Pular para o conteúdo principal

8 curiosidades sobre a vacina COVID-19


A Dra. Ekaterini Goudouris, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), responde as principais dúvidas sobre os imunizantes a seguir:

1. A vacina pode mudar nosso RNA?

Mentira, não existe nenhuma chance disso acontecer. “As vacinas que utilizam material genético do SARS-CoV-2 são compostas de RNA, ou seja, não entram no núcleo das células, onde nosso DNA fica”, explica a Dra. Ekaterini. Esse material genético que vem na vacina fica no citoplasma da célula, mais especificamente em uma organela que vai fabricar a proteína que é que é codificada pelo RNA. Por ser parecida com a proteína do vírus, ela vai estimular a resposta do nosso sistema imunológico! E não, isso não oferece nenhum risco ao nosso corpo, porque é apenas uma proteína que faz parte da COVID-19 e não o vírus inteiro.

2. A vacina é segura mesmo sendo produzida tão rapidamente?

Sim. Apesar de ser uma das vacinas produzidas no menor tempo até hoje, é preciso lembrar que houve uma corrida pela vacina e que, durante meses, descobrir um imunizante para a COVID-19 foi um objetivo compartilhado pelo mundo inteiro. Como lembra a Dra. Ekaterini, apesar da rapidez, nenhuma das etapas ou regras de segurança no desenvolvimento das vacinas foi pulada ou ignorada. “Muitas dúvidas restam, como por exemplo, por quanto tempo as vacinas são eficazes, mas são dúvidas que não comprometem a segurança”, esclarece.

3. As vacinas podem causar outras doenças em médio e longo prazo?

No último ano, surgiram boatos falsos de que a vacina poderia causar autismo, câncer e até HIV. Esse tipo de fake news apareceu principalmente envolvendo as vacinas que utilizam RNA que, como explicamos anteriormente, não alteram o nosso RNA. Não é a primeira vez que esse tipo de mentira surge, mas o que preocupa é o volume em que elas estão sendo propagadas: segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, 67% dos brasileiros já ouviram e/ou acreditaram em uma notícia falsa envolvendo as vacinas. “Nenhum tipo de efeito adverso grave foi observado até o momento que contraindique a aplicação das vacinas contra Covid-19.  O benefício delas supera em muito os riscos“ garante Ekaterini. 

4. Depois de me vacinar, não vou mais precisar usar máscara?

Especialistas explicam que não voltaremos à normalidade em um piscar de olhos após a vacinação. Será preciso manter alguns cuidados, como o distanciamento social, a redução da capacidade máxima de lotação de estabelecimentos e uso de máscaras, por algum tempo. “É preciso que mais de 70% da população esteja vacinada para que a circulação do vírus diminua e se possa ‘relaxar’ em outras medidas”, explica a médica. Lembrando que ainda estamos vacinando os grupos de risco da população, e vagarosamente. 

5. Pessoas com imunodeficiências podem se vacinar?

As duas vacinas que estão em uso no Brasil no momento, a CoronaVac e da Astrazeneca, podem ser aplicadas na maioria da população. Ambos os imunizantes podem ser usados em pessoas com imunodeficiências e com outras condições, como Câncer. As únicas pessoas que não se podem se vacinar são aquelas que já tiveram reações alérgicas graves por alguns dos componentes presentes em algumas das vacinas ou doenças crônicas que possam oferecer riscos. 

Entre os componentes da CoronaVac, estão o hidróxido de alumínio, o hidrogenofosfato dissódico, o di-hidrogenofosfato de sódio, o cloreto de sódio e o hidróxido de sódio. Já a vacina desenvolvida pela Astrazeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, é composta por cloridrato de L-histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio e edetato dissódico di-hidratado (EDTA).

6. Tenho risco de sofrer uma anafilaxia ao tomar a vacina da COVID-19?

“Se você tem histórico de anafilaxia a alguma vacina ou a algum componente das vacinas em uso, sim, esse risco existe. É importante frisar que não se tem observado reações anafiláticas com as vacinas em uso no Brasil até o momento, e “pessoas com alergia respiratória, dermatite atópica ou alergia alimentar não são consideradas de risco para anafilaxia por vacinas, a não ser que apresentem reações a algum dos componentes destas vacinas”, explica a médica. Caso você já tenha apresentado um quadro de anafilaxia por causa de outra vacina, é necessário conversar com o seu médico antes de se vacinar e, caso ele lhe oriente a tomar o imunizante, também avisar o profissional de saúde que vai aplicá-la sobre o seu histórico.

7. Pessoas que tomam imunoglobulina podem ser vacinadas?

“Sabemos que o uso de imunoglobulina humana pode atrapalhar a resposta às vacinas. No entanto, é seguro tomar a vacina e, diante da pandemia que vivenciamos, a indicação é que as vacinas sejam aplicadas mesmo que não tenhamos certeza se a resposta imunológica será ótima”, orienta a Dra. Ekaterini.

8. Quem já teve COVID-19 precisa se vacinar?

Sim, porque acredita-se que a resposta imunológica causada após contrair o vírus possa ser mais curta e menos consistente do que a obtida através da vacina. Sobre existir algum risco de se vacinar após já ter contraído a doença, o Ministério da Saúde diz que “não há evidências até o momento de qualquer preocupação de segurança na vacinação de infecção ou com anticorpo detectável pelo SARS-COV-2″.


FONTES: Capricho e ASBAI

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pitiríase rósea

É uma doença conhecida desde 1860, quando foi descrita por Camille M. Gibert, sendo conhecida também como Pitiríase rósea de Gibert. Não se conhece exatamente a causa, mas parece que a hipótese mais viável é que seja ocasionada por vírus, como por exemplo, o vírus do herpes. Mas, é possível que dependa de uma tendência genética do indivíduo, o que seria um facilitador do aparecimento da doença. Questiona-se também outros mecanismos, envolvendo alguns tipos de medicamentos, autoimune, associação com outras doenças, etc. Fatores psicológicos ou estresse podem facilitar o aparecimento da doença, assim como alterações da imunidade e gravidez. Não é contagiosa. É mais comum em adultos, acometendo mulheres e homens, sendo rara em crianças pequenas e em idosos, ocorrendo preferencialmente na primavera e no outono. O maior problema é que sua evolução pode ser prolongada e durar de semanas a meses, assustando o doente. Em alguns casos pode recidivar, mas não é comum que aconteça Quadro c...

Entendendo como os medicamentos controlam e previnem a asma

Atualmente, existem dois principais tipos de medicamentos considerados efetivos para o tratamento da asma: as chamadas medicações de “controle” de uso prolongado e aquelas para o “alívio” rápido dos sintomas . O tipo de medicação necessária e as suas respectivas doses dependerão de uma avaliação inicial da gravidade de sua doença. O tratamento moderno da asma baseia-se numa estratégia gradual, tipo passo a passo: quando sua asma estiver pior, você poderá aumentar a dose do medicamento ou modificar o tratamento. Quando houver melhora, na maioria das vezes você poderá reduzir a dose ou retornar à medicação anteriormente utilizada. Porém, é importante que você sempre consulte seu médico antes de modificar o medicamento prescrito. Os medicamentos de controle de uso prolongado são preventivos e devem ser tomados diariamente. Eles auxiliam você a alcançar e manter o controle de seus sintomas de asma. Como exemplos temos: · Antileucotrienos (Singulair) · Corticoesteróides inalatórios (Pulmico...

Alergia à camisinha – quem responde é o especialista

Camisinha pode causar alergia? Sim. Algumas pessoas podem desenvolver alergia ao uso de camisinha, sendo a causa mais comum o látex, ou seja, a borracha de que é feito o preservativo. Além disso, podem causar alergia: pigmentos (usados para dar cor), aromatizantes (que dão sabor), espermicidas e lubrificantes. Como posso saber se tenho alergia à camisinha? As reações mais comuns são: coceira, vermelhidão, inchaço e até pequenas feridas na região da vagina ou do pênis. As reações podem aparecer durante ou logo após o uso da camisinha. O que fazer se não posso usar camisinha? O primeiro passo é tentar usar uma camisinha simples, seca, sem pigmentos, lubrificantes, etc. Outra opção é trocar a marca da camisinha pois a sensibilidade pode resultar de outras substâncias usadas na sua manufatura. Se o incômodo persistir, pode-se usar camisinhas sem látex, feitas com poliuretano ou com pele de animais. Infelizmente são bem mais caras e nem sempre fáceis de encontrar. .A camisinha...