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O leite materno contribui na prevenção de alergias


Amamentar pode evitar que a criança desenvolva alergias, principalmente as alimentares. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) traz informações que podem auxiliar as mães que vão amamentar ou estão amamentando.
* Todos os guias para prevenção de alergia recomendam o aleitamento materno exclusivo por, pelo menos, os quatro primeiros meses de vida, mas se puder ser prolongado, muito melhor.
"Mesmo depois que é introduzida a alimentação suplementar na criança, como as papinhas, o leite materno deve ser continuado. Sabe-se que o aleitamento materno associado à introdução dos novos alimentos pode proteger as crianças, mesmo aquelas que têm pais alérgicos", explica a Dra. Ana Paula Moschione Castro, membro do Departamento Científico de Alergia Alimentar da ASBAI.
* Nos casos em que a mãe tem algum tipo de alergia alimentar, sendo necessário fazer restrições de alimentos, ela pode amamentar, já que isso não impacta na produção e qualidade do leite, que continua sendo nutritivo e importante para a criança.
Amamentar pode ser difícil em alguns casos: volta ao trabalho antes do bebê completar os seis meses de vida, dor e sangramento nos seios são alguns dos problemas enfrentados por algumas mulheres. Amamentar é uma experiencia única, carregada de significados para a mãe e para a criança, mas ela deve ser um procedimento que traga conforto para os dois. A Dra. Ana Paula dá algumas dicas que podem auxiliar nessa fase.
"Há dicas importantes como massagem na mama e exercícios com o bico do seio que podem ser feitos e diminuem o estresse materno. Culpa não combina com aleitamento materno e, salvo poucas exceções, as mães sentem vontade e prazer em amamentar. O que às vezes falta são as orientações técnicas mais precisas como: tomar muito líquido, alternar as mamas, ter uma posição confortável para a criança e para a mãe. São pequenas dicas que tornam este momento ainda mais sublime", explica a especialista da ASBAI.

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