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4 de Maio: Dia Mundial da Asma

A asma, segundo estimativas do Ministério da Saúde, mata anualmente quase três mil brasileiros. Contudo, a maioria destes óbitos poderia ser evitada com tratamento adequado.


No Brasil, já existe a liberação de medicações para a asma no SUS em algumas localidades, mas infelizmente a maior parte da atenção básica ou saúde da família ainda não está capacitada para orientar o tratamento.


O médico Álvaro Cruz, professor da Faculdade de Medicina da UFBA e consultor da Organização Mundial da Saúde para doenças respiratórias crônicas, ressalta este problema e avalia que, no Brasil, ainda é necessário aumentar o entendimento da asma entre os profissionais e gestores de saúde, assim como o público em geral. “Ampliar este reconhecimento será um passo decisivo para a adoção de políticas e práticas que previnam as crises decorrentes da doença e diminuam o número de mortes, devendo também reduzir o gasto anual do SUS por paciente com asma, englobando aí o número de internamentos, atendimentos de emergência, despesas com remédios e tratamento hospitalar”.


A asma

A asma, conhecida muitas vezes como bronquite, é uma doença crônica dos pulmões, que se acompanha de um tipo especial de inflamação que dificulta a passagem do ar no pulmão, provocando chiado e aperto no peito, falta de ar e tosses repetidas. É mais comum na infância, mais acomete também adultos e pessoas idosas.


A asma não tem causa única, resulta de múltiplos fatores genéticos e do ambiente. Os sintomas podem ser provocados pela inalação de substâncias que provocam alergia (poeira, mofo, etc.), por resfriados, por irritantes do aparelho respiratório, principalmente fumaça, entre outros. Para tratar, é preciso não apenas tomar remédios, mas identificar e controlar estes fatores de risco em cada pessoa, seja um adulto ou uma criança.


O controle adequado da asma permite que a pessoa tenha uma vida inteiramente normal, sem qualquer limitação. Há inúmeros campeões olímpicos de modalidades variadas do esporte que têm asma, como a celebridade Mark Spitz e Aurélio Miguel, que são campeões, mantendo suas atividades sociais e profissionais normalmente, em decorrência do acompanhamento preventivo que fizeram.


Em algumas pessoas, o exercício físico pode precipitar sintomas, mas isso pode ser controlado com tratamento adequado, permitindo que possam ter atividades físicas e aeróbicas normais e regulares.



O que é “GINA”

“GINA” é a abreviatura para “Iniciativa Global contra a asma”, uma organização internacional, não governamental, sem fins lucrativos e que já atua em diversos países, disseminando e implementando as melhores práticas para o controle da doença.


A Organização Mundial da Saúde estima a existência de 300 milhões de asmáticos em todo o mundo. No Brasil, cerca de 20% da população tem sintomas da doença, “que é uma das principais causas de internações pelo Sistema Único de Saúde”, segundo a base de dados do Ministério da Saúde. Esta constatação e a necessidade de reconhecimento da asma como um problema que deveria chamar mais a atenção da saúde pública no país, levaram um grupo de cerca de 100 médicos brasileiros, de várias especialidades e diversos estados, a trazer para o Brasil a representação da


GINA Brasil


A Iniciativa global contra a asma começa a operar no Brasil hoje, no dia 4 de maio, muito apropriadamente considerado o Dia Mundial da Asma. A meta para o GINA Brasil é reduzir em 50%, até 2015, os internamentos por asma. Visite o site da Iniciativa Global contra a asma no Brasil: GINA Brasil  


4 de Maio: Dia Mundial da Asma
O tema deste ano é: "Você pode controlar sua asma".

O ponto principal da campanha é enfatizar o fato de que, se a asma ainda não tem cura, pode ser controlada e permitir uma vida normal ao seu portador, seja criança, adolescente, adulto ou idoso. A intenção é unir médicos, profissionais de saúde, educadores, legisladores, familiares e o público em geral na luta contra a asma.
Visite o site: World Asthma Day

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