31 Março 2009

Uso incorreto de descongestionantes nasais agrava rinite alérgica


Espirros, coceira, iritação.
A rinite alérgica é o que há de mais incômodo com a chegada do outono-inverno.
Pior que ela só mesmo a rinite medicamentosa, que tem como principal agente ativador o uso indevido e desenfreado de descongestionantes nasais.


Adotados por considerável parte da população como itens de cabeceira, os descongestionantes nasais tópicos, aqueles em gotinhas, escondem um verdadeiro risco quando usados sem acompanhamento médico. Seu uso continuado por mais de uma semana pode gerar dependência química, a ponto de o indivíduo fazer uso do medicamento mesmo sem estar com a narina congestionada. "Eu faço uso de descongestionante várias vezes ao dia há dois anos. Não consigo mais viver sem ele", diz Daniela Gonçalves, 19 anos, estudante de jornalismo.

O perigo da má administração do remédio, além do vício, é o efeito rebote. "Se a pessoa tem rinite alérgica, por exemplo, e usa descongestionante em gotas para aliviar a obstrução do nariz, o resultado é que com o uso continuado, mesmo que por poucos dias, surge o efeito rebote e a dependência química se instala. A partir daí existem agora dois problemas: a mesma rinite alérgica e o que se chama de rinite medicamentosa, provocada pela gotinha.


O s descongestionantes para uso oral (xaropes ou comprimidos) também estáo longe de serem saudáveis. São um pouco menos prejudiciais que os de uso tópico, pois, não causam dependência química. Contudo, podem acarretar alguns sintomas como ansiedade, insônia, aumento da frequência cardíaca , aumento da pressão arterial e retenção urinária.


Fonte: Portal Nacional de Seguros

28 Março 2009

Fast food e asma

Photobucket    A asma (ou bronquite) é uma doença de origem genética (hereditária), mas que sofre grande influência de fatores ambientais. As pessoas portadoras de asma têm os brônquios inflamados, gerando uma sensibilidade exagerada para fatores do ambiente que são inócuos para as pessoas que não são asmáticas. A asma se acompanha de um processo imunológico alterado que se reflete não apenas nos pulmões, mas em todo o organismo.

Os principais fatores desencadeantes de asma são:
. Alergia: poeira, mofo, pelo de animais;
. Irritantes: cheiros ativos, fumaças, mudanças de temperatura;
. Infecções;
. Medicações;
. Fatores emocionais; etc.

Alimentos são causas mais raras de asma, ocorrendo em pouco mais do que 5% dos casos, em especial nas crianças pequenas. Por isso, habitualmente não se recomenda uma dieta especial aos portadores de asma, a não ser que seja comprovada uma alergia alimentar.

A Organização Mundial de Saúde recomenda que o leite materno seja a alimentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida, pois trata-se de um alimento completo, rico em nutrientes e ainda, porque este hábito protegeria a criança contra determinadas doenças. Estudos científicos mostram que crianças amamentadas têm menores taxas de asma, rinite e eczema atópico.

Contudo, recentemente foi publicado um trabalho no Canadá (Universidade de Alberta) que estudou 700 crianças entre 8 a 10 anos de idade, através de questionários. Destas, cerca de 250 tinham asma e 47 não. Ao final, este estudo confirmou os benefícios do aleitamento prolongado, mas também apontou que crianças habituadas a comer em lanchonetes do tipo “fast food” perderiam os efeitos benéficos do aleitamento e estariam mais sujeitas a asma. Interessante notar que mais da metade das crianças incluídas no estudo declararam que comiam fast food pelo menos duas vezes por semana. E concluíram o estudo questionando se os hábitos modernos alimentares poderiam estar contribuindo para os altos índices de asma verificados nos últimos anos.

Trabalhos anteriores já vinham chamando a atenção para a relação entre a alimentação em fast food e asma. Um pesquisador da Nova Zelândia, Dr. Kristen Wickens publicou em 2006 um trabalho, parte do “Estudo ISAAC” - International Study of Asthma and Allergies, onde estudou 1300 estudantes entre 10 e 12 anos de idade, baseado em questionários, testes alérgicos e avaliações da função pulmonar. Concluiu que as crianças que tinham hábito de se alimentar com refeições rápidas, em especial à base de batata frita, refrigerantes e hamburguers (em suas formas variadas) tinham maior prevalência de asma.

PhotobucketA questão é: a razão estaria na baixa qualidade nutritiva, na alta quantidade de sal e gorduras, que acompanham estes lanches? Ou seria pelo sobrepeso e obesidade que também podem ser fatores agravadores da asma?

A vida moderna exige pressa, para adultos e crianças, favorecendo a procura por refeições rápidas, mas nem sempre balanceadas do ponto de vista nutritivo. A criança é a presa mais fácil desta armadilha, pois se atrai pela comida colorida, saborosa e fácil de mastigar, sem contar os atrativos oferecidos pelas grandes redes com propagandas coloridas, ofertas de brinquedos atrativos como brindes, áreas de recreação, etc., seduzindo o pequeno cliente.

É claro que novos estudos serão necessários para confirmar e para definir as razões da relação entre fast food e asma.

PhotobucketMas não custa nada estimular bons hábitos:

- Adiar o máximo possível a estreia nas lanchonetes. Habituar a criança desde pequena a apreciar alimentos saudáveis.

- Negociar com a criança um número de vezes em que poderá ir às lanchonetes.

- Contrabalançar com refeições mais leves.

- Comprar porções menores, evitando as promoções que em geral são feitas estimulando a compra dos sanduíches e batatas fritas em apresentações maiores.

- Estimular a escolha de sanduíches menos calóricos, com menos maionese ou molhos exagerados.

- Escolher sucos ao invés de refrigerantes.

- Aos que argumentam a falta de tempo como justificativa: restaurantes modernos oferecem opções a peso que também podem ser rápidas e até mais baratas. Com a vantagem de oferecer alimentos com valor nutritivo superior aos sanduíches.

Leia mais em:

http://www3.interscience.wiley.com/journal/121645882/abstract
http://www.nzherald.co.nz/nz/news/article.cfm?c_id=1&objectid=10354170

20 Março 2009

Doenças alérgicas subvalorizadas nas crianças

espirros
As doenças alérgicas, nomeadamente a rinite e asma, são muitas vezes menos valorizadas, "sub diagnosticadas" e menos tratadas do que deveriam, denunciou o presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Os pais são os primeiros a subvalorizar estas situações.

Contudo, ainda há alguns médicos que consideram que estas doenças "passam com a idade".
É preciso esclarecer "erros e mitos" relacionados com estas doenças, sublinhou o pediatra, defendendo que "quanto mais cedo se começa o tratamento, melhor é o prognóstico".

O médico adiantou que as doenças alérgicas são muito mais prevalentes nas crianças, atingindo o pico na adolescência.  Mas, também afetam adultos.

Estas doenças contribuem para prejuízo no rendimento escolar e na qualidade de vida, pois são altamente incômodas. Alergias sofrem influência de vários fatores ambientais, bem como de ordem psicológica. Por exemplo, uma pessoa pode ficar triste porque sente que o seu desempenho não está 100 por cento e pode ficar abatida, levando a alterações de humor, agressividade e irritabilidade.

14 Março 2009

Ar condicionado e alergia


O Brasil enfrenta um período de grande calor e, convenhamos, não dá para fugir do ar refrigerado, no trabalho, bancos, empresas, shoppings, sem contar nos carros, ônibus, e, por que não? Em casa! Aí surge a dúvida: alérgicos podem permanecer em ambientes refrigerados? A resposta é sim, mas é bom conhecer dicas para uma convivência saudável com o aparelho.

Não pretendemos esgotar o tema, mas sim fazer algumas considerações:


 - O aparelho de ar condicionado, para obter o resfriamento ambiental, tende a ressecar o ar. O ar mais frio e mais seco pode afetar o trabalho e a sensibilidade nasal, ocasionando sintomas.


- Algumas pessoas portadoras de asma e rinite pioram sintomas em ambientes refrigerados.


- O ambiente fechado e condicionado propicia condições para transmissão de viroses, gripes e resfriados, que por sua vez constituem fatores agravantes da asma e da rinite alérgica.


- O ar condicionado central pode se associar à proliferação de fungos e bactérias no seu interior, quando não devidamente limpo periodicamente o que pode causar doenças graves, como pneumonias. Fungos podem causar ou agravar quadros alérgicos.


- Ambientes refrigerados não devem acumular poluentes. Não devem ser acarpetados e devem ser livres da fumaça de cigarro. O ideal é abrir diariamente as janelas por um período, em especial nos momentos de pintura, ou no caso de utilizar produtos com odor ativo.


- Ambientes de trabalho devem receber atenção especial já que as pessoas permanecem por longas horas no mesmo local. A ANVISA publicou em 2000 a resolução 176 de 24/10/00, estabelecendo normas para padrões de qualidade do ar interior, que devem ser seguidas.


- Carros com ar condicionado também merecem atenção. Leia mais em http://blogdalergia.blogspot.com/2008/05/cuide-do-seu-carro-e-d-carona-sade.html:



Concluindo, leia os 10 mandamentos para que alérgicos possam conviver harmoniosamente com o ar condicionado:

1. Mantenha a asma e a rinite sob controle. Assim enfrentará melhor os fatores que podem irritar as vias respiratórias, como é o caso do ar condicionado.
 

2. Utilize o aparelho graduado entre 18 e 27ºC. Mas, se não tem jeito e a temperatura é muito baixa, deixe um agasalho no trabalho e use durante sua permanência no ambiente refrigerado.
 

3. Lave as narinas com soro fisiológico, durante o dia.
 

4. Coloque uma vasilha com água no ambiente para diminuir o ressecamento .
 

5. Não permita o fumo em ambientes refrigerados.
 

6. Ambientes fechados devem ser mantidos limpos e arejados. O ideal é que não tenham carpetes, estofados, livros em excesso, para facilitar a limpeza.
 

7. O filtro do deve ser lavado semanalmente e a manutenção realizada conforme a instrução do aparelho. Os dutos do sistema de ar central devem receber limpeza adequada e especializada.
 

8. Limpe a casa ou o escritório diariamente, utilizando pano úmido. Sendo possível, abra as janelas e persianas por períodos durante o dia para receber luz do sol e ar puro.
 

9. Não tome banhos quentes e demorados: prefira os banhos mornos ou frios. Use um hidratante após o banho.
 

10. Tenha vida saudável: alimente-se bem, beba líquidos durante o dia, pratique atividade física.

10 Março 2009

Alergologistas alertam para os perigos da tatuagem de henna

sol
O verão, estação mais amiga do sol, esconde armadilhas principalmente para quem é alérgico a picadas de insetos e quem sofre de sensibilidade cutânea. A estação mais esperada pelos adoradores de praias e piscinas é também muito bem vinda para quem sofre de alergias respiratórias como rinite e asma, quando podem respirar com mais tranquilidade. Porém, os consultórios médicos especializados em alergias registram aumento de até 30% na procura, quando comparado a outros períodos do ano.

– Um exemplo de armadilha é a popular tatuagem de henna, aplicada principalmente em crianças – adverte o presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia do Rio de Janeiro Fábio Chigres Kuschnir. – O corante presente na combinação acaba por sensibilizar a pele, provocando coceiras e até queimaduras.

Fábio chama atenção para a dermatite de contato que é a irritação da pele causada pela exposição a diversos produtos como loções hidratantes, pomadas e até cremes antialérgicos com presença de substâncias como anti-histamínicos.

Quanto aos insetos, o alergologista (médico especialista em alergia) explica que alergia a picadas de pernilongos, mosquitos e pulgas não apresenta tendências genéticas e quem tem essa provocação deve tomar cuidados especiais.

– O calor do verão e as chuvas são favoráveis às condições de reprodução de mosquitos, pernilongos e outros insetos. Então quem é alérgico precisa tomar cuidados como uso de repelente o tempo todo – recomenda o médico.

No caso de persistência de sintomas depois de uma mordida como inchaço e até febre o médico deve ser procurado. Uma das alternativas é um tratamento feito por vacinas.

A estudante Luiza Smama, 19 anos, sofre de alergia a picadas de insetos e recentemente foi alvo de um ataque.

– No último domingo, fui a um sítio e não deu outra, levei uma mordida de mosquito no pé. O inchaço está até agora e estou tomando anti-biótico – conta a jovem que apresenta edemas pelo corpo.

Cuidados com a pele

Os índices de raios ultravioletas no verão são altos. Ontem mesmo com a chuva, por exemplo, a intensidade registrada foi 10, em uma escala de 1 a 14, o que demanda alguns cuidados.

A médica Leandra Metsavaht, membro da sociedade brasileira de dermatologia, alerta para as foto-alergias, como a ingestão de medicamentos causa bolhas no paciente ao se expor no sol. Outro perigo é o contato com chá de plantas como aroeira, figueira ou leite de folhas de mangueira ou suco de limão que mesmo após lavar a pele o continua a represesntar perigo de queimadura. Até perfumes representam riscos quando passados e expostos ao luz solar.

João Paulo Aquino, JB Online

08 Março 2009

Quarto de alérgico

Uma pessoa adulta permanece no quarto de dormir em média por 7 ou 8 horas, sendo quase todo esse tempo na cama. Uma criança fica na cama entre 8 a12 horas e mais algum tempo no chão, brincando.

Ácaros se alimentam de descamação da pele (dermatophagoides - derma=pele e fagóides=comedor). O ser humano descama mesmo é quando está deitado, isto é: nos travesseiros e colchões.

O quarto do alérgico pode ser bonito, agradável, aconchegante e... saudável. Vale a pena!
Veja na figura e siga as dicas:
Desenho: Globo online



1) Almofadões: evite usar ou coloque capas com fechos, permitindo a lavagem frequente.

2) Animais: o ideal é não ter animais de estimação. Caso já tenha, não permita que fiquem no quarto ou que subam em camas ou estofados. Banhe-os semanalmente.

3) Cigarro: não fume e não permita que fumem em seu quarto.

4) Cortinas: prefira as curtas e fáceis e lavar ou substitua por persianas.

5) Limpe o quarto todos os dias e retire o pó com pano úmido embebido em sabão. Evite usar vassoura ou espanador, que espalham a poeira.

6) Tapetes: preferir modelos pequenos e lavar periodicamente.

7) Bichos de pelúcia: evite o excesso de brinquedos e bichinhos de pelúcia pois acumulam pó e dificultam a limpeza. Coleções no quarto também podem se tornar um problema: mantenha em estantes com portas de vidro ou em caixas apropriadas.

8) Estantes: evite os modelos abertos e o acúmulo de papéis, livros e objetos desnecessários.

9) Paredes: combata focos de infiltração e umidade. Use tinta lavável. Evite texturas e papéis de parede que dicultem a limpeza.

10) Evite ventiladores de teto. Caso já tenha, limpe as pás com pano úmido. O ar refrigerado pode ser usado sem esquecer a lavagem semanal do o filtro.

CAMAS: modelos tradicionais, lisas, evitando as camas do tipo "baú”, com prateleiras ou do tipo beliche.
- Colocar camas e berços afastados da parede.
- Se possível, o alérgico não deve dormir em colchonetes no chão e não se deve guardá-los embaixo de camas durante o dia.
 

ARMÁRIOS: organizados, para facilitar limpeza periódica do interior dos guarda-roupas. Não usar naftalina ou produtos com odor ativo nos armários e gavetas.
 

COLCHÕES: O colchão é um verdadeiro cemitério de ácaros! Uma medida muito eficaz é encapar colchões com capas especiais, antialérgicas com proteção impermeável, contra ácaros. Por cima delas, você pode usar a fronha, e o lençol. Se não for possível a compra desse tipo de capas, é possível confeccionar um similar em casa utilizando um plástico tipo napa ou similar. Até mesmo os plásticos PVC, usados para embalar alimentos podem ser usados com este fim. Aspire os colchões.
 

TRAVESSEIROS: é um item muito importante para os alérgicos pois são os locais onde os restos dos ácaros se acumulam em grande quantidade. Seu travesseiro é novo? Se não, saiba que ele já está recheado de ácaros. Jogue fora! O travesseiro é de estimação? É um travesseiro especial para problemas de coluna? Então, coloque uma boa capa impermeável ou forre com plástico. Preferir modelos com espuma inteiriça, evitando-se painas, penas, plumas, etc.
 

ROUPAS DE CAMA: Lavar lençóis, fronhas e cobertas uma vez por semana, se possível com água quente. Ao final, devem ser passados desdobrados a ferro quente.
Evitar cobertores de lã e trocar por edredons. Em locais muito frios, o cobertor de lã pode ser usado "ensacado", isto é, costurando-se dois lençóis juntos para encapá-los, fechando com um zíper. Roupas de inverno ou aquelas raramente usadas: lavar antes do uso.




Este site é escrito em inglês, mas vale a pena visitar:


Allergy and asthma associates

04 Março 2009

Legumes podem proteger contra problemas respiratórios


De acordo com um estudo realizado pela Universidade da Califórnia (EUA), comer vegetais crucíferos, como couve flor e brócolis, pode proteger contra asma, rinite alérgica e outras doenças pulmonares. Para os especialistas, esses vegetais possuem um composto natural chamado sulforafano que causa no organismo humano um efeito antioxidante.

Os pesquisadores analisaram 65 pessoas que tomaram, durante três dias, doses de alfafa ou de brócolis. Eles constaram que o brócolis provocou um aumento das células antioxidante e a elevação dos níveis de proteínas das células das vias respiratórias, que conseqüentemente protegem o pulmão.

Siga as dicas da nutricionista Cristiana Andreoli do Centro Universitário S. Camilo, em S Paulo, para fazer com que os legumes entrem na dieta das crianças sem cara feia:

- nas receitas de tortas e panquecas,substitua parte do leite ou da água por suco de beterraba, espinafre ou cenoura;
- inclua hortaliças bem picadinhas nos recheios de pizzas e salgados;
- acrescente beringela e abobrinhas raladas à massa de hamburgueres e bolinhos de carne.
Fonte: Folha de Salvador e revista Cláudia
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...