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Narguilé e cigarro eletrônico fazem mal à saúde

Narguilé (caximbo d’água, water pipe,shisha) 

Fumar narguilé é um método tradicional de uso do tabaco no Oriente Médio. Porém, seu consumo está cada vez mais se disseminando no Brasil, especialmente entre os jovens. 

O narguilé é fumado socialmente e, na maioria das vezes, compartilhado entre amigos e familiares no domicílio ou em bares e cafés, muitas vezes específicos para este fim. Em razão de sua fumaça passar por um reservatório de água, o ato de fumar narguilé é considerado menos danoso para a saúde do que outras formas de uso do tabaco. 

Mas, não é verdade. Fumar narguilé pode trazer riscos semelhantes ou até maiores que outras formas de uso de tabaco. Esta percepção levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar que o narguilé traz sérios riscos para a saúde. Além disso, funciona como porta de entrada para o consumo de cigarros, especialmente entre jovens. 

Habitualmente durante uma sessão de narguilé, cada usuário inala, aproximadamente, 171 baforadas com 0,53 ml de fumaça cada. Nesta fumaça são encontrados: 2,94 mg de nicotina, 802 mg de alcatrão e 145 mg de monóxido de carbono (CO). Ou seja, a fumaça do narguilé apresenta maiores concentrações de CO, nicotina, alcatrão, metais pesados, hidrocarbonetos aromáticos (cancerígenos) e aldeídos voláteis na fumaça do narguilé. 

Estima-se que a exposição em uma sessão de consumo do narguilé poderia corresponder a fumar cerca de 100 cigarros. Outro fator relevante contra o consumo do narguilé está relacionado ao seu local de uso. Sabe-se que uma sessão em grupo fumando narguilé, em ambiente fechado, aumenta significativamente os danos. 

Cigarro eletrônico (e-cigarro, e-cigarette,e-cig, e-ciggy, ecigar, ENDS) 


O cigarro eletrônico (e-cigarro) foi criado, em 2003 na China,com objetivo de substituir o cigarro e ajudar as pessoas a pararem de fumar. Seus dispositivos mais comuns utilizam desde um cartucho que contém nicotina, aromatizantes ou extrato de tabaco a uma mistura líquida com variáveis concentrações de nicotina que é injetada no dispositivo. Após ligar o dispositivo, o fumante de e-cigarro ao aspirar ao fluxo de ar gerado aciona um sensor provocando o aquecimento do líquido do refil, liberando-se a nicotina e outras substâncias presentes na solução, por meio de um vapor. Assim, fumar o e-cigarro é muito similar a fumar um cigarro convencional. Além da semelhança entre o dispositivo e um cigarro convencional, até o vapor tem ingredientes para simular a tradicional “fumaça”. Todos estes aspectos reforçam o componente comportamental da dependência à nicotina, que a exemplo do cigarro convencional, é liberada por estes dispositivos. 

Este tipo de cigarro foi proibido no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (ANVISA), desde 2009. Apesar disso, este produto é facilmente adquirido por meio da internet.  

A segurança no uso dos e-cigarros não está cientificamente demonstrada para que seu uso seja recomendado pelos médicos ou pelas autoridades sanitárias como meio para abandonar o tabagismo. Não se pode afirmar que o e-cigarro ajude seus consumidores a parar de fumar. Pelo contrário, estudos realizados mostram que o uso do e-cigarro está associado a menores chances de interrupção do tabagismo. Além disso, pessoas passivamente expostas ao aerossol (vapor) de e-cigarros também absorvem nicotina (medida como seu metabólito, a cotinina). 

O CFM lançou uma cartilha direcionada aos profissionais relacionando as consequências do tabagismo sobre a saúde. A publicação, que se encontra disponível na íntegra para leitura e download no site do CFM, é composta de 17 temas, que apontam os problemas gerados pelo consumo ou contato com o tabaco no organismo humano.Para baixar a cartilha no site do CFM, clique aqui

Fonte: site do Conselho Federal de Medicina (CFM)

Comentários

  1. ótima publicação! É fundamental que a informação chegue até as pessoas, ainda mais um assunto tão especifico como os cigarros eletrônicos.

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