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Angioedema hereditário



Parece reação alérgica a medicamentos ou alimentos, 
mas pode ser angioedema hereditário 

O angioedema hereditário foi descrito por Milton, em 1876, mas ainda hoje é pouco divulgado na comunidade médica, a ponto de ser confundido com outras condições, como complicação de reação adversa a drogas ou alergia alimentar. 

Caracteriza-se clinicamente por episódios de edema (inchação) não pruriginoso, repetido,  acometendo sobretudo face, braços, pernas, mãos, pés, genitália. Pode se acompanhar de dor, quando acomete abdome. O quadro geralmente não é acompanhado por urticária e dura mais que 12 horas. As crises são provocadas pela liberação de substâncias,em especial  a bradicinina, que aumenta a permeabilidade vascular, levando, assim, ao edema. 

É uma doença de origem genética, causada por uma mutação no gene do inibidor da C1 esterase (C1-INH). As crises podem ser desencadeadas por fatores variados, como: trauma,  estresse, infecções, uso de anticoncepcionais, uso de remédios inibidores da enzima conversora de angiotensina, etc. 

Quando se suspeita de um angioedema hereditário, é recomendado fazer exames de sangue para investigar as frações do complemento, compreendendo a mensuração do C4, que se encontra geralmente abaixo do normal e a determinação quantitativa e funcional do C1-INH. Se tais dosagens estiverem normais e a suspeita clínica permanecer, os exames devem ser repetidos durante uma crise de edema. 

Existem 3 tipos da angioedema hereditário e os exames têm também utilidade na classificação do angioedema. 


Fonte: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO - ABRANGHE

E, atenção: 
Quinta feira, 16 de Maio - Dia Mundial do Angioedema hereditário 
Vá ao Hospital do Fundão às 8:30h para o 7º encontro de pacientes:


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