28 Fevereiro 2010

O cigarro e as crianças - um absurdo!

Fico tão triste, revoltada e indignada quando vejo ou presencio alguém fumando perto de uma criança. É pura falta de respeito, de bom senso ou de inteligência mesmo, não sei. Fumar perto de uma criança é transformá-la em um fumante passivo, sem ao menos perguntar sua opinião.

Como mãe não posso permitir que alguém o faça na presença do meu filho, que prejudique sua saúde, seu bem estar, sua qualidade de vida. Estarei cometendo um crime, sendo omissa. É proibido por lei associar o cigarro à criança. Mas a gente sabe que nem sempre foi assim. 

Vejam alguns exemplos:

 

Neste anúncio de 1926, do cigarro inglês Player’s, um bebê brinca feliz com cigarros, enquanto seu tamborzinho e seu ursinho de pelúcia ficam largados, para trás.

 

"Os cigarros Paris são os melhores”. 
Mas, pior que o slogan, é a imagem: um casal de crianças fuma escondido. Eles estão atrás de uma parede, e o menino evidentemente espia para ver se ninguém chega.


Estes anúncios vendem a idéia de que Marlboro deixa menos cheiro de cigarro no fumante e acalma, o que faz dele o preferido dos bebês. 

No anúncio da esquerda, o bebê “diz”: 
“Antes de você ralhar comigo, mamãe, talvez seja melhor você acender um Marlboro”.


Em 1950, a Garoto fabricou e comercializou cigarrinhos de chocolate. 
A embalagem não poderia ser mais explícita:

 

Desse eu me lembro e até gostava...

Este texto foi publicado no blog:
por Vívian

27 Fevereiro 2010

Vacina pode suplantar benefícios dos corticóides no tratamento da asma e rinite em crianças alérgicas


A imunoterapia (ou vacina para alergia), seja sublingual como subcutânea, pode ser tão ou mais eficaz em comparação com modernos remédios usados no tratamento da asma e rinite alérgica nas crianças alérgicas aos ácaros da poeira de casa. Esta foi a conclusão de um estudo realizado em Istambul, coordenado pelo Dr. Aarif O. Eifan.

A alergia aos ácaros tende a se desenvolver na infância, persistindo por muitos anos, levando ao aparecimento de doenças alérgicas como a asma e a rinite, que podem alterar a qualidade de vida desde a infância até a vida adulta.

“ O único tratamento capaz de modificar a história natural da alergia é a imunoterapia específica. Este tratamento é feito tradicionalmente por via subcutanea. Modernamente, com a melhoria técnica, o uso da via sublingual tem se mostrado segura e igualmente eficaz” - diz o Dr. Eifan.

Contudo, estudos comparando as duas vias no tratamento das doenças alérgicas em crianças são escassos. A pesquisa coordenada pelo Dr. Eifan acompanhou por 1 ano um grupo de 48 crianças, com idade média de 7 anos, portadoras de asma e rinite alérgica e com alergia comprovada aos ácaros da poeira de casa. Os dados obtidos foram comparados a um grupo controle que fez apenas o tratamento farmacológico.

O objetivo principal foi avaliar a eficácia e mecanismos imunológicos da imunoterapia subcutanea e da via sublingual. Além disso, comparou também com os resultados obtidos no grupo que utilizou apenas os medicamentos indicados no tratamento habitual da asma e da rinite alérgica infantil.

Os resultados obtidos foram publicados na edição de Janeiro 2010 da revista “Clinical and Experimental Allergy” e evidenciaram que a imunoterapia específica tem eficácia clínica comparável aos corticóides inalados na redução de sintomas da asma e da rinite. Foi descrita uma redução significativa do número de crises bem como da necessidade de uso de medicação de resgate para alívio sintomática nas crianças que utilizaram a imunoterapia.

Os dados obtidos mostram eficácia da imunoterapia, tanto por via subcutânea como por via sublingual. Contudo, houve certa vantagem da via sublingual, em especial no uso infantil, pela comodidade do uso e pela menor ocorrência de efeitos colaterais

Trata-se de uma avaliação pequena e limitada, sendo necessários novos estudos para se chegar a uma conclusão definitiva, mas chama a atenção para uma opção viável, eficaz e de baixo custo para as crianças alérgicas. 


Fonte: Medscape Allergy and Immunology

21 Fevereiro 2010

Uso de Broncodilatadores de ação prolongada na asma



O FDA americano, órgão regulador das medicações (Food and drug administration) emitiu parecer no dia 18/02/2010 sobre os medicamentos broncodilatadores de longa duração utilizados no tratamento da asma. No Brasil, estes medicamentos podem ser encontrados de forma isolada (nomes comerciais: Fluir, Foradil, Formare, Formocaps e Serevent) ou em forma combinada com corticóides inalados (nomes comerciais: Alenia, Foraseq,Seretide, Symbicort e Vannair).


Principais recomendações para uso seguro dos broncodilatadores de longa duração:


1. Os broncodilatadores de ação longa devem ser utilizados sempre em conjunto com os medicamentos controladores, ou seja, com corticóides inalados. Este uso pode ser feito em inalador único ou em forma de inalação subsequente. 

2. O uso isolado de broncodilatadores de ação longa não é recomendado.

3. O uso a longo prazo dos broncodilatadores de longa duração deve ser restrito aos pacientes cuja asma não foi adequadamente controlada apenas com medicamentos controladores.

4. De preferência, estes medicamentos devem ser utilizados pelo menor tempo possível até que os sintomas da asma estejam controlados. A partir daí, devem ser suspensos e mantido o tratamento com os medicamentos controladores da asma.

5. O uso em crianças e adolescentes deve priorizar a escolha de produtos em um mesmo inalador, para melhor garantia do uso combinado com o corticóide inalado.


O FDA concluiu que o uso apropriado dos broncodilatadores de longa duração traz benefícios no controle da asma que suplantam os riscos potenciais, mas enfatiza a necessidade da escolha criteriosa dos pacientes e da utilização conjunta com medicamentos controladores. 

18 Fevereiro 2010

Crianças pequenas na volta às aulas

crianças de mãos dadas


Criança pequena na escolinha é uma alegria para os pais. Mas, também pode ser sinônimo de resfriados, tosse, catarro, febre, antibióticos repetidos... Porque? Será que é alergia? Será imunidade baixa? A criança está bem cuidada na escola ou creche?


Antigamente se entrava na escola no pré-primário, como se chamava na época a pré-alfabetização. Era um ritmo diferente. Hoje tudo mudou: a mãe trabalha, as dificuldades são maiores e a criança vai mais cedo para a creche ou escolinha.


Febres, catarros: por que a doença surge?

É preciso entender que o ser humano nasce indefeso. Na realidade, os anticorpos que possui se originam da mãe, através da placenta na gravidez e do leite materno após o nascimento. Por isso é tão importante a amamentação no primeiro ano de vida.


A produção de anticorpos pelo bebê é lenta e começa mais tarde. É normal que a criança pequena, mesmo saudável, tenha uma imunidade imatura que só se resolverá com o passar do tempo, na medida em que o sistema de defesa adquire maior experiência frente às agressões. Nessa faixa de idade, a alergia não é a grande vilã na maioria das vezes. Mas pode ser uma importante coadjuvante.


Enfatizo que na maior parte das vezes, estas crianças não têm um problema sério de saúde e nem a imunidade baixa. Existem crianças que são portadoras de doenças do sistema imunológico (imunodeficiências). Mas, neste caso é diferente: o desenvolvimento infantil se altera, há uma nítida dificuldade para ganhar pêso, as infecções são severas, há necessidade de internação hospitalar e o restabelecimento é muito lento. Até a aparência da criança se altera pela doença.


Estamos falando de crianças normais e que passam por uma dificuldade própria de sua idade. Estudos comprovam que até os 3 anos de idade, é normal que uma criança tenha até 10 resfriados (viroses) por ano. Não há uma regra que sirva para todas as crianças. A maioria fica bem com o passar do tempo. Mas, algumas poderão ser afastadas até que adquiram maior resistência e pssam voltar a frequentá-la.


Na verdade, nossos pais e avós tinham razão: o ideal seria começar a frequentar escolas por volta dos cinco anos. Mas é preciso viver a realidade de hoje. Então, vamos lá:


10 Dicas para pais e responsáveis


1. Ao procurar uma creche ou escola, verifique se as instalações se encontram dentro dos padrões estabelecidos pela vigilância sanitária municipal. Por exemplo, alguns dos principais fatores de disseminação das infecções respiratórias são a aglomeração de alunos numa sala de aula ou berçário de creche e o grau de ventilação e renovação de ar destes ambientes. Hoje em dia, é comum encontrarmos salas de aula e berçários de creches refrigerados. Se por um lado aumenta o conforto dos alunos, por outro diminui a ventilação e renovação de ar destes ambientes. Além disso, deve-se observar o grau de manutenção dos filtros dos condicionadores de ar, pois quando a limpeza é descuidada, pode contribuir para o agravo no aparelho respiratório das crianças.


2. Observe também a localização do colégio. Verifique se na vizinhança existem indústrias poluentes ou estabelecimentos de serviço que possam contribuir para piorar a qualidade do ar na localidade (oficinas para pintura automotiva, por exemplo).


3. Leve seu filho periodicamente ao pediatra, mesmo que esteja bem. Tanto faz que seja no serviço público, médico do convênio ou médico particular. Mas, sempre que possível, dê preferência que seja sempre o mesmo médico. Isto facilita muito as coisas já que além de haver um natural estreitamento de relações entre o médico, a criança e familiares, ele passará a conhecer melhor a criança, facilitando sobremaneira seu acompanhamento.


4. É importante ressaltar que o pediatra deve ser o maestro e poderá indicar o concurso de colegas de outras especialidades para auxílio no diagnóstico e tratamento. Se a criança for alérgica, é importante que o tratamento seja feito em harmonia com o alergista.


5. Nâo leve a criança para a creche ou escolinha se estiver febril, para evitar contaminar os coleguinhas.


6. Evite levar a criança ao pronto socorro. Se surgirem sintomas, ligue para o pediatra ou para o alergista e peça uma orientação.


7. Lembre-se: a boa saúde imunológica depende de vários fatores, incluindo uma alimentação saudável e balanceada (hortaliças, legumes, frutas, cereais, carnes, peixes, ovos, leite, etc...). Evite vícios alimentares (excesso de refrigerantes, frituras, fast food, guloseimas, etc.).


8. Mantenha a caderneta de vacinação de seu filho em dia. Quando indicado, o médico poderá prescrever vacinas adicionais. Por exemplo, crianças alérgicas se beneficiarão com a vacina anual para gripe.


9. Dentro de casa não exponha seu filho a fumaça do cigarro. Não fume e não deixe que fumem em sua casa ou junto à criança.


10. Esportes e vida ao ar livre são muito positivos. Mas, cuidado com a natação! Trata-se de um excelente exercício aeróbico desenvolvendo bastante a capacidade respiratória. O problema é que crianças alérgicas portadoras de rinite alérgica descompensada, asma não controlada e dermatite atópica podem piorar sua alergia, seja pelo exercício físico seja pelo contato com água clorada.
Quem tem piscina em casa sabe que durante o verão há necessidade de se clorar mais a água seja pela maior utilização da piscina como também pela maior evaporação do cloro em decorrência da maior insolação da estação. Saiba também que as tais “piscinas salinizadas” apesar de terem uma quantidade de cloro menor que as que recebem tratamento tradicional não são totalmente isentas deste sal. Ou seja, cada caso é um caso! Por isso, antes de iniciar a prática do esporte, converse a respeito com o alergista.


Enfim, pequenos cuidados podem no final fazer uma grande diferença. E, o mais importante: mantenha um diálogo saudável com a equipe escolar, esclareça dúvidas, informe sobre os remédios e sobre as necessidades médicas da criança.

Se quizer ler mais sobre este tema, clique no link:
Meu filho vive tomando antibióticos












14 Fevereiro 2010

Calor, verão e carnaval



O carnaval chegou em 2010 acompanhado de forte calor em quase todo o Brasil, trazendo animação aos foliões, mas também propiciando condições para algumas alergias. E, para que todos possam aproveitar os feriados, seja pulando carnaval, viajando ou simplesmente descansando, a equipe do Blog da Alergia fez uma lista das principais alergias que podem surgir nessa época e preparou algumas dicas.

solAlergias do verão

Ventilador ou ar refrigerado? A resposta não é igual para todos. Em geral, o ar refrigerado é mais adequado aos portadores de asma, rinite, dermatite atópica. Mas, o custo de manutenção do ar condicionado é muito maior comparado ao ventilador. Por outro lado, algumas pessoas alérgicas se queixam de piora em ambientes refrigerados. Conclusão? Não há regra: cada caso deve ser estudado individualmente.

O calor aumenta a sudorese, o que facilita o aparecimento de coceiras e irritações na pele, ocasionando lesões de brotoejas, assaduras. Pessoas que sejam portadoras de Dermatite Atópica podem piorar com o suor excessivo.

É uma época comum de aparecimento das chamadas Dermatites de Contato, ou seja, a pele reage ao contato com determinadas substâncias. Por exemplo: tatuagens de henna, alergia a bijouterias, metais, cosméticos, como protetores solares, produtos para descolorir pelos, depiladores, entre outras. Sandálias de borracha muito usadas no calor podem provocar dermatite de contato nos pés.

Alergias com bronzeadores e protetores solares: um cuidado especial nas aplicações pno rosto e próximo à área dos olhos pois com o suor pode escorrer e provocar reações oculares. O uso de bronzeadores caseiros deve ser abolido, pela facilidade em causar reações cutâneas severas.

Verão é a estação onde temos mais insetos. Por isso, não se pode esquecer da alergia a picada de insetos, que pode inflamar e resultar em erupções desagradáveis ou mesmo se transformar em verdadeiras portas de entrada para infecções e doenças, necessitando tratamento específico.

Fitofotodermatites: o nome é complicado mas a situação é comum no verão. São lesões na pele resultantes do respindo do sumo de frutas cítricas (o mais comum é o limão) sob a ação da luz solar. Podem variar desde manchinhas resultantes de respingos do limão (ou de outra fruta cítrica) na pele e até mesmo grandes lesões com aspecto de queimadura.

O cloro das piscinas pode causar irritação em olhos. Crianças e adultos que tenham rinite alérgica podem piorar sintomas com cloro

Alguns remédios, como antiinflamatórios, antibióticos, diuréticos, laxantes e tranqüilizantes podem causar erupção e vermelhidão na pele em decorrência da exposição ao sol.

carnavalAlergias no carnaval

Serpentinas artificiais ou sprays de neve contem substâncias químicas que podem causar alergia, irritação nos olhos, na pele,

O uso de maquiagem pode trazer problemas, seja pela possibilidade de causar alergia, seja por problemas na conservação. As altas temperaturas do verão podem contribuir para deterioração mais rápida dos produtos.

Crianças tem pele muito sensível, sendo recomendada muita cautela na escolha de produtos autorizados pela ANVISA e apropriados para uso infantil.

As fantasias devem ser escolhidas priorizando conforto e segurança, com modelos fresquinhos, tecidos leves, de algodão.

positivo10 Dicas para cair na folia:

1.Alimentar-se bem, evitar alimentos industrializados e ingerir bastante líquido: água, suco, água de côco.

2.Cuidar da pele: evitar banhos demorados e não usar buchas. Preferir sabonetes suaves. Aplicar hidratante logo após o banho.

3.Respeitar os horários mais adequados para praia e piscina: até o meio dia e após as 16 horas. 

4.Usar protetor solar, mesmo nos dias nublados. Reaplicar após o banho de mar ou piscina.

5.Se fizer caipirinhas, bebidas com limão ou manipular frutas cítricas, lave as mãos cuidadosamente após o preparo. Na praia ou em ambientes ensolarados, evite picolés ou sorvetes de limão.

6.Não usar bijouterias, perfumes quando for à piscina ou à praia.

7.Verificar a data de validade e o estado de conservação dos produtos usados para maquiagem. Prefira produtos hipoalergênicos aprovados pela Anvisa e Inmetro.

8.Se for a locais com insetos (passeios, piqueniques,etc.) evitar uso de perfumes, loções ou óleos perfumados. Evitar roupas com cores vivas e brilhantes. Cores em tons de azul, verde ou branco, atraem menos os insetos.

9.Asma e Rinite são conhecidas como doenças de inverno, mas na verdade as crises podem surgir mesmo no verão. Manter o tratamento preventivo durante as férias e o carnaval é a garantia de uma folia saudável. 

10. E se mesmo assim a alergia surgir? Em caso de alergias na pele, lave o local com bastante água para retirar os resíduos do produto. Não use pomadas ou cremes sem orientação médica. O creme Fenergan, por exemplo, pode ocasionar uma reação severa na pele de pessoas sensíveis. Para aliviar a coceira e a irritação da pele faça banhos de maisena ou compressas com chá de camomila geladinho. Assim que for possível, procure um médico.


03 Fevereiro 2010

Melhor impossível


Alguém assistiu ao filme “ Melhor impossível”?

Para quem não se lembra, este filme recebeu o Oscar nas categorias de melhor ator (Jack Nicholson) e melhor Atriz (Helen Hunt) em 1997.

A história gira em torno de um escritor (Melvin) sarcástico, cheio de manias e rituais para tudo: para fechar a porta, para lavar as mãos, para andar nas ruas, etc. Frequenta um único restaurante, para onde leva seus próprios talheres descartáveis e exige ser atendido pela mesma garçonete (Carol).

E, quando a garçonete falta ao trabalho, não se conforma . Investiga e descobre que suas faltas são devidas ao seu filho que tem asma e que está em crise. Sentindo-se atraído por ela, providencia então que um médico especialista vá até sua casa para cuidar do menino.

Bem, não vou contar o filme.

Mas vamos ao que nos interessa. 
Já no final, Melvin viaja com Carol. Ela telefona para casa, para saber notícias do filho. Ele atende o telefone ofegante. Ela se assusta e pergunta se ele está em crise de asma, se está passando mal. Ao que ele responde: Não, mãe, estava jogando futebol e marquei um gol!

Esta não é a história principal e na verdade passa despercebida pela maioria das pessoas. Mas, para nós que lidamos com a asma, fica bem claro. Enquanto a asma foi tratada apenas nas crises, a doença não controlou e interferiu na vivência do menino e da família. A partir do momento em que o enfoque do tratamento se modificou, a asma passou a ser vista não apenas como uma doença de crises, a resposta ao tratamento não tardou, permitindo que a criança passasse a ter uma vida normal, superando a doença.

Quer saber o resto do filme? Assista, pois vale a pena.
Se já assistiu, aproveite para ver de novo. 
E, fica a mensagem. A asma não é uma doença fácil, mas pode ser controlada, permitindo uma vida normal. 



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