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Mostrando postagens de Janeiro, 2017

A Rinite também ataca no verão

É comum que se fale que a rinite alérgica é uma doença do inverno. Mas, mesmo com as altas temperaturas do verão, a doença pode atacar. Fatores associados -  O uso aumentado de ventiladores, aparelhos de ar refrigerado, nem sempre com manutenção adequada. Sair do ambiente refrigerado para o calor nas ruas, significa uma brusca mudança de temperatura. Em alguns locais de trabalho, a temperatura é tão baixa que mesmo em pleno verão, é necessário vestir roupas quentes. E, a saída para o almoço ou o final do expediente, podem se tornar motivos para que a coriza, os espirros surjam. - Outra situação comum é que no verão, muitas famílias estão de férias e viajam para locais de veraneio, permanecendo em imóveis que estavam fechados por longo tempo e com maior concentração de ácaros no seu interior. - A maior frequência à piscinas e contato com cloro pode provocar irritação da mucosa nasal, surgindo sintomas nasais. - Verão é uma época que chove muito, aumentando o tempo das criança

Tem certeza de que é alergia?

Muitas pessoas pensam que têm uma alergia mas não procuram atendimento médico para confirmar o diagnóstico. Esta situação pode ser facilmente constatada lendo os comentários enviados para este blog.   Mas, certamente não é o ideal. Fazer o diagnóstico, confirmar se é uma alergia e qual o seu tipo é importante para a escolha do tratamento correto.  As queixas podem ser parecidas, mas nem sempre terão a mesma causa.  Tomemos como exemplo uma coceira: é um sintoma comum que pode acompanhar diversas situações, desde uma pele ressecada e irritada até doenças graves. Nem toda coceira é causada por alergia.  Este mesmo raciocínio pode ser feito para a tosse, que pode ter causas variadas e nem sempre alérgicas.  A falta do diagnóstico poderá atrasar o início de um tratamento correto e impedir a melhora de uma doença. O ideal é procurar um médico especialista em Alergia e, na falta deste, um clínico geral, para receber uma orientação adequada.  A base para o reconhecimento de um

A asma e o verão

É uma crença generalizada entre a população que a asma "não ataca" no verão. Isso faz com que muitos pacientes interrompam o uso da medicação durante os meses mais quentes. Mas, uma recaída pode prejudicar os benefícios alcançados no tratamento de controle da inflamação brônquica e colocar o paciente em risco.  É verdadeiro que a asma, assim como muitas outras doenças respiratórias, pode ter mais crises e complicações durante o inverno ou frio. Contudo, é uma doença crônica e, portanto, não pode ser tratada apenas em alguns períodos do ano. O objetivo do tratamento da asma é alcançar o controle dos sintomas e das crises, com a menor dose de medicamentos e o mínimo de efeitos colaterais. É importante frisar que a inflamação e hiper-responsividade brônquica estão presentes de forma subclínica, mesmo quando a pessoa não sente nada. Por isso, a interrupção do tratamento para o controle preventivo, aumenta os riscos crises de asma, se as condições ambientais mudam de repe

A restrição desnecessária do leite de vaca causa tantos prejuízos quanto um subdiagnóstico

Fala-se muito na alergia ao leite.  Mas, nem sempre é diagnosticada de forma correta e adequada. É fato o aumento da prevalência das alergias alimentares nas últimas décadas. Contudo, o super diagnóstico está se tornando muito comum, já que os sintomas também podem estar relacionados a outras doenças.  As alergias podem ser acompanhas por placas vermelhas no corpo, falta de ar, inchaço nos olhos, diarreia, vômitos, sangue nas fezes. Mas é preciso a avaliação de um médico muito experiente para confirmar se esses sintomas estão mesmo ligados a uma reação alérgica.  Há um grupo de oito alimentos que são os maiores desencadeadores das alergias alimentares: trigo, leite, ovos, soja, amendoim, castanha, peixes e frutos do mar .  Na infância, o leite de vaca ainda é considerado o maior vilão, podendo causar reações  cutâneas e chegar até a anafilaxia.   Há também os sintomas tardios nas crianças, que se manifestam por reações gastrointestinais.  A Dra. Renata Cocco, especialista