25 Setembro 2009

19 Setembro 2009

Comentando notícias sobre alergia







Rinite alérgica pode prejudicar o desempenho sexual





Cloro das piscinas: alergia ou irritação?





Asma – supere a preguiça e ganhe controle da doença 






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Comentando notícias em Alergia


Rinite alérgica pode prejudicar o desempenho sexual

A revista “Allergy and Asthma Proceedings” publicou recentemente os resultados de um estudo entre portadores de rinite alérgica, comparados com indivíduos normais, avaliando a interferência da alergia nasal nas atividades diárias, sono, fadiga e qualidade de vida.
A conclusão é muito interessante, pois mostra que há uma nítida influência da doença na libido. Os pesquisadores chamam a atenção para o fato de que os sintomas nasais repetidos e persistentes, em especial a sensação de nariz entupido, espirrando e escorrendo, prejudicam a respiração, alterando sono, provocando fadiga, irritabilidade, interferindo na vida social da pessoa. O prejuízo pode ir desde um dificuldade em beijar até mesmo na performance sexual do portador de rinite alérgica.

Ou seja, um bom motivo para procurar o alergista e tratar sua rinite.


Allergy and Asthma Proceedings, Volume 30, Number 4, July/August 2009 , pp. 358-365(8)
 

Cloro das piscinas: alergia ou irritação?

Um estudo realizado na Bélgica entre adolescentes comparou a natação realizada em piscinas cloradas – cobertas ou em ar livre – com a prática da atividade em piscinas higienizadas pelo método de ionização por cobre-prata.

O resultado mostrou que o risco de desenvolver asma e rinite foi maior naqueles que tinham sensibilidade alérgica comprovada. Entre os adolescentes com predisposição, o risco de rinite aumentou entre 2,2 e 3,5 vezes naqueles que tinham nadado mais de mil horas em piscinas com cloro.

Conclusões:
 

- O cloro tem poder de irritar as vias respiratórias de qualquer pessoa
- O cloro não é um alérgeno.
- Pessoas com asma, rinite e alergia ocular podem piorar e ter crises devido à irritação das vias respiratórias causada pelo cloro das piscinas.
- Quanto maior for a exposição, maior a chance de piorar a alergia.
- Entre os adolescentes que não tinham predisposição não houve aumento do risco de alergias.
Ou seja, a natação continua sendo recomendada como esporte para quem tem asma, mas esta escolha deve ser acompanhada caso a caso e, sendo possível, recomenda-se a escolha de piscinas não cloradas.
Fonte: Environ Health Perspect. 2009 April; 117(4): 500–507.


Asma – supere a preguiça e ganhe controle da doença 
 
Quem tem asma, seja criança ou adulto, certamente conhece a “Lei do não pode”: não pode correr, não pode brincar, não pode pisar no chão, não pode malhar, não pode... Mas, as coisas estão mudando!
 

Especialistas do Hospital das Clínicas de São Paulo realizaram testes em ratos e verificaram que exercícios aeróbicos leves e moderados reduziram marcadores de inflamação típicos da asma, como substâncias chamadas citoquinas e interleucinas. Verificaram também que ocorreu diminuição de eosinófilos, que são céluas do sangue que acompanham os quadros de alergia. A experiência foi feita também em crianças asmáticas e houve diminuição das crises.
 

A idéia não é de todo nova e vem reforçar a visão médica de que o importante é controlar a asma para que a pessoa (adulto ou criança) possa ter uma vida normal e saudável, o que se reflete em uma melhor qualidade de vida.
 

Mas, converse com seu médico, pois:
 
- Cada pessoa é única e deve receber uma orientação personalizada
- A escolha do esporte deve levar em conta a preferência de cada um, seja adulto ou criança, sendo preferível uma atividade aeróbica.
- A asma deve estar bem controlada para permitir a prática adequada do esporte
- Sendo necessário, o médico orientará uma medicação de resgate para o caso de surgirem sintomas.
- Realizar aquecimento prévio à prática da atividade física.
- Considerar as condições do ambiente onde a atividade esportiva é praticada. Por exemplo, tatames empoeirados, caminhadas ou corridas em dias muito secos ou ambientes poluídos. No caso de natação e de hidroginástica, se possível evitar piscinas cloradas e preferir ambientes climatizados.
- Algumas pessoas podem ser portadoras de asma induzida pelo exercício e deverão receber orientação médica sobre como proceder e que tipo de medicação usar antes da prática esportiva.
Fonte: Revista Saúde


14 Setembro 2009

Alergia sob controle

Reconheça seu tipo de alergia pelos sintomas e aprenda como mantê-los bem longe


Alergia Respiratória

Sintomas
Rinite alérgica: coriza, espirro, nariz entupido e coceira. Asma ou bronquite asmática: falta de ar, chiado no peito.

Causas

Ácaros na poeira de casa, fungos, pólen de flores, pelos de animais e insetos, como baratas. Fumaça de cigarro, tinta e virose podem desencadear alergias.
Tratamentos
Rinite: inalação diária com corticóide. Asma: uso contínuo de spray com corticóide. Na crise, spray com broncodilatador.

Prevenção
Praticar atividades físicas ao ar livre, manter os ambientes arejados e sem poeira.


Alergia Dermatológica

Sintomas
Urticária: placas vermelhas e coceira em qualquer parte do corpo. Eczema: descamação e coceira restrita à área alérgica.

Causas
Urticária: alimentos (principalmente camarão, leite, ovo e trigo). Remédios, como analgésicos e anti-inflamatórios, também podem desencadear crises. Eczema: há mais de 400 desencadeadores, como perfume, esmalte e cosméticos.

Tratamentos
Urticária: ingestão de antialérgico. Remédio de uso tópico não resolve o problema. Eczema: creme à base de corticóide. Não há remédio oral para eczema.

Prevenção
Evitar o agente responsável após sua identificação.

Alergia Alimentar

Sintomas
Urticária em regiões indefinidas do corpo, cólicas, diarreia e vômito. Os sinais surgem pouco tempo após a ingestão do alimento.

Causas
Teoricamente, qualquer alimento pode causar alergia. Os mais comuns são iguais aos citados na alergia dermatológica.

Tratamentos
Ao primeiro sinal dos sintomas, procurar ajuda médica com urgência para receber adrenalina injetável ou ingerir antialérgico.

Prevenção
Após identificar as causas, evite-as.

Ocular

Sintomas
Coceira nos olhos, vermelhidão e lacrimejamento.

Causas
As mesmas da rinite alérgica.

Tratamentos
Aplicação de um colírio antialérgico.

Prevenção
Evite as causas após identificá-las.


Medicamentosa

Sintomas
Em geral, urticária. Nos casos mais graves, falta de ar, cólica, queda da pressão ou até choque anafilático (crise que reúne todos os sintomas citados e que podem levar à morte).

Causas
Os principais desencadeadores são analgésicos e antibióticos.

Tratamentos
Após a ingestão de um antialérgico, procurar o pronto-socorro mais próximo para receber adrenalina injetável.

Prevenção
Não ingerir os medicamentos responsáveis pelas crises alérgicas.


Por insetos

Sintomas
Pernilongos: vermelhidão e coceira. No caso de abelhas ou insetos venenosos, pode causar choque anafilático.

Causas
Principalmente picadas de pernilongo, abelha e marimbondo.

Tratamentos
Inseto sem veneno: anti-inflamatório. Inseto venenoso: no hospital, vacina feita do veneno. A vítima deve receber adrenalina e corticóide e fica em observação por até 48 horas.

Prevenção
Carregar adrenalina autoinjetável para amenizar os sintomas até chegar ao hospital.



Identifique e controle sua alergia
Teste
Na hora de descobrir o que pode causar alergia, além do exame de sangue, o especialista costuma fazer um teste alérgico. Para isso, pinga uma gota do extrato da substância causadora num pequeno furinho feito na pele. Se houver reação, significa que você é alérgica ao produto analisado.

Vacinas
Alergias respiratórias e oculares, além dos procedimentos apresentados, podem ser tratadas com vacinas feitas a partir do extrato do agente causador. As aplicações começam semanalmente, tornam-se quinzenais e, então, mensais. O tratamento dura até cinco anos e em geral não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Revista Viva (Fabricio Pellegrino) Consultoria Dr João Negreiros vice presidencia - ASBAI

11 Setembro 2009

Tomar banho quente pode causar coceira

Se você sente coceira após o banho e acha que a culpa é da água, pense duas vezes: a alergia à água (urticaria aquagenica), é extremamente rara."Em toda a literatura médica mundial, deve haver registrados um máximo de 20 ou 30 casos desse tipo", diz Fátima Fernandes, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e diretora da ASBAI.

Provavelmente, o culpado pelo incômodo é o banho quente e prolongado - ou seja, não se trata da água em si, mas da sua temperatura e da exposição duradoura a ela, além de várias aplicações de sabonete.

A pele perde seu manto protetor de gordura, surgindo coceira, pele ressecada e mesmo eczemas. Eventualmente a sensibilidade a determinadas substâncias presentes nos sabonetes e xampus também pode contribuir para o problema, explica Osmar Rotta, professor de Dermatologia da Unifesp. O problema afeta principalmente pessoas de idade mais avançada. À medida que a pele vai envelhecendo, ela vai perdendo um pouco de sua hidratação.


Banhos rápidos, de não mais do que dez minutos, com água em temperatura moderada e uma vez por dia - independentemente de se estar no inverno ou no verão- é o que os alergistas recomendam para que coceiras dessa natureza não apareçam ou se manifestem com menor intensidade.

"Tudo depende das características da pele de cada um. Pessoas que têm pele mais sensível, que em geral são os alérgicos, devem ter mais cuidado", diz. "O banho não deve ser muito quente, mas também não precisa ser gelado e desagradável."

Outra medida que ajuda é hidratar a pele até três minutos após o banho. A pessoa pode usar o hidratante de sua preferência. Se for detectada alguma sensibilidade ao produto, o hidratante correto deve ser indicado pelo alergista.

Quem tem pele seca também apresenta maior possibilidade de sentir coceiras depois do banho. "Isso não tem nada a ver com algum tipo de urticária, de alergia, é uma sensação causada por conta da pele seca mesmo", diz Fernandes.

O contato com substâncias frias também pode causar coceiras, apesar de a urticária causada pelo frio ser rara. Ela acontece quando a pessoa lida com água fria ou se expõe a baixas temperaturas, ao ar frio ou até quando bebe líquidos muito frios ou alimentos gelados, como sorvete. O sintoma é o inchaço no lugar do corpo em que houve contato com o ambiente ou a substância fria. Em geral, a urticária ao frio se manifesta pela primeira vez no paciente durante o inverno. Pode ocorrer em diversos graus e, em um extremo, provocar choque anafilático, com risco de morte.

A urticária pós-banho que não é a aquagênica chama-se colinérgica. Ela pode ser desencadeada não só pela utilização excessiva da água quente como por estresse ou outros problemas emocionais, assim como pela realização de exercícios. "Qualquer esforço físico pode causar urticária.

Os sintomas da urticária colinérgica são o aparecimento de placas avermelhadas (pequenas ou maiores. Esses sinais podem surgir logo após o banho ou depois da realização de exercícios com duração variável -que podem ser minutos ou horas.

Como reconhecer uma urticária aquagênica - os sinais são o aparecimento de urticas -eritema mais edema, ou vermelhidão mais inchaço- difusas, de pequenas dimensões, que duram cerca de duas horas. 
O tratamento dos dois tipos de urticária é feito com anti-histamínicos prescritos por um médico.
Fonte - Folha on line

06 Setembro 2009

Asma - esclarecendo mitos

Analise estas frases e diga:

Estão corretas?



São fatos ou mitos?

“Não se preocupe, é apenas uma bronquite alérgica. Vai passar quando crescer”


“Asma é uma questão de cabeça.”


“Os remédios para asma são fortes, viciam e fazem mal ao coração”


“A mulher que engravidou tem que parar todos os remédios para asma”.


“A criança que tem asma não pode comer nada amarelo”


“Eu tive asma e curei com simpatia”


Agora clique abaixo e leia as respostas:

Asma – esclarecendo mitos


“Não se preocupe, é apenas uma bronquite alérgica. Vai passar quando crescer”

Asma, bronquite alérgica, bronquite asmática são nomes diferentes para a mesma doença. Não importa se é fraca ou forte: deve ser tratada para evitar a piora.

Diz o ditado popular: “é de pequenino que se torce o pepino”. Quando mais cedo se trata, melhor se controla a asma.
Existe um grupo de pessoas onde a asma se apresenta na infância e depois melhora ou até desaparece na adolescência. Mas, esta não é a regra, já que os sintomas tendem a reiniciar após algum tempo. Ou seja, vale a pena tratar, para controlar a doença e evitar complicações.

“Asma é uma questão de cabeça.”
 

A asma é uma doença de origem genética (hereditária) que se acompanha de uma inflamação dos brônquios, que permanece mesmo quando não se sente nada. Esta inflamação faz com que as vias respiratórias se tornem mais sensíveis a fatores ambientais.
Fatores emocionais podem provocar crises ou até mesmo agravar a asma, desde que haja base genética para isso. Problemas emocionais não farão uma pessoa ter crise de asma, a menos que ela seja asmática.
Existe o outro lado: as crises de asma geram ansiedade, medo, insegurança e terminam por provocar o emocional da pessoa.
Portanto, o aspecto emocional deve ser sempre valorizado, mas sem que se pense que seja a única causa da asma.
 
“Os remédios para asma são fortes, viciam e fazem mal ao coração”
 

Existem vários tipos de remédios para tratar a asma, mas pode-se dividir em 2 grandes grupos: 
1. Remédios aliviadores, ou seja, para aliviar sintomas e tratar as crises da doença 
2. Remédios controladores, que atuam na inflamação dos brônquios, controlando a doença e evitando novas crises.
As medicações mais adequadas para tratar asma são usadas por via inalada sob a forma de sprays (conhecidas como “bombinhas”), nebulização ou como inaladores de pó seco.
Infelizmente o preconceito faz com que as pessoas achem que o uso inalado é prejudicial, mas, pelo contrário: remédios inalados fazem efeito mais rápido, usam doses mínimas (microgramas) e têm menos efeitos colaterais. A questão é que devem ser usadas de acordo com a orientação médica e no momento certo.
Um grande avanço no tratamento da asma foi a descoberta dos corticóides inalados (conhecidos como “bombinhas de cortisona”). Estes remédios não engordam, não viciam e não fazem mal ao coração. Pelo contrário, podem ser usados em adultos e crianças, por tempo prolongado para controlar a inflamação dos brônquios e evitar as crises de asma.
 
“A mulher que engravidou tem que parar todos os remédios para asma”.
 

É possível (e necessário) tratar a asma na gestação para proporcionar condições saudáveis tanto para a mãe como para o bebê até o parto.
A crise de asma materna prejudica o fornecimento de oxigênio ao bebê e certamente poderá ser mais prejudicial do que os possíveis efeitos colaterais dos remédios. Por isso, é importante que a gestante asmática seja acompanhada pelo obstetra e pelo médico especialista no tratamento da asma.
 

“A criança que tem asma não pode comer nada amarelo”
 

Nas décadas de 80 e 90, acreditava-se que a tartarazina (corante amarelo) fosse uma causa de asma. Os estudos científicos não comprovaram esta teoria e hoje este conceito deixou de ser unanimidade. O alergista analisará cada caso e indicará uma dieta se for necessário.
 

“Eu tive asma e curei com simpatia”
 

Simpatias não curam. A asma é mesmo assim: tem muitas maneiras de se manifestar: em algumas pessoas é leve, em outras é grave. Os sintomas podem desaparecer por tempo longo, deixando a entender que foi curada.
Ou seja, a evolução natural da doença é individual e em algumas pessoas pode dar a impressão que a doença se curou por causa de uma simpatia.


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