24 Abril 2009

BINGO DA ALERGIA


A equipe médica da Clínica de Alergia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro 
realizará no próximo  
dia 6 de Maio, quarta feira às 15 horas

  

II Bingo da Alergia
Venha se divertir, jogar, ganhar brindes 
e aprender sobre a Alergia.


Quer participar?
Ligue logo:
(21) 2210 2810 
Reserve sua vaga: são apenas 40 lugares
Entrada franca



Este bingo faz parte das comemorações da
 
Semana Carioca de Alergia
conta com o apoio da ASBAI RJ

Meu filho tem alergia à lactose. O que devo fazer?

Esta afirmação não é correta. Não existe alergia à lactose.
Existem sim dois tipos de reações: alergia ao leite e intolerância à lactose. E são duas situações muito diferentes, mas que infelizmente provocam muita confusão.

bebendo leite

Alergia ao leite é uma resposta imunológica do organismo à proteína do leite, que pode ser de vaca, de cabra, de búfala. Ou seja, o organismo entende essa proteína como um agente estranho que precisa ser combatido e desencadeia reações alérgicas, como: diarréia, urticária, sintomas respiratórios (como asma) ou febre.

A intolerância à lactose, ao contrário da alergia ao leite, resulta da deficiência ou da falta de uma enzima chamada lactase, que serve para digerir a lactose (o açúcar do leite). Se a lactose não é absorvida, pode provocar sintomas, como por exemplo, a diarréia - o sintoma mais característico da intolerância.

A intolerância pode acontecer a qualquer momento, e se agravar na vida adulta. Já a alergia depende de uma predisposição genética ou hereditária.

Um trabalho publicado em 2007 na Revista Paulista de Pediatria mostra que curiosamente esta dificuldade não é só dos pais, mas também de médicos e até de nutricionistas.

Qual a melhor conduta?

No caso da intolerância ao leite a conduta é suspender todos os alimentos que contém a lactose da dieta. Ou, se for o caso, alimentar-se apenas com produtos que tenham baixo teor de lactose. Mas, no caso de uma alergia é importante afastar o leite e seus derivados da dieta, pois é sabido que mesmo uma quantidade mínima pode provocar uma alergia intensa.

Ou seja, a alergia às proteínas do leite de vaca e a intolerância à lactose podem ser confundidas, gerando condutas equivocadas. A exclusão de todos os alimentos que contêm proteínas do leite de vaca é a terapêutica adotada nos casos de alergia, pois o fator desencadeante das reações alérgicas é a presença das proteínas do leite. Na intolerância à lactose, o foco não deve ser as proteínas do leite, mas sim o carboidrato: a lactose. É preciso observar a tolerância individual, isto é, a quantidade de lactose que o indivíduo pode ingerir sem apresentar sintomatologia, não sendo necessária a exclusão obrigatória e total do leite e de seus derivados.

Concluindo, o mais importante é fazer o diagnóstico da situação em cada criança. Quanto mais cedo se estabelece o diagnóstico, menores as conseqüências para a criança

Fontes:
Revista Paulista de Pediatria
Revista Crescer

20 Abril 2009

Vick-Vaporub




Vick Vaporub é uma pomada usada tradicionalmente no alívio dos sintomas de gripes e resfriados, em especial da obstrução nasal. É composta de produtos voláteis (mentol, cânfora e eucalipto), e promete a diminuição da congestão das vias nasais e sensação de alívio e frescor. Contudo, na prática, nem sempre esta é a realidade. A edição de Janeiro de 2009 publicou uma pesquisa sobre este produto incluindo o relato do caso de uma criança pequena que apresentou uma crise respiratória grave após o uso do vick.

O estudo foi realizado em furões – animais que têm características de anatomia e de células bem semelhantes às do ser humano.
Os resultados da pesquisa demonstraram que o produto não exerce o efeito de alívio e, além disso, pode trazer conseqüências indesejáveis, à medida que seu forte odor pode realmente irritar as vias respiratórias, aumentando a produção de muco (catarro). Além disso, pode ocorrer edema (inchação), dificuldade em eliminar a secreção pelas vias inflamadas, piorando o problema.

Ou seja, Vick VapoRub pode causar irritação das vias respiratórias e aumentar a produção de muco em pessoas de qualquer idade, mas as consequências tendem a ser mais graves em crianças menores de 2 anos. Isto porque bebês e crianças pequenas têm vias respiratórias pequenas e estreitas. Assim, o aumento do muco e o edema estreitam ainda mais, diminuindo a passagem do ar, podendo ocasionar sintomas respiratórios graves.


Alérgicos (em qualquer idade) possuem vias respiratórias sensíveis, respondendo intensamente a fatores irritantes, como por exemplo, aos odores ativos. Como o Vick-vaporub tem cheiro ativo, pode provocar irritação, com piora dos sintomas nasais e até induzir tosse, falta de ar e crise de asma (ou bronquite).


Além disso, é sabido que o eucaliptol ou cineol, princípio ativo das folhas de Eucalyptus globulus, encontrado no eucalipto medicinal do Nordeste (Eucalyptus tereticornis) é uma substância sensibilizante. Quando passado na pele pode promover alergia na pele como por exemplo, dermatite de contato e urticária.

Conclusão: o ideal é usar qualquer remédio sempre com a orientação do médico.

Leia mais em: Revista "Chest"
Site do fabricante

16 Abril 2009

GPS para asmáticos: notícia curiosa



É isso mesmo:

David Van Sickle, um pesquisador da Universidade Wiconsin-Madison, está trabalhando em inaladores para asma com dispositivos GPS embutidos. O objetivo é conseguir mais informações a respeito dos ambientes frequentados pelos asmáticos. De acordo com o site Engadget, os inaladores marcarão o local exato do paciente toda vez que este utilizar o remédio.

Com essas informações geográficas, os pesquisadores pretendem montar um banco de dados a respeito de locais que causam mais ou menos alergia ao doente.

Nos anos 80, foram precisos oito anos para se descobrir que a poeira dos grãos de soja estocados perto da cidade de Barcelona, na Espanha, causaram um ataque em massa de asma. A pesquisa de David pode diminuir esse tempo consideravelmente.

“Estudos da asma epidêmica têm demonstrado que a compreensão sobre o local onde ocorrem as crises de asma podem ajudar a identificar focos da doença”, disse David ao site da Universidade.

Os locais mais afetados serão estudados mais profundamente, para que doutores e pesquisadores possam saber quais elementos e ações provocam maior alergia nos asmáticos, podendo assim combater esses problemas e melhorar a vida de muitas pessoas. Também será possível descobrir novos elementos que possam ativar a doença.

O projeto ainda está em fase inicial, e está aceitando apenas voluntários dos Estados Unidos, mas David espera que seu estudo seja abrangente: “Ele irá permitir intervenções de saúde pública mais específicas em locais e momentos em que as pessoas estão realmente sofrendo”, declarou ao site CNET.

Por Stella Dauer

04 Abril 2009

Escova progressiva



O governador Sérgio Cabral sancionou a lei número 5421 proibindo o uso de formol nos estabelecimentos do Rio de Janeiro. Esta medida trouxe à tona um assunto muito importante, pois o uso da escova progressiva aumentou de forma vertiginosa, na busca de cabelos lisos e cachos controlados. O problema é que os produtos utilizados na escova progressiva para alisamento capilar nem sempre são registrados na Anvisa e utilizam formol, uma substância que pode provocar riscos à saúde, quando usado em concentração elevada, acima dos limites permitidos de uso.
Segundo dados obtidos no site do INCA o formol ou formaldeído, solução a 37%, é um composto líquido claro com várias aplicações, sendo usado normalmente como preservativo, desinfetante e anti-séptico. Também é usado para embalsamar peças de cadáveres, mas é útil também na confecção de seda artificial, celulose, tintas e corantes, soluções de uréia, tiouréia, resinas melamínicas, vidros, espelhos e explosivos. O formol também pode ser utilizado para dar firmeza nos tecidos, na confecção de germicidas, fungicidas agrícolas, na confecção de borracha sintética e na coagulação da borracha natural. É empregado no endurecimento de gelatinas, albuminas e caseínas. É também usado na fabricação de drogas e pesticidas.
O formol é autorizado para uso como conservante em cosméticos e como endurecedor de unhas, mas sempre obedecendo o limite previsto por lei. Mas, no caso das escovas progressivas, para obter o efeito alisante, estes limites são ultrapassados, aumentando sobremaneira a possibilidade de reações indesejáveis e perigosas. Ou seja, o risco é maior quando se utiliza concentrações maiores e no uso frequente do produto.


E quais são estas consequências adversas no uso de formol nas escovas progressivas?

Nos cabeleireiros:

- A inalação do vapor contendo formol pode provocar do de garganta, sintomas nasais, tosse, falta de ar. Olhos lacrimejando e conjuntivite. Além disso, pode agravar sintomas da alergia respiratória, como a asma e a rinite alérgica.

- Podem surgir também: dor da cabeça, tonteira, vertigem.

- A inalação de concentrações maiores pode ferir a via respiratória, provocando graves sequelas posteriores. Há relato de câncer, em especial nos trabalhadores de fábricas que manipulam o produto por tempo prolongado.

- Dermatite em mãos e rachaduras na pele, resultantes da manipulação repetida do produto.

Nos usuários:
- A reação mais comum é a queda de cabelos, que pode ser localizada em áreas específicas ou ocorrer de forma intensa.

- Reação no local da aplicação por mecanismo irritante: surgimento de vermelhidão, inchação, ardência, dor, podendo evoluir para queimadura.

- Irritação da pele, olhos e mucosas. Olhos ficam avermelhados, lacrimejando, além de ardência e dor ocular, em especial no momento da aplicação do produto alisante, em virtude da inalação do vapor contendo formol.

- Espirros, coriza, obstrução nasal, tosse e sensação de falta de ar. Agrava a asma e a rinite nas pessoas portadoras de alergia respiratória.

- O uso repetido pode levar à sensibilização e resultar em dermatite alérgica de contato no couro cabeludo.
 
- Casos raros e graves poderão se acompanhar de edema na glote e faringe, comprometendo a respiração.



Conclusão: Use apenas os produtos autorizados pela ANVISA. Desconfie de produtos com embalagens sem identificação do fabricante, sem número de registro pois é indicativo de que não foram submetidos à análise da autoridade sanitária.

Leia mais no site da ANVISA


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