27 Junho 2009

Remédios para alergia são faca de dois gumes?

smile espada



O extraordinário avanço da medicina revolucionou o tratamento,com novos remédios para combater doenças alérgicas. Mas, estes mesmos remédios podem também provocar efeitos colaterais indesejáveis. Trataremos aqui dos principais remédios usados em Alergia, a saber: antihistamínicos(antialérgicos), broncodilatadores e corticosteróides (cortisona).
Vejamos cada grupo separadamente, um a um:

Antihistamínicos ou antialérgicos

Os antihistamínicos (ou antialérgicos) são a medicação de escolha em várias doenças alérgicas, como por exemplo na urticária, rinite alérgica e conjuntivite alérgica.

A urticária, caracteriza-se por placas avermelhadas com coceira e às vezes se acompanhando também de inchação de lábios e pálpebras. A rinite alérgica apresenta por sua vez, espirros, coceira, coriza e obstrução nasais. Na conjuntivite alérgica, os olhos estão avermelhados, com lacrimejamento, coceira e fotofobia.Os antihistamínicos (antialérgicos) são capazes de controlar os quadros alérgicos por sua atuação nos receptores localizados em vasos sanguíneos, reduzindo os sintomas clínicos.

No passado, todos os antihistamínicos provocavam aumento do apetite, fazendo com que a pessoa engordasse. Além disso, era comum sonolência, prejudicando as atividades na escola, no trabalho e na direção de veículos. Hoje, os novos antialérgicos não provocam estes sintomas, facilitando sobremaneira seu emprego.


Broncodilatadores

Os broncodilatadores são remédios importantes para aliviar sintomas da asma. Atuam porque relaxam a musculatura que circunda os brônquios e bronquíolos e que está contraída na crise de asma. Desta maneira, aliviam o broncoespasmo, que é um fator importante na redução do calibre das vias respiratórias, responsável pelos sintomas da asma.

Os efeitos colaterais mais comuns dos broncodilatadores são: taquicardia, palpitação e tremores nas mãos. Hoje, os broncodilatadores mais modernos, por atuarem em receptores mais específicos localizados nos brônquios, tem menores efeitos adversos sobre coração e vasos. O tremor ainda permanece mas, embora incômodo não é grave e desaparece rapidamente.

Mas, é importante entender que os broncodilatadores são apenas aliviadores e não tratam o problema da asma, que é a inflamação dos brônquios. Por isso, devem ser usados apenas como resgate e passada a crise, devem ser substituidos por medicamentos controladore.

Um preconceito comum é temer o uso de remédios inalados e preferir usar xaropes. Mas é um grande erro: broncodilatadores sob a forma de comprimidos ou xaropes são mais fortes, pois são dosados em miligramas. Os remédios inalados são dosificados em microgramas, ou seja, numa dose mil vezes menor. Assim, comprimidos, xaropes e nebulizações provocam muito mais efeitos cardiovasculares e tremores do que os sprays (“bombinhas”).

Não se justifica o medo das "bombinhas", que quando criteriosamente usadas são absolutamente seguras e eficientes. Notícias veiculadas sobre pessoas que morreram em crises fortes e graves portando "bombinhas" são incompletas, pois a morte provavelmente decorreu do retardo na busca de socorro médico para a insuficiência respiratória que se instalou enquanto o paciente confiou demais no spray empregado intempestivamente. À esta altura, já não existia apenas broncoespasmo, mas também um grande edema inflamatório e retenção de muco, obstruindo as vias respiratórias.


Corticosteróides ou cortisona

A cortisona é o maior alvo de preconceitos, sendo aqui o maior uso da expressão: "faca de dois gumes". De fato, quando a cortisona é usada em doses generosas e por tempo demorado (algumas doenças necessitam manter uso por meses ou anos) poderão surgir vários efeitos adversos no organismo. Mas certamente estas doenças também são muito graves sem a cortisona.

Na asma e na alergia, o emprego da cortisona é feito em doses relativamente menores e por tempo curto - dias ou semanas. Por isso, os efeitos colaterais tendem a ser mais discretos, desaparecendo após o término do uso.

O uso prolongado é indicado apenas nos casos mais graves de asma, podendo surgir aumento de peso, cara de lua cheia, agitação, insônia, alteração da pressão e do açucar, etc. Mas, é preciso lembrar que a asma grave também é muito agressiva ao paciente, provocando alterações sérias no organismo, comprometendo o desenvolvimento infantil. Infelizmente, ainda hoje, com todos os recusros de tratamento disponíveis, ainda se morre de asma.

Aliás, a evolução de uma crise de asma pode ser dividida em "AC" e "DC", isto é, antes da cortisona e depois da cortisona. Antes as crises faziam sofrer, eram demoradas e podiam matar; depois da cortisona, as crises são perfeitamente controláveis, o sofrimento é bem menor e a mortalidade praticamente desapareceu. A experiência clínica e os estudos mostram que os asmáticos em crise que são internados em UTI, quase sempre tomaram broncodilatadores demais e cortisona de menos.

É evidente que a cortisona não é um medicamento para ser utilizado sem orientação médica, muito menos tomado por conta própria e menos ainda "receitado" por balconistas de farmácias. A cortisona é um remédio insubstituível na asma podendo ser considerado um verdadeiro "bisturi farmacológico" usado criteriosamente por médicos para "cortar" a crise de asma.


Cortisona inalada

Este tema merece uma apresentação à parte. É importante entender que embora o nome seja o mesmo, trata-se de uma medicação com características muito diferentes. A cortisona inalada é uma forma mais amena do corticóide usada sob a forma de sprays ("bombinhas"), nebulizações ou em inaladores (em vários modelos, chamados de pó seco inalado).

Este tipo de cortisona é cada vez mais empregado na prevenção de crises de asma. Neste caso, é dosificada em microgramos, sendo eficiente no controle da inflamação crônica da asma, em fórmulas isoladas ou combinadas aos broncodilatadores.

Os efeitos colaterais da cortisona inalada são mínimos, sendo mais comuns a irritação da garganta, rouquidão e aparecimento de monilíase ("sapinho") na mucosa da boca, evitado pela lavagem da boca com água corrente logo após o uso da "bombinha". O uso de espaçadores é muito eficaz na prevenção destes efeitos colaterais.

Corticóides inalados usados de forma adequada não impedem o crescimento da criança, não engordam e não fazem mal à pressão ou ao açucar no sangue. Por isso, podem ser feitos por tempo prolongado, com segurança, evitando as crises e a necessidade de usar a cortisona por via oral ou injetável.


Cortisona injetável "de depósito"

Estes medicamentos não estão indicados no tratamento das doenças alérgicas. Estas injeções tem doses altas e liberação lenta, fazendo com que uma unica injeção permaneça no organismo por cerca de 30 dias. O uso continuado pode levar a uma série de efeitos colaterais graves como a osteoporose, hipertensão arterial, catarata, diminuição da imunidade, aumento de peso , entre outros. O grande problema é que estas injeções oferecem uma falsa noção aliviadora e são vendidas sem receita nos balcões de farmácias.

Conclusão:

O que se pode concluir é que, se por um lado é verdade que efeitos colaterais dos remédios existem, por outro, as doenças alérgicas também são muito agressivas.

Dizer que existe um medicamento sem efeito colateral é utopia. Ao mesmo tempo que controla sintomas,qualquer remédio pode afetar outros segmentos do organismo, dando certa razão ao dito popular de que remédios podem ser "facas de dois gumes".

Por isso, cabe ao médico alergista estudar, conhecer e usar os remédios com critério, a fim de obter o máximo de benefícios, controlando possíveis efeitos adversos. Só assim será possível encontrar o "gume certo da faca", possibilitando eficiência e segurança no controle das doenças alérgicas.

21 Junho 2009

Asma


LiveTyping.com

Dermatite de fraldas

crianças de mãos dadas

Fraldas fazem parte do cotidiano de todo bebê. E, quando o bumbum fica irritado e avermelhado no local coberto pelas fraldas, surge a dúvida: será uma alergia? A resposta é: não, a dermatite de fraldas não é causada por alergia. Para entender melhor o problema, faremos algumas considerações:

1. O que significa dermatite de fralda?

A expressão “dermatite de fralda” não é específica. Serve para definir qualquer tipo de erupção (independente da causa) que surja no local do corpo coberto pela fralda, ou seja: área genital, nádegas, podendo se estender para a região final da barriga e parte das coxas. Para facilitar o entendimento, pde ser dividida em 4 tipos bem diferentes:
- Dermatite de fralda primária ou verdadeira: causada diretamente pela irritação do uso da fralda. Este é o tema deste texto.
- Dermatite pré-existente piorada pelo uso da fralda: uma pessoa portadora de outras doenças da pele pode piorar com o uso da fralda surgindo lesões que confundem o diagnóstico. Por exemplo, eczemas, miliária, psoríase, etc.
- Alergia de contato ao material da fralda ou à produtos usados na higiene (rara)
- Doenças que se acompanham por lesões na área de contato com a fralda, mas sem relação com seu uso. Exemplos: escabiose (sarna), impetigo, entre outras.

2. Porque surge a verdadeira dermatite de fralda?

O uso da fralda abafa o local, provocando aumento da temperatura e umidade, tornando a pele mais sensível à irritação ao contato com urina e fezes. Ou seja, apesar do nome, a fralda não é a causa. Este tipo de dermatite resulta da irritação da pele e não de uma alergia.

3. Como é o aspecto das lesões na pele?

A maioria dos casos é benigna, sendo comum em crianças até 2 anos de idade. Mas, também pode ocorrer em adultos portadores de incontinência urinária ou fecal e em uso de fraldas geriátricas. O tratamento e os cuidados são os mesmos dos indicados na infância.
A dermatite em geral se inicia com o avermelhamento da pele nas áreas de contato com a fralda, surgindo o que se chama popularmente de “assadura”. Mas, se não for tratada adequadamente, pode piorar evoluindo com descamação, aparecimento de bolhas e até erosões na pele. Nos casos mais avançados, pode ocorrer infecção secundária causada por bactérias e/ou por fungos.

4. A fralda é a causa do problema?

Não. A fralda apenas facilita, pois propicia a oclusão, abafando o local, aumentando a umidade e o calor. Na verdade, é a ação da urina e das fezes que irrita a pele e provoca a dermatite.

5. O que é melhor, a fralda de pano ou a descartável?

Teoricamente, o melhor é usar fraldas descartáveis. É indicado o uso de tipos mais absorventes, com maior capacidade de manter seca a pele. Mas, por outro lado, as fraldas de pano também têm vantagens, pois permitem que sejam colocadas mais frouxas, resultando em menor oclusão. Como encharcam facilmente, permitem que o adulto note e providencie a troca. Fraldas de pano devem ser lavadas com duplo enxágue, usando sabão neutro (sabão de coco ou glicerina). Fraldas mais antigas devem ser fervidas e podem ser colocadas no molho em água com algumas colheradas de vinagre durante a noite.

6. O tipo de alimentação influencia?

Apenas em parte. Sabe-se que bebês amamentados ao seio têm menor ocorrência de dermatite de fralda. Ao contrário, crianças com gastroenterite têm mais chance de desenvolver assaduras. Mas, na verdade, qualquer criança, independente do tipo de alimentação pode sofrer desta dermatite.

CUIDADOS QUE AJUDAM:

- Lave as mãos antes e depois de trocar a fralda do bebê.
- Mantenha seca a área das fraldas. Troque sempre que perceber que a criança urinou ou defecou. Mas de 3 em 3 horas, confira se há necessidade da troca.
- Faça a higiene com água corrente ou com algodão embebido em água morna. O uso de lencinhos umedecidos deve ser orientado pelo pediatra já que contém sabões, podendo provocar alergia de contato em crianças susceptíveis.
- Limpe com cuidado, mas suavemente, sem esfregar. Limpe e seque bem os locais úmidos como as dobrinhas da pele.
- Use sabonetes neutros e próprios para a pele sensível do bebê, recomendados pelo médico.
- Evite o uso de calças plásticas
- Sempre que possível, deixe a criança sem fralda durante o dia. É interessante expor a área acometida ao sol, por alguns minutos, pela manhã.
- Comunique ao pediatra se a criança está com o ritmo intestinal aumentado ou com diarréia. Limpe atentamente para que não sobrem resíduos de fezes.
- Não use pós ou preparações caseiras. Só use pomadas ou cremes indicados pelo médico.
PhotobucketFontes
Sociedade Brasileira Pediatria – Estudando Dermatologia – Fascículo I – Dermatite de Fralda.
Fisiopatologia da dermatite da área das fraldas: Anais Brasileiros de Dermatologia.

17 Junho 2009

Deu no New York Times

Alergia é coisa de família?

O fato: é bem sabido que traços como cor dos olhos e cabelos, altura e até mesmo certos aspectos de personalidad
e podem ser hereditários. 

E quanto à alergia?

O ambiente certamente influencia no problema, mas os cientistas constataram que doenças alérgicas (como a asma e a rinite) têm forte componente genético. Mas, diferem do clássico padrão de Mendel. Ao contrário da determinação de cor de cabelo e olhos, essas doenças derivam de interações entre uma multidão de genes, alguns dos quais conferem proteção contra e outros contribuem para o desenvolvimento de alergias.

Como resultado, as pessoas podem não herdar as alergias específicas de seus pais a determinadas substâncias, mas terão maior probabilidade geral de sofrer alergias, especialmente se ambos os pais as tiverem.
 

Um estudo envolvendo 344 famílias, por exemplo, constatou que quando nenhum dos pais tem histórico de asma, apenas 6% das crianças desenvolvem o problemas. Se um dos pais sofre dessa condição, a porcentagem de crianças afetadas sobe a 20%, e atinge os 60% nos casos em que os dois pais são asmáticos.

Há provas mais convincentes oferecidas por dezenas de estudos sobre gêmeos. Em termos gerais, quando um gêmeo idêntico sofre de rinite, asma ou eczema, o outro tem probabilidade de 50% a 80% de sofrer da mesma doença. Nos casos de gêmeos fraternos, a probabilidade se reduz para entre 25% e 40%.

A conclusão:


O ambiente e os genes contribuem para a alergia. 
Contudo, os estudos sugerem um predomínio da genética.

Fonte: Terra Brasil

13 Junho 2009

TESTE SEUS CONHECIMENTOS EM ALERGIA

smile pensando

Assinale se as afirmações são verdadeiras ou falsas.


1.  Crianças alérgicas não podem comer corantes amarelos.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

2.  Se você não teve alergia na infância, não terá quando adulto.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

3.  A gripe e a rinite tem sintomas parecidos mas são doenças diferentes.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

4.  Crianças alérgicas ao leite podem tomar leite de cabra
Verdadeiro ( ) Falso ( )

5.  A imunoterapia (vacina para alergia) está indicada nos casos de asma, rinite e alergia a insetos.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

6.  Pessoas alérgicas a camarão não podem fazer exames com contraste iodado
Verdadeiro ( ) Falso ( )

7.  Carne de porco é causa de alergia
Verdadeiro ( ) Falso ( )

8.  Alergia não tem cura.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

9.  Cães de pelo curto não provocam alergia
Verdadeiro ( ) Falso ( )

10.  Crianças alérgicas a leite não podem comer carne.
Verdadeiro ( ) Falso ( )

Agora, confira suas respostas:

1. Falso. Estudos científicos recentes demonstraram que a reação por corantes e aditivos é rara. E, quando existe, seu mecanismo não é alérgico. Não se comprovou a associação entre tartrazina, asma, urticária e angioedema. Crianças devem ter uma alimentação saudável e balanceada, mas não significa que não possam comer guloseimas.
 

2. Falso. É mais comum que as alergias iniciem na infância, mas podem surgir em qualquer idade.
 

3. Verdadeiro. A rinite alérgica tem origem genética (hereditária), se acompanha de uma inflamação da mucosa do nariz e tem participação da alergia. Ocorre de forma repetida e crônica, principalmente no inverno. Os sintomas principais da rinite são: espirros (chamados de espirros “em salva”, isto é, surgindo vários de uma só vez), nariz escorrendo (a coriza é abundante e em geral clarinha tipo água), congestão e prurido nasal (coçam: os olhos, nariz, garganta e ouvidos). Resfriados e gripes são causados por vírus. Os sintomas são um pouco diferentes: a coriza em geral é mais grossa ou até catarral, a obstrução nasal é bastante incômoda e os espirros e a coceira são discretos ou ausentes. Além disso, é comum surgir também: febre, mal estar e dores no corpo.
 

4. Falso. O leite de cabra não pode ser usado em crianças com alergia ao leite confirmada, pois cerca de 90% das proteínas deste leite é são semelhantes às proteínas do leite de vaca. É uma opção apenas nos casos de intolerância ao leite.
 

5. Verdadeiro. As doenças alérgicas com indicação para imunoterapia específica são: rinite/conjuntivite alérgica, asma brônquica e alergia à picada de insetos (abelha, vespa e marimbondo).
 

6. Falso. Não existem evidências científicas comprovando que o iodo inorgânico presente no camarão e nos frutos do mar esteja relacionado com uma maior possibilidade de reação aos contrastes iodados.
 

7. Falso. Embora a carne de porco seja muito lembrada pelos pacientes, raramente é comprovada como causa de alergia. Os principais alimentos desencadeantes de alergia alimentar são: leite de vaca, ovos, amendoim, soja, nozes, peixes e frutos do mar.
 

8. Verdadeiro. A ciência médica ainda não encontrou a cura total para todas as alergias. Alergia é uma maneira diferente do organismo reagir para certos estímulos e por si só não é doença: é apenas diferente! O exagero da alergia é que se transforma em doença, como por exemplo, a asma ou a rinite. Uma pessoa é alérgica por toda a vida, mesmo que não manifeste nenhuma doença alérgica.

9. Falso. A causa da alergia aos cães está ligada não apenas aos pêlos´, mas a outros fatores, como por exemplo a descamação de sua pele. Nos gatos, a saliva é a principal causa de alergia. Ao lamberem o próprio corpo, os pêlos tornam-se os principais “vilões” para os alérgicos. É importante lembrar que acima de tudo, o aparecimento da alergia dependerá da sensibilidade individual de cada pessoa.
 

10. Falso. As proteínas do leite não são as mesmas encontradas no tecido muscular da carne de vaca. Por isso, a carne de vaca isso, pode ser ingerida pelas pessoas alérgicas ao leite de vaca.
positivo 
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