Pular para o conteúdo principal

Bebês com asma: ansiedade para os pais




Crianças abaixo de 2 anos podem apresentar tosse acompanhada de falta de ar e cansaço, sendo erradamente conhecidas como portadoras de bronquite ou bronquite asmática. Na verdade apresentam asma brônquica ou simplesmente asma.

Os sintomas podem variar desde tosse isolada até quadros clínicos de intensa falta de ar e chiado, necessitando muita das vezes internação.

Alguns fatores favorecem ou predispõem o

surgimento da asma. Dentre os mais importantes destacam-se: pais alérgicos; bebê prematuro; exposição precoce a fumaça de cigarro; infecções virais respiratórias e ambiente com poeira, mofo e pelo de animais.

É comum pais e responsáveis comparecerem as Clínicas e Consultórios, especializados em Alergia, com dúvidas em relação ao próprio dia

gnóstico, o que fazer nas crises e a medicação mais adequada.

É importante saber que:

- Nem todos os bebês que têm asma serão alérgicos no futuro. A maioria estará livre das crises até os 3 anos de idade.

- Os sintomas podem persistir porque a inflamação dentro dos pulmões (brônquios) não foi devidamente tratada.

- É comum a criança com asma ter outras doenças alérgicas associadas como: rinite alérgica, dermatite atópica, alergia ao leite de vaca etc.

- Outras doenças não alérgicas também devem ser investigadas, como: refluxo gastro-esofágico, sinusites e imunodeficiência.

- Bebês não devem mamar deitados e nunca aumentar o tamanho do furo do bico da mamadeira sob risco de exacerbação da asma por engasgos, tosse e microaspirações.

- Ambientes domiciliares com acúmulo de poeira, ácaros e fungos sensibilizam precocemente o bebê. Assim, tapetes, carpetes, cortinas pesadas, bichos de pelúcia, almofadas, colchão e o travesseiro devem ser retirados ou encapados.

- A medicação deve ser feita de preferência por inalação. Para isso, pode-se utilizar: nebulizadores, bombinhas de spray, cápsulas inaladas, etc.

E lembre-se:

Procure amamentar seu bebê. O leite materno é importante nos bebês potencialmente alérgicos, impedindo ou minimizando o impacto das manifestações alérgicas.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pitiríase rósea

É uma doença conhecida desde 1860, quando foi descrita por Camille M. Gibert, sendo conhecida também como Pitiríase rósea de Gibert. Não se conhece exatamente a causa, mas parece que a hipótese mais viável é que seja ocasionada por vírus, como por exemplo, o vírus do herpes. Mas, é possível que dependa de uma tendência genética do indivíduo, o que seria um facilitador do aparecimento da doença. Questiona-se também outros mecanismos, envolvendo alguns tipos de medicamentos, autoimune, associação com outras doenças, etc. Fatores psicológicos ou estresse podem facilitar o aparecimento da doença, assim como alterações da imunidade e gravidez. Não é contagiosa. É mais comum em adultos, acometendo mulheres e homens, sendo rara em crianças pequenas e em idosos, ocorrendo preferencialmente na primavera e no outono. O maior problema é que sua evolução pode ser prolongada e durar de semanas a meses, assustando o doente. Em alguns casos pode recidivar, mas não é comum que aconteça Quadro c...

Entendendo como os medicamentos controlam e previnem a asma

Atualmente, existem dois principais tipos de medicamentos considerados efetivos para o tratamento da asma: as chamadas medicações de “controle” de uso prolongado e aquelas para o “alívio” rápido dos sintomas . O tipo de medicação necessária e as suas respectivas doses dependerão de uma avaliação inicial da gravidade de sua doença. O tratamento moderno da asma baseia-se numa estratégia gradual, tipo passo a passo: quando sua asma estiver pior, você poderá aumentar a dose do medicamento ou modificar o tratamento. Quando houver melhora, na maioria das vezes você poderá reduzir a dose ou retornar à medicação anteriormente utilizada. Porém, é importante que você sempre consulte seu médico antes de modificar o medicamento prescrito. Os medicamentos de controle de uso prolongado são preventivos e devem ser tomados diariamente. Eles auxiliam você a alcançar e manter o controle de seus sintomas de asma. Como exemplos temos: · Antileucotrienos (Singulair) · Corticoesteróides inalatórios (Pulmico...

Alergia à camisinha – quem responde é o especialista

Camisinha pode causar alergia? Sim. Algumas pessoas podem desenvolver alergia ao uso de camisinha, sendo a causa mais comum o látex, ou seja, a borracha de que é feito o preservativo. Além disso, podem causar alergia: pigmentos (usados para dar cor), aromatizantes (que dão sabor), espermicidas e lubrificantes. Como posso saber se tenho alergia à camisinha? As reações mais comuns são: coceira, vermelhidão, inchaço e até pequenas feridas na região da vagina ou do pênis. As reações podem aparecer durante ou logo após o uso da camisinha. O que fazer se não posso usar camisinha? O primeiro passo é tentar usar uma camisinha simples, seca, sem pigmentos, lubrificantes, etc. Outra opção é trocar a marca da camisinha pois a sensibilidade pode resultar de outras substâncias usadas na sua manufatura. Se o incômodo persistir, pode-se usar camisinhas sem látex, feitas com poliuretano ou com pele de animais. Infelizmente são bem mais caras e nem sempre fáceis de encontrar. .A camisinha...