas da policia passavam toda madrugada na minha rua e muitas me abordavam. Eu sentava em um banquinho esperando que passassem para me levar ao pronto socorro. Após ter um pouco de condições comprei um inalador que me ajudou muito, mas não podia viajar de onibus, pois tive que descer no meio do caminho para fazer inalação e ai comprei um que ligava no acendedor do carro, imagina eu no onibus fazendo inalação. Eu utilizava bombinha direto, não conseguia nem subir escada, dormia com o inalador ao lado já com a medição, pois fazia toda madrugada. Em uma consulta médica a Dra me receitou um remédio para controle. Eu não comprei era muito caro. Na segunda consulta ao subir a escada passei mal e a Dra me deu uma amostra grátis. Minha vida mudou, eu subia 10 andares e não sentia a sensação do coração sair pela boca. Para mim foi e é um santo remedio.

2) Tenho asma desde criança. O problema é que agora as crises são mais frequentes, vivo com o pulmão fechado e uso constantemente a bombinha. Estou aflito. Vivo em busca de chás, garrafadas e assemelhados. Como posso sair dessa?

Estes depoimentos tem um ponto comum: a asma - também chamada de bronquite alérgica, bronquite asmática ou simplesmente bronquite. Mas na verdade são bem diferentes, porque no primeiro caso foi possível controlar a doença e alcançar a qualidade de vida. E como é possível controlar a asma?


7 Passos para superar a asma

Não é uma receita de bolo. A asma é uma doença que resulta da interação entre fatores genéticos combinados a fatores ambientais (e pessoais). A medicina atual tem poucos recursos para modificar a genética de uma pessoa. Mas, é possível atuar nos fatores ambientais e pessoais para superar a doença. A equipe do Blog da Alergia tem algumas sugestões para ajudar você a controlar sua asma e ter uma vida saudável. 

1. Aprender sobre a doença
A asma é cercada de mitos e preconceitos. Por isso, o primeiro passo é conhecer sua doença para ter tranquilidade e segurança e tratar sem medo. Existem associações de asmáticos que poderão ajudar você: Conheça a ABRA e a GINA.

2. Evitar os fatores provocadores de crises
Nem sempre é fácil, mas você pode observar e identificar as causas principais de crises. Assim será possível criar uma estratégia para evitá-las. Por exemplo, se gripes são causadoras de crises, não deixe de aplicar anualmente a vacina contra a influenza. Se os ácaros da poeira pioram os sintomas, dê uma atenção especial à limpeza de sua casa (leia:poeira e ácaros ). E se tiver casa de veraneio, cuide do ambiente. Uma causa de crises de asma que é pouco valorizada é a Rinite Alérgica: trate seus sintomas nasais para controlar sua asma

3. Tratar a alergia: imunoterapia
O tratamento com vacinas ou imunoterapia específica está indicado para os casos onde a alergia é comprovada. Tem objetivo de modular o processo alérgico que compõe a inflamação da asma e da rinite alérgica, bem como reduzir a sensibilidade aos alérgenos. 

4. Usar medicação todos os dias e não só nas crises
Não espere ter sintomas para tratar sua asma: existem medicamentos que atuam na inflamação dos brônquios e que devem ser usados todos os dias, mesmo que você esteja bem, para evitar as crises. Não tenha medo de usar os remédios inalados  pois atuam mais rápido, têm doses menores e causam menos efeitos colaterais.

5. Monitorizar sua função pulmonar
O acompanhamento da asma deve incluir a monitorização da função pulmonar, que pode ser feita através da espirometria ou de forma resumida, com um aparelho medidor do sopro (pico do fluxo expiratório). Mas, se você não tiver um medidor, o seu alergista poderá ensinar a monitorizar seus sintomas e assim poder reconhecer as crises ainda leves, antes que piorem. Os antigos diziam: "é de pequenino que se torce o pepino" o que é verdadeiro na asma: tratando crises leves, é possível na maioria das vezes evitar o agravamento e o sofrimento acarretado pela doença.
 
6. Ter um Plano de Ação
O seu alergista pode orientar as atitudes que deve ter, quais são suas medicações diárias, como lidar com crises, como controlar seus sintomas e o que fazer se tiver piora.

7. Hábitos saudáveis
Alimente-se bem. Melhore sua capacidade física Mantenha o acompanhamento e as  consultas com seu alergista. 
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