28 Julho 2010
ALERGIA NO PODER JUDICIÁRIO
O Supremo Tribunal Federal noticiou em sua página que tornou obrigatório o envio eletrônico de mais 8 tipos de processos. Com esta mudança, o sistema que funciona por meio do Portal do Processo Eletrônico, receberá, ao todo, 15 tipos de processos, através da internet.
Informa o STF: “A medida proporciona agilidade na análise das ações, além de diminuir custos e reduzir o impacto ambiental, devido à eliminação de grande parte do uso de papel, tinta de impressora, combustível de trânsito das partes e advogados, entre outras pequenas ações que afetam direta e indiretamente o meio ambiente”.
Além disso, esta medida traz um ganho adicional: além de agilizar, haverá certamente uma diminuição progressiva dos processos em papel, o que acarretará com a diminuição de poeira acumulada.
Advogados, juízes e funcionários que manipulam estes processos estão sujeitos a apresentar sintomas de alergias respiratórias como a asma e a rinite alérgica, além de um sem-número de co-morbidades como: sinusites, irritações na garganta, rouquidão, tosse crônica, entre outras.
As doenças alérgicas recorrentes acarretam custos, pois o funcionário doente falta o trabalho, prejudicando o andamento. Em algumas pessoas as queixas não são intensas, mas com o passar do tempo, podem se tornar persistentes, acarretando em queda na qualidade de vida e diminuição na dedicação e no rendimento laborativo.
Concluindo, uma pequena vitória para os alérgicos que trabalham no judiciário.
Esta notícia foi colocada no Twitter da Maria Alérgica e maiores detalhes podem ser lidos diretamente no site do STF .
25 Julho 2010
Poeira domiciliar
Poeira de casa: é uma mistura de partículas como
*Ácaros (fragmentos e fezes)
*Baratas (fragmentos e fezes)
*Restos de alimentos
*Peles, penas e pêlos de animais
*Restos de insetos
*Descamação de pele humana
*Bactérias
*Pólens de plantas
*Fibras de tecidos
*Mofos (fungos)
ÁCAROS
Os ácaros são “insetos” microscópicos e, dentre as diversas espécies destacam-se: “Dermatophagoides Pteronyssinus” e “Blomia Tropicalis”. Ninguém enxerga os ácaros, mas eles vivem ao nosso redor. Alimentam-se de descamação de pele humana e restos de alimentos, vivendo, portanto, onde vive o homem. Encontram-se principalmente na poeira de casa, que pode conter centenas destes em cada grama. Desenvolvem-se melhor no clima úmido e frio, predominante no Brasil de maio a outubro. Por isso os alérgicos costumam piorar no inverno. As crises de alergia são causadas pelos fragmentos dos corpos dos ácaros mortos e suas fezes que, com o tempo, tornam-se um pó fino e vão se depositar nos tapetes, colchões, estofados, agasalhos etc.
CONTROLE DE AMBIENTE
• Manter o quarto de dormir bem arejado e ensolarado. Evitar móveis e objetos desnecessários que possam juntar pó. As cortinas devem ser lavadas freqüentemente.
• Conservar todas as roupas, livros e objetos em armários de portas fechadas.
• Fazer a limpeza diariamente em toda a casa usando pano úmido (principalmente nas beiradas da cama e cantos do quarto).
• Usar onde possível pano com álcool. Pelo menos uma vez cada 15 dias retirar o colchão, limpar o estrado da cama e embaixo desta.
• Remover todos os tapetes e carpetes. O chão deve ser de material liso. Caso não seja possível, colocar plástico por cima do carpete.• Evitar levantar muito pó. Não usar vassouras nem espanadores. Fazer a limpeza na ausência do alérgico. E, se não tiver outro jeito, deverá usar máscara protetora.
• Evitar desinfetantes, inseticidas e outros produtos com cheiros fortes (como perfumes, talcos, tintas, ceras etc). Preferir o uso de álcool como desinfetante em casa.
• Não permanecer em cômodos úmidos e fechados. Combater o mofo, focos de infiltração e umidade. Evitar lidar com papéis, roupas e objetos guardados muito tempo.
• Usar colchões, travesseiros e almofadas de espuma e revestidos com capas antialérgicas ou com plástico. A cama deve, se possível, ficar afastada da parede do quarto. Trocar o travesseiro por um novo no início de cada inverno.
• Evitar roupas e cobertores de lã ou com pêlos. O cobertor deve ser forrado com pano. Dar preferência aos edredons. Trocar todas as roupas de cama, ao menos duas vezes por semana. Caso durmam outras pessoas no mesmo quarto, proceder do mesmo modo.
• Usar agasalhos de malha, couro ou náilon, de acordo com o tempo, sem excessos. Lavar e passar a ferro quente todas as roupas guardadas muito tempo.
• Evitar animais com pêlos ou penas em casa. Caso haja, intensificar ao máximo a limpeza do animal e de toda a casa.
• Não fumar. E não permitir que fumem perto das pessoas alérgicas.
OUTRAS RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES
O controle de ambiente deve visar basicamente o quarto de dormir e a sala de televisão, pois neles o alérgico passa a maior parte de seu tempo. Este procedimento tem como objetivo evitar as causas das reações alérgicas, pois normalmente os tratamentos alopáticos e homeopáticos para alergia atuam apenas nas conseqüências que são os sintomas. Se interrompidos, o quadro alérgico tende a retornar novamente.
As dificuldades práticas para se evitar totalmente o contato com os ácaros levam à necessidade de utilizar a imunoterapia (vacina). Este tratamento alcança bom resultado, quando realizado com regularidade, por um período prolongado. É o único que vai atuar no mecanismo da reação alérgica, tanto especificamente, diminuindo a sensibilização ao alérgeno, quanto inespecificamente, aumentando a imunidade (defesas do organismo) do alérgico.
As pessoas com alergia respiratória devem adotar também medidas que previnam as crises e fortaleçam o organismo para melhor enfrentá-las. Dentre elas destacam-se:
• Passeios freqüentes – praias, piscinas, parques. Procurar permanecer o máximo de tempo ao ar livre.
• Prática de esportes – natação, ciclismo, corrida e ginástica.
• Preferência pelo banho mais frio (banhos rápidos e não quentes). Importante para habituar o organismo a mudanças de tempo. Não temer ingerir gelados.
• Realizar exercícios respiratórios específicos, ou seja, fisioterapia respiratória.
• Emprego de medicamentos profiláticos. Administrados regularmente, de modo constante, “mesmo que esteja bem”, pois são substâncias de uso preventivo, para evitar as crises.
18 Julho 2010
Asma, Rinite e Dermatite atópica: samba de uma nota só
Asma, rinite e dermatite atópica podem coexistir numa mesma pessoa.Não é raro que crianças portadoras de dermatite atópica apresentem também asma e rinite alérgica, completando o quadro das chamadas doenças “atópicas”.
ATOPIA é um quadro alérgico descrito por autores americanos – Coca e Cooke – em 1923, para agrupar os portadores de uma constituição alérgica hereditária, que apresentavam eczema, asma e rinite, com testes cutâneos positivos para inalantes e alguns alimentos. Ou seja, a pessoa atópica já nasce predisposta para um "pacote" de alergias.
Em geral a alergia na pele surge mais cedo, ainda na primeira infância. A pele da criança atópica é bastante especial: hiperirritável, coçando muito, ressecada, suando e retendo suor com facilidade, gerando as lesões na pele. No bebê as lesões mais características se localizam na face, que se mostra irritada e avermelhada nas bochechas, com fina descamação. Na criança maior e no adulto, a pele já está mais acometida, engrossada e escoriada pelo ato de coçar. As lesões se localizam principalmente em dobras de braços e pernas, mas podem se mostrar graves, acometendo várias partes do corpo.
Mas, a dermatite atópica raramente anda sozinha: em cada três portadores da doença, dois apresentam alergia respiratória. Com o passar do tempo, surgem os sintomas da rinite: espirros em salva, coriza (nariz sempre escorrendo), congestão nasal constante, além de coceira repetidamente em olhos, nariz, garganta e ouvidos. A repetição das crises passa a provocar outros problemas, surgindo ainda: infecções (sinusite, otite, amigdalite, etc.), tosse crônica, respiração bucal, ronco, voz anasalada, alteração de olfato, paladar, entre outras complicações. Sabe-que que a rinite é um fator de risco para surgir a asma.
A asma se apresenta com crises de intensidade variável que se acompanham de: falta de ar, cansaço, chiados, tosse. Cerca de 80% das pessoas que têm asma, têm também rinite alérgica.
Dermatite atópica, asma e rinite alérgica, têm muito em comum:
- A história de casos na família é encontrada nas três condições. Crianças que têm pais com asma, rinite ou dermatite atópica têm quase o dobro de chances de desenvolver a alergia.
- A sensibilidade aos inalantes e ácaros da poeira domiciliar acompanha todos os casos, podendo precipitar crises de asma, rinite e dermatite atópica.
- Os medicamentos antialérgicos poderão ser úteis nas três situações.
- Corticóides são usados na forma de cremes na dermatite atópica e nas formas inaladas para uso intranasal na rinite e para inalação oral na asma.
- Medidas de controle contra poeira e ácaros no ambiente da casa do alérgico beneficiarão todos os casos.
- A imunoterapia (vacina para alergia) está indicada no tratamento, em especial quando as alergias respiratórias (asma e rinite) estão presentes.
O fato é que a dermatite atópica, a rinite alérgica e a asma têm características clínicas, genéticas e imunológicas semelhantes. Estudos tentam demonstrar o verdadeiro elo de união entre elas. Pesquisas adicionam dados novos. Seriam as três na realidade uma só doença, manifestando-se de forma diferente e acometendo órgãos diferentes em cada caso? Samba de uma nota só? O futuro responderá.
O acompanhamento feito pelo médico alergista engloba um plano de tratamento integrado, acompanhando o paciente como um todo, e não de forma setorizada. E, ao mesmo tempo, é preciso buscar um tratamento personalizado, ou seja, levando em conta as características individuais (seja um bebê, criança, adolescente ou adulto), de modo a combater crises, equacionar causas e controlar a doença, proporcionando qualidade de vida ao paciente.
11 Julho 2010
Sinusite - respondendo à leitora
Por favor, fale sobre sinusite: sintomas, tratamentos, modo de evitá-la e porque alérgicos têm mais tendência a tê-las. Como um alérgico pode evitar tanto a sinusite como a rinite? Eu sou alérgica e apresentei sintomas da sinusite. Agora ela faz parte da minha vida! Ana P.L.
A palavra sinusite (sinus=seio, ite=inflamação) significa inflamação dos seios da face, também chamados de seios paranasais. É bem difícil falar de sinusite sem falar da rinite. A sinusite é a complicação mais comum da rinite alérgica. Por isso, o nome usado pelos especialistas é: Rinossinusite.
O que são seios da face?
Os seios da face (ou paranasais) são cavidades ocas e aeradas nos ossos da face e que servem para: 1) ressoar a voz 2) equilibrar o peso da cabeça 3) ajudar na circulação do ar e na eliminação de secreções 4) auxiliar o nariz em suas funções.
A mucosa que reveste os seios paranasais é bem parecida à mucosa do nariz. Por isso, é tão fácil que a inflamação nasal se propague até os seios da face.
Quais são os seios da face?
Os seios paranasais levam os nomes dos ossos onde se situam: seios maxilares, frontais, etmoidais e esfenoidais.
Como surge a sinusite?
A sinusite resulta da ação de um microorganismo (pode ser bactéria, vírus ou fungo) ou de alergia, que penetra nos seios da face, provoca inflamação e secreção, que fica retida, obstruindo os espaços de circulação do ar e originando os sintomas. Em geral um quadro nasal (resfriado, gripe ou alergia) precede a sinusite. Embora seja uma situação mais rara, a sinusite também pode resultar de outras doenças, problemas dentários, etc. Mulheres grávidas podem ter maior predisposição a gripes, rinites e sinusites.
Quais são os sintomas da sinusite?
Os sintomas variam em cada caso. Nas sinusites agudas (de início recente) é comum a dor de cabeça (cefaléia), congestão nasal, secreção de aspecto catarral ou até mesmo purulenta, mal estar e até febre. Algumas pessoas se queixam de mau odor ao respirar e de sensação de escorrimento de secreção por trás das narinas.
Nas sinusites crônicas (de longa data) e repetidas, a dor de cabeça, a febre e o catarro podem ou não estar presentes. Nestes casos, a tosse, seca e com piora noturna e ao acordar pela manhã, é o sintoma mais comum, em especial nas crianças.
Muitas crianças que têm tosse são tratadas apenas com xaropes, não melhoram, mas na realidade são portadoras de sinusite e necessitam de tratamento específico.
Como interpretar um RX?
A radiografia simples dos seios da face é uma maneira simples de confirmar o diagnóstico da sinusite. Mas, este exame deve ser interpretado com muito cuidado e sempre relacionado aos sintomas do paciente. Existem algumas imagens que podem confundir o médico levando a pensar que seja sinusite, em especial nos alérgicos e que não são passíveis de tratamento. Por exemplo, um espessamento dos seios maxilares pode ser discreto e resultar da alergia repetida e crônica. No entanto o mesmo espessamento, dependendo do aspecto pode ser significativo da doença.
A tomografia computadorizada dos seios paranasais é capaz de mostrar mais detalhes e orientar a escolha terapêutica.
Como tratar a sinusite?
Em casos mais leves, antialérgicos associados a descongestionantes são úteis para controle dos sintomas. Lavagens nasais com solução fisiológica podem auxiliar na melhora.
Embora exista a obstrução nasal, não se recomenda o uso de gotas nasais – se não houver outro jeito, usar no máximo 4 a 5 dias. Os casos mais intensos e comprovadamente infecciosos se beneficiarão com uso de antibióticos, por tempo longo – não menos de 15 dias. Passada a crise, é essencial tratar a rinite e a alergia através da imunoterapia (vacinas para alergia) O controla ambiental no domicílio contra os ácaros da poeira de casa também contribuirá sobremaneira para a melhora do paciente.
Se a pessoa não corrige o seu ambiente, convivendo com poeira, umidade, carpetes, tapetes, livros, cortinas e bichos de pelúcia estará mais propenso à rinossinusite. Fatores irritantes atuando sobre a mucosa nasisinusal inflamada podem agravar o problema, como por exemplo, ar refrigerado e ventilador sem conservação, fumaça de cigarro, etc.
Sinusites repetidas devem ser avaliadas sobre a necessidade de procedimento cirúrgico, em especial nos casos onde há outras condições associadas, como por exemplo, poliposes, desvios acentuados do septo nasal ou em caso de variantes anatômicas.
Como prevenir a sinusite?
A melhor maneira de prevenir a sinusite é tratar os fatores que podem predispor ao seu aparecimento. O alergista analisará seus dados clínicos e julgará a necessidade de tratamento da rinite alérgica, evitando assim que a rinossinusite se instale e/ou se torne crônica.
A palavra sinusite (sinus=seio, ite=inflamação) significa inflamação dos seios da face, também chamados de seios paranasais. É bem difícil falar de sinusite sem falar da rinite. A sinusite é a complicação mais comum da rinite alérgica. Por isso, o nome usado pelos especialistas é: Rinossinusite.
O que são seios da face?
Os seios da face (ou paranasais) são cavidades ocas e aeradas nos ossos da face e que servem para: 1) ressoar a voz 2) equilibrar o peso da cabeça 3) ajudar na circulação do ar e na eliminação de secreções 4) auxiliar o nariz em suas funções.
A mucosa que reveste os seios paranasais é bem parecida à mucosa do nariz. Por isso, é tão fácil que a inflamação nasal se propague até os seios da face.
Quais são os seios da face?
Os seios paranasais levam os nomes dos ossos onde se situam: seios maxilares, frontais, etmoidais e esfenoidais.
Como surge a sinusite?
A sinusite resulta da ação de um microorganismo (pode ser bactéria, vírus ou fungo) ou de alergia, que penetra nos seios da face, provoca inflamação e secreção, que fica retida, obstruindo os espaços de circulação do ar e originando os sintomas. Em geral um quadro nasal (resfriado, gripe ou alergia) precede a sinusite. Embora seja uma situação mais rara, a sinusite também pode resultar de outras doenças, problemas dentários, etc. Mulheres grávidas podem ter maior predisposição a gripes, rinites e sinusites.
Quais são os sintomas da sinusite?
Os sintomas variam em cada caso. Nas sinusites agudas (de início recente) é comum a dor de cabeça (cefaléia), congestão nasal, secreção de aspecto catarral ou até mesmo purulenta, mal estar e até febre. Algumas pessoas se queixam de mau odor ao respirar e de sensação de escorrimento de secreção por trás das narinas.
Nas sinusites crônicas (de longa data) e repetidas, a dor de cabeça, a febre e o catarro podem ou não estar presentes. Nestes casos, a tosse, seca e com piora noturna e ao acordar pela manhã, é o sintoma mais comum, em especial nas crianças.
Muitas crianças que têm tosse são tratadas apenas com xaropes, não melhoram, mas na realidade são portadoras de sinusite e necessitam de tratamento específico.
Como interpretar um RX?
A radiografia simples dos seios da face é uma maneira simples de confirmar o diagnóstico da sinusite. Mas, este exame deve ser interpretado com muito cuidado e sempre relacionado aos sintomas do paciente. Existem algumas imagens que podem confundir o médico levando a pensar que seja sinusite, em especial nos alérgicos e que não são passíveis de tratamento. Por exemplo, um espessamento dos seios maxilares pode ser discreto e resultar da alergia repetida e crônica. No entanto o mesmo espessamento, dependendo do aspecto pode ser significativo da doença.
A tomografia computadorizada dos seios paranasais é capaz de mostrar mais detalhes e orientar a escolha terapêutica.
Como tratar a sinusite?
Em casos mais leves, antialérgicos associados a descongestionantes são úteis para controle dos sintomas. Lavagens nasais com solução fisiológica podem auxiliar na melhora.
Embora exista a obstrução nasal, não se recomenda o uso de gotas nasais – se não houver outro jeito, usar no máximo 4 a 5 dias. Os casos mais intensos e comprovadamente infecciosos se beneficiarão com uso de antibióticos, por tempo longo – não menos de 15 dias. Passada a crise, é essencial tratar a rinite e a alergia através da imunoterapia (vacinas para alergia) O controla ambiental no domicílio contra os ácaros da poeira de casa também contribuirá sobremaneira para a melhora do paciente.
Se a pessoa não corrige o seu ambiente, convivendo com poeira, umidade, carpetes, tapetes, livros, cortinas e bichos de pelúcia estará mais propenso à rinossinusite. Fatores irritantes atuando sobre a mucosa nasisinusal inflamada podem agravar o problema, como por exemplo, ar refrigerado e ventilador sem conservação, fumaça de cigarro, etc.
Sinusites repetidas devem ser avaliadas sobre a necessidade de procedimento cirúrgico, em especial nos casos onde há outras condições associadas, como por exemplo, poliposes, desvios acentuados do septo nasal ou em caso de variantes anatômicas.
Como prevenir a sinusite?
A melhor maneira de prevenir a sinusite é tratar os fatores que podem predispor ao seu aparecimento. O alergista analisará seus dados clínicos e julgará a necessidade de tratamento da rinite alérgica, evitando assim que a rinossinusite se instale e/ou se torne crônica.
07 Julho 2010
OBA, Parei de fumar!
Em novembro fazem dois anos que consegui, de novo, parar de fumar. A primeira vez foi de março de 2001 a outubro de 2004. Voltei de bobeira, numa rodada de chopp com amigos queridos achando que ia fumar só naquela noite e pronto. Que nada... Tomei um porre de nicotina e dois meses depois tava lá eu comprando cigarros de novo.
Depois de tanto esforço: amarguei com uma síndrome de abstinência, engordei, gastei um dinheirão com anti-depressivos.
Meu histórico familiar é da pior qualidade no aspecto circulatório com pai e irmãos cardiopatas graves. E eu, asmática “sob controle”. Mas, não largava meu cigarrinho de jeito nenhum.
Em maio de 2007, um irmão dois anos mais velho que eu fura a fila natural e morre em decorrência de problemas cardíacos. “Agora somos cinco e eu sou a caçula, pensei”. No mês seguinte, levados pelo medo, todos fizemos os chek ups e no meu apareceu um monte de placas de gorduras em artérias “importantes”, como dizem os médicos.
Ah, eu não disse ainda, sou jornalista, profissão light, serena, quase sem stress. À época eu estava trabalhando em uma campanha eleitoral de um candidato a prefeito. Momento excelente para deixar de fumar, com certeza. Com exames de sangue e tomografias debaixo do braço segui o alerta de meu Clínico Geral do Rio e busquei um cardiologista, aqui em Porto Alegre, onde agora moro. Veredicto: “Arteroesclerose, 46 anos, sobrepeso...
- "Ou a senhora para de fumar ou a senhora morre”, sentenciou o médico.
- Assim ? Sem anestesia, doutor? O senhor nem vai dizer o tradicional discurso “cigarro dá câncer, enfisema...”
E fiquei eu olhando pra ele aos prantos sem ter me dado conta até aquele instante que a fumaça do meu saboroso e inebriante cigarro também estava entupindo minhas veias e podendo me matar a qualquer momento.
Saí do consultório atordoada, pensando em minha família e no tanto que sofremos com a morte de meu mano. Querendo ou não, uma parte por conta do tabagismo. Claro que pensei também em minha própria vida. Aí escolhi: vou viver sem as veias entupidas, pelo menos não pela fumaça do cigarro.
Busquei ajuda no cardiologista e entrei para o programa de Antitabagismo da Santa Casa de Porto Alegre que durante o primeiro ano muito me ajudou. No Rio, minha alergista continuava na torcida virtual para que eu conseguisse de novo vencer o vício e manteve o incentivo para eu não esmorecer. Consegui, com muito esforço.
Há três meses perdi outro irmão, vítima de um AVC fulminante com grande participação do tabagismo. Ele não conseguiu parar de fumar ...
Hoje, com quase dois anos de pulmões limpos reconheço a grande lição: não dar a primeira tragada!
Pra mim, o cigarro é passado. Tenho um vidão me esperando, mas não custa nada a gente se manter alerta.
Este texto foi escrito pela Jornalista Lígia de Carvalho.
A propósito, em 22 de Junho de 2010, foi aprovada nos Estados Unidos a lei que impede que cigarros estampem na embalagem as palavras: baixos teores, light, suave, entre outros. E que fique bem claro: Não existe cigarro "bonzinho"!
Depois de tanto esforço: amarguei com uma síndrome de abstinência, engordei, gastei um dinheirão com anti-depressivos.
Meu histórico familiar é da pior qualidade no aspecto circulatório com pai e irmãos cardiopatas graves. E eu, asmática “sob controle”. Mas, não largava meu cigarrinho de jeito nenhum.
Em maio de 2007, um irmão dois anos mais velho que eu fura a fila natural e morre em decorrência de problemas cardíacos. “Agora somos cinco e eu sou a caçula, pensei”. No mês seguinte, levados pelo medo, todos fizemos os chek ups e no meu apareceu um monte de placas de gorduras em artérias “importantes”, como dizem os médicos.
Ah, eu não disse ainda, sou jornalista, profissão light, serena, quase sem stress. À época eu estava trabalhando em uma campanha eleitoral de um candidato a prefeito. Momento excelente para deixar de fumar, com certeza. Com exames de sangue e tomografias debaixo do braço segui o alerta de meu Clínico Geral do Rio e busquei um cardiologista, aqui em Porto Alegre, onde agora moro. Veredicto: “Arteroesclerose, 46 anos, sobrepeso...
- "Ou a senhora para de fumar ou a senhora morre”, sentenciou o médico.
- Assim ? Sem anestesia, doutor? O senhor nem vai dizer o tradicional discurso “cigarro dá câncer, enfisema...”
E fiquei eu olhando pra ele aos prantos sem ter me dado conta até aquele instante que a fumaça do meu saboroso e inebriante cigarro também estava entupindo minhas veias e podendo me matar a qualquer momento.
Saí do consultório atordoada, pensando em minha família e no tanto que sofremos com a morte de meu mano. Querendo ou não, uma parte por conta do tabagismo. Claro que pensei também em minha própria vida. Aí escolhi: vou viver sem as veias entupidas, pelo menos não pela fumaça do cigarro.
Busquei ajuda no cardiologista e entrei para o programa de Antitabagismo da Santa Casa de Porto Alegre que durante o primeiro ano muito me ajudou. No Rio, minha alergista continuava na torcida virtual para que eu conseguisse de novo vencer o vício e manteve o incentivo para eu não esmorecer. Consegui, com muito esforço.
Há três meses perdi outro irmão, vítima de um AVC fulminante com grande participação do tabagismo. Ele não conseguiu parar de fumar ...
Hoje, com quase dois anos de pulmões limpos reconheço a grande lição: não dar a primeira tragada!
Pra mim, o cigarro é passado. Tenho um vidão me esperando, mas não custa nada a gente se manter alerta.
Este texto foi escrito pela Jornalista Lígia de Carvalho.
A propósito, em 22 de Junho de 2010, foi aprovada nos Estados Unidos a lei que impede que cigarros estampem na embalagem as palavras: baixos teores, light, suave, entre outros. E que fique bem claro: Não existe cigarro "bonzinho"!
04 Julho 2010
Focos de Alergia em sua casa
Lar doce lar!
Mas...
Também pode se transformar em um verdadeiro foco de alergias.
Por isso, é sempre bom relembrar alguns cuidados básicos para manter sua casa saudável e ajudar em seu tratamento.
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