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ANAFILAXIA POR INSETOS VENENOSOS

Os insetos venenosos (Himenópteros)  como abelhas, vespas, marimbondos e alguns tipos de formigas, têm o aparelho inoculador de veneno no ferrão, que pode c ausa r anafilaxia em pessoas alérgicas.   Como se manifesta a anafilaxia por insetos? A maioria das pessoas tem reações no local da ferroada destes insetos, como dor, vermelhidão e inchaço , que em geral desaparecem espontaneamente. Porém, as pessoas sensíveis podem desenvolver sintomas de anafilaxia , com aparecimento de : - Placas avermelhadas, coceira no corpo e não apenas no local da picada . - Sensação de mal-estar e ansiedade . - Dificuldade para respirar, sensação de que a garganta está fechada . - Dor na barriga, náusea, diarreia, incontinência urinária . - Queda da pressão arterial . - Desmaio, sensação de morte iminente e perda da consciência. É importante diferenciar da reação tóxica, que ocorre quando a pessoa recebe múltiplas ferroadas. Na anafilaxia, apenas uma ferroada pode desencadear o quadro grave

Condições climáticas do inverno são gatilhos para crise alérgica

Apesar de o inverno começar somente no próximo mês, em 21 de junho, as tardes e noites frias de outono já fazem parte do cotidiano de muitas regiões brasileiras. Até lá, a queda de temperatura será constante e, para muitos, um prenúncio de um longo período de crises alérgicas. Mas por que as condições climáticas das estações mais frias favorecem a manifestação de alergia respiratória, sobretudo, em crianças? “Temos um maior número de horas restritas no mesmo ambiente potencialmente com alérgenos, sem sol e um pouco mais de umidade. Isso pode provocar o aumento de mofo e bolor, que são alimentos para ácaros”, explica Antonio Carlos Pastorino, coordenador do Departamento Científico de Alergia na Infância e na Adolescência da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). “Além disso, restos alimentares da família, que passa mais tempo em casa, sofás e camas, podem ajudar a proliferar os ácaros, e as crianças são as que mais permanecem na habitação em qualquer período do ano”. Seg

Dia Mundial de Conscientização do Angioedema hereditário

De 13 a 16 anos! Esse é o tempo que leva para se chegar ao diagnóstico do angioedema hereditário , doença de origem genética e com 50% dos casos podendo ser transmitidos para a prole. No maior número de casos, a doença ocorre por deficiência de um regulador (Inibidor de C1), que resulta na produção excessiva de uma molécula chamada bradicinina. Considerado raro, o angioedema hereditário atinge cerca de 1 a cada 50 mil pessoas. “Mas acreditamos que a doença seja subestimada em razão do atraso no diagnóstico”, comenta Dra. Luiza Karla Arruda, especialista da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia e membro do GEBRAEH – Grupo Brasileiro de Estudos de Angioedema Hereditário. Os sintomas da doença são crises de edema ou inchaços, podendo ocorrer principalmente na pele, lábios, olhos, extremidades e genitais. Esse inchaço é bastante deformante. Outro tipo de sintoma que ocorre com certa frequência acomete os órgãos internos, no trato intestinal, com extravasamento de líquido na cavidad

Você sabe o que é refluxo laringofaríngeo?

O conteúdo ácido presente no estômago pode retornar pelo esôfago passivamente, chegar até a garganta e causar lesões e sintomas. Quando isso ocorre é denominado Refluxo Laringofaríngeo (RLF). Os sintomas e o tratamento são diferentes do refluxo que se manifesta no esôfago, cujos principais sintomas são azia e regurgitação. A melhora do RLF depende de um diagnóstico preciso e tratamento adequado. Pacientes com desconforto na garganta são surpreendidos com diagnóstico de refluxo gastroesofágico, pois boa parte não apresenta azia ou regurgitação. SINTOMAS DO REFLUXO LARINGOFARÍNGEO O refluxo laringofaríngeo pode causar inflamações ao atingir as cordas vocais provocando manifestações clínicas como: • Incômodo na garganta; • Necessidade de limpar a garganta com muita frequência (pigarro); • Tosse; • Sensação de algo preso na garganta (globus). SINTOMAS DO REFLUXO GASTRO ESOFÁGICO Apesar de possuir a mesma base fisiopatológica, o RLF é considerado diferente da DRGE clássica que possui como p

Vacinação para Covid-19 e comorbidades

A pandemia do Coronavírus tem sido um grande desafio para a humanidade. As vacinas para Covid-19 estão disponíveis no Brasil e no Rio de Janeiro, de acordo com a faixa etária, desde Janeiro deste ano (2021), tendo extrema importância para o combate à pandemia. Hoje se inicia a vacinação de grupos prioritários, incluindo pessoas portadoras de comorbidades. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia do Rio de Janeiro (ASBAI-RJ) destaca que dentre as comorbidades incluídas no Programa Nacional de Imunizações (PNI), duas são acompanhadas por nossa especialidade: PNEUMOPATIAS CRÔNICAS GRAVES INCLUINDO ASMA GRAVE COM USO RECORRENTE DE CORTICOIDES SISTÊMICOS, INTERNAÇÃO PRÉVIA POR CRISE ASMÁTICA. IMUNOSSUPRIMIDOS: IMUNODEFICIÊNCIAS PRIMÁRIAS, IMUNODEFICIÊNCIAS SECUNDÁRIAS AO USO DE IMUNOSSUPRESSORES, INFECÇÃO PELO VÍRUS HIV. As pessoas com as comorbidades supracitadas devem apresentar atestado médico descritivo da doença, indicando a necessidade da vacina por conta da condição de saúde e

8 curiosidades sobre a vacina COVID-19

A Dra. Ekaterini Goudouris, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), responde as principais dúvidas sobre os imunizantes a seguir: 1. A vacina pode mudar nosso RNA? Mentira, não existe nenhuma chance disso acontecer. “As vacinas que utilizam material genético do SARS-CoV-2 são compostas de RNA, ou seja, não entram no núcleo das células, onde nosso DNA fica”, explica a Dra. Ekaterini. Esse material genético que vem na vacina fica no citoplasma da célula, mais especificamente em uma organela que vai fabricar a proteína que é que é codificada pelo RNA. Por ser parecida com a proteína do vírus, ela vai estimular a resposta do nosso sistema imunológico! E não, isso não oferece nenhum risco ao nosso corpo, porque é apenas uma proteína que faz parte da COVID-19 e não o vírus inteiro. 2. A vacina é segura mesmo sendo produzida tão rapidamente? Sim. Apesar de ser uma das vacinas produzidas no menor tempo até hoje, é preciso lembrar que houve uma corrida pela va

ALERGIA OCULAR

Ácaros, poeiras, pólen, mofo, pelos de animais, produtos de limpeza (os chamados alérgenos), podem levar o sistema imunológico a uma reação exagerada, causando a alergia ocular. “O problema é mais comum em indivíduos que já possuam algum tipo de alergia, como sinusite, rinite ou asma, mas estima-se que 15% da população mundial sofra este tipo de reação, que pode afetar pálpebras e córnea”, explica a oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho, Professora Titular de Oftalmologia da UNICAMP e Chefe do Departamento de Oftalmologia da FCM/UNICAMP. A oftalmologista explica que os olhos costumam ser alvo fácil para as alergias porque, ao abri-los, a conjuntiva – a parte branca dos olhos– fica totalmente exposta, podendo, em contato com certos alérgenos, desencadear algum processo alérgico. SINAIS E SINTOMAS Os sintomas podem ser semelhantes aos diferentes tipos de conjuntivite, como vermelhidão, desconforto ocular, irritação, coceira, lacrimejamento, inchaço e fotofobia (sensibilidade à luz).