25 Setembro 2011

Centenário da Imunoterapia

Tudo começou em 1911 quando dois cientistas ingleses Leonard Noon e John Freeman criaram a primeira vacina para tratar a rinite alérgica utilizando extrato de polens. Desde então, inúmeros estudos científicos foram realizados, solidificando o uso da imunoterapia nesses 100 anos de existência.

A imunoterapia (vacina para alergia) é um método de tratamento que tem como ação a modulação do sistema imunológico, diminuindo desta forma os sintomas das doenças alérgicas. Está indicada no tratamento da Asma, Rinite, Rinoconjuntivite, Alergia a picadas de insetos, entre outras patologias alérgicas.

Consiste na administração do alérgeno em doses crescentes com objetivo de modificar a resposta imune e assim controlar os sintomas alérgicos. Este tratamento é parte da estratégia terapêutica, incluindo o uso de remédios e as medidas de controle ambiental. Está indicado quando a etiologia alérgica é demonstrada. Deve ser administrado utilizando material padronizado e orientado por médico especialista capacitado para sua formulação e execução.

É importante ressaltar que a medicina moderna dispõe de medicamentos eficazes para tratar as alergias que também podem controlar os sintomas da doença. Mas, infelizmente, quando o tratamento é interrompido, os sintomas voltam a atacar. As vacinas alergênicas promovem o controle duradouro dos sintomas, permanecendo mesmo após sua interrupção. É o único tratamento capaz de modificar a história natural da doença e de prevenir o aparecimento de novas doenças alérgicas.

O tratamento é demorado e começa com uma fase chamada de “indução”, com aplicação de doses crescentes e sucessivas. No caso das vacinas subcutâneas as aplicações costumam ser semanais ou diariamente no caso das vacinas sublinguais. Após este período inicial, o tratamento é mantido com sua dose efetiva, sendo chamada “fase de manutenção”, quando o efeito do tratamento é obtido de forma plena. O tratamento com vacinas alergênicas é longo, durando em média três a cinco anos.

A imunoterapia específica é segura, mas pode provocar reações adversas, devendo ser prescritas e acompanhadas por médico portador de título de especialista em Alergia.

100 anos de experiências científicas e práticas comprovaram que as vacinas alergênicas ( imunoterapia específica) são um método eficaz e seguro para tratamento de patologias alérgicas.

No dia 28 de Setembro 2011, A Asbai RJ reunirá médicos especialistas em Alergia em reunião científica sobre o Centenário da Imunoterapia.

Leia mais sobre este e outros temas no setor de Artigos para Comunidade no site da Asbai RJ. Visite também o Forum comunidade, onde alergistas renomados se dedicam à orientação da população sobre as doenças alérgicas, suas formas de prevenção e tratamento.

21 Setembro 2011

Aparelho para ajudar os alérgicos a alimentos

Uma grande dificuldade nas alergias alimentares é a ingestão acidental do alimento. A pessoa pode não ter sido informada da presença do ingrediente e sofrer uma reação alérgica ao ingerir um alimento aparentemente inócuo. Ou seja, pode ser um desafio identificar qual alimento pode comer e se não há risco de ter uma reação alérgica. 

Pensando nisso, o estudante de design Erik Borg, em parceria com a Philips, criou o Detector de Alimentos Alérgenos


Este aparelhinho funcionaria como um nariz digital, "cheirando" a comida e notificando o usuário sobre a presença de alimentos que podem causar alergia por meio de uma luz vermelha ou uma luz verde. O detector seria capaz de identificar os oito principais tipos de alimentos responsáveis por 90% das reações alérgicas como ovos, leite, nozes, peixe, marisco, amendoim e soja. 

Mas... Infelizmente, o aparelho ainda é um protótipo e está em fase de testes. Quem sabe em um futuro próximo ele possa ajudar pessoas alérgicas. 

Fonte:Terra tecnologia

18 Setembro 2011

Queimadas e sua influência em asmáticos


Queimadas são uma realidade em grande parte do território brasileiro, em especial nas áreas de cultivo e pastagem ou mesmo nas cidades onde ainda predomina este hábito. Mas infelizmente, esta atividade é capaz de provocar reflexos nocivos aos alérgicos, seja pela intensa ação irritante exercida pela fumaça como pelas elevadas concentrações de poluentes atmosféricos e de gases nocivos à saúde humana.

Uma pesquisa foi realizada em Mato Grosso, em Cuiabá e Alta Floresta, na época das queimadas. O local foi escolhido porque nessa região as concentrações das fumaças provenientes dos incêndios florestais podem ser tão elevadas a ponto de alterar a visibilidade e fechar os aeroportos da região. Durante o estudo, foram avaliados 16.913 prontuários do Hospital e pronto socorro municipal de Cuiabá (HPSMC) que dá assistência à cidade e às regiões circunvizinhas, relacionando o numero de atendimentos (ambulatoriais e internações) das crianças menores de cinco anos com asma durante os meses de maio a novembro. Em relação às informações sobre os números de focos de calor (queimadas), retiraram-se dados dos relatórios do IBAMA-MT, meses de maio a novembro na cidade de Cuiabá e nos municípios circunvizinhos, e que corresponderam a um dos maiores índices de queimadas registrados nessa região.

Os efeitos poluição atmosférica podem ser sentidos sobre a pele, mucosas, aparelhos respiratórios, cardiovascular e sistema nervoso central, causando diversos tipos de afecções. Contudo, o pulmão é o órgão que mais sofre o impacto dos poluentes atmosféricos em virtude de possuir a maior área de contato com o ambiente externo e por receber mais de 10.000 litros de ar/dia, num volume de ar inalado na ordem de 500 a 600 litros de ar por hora.

A asma é uma doença que resulta da interação entre a genética (hereditariedade) e o ambiente, seja pela exposição a aeroalérgenos como a substâncias irritantes, entre outros fatores, que provocam e/ou mantém a hiperreatividade brônquica Assim, as partículas de aerossóis emitidos pelas queimadas podem atuar como verdadeiros gatilhos de crises nas pessoas asmáticas que residem próximas.

Os pesquisadores constataram maior número de atendimentos ambulatoriais e internações quando houve maior número de focos de calor, denotando a influência destes poluentes sobre as crianças asmáticas consultadas no hospital, já que durante as queimadas, o ar inspirado no município de Cuiabá e seus arredores fica intensamente poluído, tornando estas crianças um grupo suscetível aos efeitos desses gases.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde de Cuiabá, em 2010 houve um aumento de aproximadamente 300% nos procedimentos de nebulização em atendimentos de pronto socorro realizados entre 2005 e 2010. Concluindo, a inalação das partículas emitidas pelas queimadas é nociva pois intensifica a hiperreatividade dos brônquios, aumenta a sensibilidade da mucosa respiratória, podendo agravar a asma e outras alergias respiratórias.

Fonte:   Asbai

14 Setembro 2011

Gravidez - asma tratada, bebê saudável


Tratar ou não tratar a asma na gestação? 
Eis a questão!
A bem da verdade, não há uma questão e sim uma certeza: a asma pode - e deve - ser tratada na gestação, com total segurança para a mãe e para seu bebê.

É fato que grávidas com asma podem ter maior risco de complicações perinatais, mas trata-se de um risco que pode ser modificado. A gravidez torna-se mais segura se a asma é bem gerida, como mostra um estudo científico recentemente publicado. O melhor controle da asma resultará em melhores resultados para as mães e seus bebês.

Os investigadores publicaram seus resultados numa revista médica de ginecologia e obstetrícia (International Journal of Obstetrics and Gynaecology): foi realizada uma revisão sistemática de pesquisas realizadas entre 1975 (quando foram introduzidas esteróides inalados) até o ano de 2009, englobando cerca de 1 milhão de mulheres.

A asma é uma doença comum na população mas ainda pouco conhecida pelos pacientes, sendo ainda conhecida por codinomes como bronquite asmática ou bnronquiite alérgica.   Uma em cada 10 mulheres têm asma na gravidez, tornando a doença um foco de interesse para ginecologistas e obstetras. 
A asma materna pode acarretar:
- Maior risco de baixo peso ao nascer. 
- Bebês com tamanho pequeno para a idade gestacional, 
- Pré-eclâmpsia,
- Parto prematuro
É fato que os riscos são significativamente maiores quando a gestante não trata sua asma de forma adequada e mantém crises repetidas. Ao contrário, se a doença é controlada, há uma redução de crises, de atendimentos em pronto socorros, de internações hospitalares, caindo também a necessidade de medicações como os corticóides orais: a gravidez e o parto tendem a evoluir de forma satisfatória. É importante enfatizar que os medicamentos inalados são extremamente seguros, podendo ser mantidos durante a gravidez, sem riscos para a mãe e para o bebê.  

Concluindo: a gestão adequada da asma durante a gravidez oferece melhores resultados para as mães e seus bebês. E fica a mensagem para as grávidas: tratem sua asma sem medo, mas procurem um médico especialista para orientar este tratamento. As visitas mensais ao obstetra e ao alergista são a garantia para monitorizar e controlar a asma, garantindo condições saudáveis para desenvolvimento e o nascimento da criança.

Leia mais sobre a asma na gravidez clicando neste link
Leia também sobre a rinite na gestação clicando neste link

04 Setembro 2011

Asma - educando com criatividade

RespiraRio é o nome do projeto desenvolvido na Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, que conta hoje com cerca de 30 polos de atendimento especializado em Asma na rede pública municipal. O Hospital Salles Netto, localizado no bairro Rio Comprido é um destes pólos, voltado ao tratamento da asma infantil e conta com uma equipe de médicos e profissionais de saúde dedicados e integrados no trabalho. Um exemplo é o Claudio Gomes, que faz parte da equipe de apoio do hospital e que atua de maneira ativa no trabalho. Ele construiu maquetes com objetivo de prestar sua contribuição na orientação das crianças e de suas famílias.

Vejam como é uma destas maquetes:
Segue a sua entrevista para o Blog da Alergia.

Como surgiu a idéia de fazer as maquetes para o Polo de Asma?
Claudio: Eu trabalho no Hospital Salles Netto há 30 anos e admiro o trabalho de apoio às crianças asmáticas que fazem parte do Polo de Asma. Eu via as médicas orientando sobre a importância de ter uma casa saudável. Me interessei e pensei que podia fazer alguma coisa para ajudar. E foi assim que nasceu a idéia da maquete. 




Primeiro fiz uma casa bem grande, mas logo vi que não era prática, fui mudando e agora fiz essa pequena, em forma de maleta, para facilitar o uso.






Como é a reação das crianças quando você mostra a casinha?
Claudio: Crianças têm muita curiosidade, querem logo saber o que é. Primeiro elas pensam que é um brinquedo e querem mexer. Mas depois, quando entendem melhor, falam: -Ih! Minha casa é igualzinha a esta aqui. E conversam, brincam e com certeza aprendem. No geral são crianças pobres, que têm muitas dificuldades, mas são muito espertas. Quando a gente explica, elas prestam muita atenção. Uma coisa é falar. Mas é bem diferente quando a gente mostra a casinha. A criança vê, toca e aprende muito mais

O que mais desperta o interesse das crianças e dos pais?
Claudio: As crianças logo falam dos animais. Elas gostam dos bichinhos. E eu vejo que muitas casas têm gatos e logo entendi porque: são casas pobres e os gatos caçam os ratos. Como tirar os gatos? Não pode, mas ensinamos a não deixar subir nas camas, a ficar fora de casa. É preciso entender também os problemas que eles passam para ter uma casa melhor. Na maioria das vezes são as mães que vão ao hospital. Elas também se interessam e tiram dúvidas. Procuramos explicar de uma forma simples e com soluções fáceis para colocar em prática. O maior problema é o cigarro: muitas vezes os pais fumam e demoram para aceitar que não podem fumar dentro de casa e nem mesmo na janela.

Quando as crianças voltam, elas contam se houve mudanças?
Claudio: Com certeza. Umas falam que está tudo diferente, outras contam que não mudou nada. Mas, com o tempo, as coisas geralmente mudam para melhor. É claro que não é só a casinha, mas sim todo o trabalho da equipe que ensina como tratar corretamente a asma. Eu trabalho no Salles Netto há muito tempo e conheço, tenho amizade com muitas famílias. No início é difícil, lidar com tudo isso e mais os remédios, as “bombinhas”, os espaçadores: é muita coisa pra aprender. Mas, com o tempo, as coisas ficam mais claras, os pais entendem melhor, as crianças param de ir para a emergência, não internam mais. É muito bom!





O Hospital Salles Netto atende as crianças moradoras dos seguintes bairros: Rio Comprido, Catumbi, Estácio, Caju, Santa Teresa, São Cristóvão, Paquetá, Gamboa, Santo Cristo, Centro e Saúde. 


Para saber sobre os demais Pólos de Asma no Rio de Janeiro, visite os sites da ASBAI RJ e da SOPTERJ. E, para conhecer melhor este trabalho, visite Hospital Salles Netto ou escreva para o Cláudio: claudio.sos@bol.com.br
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