Pular para o conteúdo principal

Primavera e Alergia



A primavera, conhecida estação das flores, pode se acompanhar de problemas de saúde para algumas pessoas, que apresentam sintomas respiratórios intensos nesta época do ano. 

A alergia ao pólen é mais comum em regiões com as estações do ano bem definidas, em países como Estados Unidos e Canadá, além de alguns locais da Europa. No Brasil, a maior parte dos casos é encontrada na região sul. 

A característica desta doença é o fato de ser estacional, ou seja, ocorre no período do ano em que ocorrem polinizações de alguns tipos de plantas. Por isso, tem seu auge entre os meses de Setembro e Dezembro.

Pólens são grãos minúsculos, nem sempre vistos a olho nu, que participam da reprodução das plantas. A quantidade de pólen no ambiente varia com o tipo de planta, clima, etc. Em geral aumenta muito na época da reprodução destas plantas, que normalmente ocorre na Primavera.  A alergia ocorre quando os pólens são levados pelo vento, ou seja, quando grande quantidade destes minúsculos grãos se dispersa no ar, penetrando nas vias respiratórias humanas através da respiração. Vale lembrar que uma pessoa alérgica ou que tenha na família pessoas portadoras de alergia, terá mais chance de apresentar alergia polínica.  A polinização na maior parte do Brasil é feita através de insetos, que transportam os polens de um local para outro. Algumas plantas fazem autopolinização e outras fazem a polinização hidrófila (através da água).
Principais sintomas

  •       Espirros repetidos
  • Coriza abundante, com desconforto nasal, 
  • Coceira intensa e incômoda no nariz e nos olhos, 
  • Lacrimejamento
  • Congestão nasal
  • Em alguns casos pode ocorrer asma, com chiado, tosse e falta de ar

 Como diagnosticar?



O diagnóstico se baseia na análise clínica feita pelo especialista em Alergia e confirmado através de testes cutâneos com os diferentes alérgenos de pólen, ou por exames de sangue, em que se procura anticorpos IgE específicos para cada alérgeno.



Tratamento



O tratamento utiliza medicamentos para alívio e controle dos sintomas, de acordo com a necessidade de cada pessoa.

A imunoterapia (vacinas de alérgenos) é o tratamento mais indicado para a alergia aos pólens, pois não somente alivia os sintomas, como tem capacidade de interferir no processo de sensibilização, reduzindo a alergia e melhorando a tolerância à exposição natural ao alérgeno. Além disso, previne a asma e o desenvolvimento de novas sensibilizações alérgicas.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pitiríase rósea

É uma doença conhecida desde 1860, quando foi descrita por Camille M. Gibert, sendo conhecida também como Pitiríase rósea de Gibert. Não se conhece exatamente a causa, mas parece que a hipótese mais viável é que seja ocasionada por vírus, como por exemplo, o vírus do herpes. Mas, é possível que dependa de uma tendência genética do indivíduo, o que seria um facilitador do aparecimento da doença. Questiona-se também outros mecanismos, envolvendo alguns tipos de medicamentos, autoimune, associação com outras doenças, etc. Fatores psicológicos ou estresse podem facilitar o aparecimento da doença, assim como alterações da imunidade e gravidez. Não é contagiosa. É mais comum em adultos, acometendo mulheres e homens, sendo rara em crianças pequenas e em idosos, ocorrendo preferencialmente na primavera e no outono. O maior problema é que sua evolução pode ser prolongada e durar de semanas a meses, assustando o doente. Em alguns casos pode recidivar, mas não é comum que aconteça Quadro c...

Entendendo como os medicamentos controlam e previnem a asma

Atualmente, existem dois principais tipos de medicamentos considerados efetivos para o tratamento da asma: as chamadas medicações de “controle” de uso prolongado e aquelas para o “alívio” rápido dos sintomas . O tipo de medicação necessária e as suas respectivas doses dependerão de uma avaliação inicial da gravidade de sua doença. O tratamento moderno da asma baseia-se numa estratégia gradual, tipo passo a passo: quando sua asma estiver pior, você poderá aumentar a dose do medicamento ou modificar o tratamento. Quando houver melhora, na maioria das vezes você poderá reduzir a dose ou retornar à medicação anteriormente utilizada. Porém, é importante que você sempre consulte seu médico antes de modificar o medicamento prescrito. Os medicamentos de controle de uso prolongado são preventivos e devem ser tomados diariamente. Eles auxiliam você a alcançar e manter o controle de seus sintomas de asma. Como exemplos temos: · Antileucotrienos (Singulair) · Corticoesteróides inalatórios (Pulmico...

Alergia à camisinha – quem responde é o especialista

Camisinha pode causar alergia? Sim. Algumas pessoas podem desenvolver alergia ao uso de camisinha, sendo a causa mais comum o látex, ou seja, a borracha de que é feito o preservativo. Além disso, podem causar alergia: pigmentos (usados para dar cor), aromatizantes (que dão sabor), espermicidas e lubrificantes. Como posso saber se tenho alergia à camisinha? As reações mais comuns são: coceira, vermelhidão, inchaço e até pequenas feridas na região da vagina ou do pênis. As reações podem aparecer durante ou logo após o uso da camisinha. O que fazer se não posso usar camisinha? O primeiro passo é tentar usar uma camisinha simples, seca, sem pigmentos, lubrificantes, etc. Outra opção é trocar a marca da camisinha pois a sensibilidade pode resultar de outras substâncias usadas na sua manufatura. Se o incômodo persistir, pode-se usar camisinhas sem látex, feitas com poliuretano ou com pele de animais. Infelizmente são bem mais caras e nem sempre fáceis de encontrar. .A camisinha...