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Shoppings reprovados no teste do ar refrigerado

Shopping


A divulgação de uma pesquisa referente às condições de conservação e funcionamento dos aparelhos de ar refrigerado nos shoppings de S Paulo tornou-se motivo de preocupação aos lojistas, trabalhadores e clientes: dos 50 shoppings avaliados, apenas 2 estabelecimentos foram aprovados com louvor. 21 mostraram condições satisfatórias e 19 foram reprovados na análise efetuada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), mais conhecida como vigilância sanitáriaA legislação obriga a manutenção dos sistemas de ar condicionado, mas na prática este quesito nem sempre é valorizado. Com a chegada dos dias frios do inverno, o movimento aumenta e o que deveria ser um refúgio de lazer e diversão, passa a ser um perigo para a saúde.

Os riscos vão de doenças pulmonares a alérgicas. A vendedora Daniela Gomes, de 27 anos, trabalha há seis em shoppings e sente no pulmão e no nariz os reflexos do ar represado. Daniela conta que tem rinite alérgica e precisa acostumar-se com um mal-estar contínuo. "Sinto que demora muito tempo para limpar o ar, fica pesado", diz ela, que hoje trabalha em um centro comercial da zona leste. "Se estou com gripe, a outra vendedora pega." Casos de conjuntivite viral também se propagam pelo ar sujo, alerta Vera, da Covisa.
A temperatura, por exemplo, é um dos sinais de que algo pode não estar indo bem. Um ambiente muito quente ou muito frio é sinal de mau funcionamento do sistema. "A temperatura tem de estar entre 20°C a 26°C.     Outro sinalizador de problemas é o nível de dióxido de carbono (CO2) produzido pela respiração das pessoas. O gás só é perceptível por aparelhos especiais. Níveis acima de 500 partes por milhão (PPM) são preocupantes, mas a legislação permite até 1.000 PPM.

Para garantir o controle da qualidade do ar, o sistema precisa de uma estrutura que mais lembra uma estação meteorológica. Além de termômetro, fazem parte do leque um anemômetro (que mede a velocidade do ar), o amostrador de CO2 e outro de bactérias e fungos e um higrômetro (para a umidade relativa).


Agora é esperar que esta pesquisa se estenda para outras cidades brasileiras e que resulte na melhoria das condições de saúde ao cidadão comum, permitindo que os brasileiros curtam seu lazer com mais saúde.
Leia a reportagem na íntegra no Estadão. 

Comentários

  1. A matéria é importante e velha conhecida de todos nós. Uma pena que não se divulgue os nomes dos shoppings problemáticos. Quem sabe assim, forçaria que os mesmos mudassem esse quadro.
    Da forma como é feito, continua tudo sempre igual. Não há nada que os faça pensar no bem estar do cliente.

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  2. É uma grande verdade. Mas, quem sabe, reportagens como essa possam despertar a necessidade de trabalhar em prol da saúde de lojistas e frequentadores ? Abraços.

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